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Türkiye ile Rusya Federasyonu Hükümeti Arasında Akkuyu Sa- Sa-hasında Bir Nükleer Enerji Santrali Tesisi ve İşletilmesine İlişkin

TBMM 09.11.2007 tarihinde 5710 sayılı Nükleer Güç Santrallarının Kurulması ve İşletilmesi İle Enerji Satışına İlişkin Kanun’u kabul

5. Türkiye ile Rusya Federasyonu Hükümeti Arasında Akkuyu Sa- Sa-hasında Bir Nükleer Enerji Santrali Tesisi ve İşletilmesine İlişkin

É interessante salientar que, quando a FAEB foi fundada, em 1987, o grupo de profissionais que passaram a pertencer à Federação já tinha uma história de envolvimento com as associações de arte/educadores locais. Na verdade, tudo começou em São Paulo, no ano de 1980, quando o governador Paulo Salim Maluf teve a ideia de criar um grande coral com estudantes das escolas públicas do Estado. Elas cantariam num estádio de futebol e ele desceria de helicóptero para tocar piano, por ocasião da celebração de final de ano. Quem prepararia os estudantes seriam os professores de “Educação Artística” – nomenclatura para Ensino de Arte naquela época. Para estimular os docentes, o governador ofereceu cinco pontos no plano de carreira dos mesmos. Houve uma revolta geral entre os profissionais da área de arte pela discrepância de pontuação para o plano de carreira do professorado, pois quem terminava o mestrado, tinha acrescentado no seu plano de cargo e carreira apenas dez pontos.

Diante desses conflitos, a professora Ana Mae Barbosa organizou a Semana de Arte e Ensino na Escola de Comunicações e Artes – ECA, da Universidade de São Paulo, com o objetivo de reunir os profissionais de arte para lutar politicamente e refletir sobre as concepções em arte/educação. Tal evento reuniu aproximadamente três mil profissionais da arte/educação.

E aí foi um encontro estupendo! Paulo Freire abriu... Eu não quis dizer no convite, no programa que era a abertura de Paulo Freire. Escondi até a última hora para não pensarem que eu estava usando Paulo Freire para atrair gente. Noêmia Varela foi. Aloísio Magalhães deu a palestra mais estrondosa de todos os tempos naquele momento, em que ele falava da cultura popular relacionada com a cultura erudita. Essa fala de Aloísio está no livro dele chamado “Em Triunfo” que é um livro fantástico também porque nas reuniões da UNESCO quando se falava de preservação de Olinda, preservação de Salvador, etc. Ele perguntava “e Triunfo?”, que foi uma das primeiras cidades pernambucanas com uma arquitetura colonial belíssima, né? (FJN, 2010).

A ideia era criar uma associação do Estado de São Paulo ainda no período do evento, porém,

Não saiu a associação neste encontro por causa de um grupo fortíssimo da USP chamado Limi Lui Liberdade e Luta que eles eram absolutamente contra processos associativos e na assembleia geral eles conseguiram com muito mais experiência que nós, conseguiram que não fosse aprovada, mas foi aprovado o núcleo (BARBOSA, 2010).

O núcleo pró-associação trabalhou por mais de um ano, e em 1982 foi criada a Associação de Arte/Educadores do Estado de São Paulo – AESP, a primeira da categoria. O movimento pró-associação também tinha como objetivo criar associações através de profissionais da área que exercessem algum papel de liderança. A professora Laís Aderne, natural de Diamantina- MG, que ensinava na época na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), criou, com os professores e alunos do curso de especialização, a ANARTE com seus núcleos, em fevereiro de 1984. No mesmo ano de 1984, foi criada a AGA...

Que é a Associação Gaúcha de Arte/Educação, é a única associação que não nasceu em Porto Alegre (na capital), que ela nasceu em Bagé e em Santa Maria, núcleos antes... Depois a gente se reuniu em Porto Alegre... Veio também o pessoal de Rio Grande que formou um núcleo... Essas três cidades é que realmente tinham já organizações e aí em Porto Alegre se fundou... A primeira diretoria da AGA foi em Bagé, não foi em Porto Alegre. (RICHTER, 2010)

Depois veio a Associação de Arte/educadores do Distrito Federal – ASAE-DF.

