4.2 Mevcut Ekonomik Koşulların, Gayrimenkul Piyasasının Analizi, Mevcut Trendler ve Dayanak
4.2.2 Türkiye’de Gayrimenkul Piyasası
Cidade Nova é a edição brasileira de uma revista com 35 edições em 22 línguas, como Neue Stadt, em alemão; Ciudad Nueva, em espanhol; Nieuwe Stad, em flamengo; Nouvelle Cité, em Francês; Living City (EUA) e New City (Inglaterra e Filipinas), em inglês; Nov Svjat, em búlgaro, Kumul, em coreano; Uno, em japonês, Hayat, em paquistanês, dentre outras.
A história da revista teve início em junho de 1956, em Fiera di Primiero, no vale do Tonadico, norte da Itália, num encontro de férias chamado de Mariápolis, promovido pelo Movimento dos Focolares. Na ocasião, surgiu a exigência da criação de um veículo de comunicação que mantivesse coligados todos os mariapolitas (participantes da Mariápolis): era a semente da revista Città Nuova (edição italiana) que teve uma tiragem inicial de 70 exemplares ainda em material mimeografado a álcool. Mas, assim como o Movimento dos Focolares, a revista se difundiu numa velocidade surpreendente e três meses depois a tiragem já era de 3 mil exemplares.
Se inicialmente a revista Cidade Nova tinha a finalidade de ser um noticiário interno do Movimento dos Focolares, ao longo de sua história ela foi sempre mais em busca de uma maior inserção na sociedade, não se limitando apenas à função de veículo informativo da comunidade e sim como um instrumento difusor do ideal de um mundo unido, nascido do Carisma da Unidade.
Com isso cresceu no interior da revista o desejo de encontrar uma linguagem mais acessível, capaz de dinamizar e intensificar o diálogo com seus leitores, que nem sempre conheciam a espiritualidade do Movimento. Portanto, a revista abraçou o desafio de tornar-se um veículo com uma característica peculiar no mundo midiático:
comunicar em suas páginas toda a riqueza evangélica, sem com isso utilizar uma linguagem altamente religiosa ou clerical.
José Antônio Faro, editor da edição brasileira da revista2, afirma que a proposta
de Cidade Nova só pode ser considerada religiosa na perspectiva de que difunde uma cultura que tem suas raízes no mandamento novo de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Mas a revista não pode ser considerada religiosa se isso significar uma restrição aos temas e problemáticas relacionados à vida de uma determinada Igreja ou a ter como foco somente assuntos direcionados à relação com o sagrado.
Segundo Faro, Cidade Nova representa, sobretudo, uma cultura, chamada de cultura da unidade: um conjunto de valores que servem como um novo paradigma, no ambiente do Movimento dos Focolares, para as relações interpessoais ou sociais, com conseqüências em todos os setores da vida humana, da família às relações internacionais.
Para o editor, “a experiência da revista – corroborada pela diversidade de seu público de leitores – confirma que, embora partindo de um preceito religioso como o amor evangélico, a mensagem da revista é universal, já que esse valor de base resgata e sintetiza todo o esforço humano de construção de uma nova sociedade baseada na fraternidade e na justiça”.
Assim como há um grande esforço no sentido de estabelecer uma interação com o maior número possível de leitores, da mesma forma há a certeza de que essa postura jamais poderá confrontar-se com a função da revista como porta-voz do Movimento dos Focolares.
Ekkehard A. Schneider, diretor da Editora Cidade Nova3, empresa responsável
pela produção da revista, também ressalta que a ligação da revista com os Focolares faz dela um veículo que desempenha um papel inovador entre os meios de comunicação, apresentando as idéias do Carisma da Unidade de forma dinâmica e universal, tornando-se, dessa forma, um importante instrumento de difusão de uma vida evangélica moderna e atraente.
Na visão de Schneider, a espiritualidade do Movimento dos Focolares supera também a dicotomia freqüentemente existente entre a convicção religiosa e a vida concreta do dia-a-dia. Ela leva seus membros a uma coerência entre as duas dimensões, colocando o amor como centro tanto da religiosidade como da ação no mundo.
Schneider evidencia ainda que as matérias de Cidade Nova nas diversas áreas do agir humano trazem, no lado prático, os resultados dessa vivência e no lado teórico, fundamentos para uma visão das realidades humanas na perspectiva do amor, da justiça, da conciliação, da solidariedade, da verdade, enfim, dos verdadeiros valores.
Para o diretor de Cidade Nova
por um lado, o âmbito do Movimento (e portanto também de sua linha editorial) ultrapassa largamente a dimensão institucional da Igreja Católica. Por outro lado, a coerência com a fonte na qual o Movimento se inspira (o Evangelho) dá à revista uma identidade, uma linha editorial precisa e definida, que inclusive é muito apreciada, sobretudo pelos leitores mais cultos da revista.4
A mediação cultural que a revista faz em sua leitura da realidade não está expressa somente nos artigos que falam diretamente de seus valores, mas tudo na revista visa a essa mediação: todo o processo de feitura de cada número, o critério que determina as temáticas e as experiências que serão tratadas é sempre o da cultura da unidade.