Constatada a necessidade de representação das diversas associações estaduais em uma organização a nível nacional, foi criada uma Comissão Pró- Federação Nacional de Arte/Educação durante o II Simpósio Internacional de História da Arte/Educação, realizado na cidade de Salvador-BA, em agosto de

1986. A comissão se organizou em forma de mandala, na qual “cada pessoa que enviasse uma correspondência, deveria enviar cópias a todas as outras, de maneira que todas estivessem a par das discussões e ideias que fossem surgindo” (RICHTER, apud BARBOSA, 2008, p. 325). O estilo mandala foi seguido pelo Grupo Mandala de Estudos, que tinha a mesma forma de comunicação da Comissão Pró-Federação. Um dos boletins da FAEB fala que...

O Grupo Mandala de Estudo foi criado com a finalidade de possibilitar a troca, entre interessados num assunto, de reflexões, bibliografia, informações, experiências... É a acessibilidade de conversa entre profissionais por correspondência. É Mandala porque cada um responde e escreve sempre a todos de seu grupo de modo que todos participam das reflexões. Por exemplo, A escreve a B, C, D e E. Se B quer responder, envia cópia aos outros também e assim por diante (FAEB, 1990, p.10)

A criação dessa comissão foi definida no documento com o título de “Comissão Pró-Federação Nacional de Arte/Educação”, cujo conteúdo mostra a resolução dos arte/educadores presentes no simpósio em criar tal comissão, com os objetivos de integrar as associações na luta pelo fortalecimento da arte/educação no Brasil, representar os arte/educadores nacionalmente, melhorar a qualidade de ensino em todos os níveis, agilizar a comunicação de informações de interesse da classe e fazer intercâmbio entre as associações. Assinou o documento as ANARTEs Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe; representantes do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia (Estados que ainda não possuíam associações); as Associações de Arte/Educadores do Distrito Federal – ASAE-DF, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul; pró-núcleos de Minas Gerais; Sobrearte e Pró-Núcleo do Rio de Janeiro; Associação de Arte/Educadores do Estado de São Paulo – AESP; APAEP, do Paraná, Santa Catarina e a Associação Gaúcha de Arte/Educadores – AGA (RICHTER, 2008).

Após mais de um ano de trabalho da Comissão Pró Federação, finalmente “a fundação da FAEB aconteceu no dia 18 de setembro de 1987, por ocasião do I Festival Latino-Americano de Arte e Cultura – FLAAC, em Brasília” (RICHTER, 2008, p. 326). Quanto à liderança da FAEB,

Foi votada a primeira diretoria provisória, sendo eleitas Laís Aderne – Presidente, Ivone Mendes Richter – Vice-Presidente e Miriam Celeste Ferreira Dias Martins – Secretária Executiva... Foi eleita com mandato de um ano com a finalidade de promover o primeiro congresso. (RICHTER, 2008, p. 326 e 327).

A FAEB foi criada da necessidade que se tinha de congregar as associações de arte/educadores estaduais e regionais que já existiam desde 1982. Em 1987, quando a FAEB foi criada, havia quatorze associações em todo o Brasil. A organização existe para representar os profissionais da área de arte/educação diante do poder público, lutar por melhores condições de trabalho e discutir, conceitualmente, sobre temas da área. Porém, os membros da FAEB se encontram anualmente no CONFAEB (Congresso da Federação de Arte/Educadores do Brasil), que é o espaço que a Federação tem para se organizar. Portanto, faz-se necessário construir, também, um histórico dos CONFAEBs que existiram desde o ano de 1988. Estarei relatando acerca desses congressos que são organizados pela FAEB todos os anos, em algum Estado do Brasil.

2.2. Breve Histórico dos CONFAEBs

Como dissemos anteriormente, a Federação de Arte/Educadores do Brasil – FAEB reúne seus sócios, todos os anos, em um dos Estados do território brasileiro, para discutir, conceitualmente, acerca de temas relacionados à Arte/Educação. O primeiro Congresso da FAEB realizou-se em Brasília, mas foi em Recife, no ano de 1993, que a equipe de organização do evento, na liderança do professor Fernando Antônio Gonçalves de Azevedo, “batizou” o Congresso de CONFAEB – Congresso da Federação de Arte/Educadores do Brasil. Ivone Richter (2008) faz um excelente retrospecto dos CONFAEBs, nos primeiros vinte anos da federação, revelando que o primeiro congresso da FAEB foi realizado logo no ano posterior à criação oficial da FAEB, que foi em 1987, como veremos a seguir.

O I Congresso da FAEB, organizado pela professora Laís Aderne, que era, naquele ano, a presidente da diretoria provisória, aconteceu na cidade satélite de Brasília, Taguatinga, no ano de 1988. As discussões conceituais foram intensas, especialmente em relação à formação do professor de Arte e

da nova LDB. Apesar de não ter tido grandes nomes de palestrantes, foi um evento muito importante, pela profundidade das discussões. A diretoria provisória foi constituída mediante a primeira eleição em uma assembleia da FAEB, sendo reconduzidas Laís Aderne, Ivone Mendes Richter e Miriam Celeste Ferreira Dias Martins, com um mandato de dois anos.

Brasília sediou o II Congresso da FAEB em 1989, juntamente com o III Encontro Latino Americano de Arte/Educação – ELAE. O destaque foi o artigo que Ana Mae Barbosa, Miriam Celeste Ferreira Dias Martins e Ivone Mendes Richter redigiram para enviar para o relator da LDB, George Hage e à Câmara dos Deputados de Brasília.

Em 1990, a cidade de São Paulo recebeu o III Congresso com a organização da Secretária da FAEB, Miriam Celeste Ferreira Dias Martins, e da AESP. Fayga Ostrower participou com uma palestra sobre a sensibilidade. A diretoria que atuou nos anos de 1989 e 1990 foi substituída pela nova diretoria, assim constituída: Presidente – Ivone Mendes Richter, Vice-Presidente – Afonso Medeiros (Belém do Pará) e Secretário – Marcos Villela Pereira, da AGA.

Para inaugurar as ações da FAEB, na década de 90, foi realizado, em 1991, o IV Congresso, na cidade de Porto Alegre, organizado pela presidente, Ivone Mendes Richter, pelo secretário, Marcos Villela Pereira, e pela AGA. Esse congresso foi idealizado para, entre outros objetivos, divulgar o nome da FAEB. Foram convidados treze palestrantes de vários países como Alemanha, Canadá, Argentina, Chile, Itália, Venezuela e Inglaterra. Entre os convidados, encontrava-se Elliot Eisner, dos Estados Unidos. A FAEB fez parceria com a Fundação IOCHPE para trazer os conferencistas. Teve a participação de mais de mil inscritos e o tema foi “Ensino de Arte: Alienação ou Compromisso?”.

Em 1992, ocorreu o V Congresso da FAEB, em Belém do Pará, organizado pela Associação de Arte/Educadores do Pará – AAEPA, liderada por Ana Del Tabor e João Mercês. O tema do evento foi “Arte/Educador: Reflexão e Práxis”. Foi realizado o primeiro Fórum Nacional de Estudos pela Reformulação do Ensino Superior das Artes em paralelo ao congresso, com participação de várias universidades. Houve também a eleição da nova diretoria, que ficou assim constituída: Presidente – Marcos Villela Pereira, Vice-

Presidente – Geraldo Araújo (RJ) e Secretária Executiva – Lúcia Monte Serrat Bueno (MS).

O VI Congresso aconteceu em Recife, no ano de 1993, com o tema: “Alfabetização Estética: da Criação à Recepção, Projeto para o 3º Milênio”. Foram homenageados, neste congresso, Augusto Rodrigues e Ivone Mendes Richter. Paralelamente ao VI CONFAEB, ocorreu o 2º Fórum de Currículos, com a presença de representante do Ministério da Educação e Cultura – MEC.

Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sediou o VII Congresso da FAEB, no ano de 1994, em conjunto com o III Encontro Latino-Americano de Arte/Educadores que inspirou o tema do congresso: “Educação Estética para a América Latina”. A organização do evento foi da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, liderada por Lúcia Mont’Serrat Bueno, Maria Alice Rossi Otto e Eluiza Guizzi. A mesma comissão se responsabilizou por mais um evento na ocasião, o II Fórum Nacional de Avaliação e Reformulação do Ensino Superior das Artes, a cargo da CEEARTES (Comissão de Especialistas de Ensino de Artes e Design) e da SeSu-MEC (Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação), presidida pela professora Ana Mae Barbosa. A nova diretoria eleita nesse VII CONFAEB foi assim constituída: Presidente – Ana Del Tabor, de Belém do Pará, Vice-Presidente – Lucimar Belo (MG) e a Secretaria Executiva ficou como responsabilidade da Associação de Arte/Educadores do Pará.

O VIII Congresso aconteceu em Florianópolis, em 1995, tendo como tema: “Ensino de Arte e a Socialização dos Bens Artísticos”, organizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Infelizmente, a presidente da FAEB, Ana Del Tabor, e a AAEPA – Secretaria Executiva não puderam participar do congresso. A Vice-Presidente, Lucimar Belo, representou a diretoria. A ausência da presidente fez os membros refletirem que a FAEB e a organização do evento devem se responsabilizar ao menos pelas despesas do presidente, a fim de garantir a presença do mesmo.