Até mesmo quando não se observam nos artigos, de forma explícita, referências aos valores que estão na base do projeto editorial, é possível identificá-los por meio da abordagem que se faz sobre o assunto que está sendo focalizado na matéria. Isso significa que, mesmo sem utilizar terminologias características dos Focolares, Cidade Nova procura estar em sintonia com o Movimento no que diz respeito à postura de não evidenciar apenas o negativo, mas de encontrar também o positivo escondido nos fatos cotidianos.
Um exemplo disso foi a forma como a revista abordou a guerra no Iraque. Enquanto grande parte dos meios de comunicação focalizou o conflito apenas sob a ótica do fracasso de todos os esforços internacionais, Cidade Nova seguiu a postura dos Focolares, evitando análises periféricas e fatalistas. Assim, mesmo criticando o unilateralismo do Governo dos EUA e o retrocesso que isso representava para a comunidade internacional, a revista evidenciou igualmente a grande mobilização da opinião pública em favor da paz, enfraquecendo até mesmo a posição de importantes Chefes de Governo ou de Estado, como ocorreu principalmente na Itália, Espanha e Inglaterra. Além de diversas iniciativas de paz que foram impulsionadas pela guerra, a revista procurou ressaltar também a necessidade que as lideranças mundiais sentiram de maior diálogo e multilateralismo, desencadeando mudanças relevantes, capazes de redimensionar o Conselho de Segurança da ONU. Soma-se a isso tudo a postura de Cidade Nova de procurar desfazer a associação simplista entre Islã e terrorismo.
2.1.1. UMA REDE DE APOIO MÚTUO
Mas, apesar de uma única linha editorial interligar as 35 edições da revista, cada uma delas é autônoma para desenvolver pautas, linguagem e mediação cultural da região em que está inserida. Dessa forma, ao mesmo tempo em que funcionam como se fossem uma única revista, as edições de Cidade Nova têm liberdade para trilhar o próprio caminho, ou seja, cada edição de Cidade Nova procura inserir-se na realidade local onde está presente, fazendo a mediação cultural entre a mensagem universal da revista e as realidades regionais.
Segundo Schneider, o fato de ter outras edições espalhadas pelo mundo dá a Cidade Nova, em muitos casos, a vantagem de poder buscar suas informações na origem, sem depender da intermediação e do crivo político e ideológico de agências de comunicação. Além disso, as editoras menos desenvolvidas e desprovidas de recursos podem usufruir da experiência e das possibilidades de outras, mais desenvolvidas. Para ele, “esses dois aspectos sempre foram e são atuados na plena liberdade de cada edição de escolher suas próprias matérias e definir sua linha”.
Na perspectiva de Faro, o fato de as edições de Cidade Nova estarem distribuídas em diversos países, de todos os continentes, possibilita uma grande colaboração entre elas quando é necessário tratar de assuntos específicos de uma determinada região, o que faz com que ela não dependa das agências de notícias para estar “antenada” com os acontecimentos políticos e econômicos locais.
2.1.2. A EDIÇÃO BRASILEIRA
No Brasil, o primeiro exemplar da revista começou a circular em 1958, inicialmente como uma tradução fiel à edição italiana, Città Nuova; mas aos poucos foi conseguindo desenvolver-se por conta própria e produzir seus próprios artigos.
Atualmente a revista é mensal, com exceção dos meses de janeiro e fevereiro que compõem uma única edição, e tem uma tiragem de 30 mil exemplares, distribuídos por assinaturas para todas as regiões brasileiras e algumas até mesmo para fora do país.
Conta com 52 páginas distribuídas em seções fixas – que ocupam a grande maioria das páginas – e seções flutuantes. Uma das seções fixas, Espiritualidade, aborda especificamente aspectos ligados ao Carisma da Unidade. Mas a grande maioria das seções trata dos mais variados assuntos: política, economia, saúde, comportamento, arte, etc.
A revista não é dedicada a um público alvo específico e sim a um público amplo, formado por crianças, jovens e adultos dos mais diferenciados níveis sociais.
Os artigos são produzidos a partir de uma rede de colaboradores, espalhados por todo o Brasil e por colaboradores das edições de outros países. A equipe de redação gerencia a rede de colaboradores, pautando os assunto de interesse de Cidade Nova.
Segundo Faro
quanto aos colaboradores da revista, é importante dizer que eles fazem, de certa forma, parte da “comunidade de interpretação” (expressão usada por Canclini para definir um grupo de pessoas que partilham os mesmos valores e a mesma visão de mundo), à qual a revista se dirige, que é o Movimento dos Focolares. O que significa concretamente que
suficiente para justificar o relacionamento amistoso entre o colaborador e a revista. Além disso, Cidade Nova é a etapa final de um vital processo de diálogo que se realiza em todas as dimensões no interior do Movimento dos Focolares e do qual os jornalistas da revista participam ativamente.
A revista conta ainda com um conselho de redação formado por profissionais de diversas áreas, como psicólogos, juristas, sociólogos, que têm a função de avaliar cada número, propor pautas e assessorar a revista de um modo geral. Isso acontece por meio de reuniões mensais e contatos entre os membros da equipe de redação e aos membros do conselho. Portanto, se a revista pretende elaborar alguma matéria de caráter jurídico, ela conta com o apoio específico dos membros do conselho responsável por aquele aspecto. Algumas vezes, os próprios membros do conselho produzem artigos para a revista.