Não havia local para sediar o IX Congresso, em 1996. A presidente da AESP, Roberta Puccetti, assumiu a organização do mesmo e realizou-o na cidade de Campinas, com o apoio integral da PUC de Campinas. O tema do congresso foi: “Ensino de Arte: Rumos, Ações e Resistências”, com foco no

aspecto científico, abordando metodologias e o aspecto histórico, através de uma mesa redonda com os Presidentes da FAEB. A nova diretoria para o biênio 1997-1998 foi eleita na ocasião do IX Congresso, ficando assim estabelecida: Presidente – Alice Benvenutti (RS), Vice-Presidente – Roberta Puccetti (SP) e a Secretaria Executiva ficou a cargo da AGA e da AESP. Estava para ser votada na Câmara a proposta de Darcy Ribeiro para a LDB, que já havia sido aprovada pelo Senado, a qual abolia a obrigatoriedade do ensino da arte. Os arte/educadores presentes no congresso fizeram manifestações políticas em favor da permanência da Arte no texto final da LDB. Uma das ações políticas mais importantes foi “a manifestação da FAEB-AESP na Bienal de 1996, cobrindo de panos negros as esculturas públicas... Lucimar Belo e Roberta Puccetti estavam entre os líderes do protesto” (BARBOSA, 2008, p. 21). O ato de cobrir as esculturas de negro representava o luto da categoria que estava insatisfeita com a possibilidade de o Ensino de Arte ficar fora do currículo escolar. Graças aos esforços da categoria e aliados, o texto final da LDBEN nº 9394/96 foi aprovado com a inclusão da Arte como obrigatória no currículo escolar em todos os níveis da Educação Básica.

Em 1997 a FAEB completou dez anos de fundação e o X Congresso foi realizado em Macapá, com o tema: “Qualidade e Produção para o Ensino de Arte”. A organização foi do professor José Alberto Tostes, com apoio integral da Universidade Federal do Amapá. “Não poderíamos escolher melhor local para comemorarmos os nossos dez anos de luta, olhando o Brasil bem do norte, em direção ao sul, ao sudeste, ao nordeste, ao centro-oeste, em direção à América Latina” (RICHTER, 2008, p. 331).

Brasília sediou o XI Congresso da FAEB, em 1998, organizado por Augusto Neto e Maria Célia Rosa, conhecida por nós como Celinha. A ASAE/DF e a UNB deram apoio ao evento. O tema foi: “Políticas Educacionais e Culturais no Limiar do Século XXI”, que objetivava buscar políticas claras para garantir o acesso à educação e à cultura às crianças e aos jovens brasileiros. Para a gestão 1999-2000 foram eleitos: Presidente – Augusto Neto e Vice-Presidente – Roberta Puccetti.

Em 1999 o XII Congresso da FAEB ocorreu em Salvador, com o tema: “É Possível Ensinar Arte? Globalização, Identidade e Diferença”. Como não

havia uma associação baiana, duas universidades se responsabilizaram pela organização do evento junto a FAEB. A professora Ivone Mendes esclarece que...

Grandes problemas e preocupações surgem desta parceria para a FAEB e sua diretoria. Todos nós nos envolvemos no intuito de salvar a FAEB de algo mais grave, que felizmente não ocorreu. Devido a este enorme susto, o próximo congresso da FAEB que deveria acontecer em 2000, foi transferido para 2001 (RICHTER, 2008, p. 331).

Entramos no novo milênio com uma defasagem no calendário dos Congressos da FAEB. O primeiro Congresso dessa era é o XIII CONFAEB que, mais uma vez, foi realizado em Campinas, em 2001, com organização de Roberta Puccetti, que estava como presidente interina da FAEB. O tema foi: “Ensino de Arte: História e Perspectivas”. A diretoria eleita para o Biênio 2002- 2003 foi: Presidente – Roberta Puccetti e Vice-Presidente – Fernando Antônio Gonçalves de Azevedo (PE).

O XIV Congresso da FAEB ocorreu em Goiânia, sob a responsabilidade de Irene Tourinho, com o apoio da Universidade Federal de Goiás – UFG. Porém, esse congresso, que deveria ser realizado em 2002, foi transferido para o ano de 2003. O tema do evento foi: “Arte/Educação: Culturas do Ensinar e Culturas do Aprender”. De acordo com a professora Irene Tourinho, em resposta ao questionário, “o fio condutor foi a construção e demanda por uma postura docente sensível em relação à pluralidade e diversidade cultural nas práticas educativas”. Para a professora Irene Tourinho, a programação cultural foi pensada como parte integrante do evento, e não como um apêndice, pois considera um ponto de extrema importância para a nossa formação como educadores. A organização do congresso programou espetáculos de dança e teatro, exposições e mostra de vídeos abertos para os participantes do evento e para toda a cidade, com o objetivo de que os congressistas conhecessem a cultura local (TOURINHO, 2011). “Nesta ocasião foi eleita a diretoria para o biênio 2003-2005, ficando José Mauro Barbosa Ribeiro como presidente” (RICHTER, 2008, 332).

O XV Congresso da FAEB ocorreu em 2004, no Rio de Janeiro, organizado pela FAEB, na pessoa do seu presidente, José Mauro Barbosa Ribeiro, em parceria com a Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, tendo

como tema: “Trajetória e Políticas do Ensino da Arte”. Foi homenageada a professora Noêmia Varela, da Escolinha de Arte, e Geraldo Salvador de Araújo, que lutou pela arte/educação no Rio de Janeiro e pela FAEB e morreu precocemente. Aquele congresso e o ressurgimento da Associação de Arte/Educadores do Rio de Janeiro foram frutos do seu trabalho como arte/educador. Também foi homenageado o Professor Marco Antonio Camarotti Rosa, da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, falecido em outubro de 2004, com um texto de sua aluna, Arheta Ferreira de Andrade, sob o título “Homenagem ao Professor Camarotti”. Estava presente nesse congresso a professora Ana Mae Barbosa, que abriu o evento com a conferência intitulada “Arte/Educação Contemporânea e Culturalista”, a professora Laís Aderne, que ainda estava entre nós, as professoras americanas Jacqueline Chanda e Vesta A. H. Daniel e a professora Lívia Marques Carvalho, da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, que apresentou o tema “Reflexões sobre o Ensino da Arte no Âmbito das ONGs”.

O XVI Congresso da FAEB, que seria realizado no ano de 2005 e transferido para o ano de 2006, ocorreu em Ouro Preto, Minas Gerais, com a organização da Associação Mineira de Arte/educadores – AMARTE, liderados pela presidente Adriana Valéria Pessoa e Lúcia Gouvêa Pimentel. Estavam também presentes, entre os líderes da organização, a professora Laís Aderne e o presidente da FAEB, José Mauro Barbosa Ribeiro8. O tema do evento foi:

“Unidade na Diversidade: Conceitos e Metodologias no Ensino da Arte”, que foi abordado por Ana Mae Barbosa em conferência de abertura. “Este CONFAEB contou com a parceria da Universidade Federal de Ouro Preto, além da Secretaria de Educação e da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG” (RICHTER, 2008, p. 332). Ao perguntarmos sobre o que foi considerado pela equipe organizadora quando escolheram os palestrantes, a professora Adriana Valéria respondeu que considerou...

A relevância do trabalho para o ensino de arte. O que não poderíamos era privilegiar grupos de interesses particulares, disponibilizando mesas. Manter as mesas dentro da coerência, de palestrantes que com suas falas e seu trabalho pudessem dar destaque à importância do movimento dos arte/educadores, da FAEB, das associações regionais, da integração com as

instituições representativas internacionais e dos processos democráticos, foi o que tentamos assegurar. Bem como, trazer para o debate experiências significativas.9

A diretoria para o biênio 2007-2008 foi eleita da seguinte forma: Presidente – José Mauro Barbosa Ribeiro (reeleito) e Vice-Presidente – Luciana Grupelli Loponte (AGA).

O XVII Congresso da FAEB foi realizado em Florianópolis, em 2007, e organizado pela Associação de Arte/Educadores de Santa Catarina – AAESC, com o apoio da Universidade do Estado e Santa Catarina – UDESC, sob a coordenação geral da professora Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva e da professora Maria Lucila Horn. Com o intuito de comemorar as duas décadas de fundação da FAEB, o tema foi: “FAEB: 20 Anos de História”. A mesa de abertura, que teve como título “FAEB: 20 Anos de História: o Ensino de Arte no

Brasil”, foi composta pela professora Ana Mae Barbosa (USP), pelo professor José Mauro Barbosa Ribeiro (Presidente da FAEB e UNB) e pela professora Ivone Mendes Richter (UFSM). Sobre o conceito desse Congresso, a professora Maria Cristina fala que

Não dá para dizer que existiu um conceito único, mas um conjunto de conceitos subjacentes às relações de poder, que estavam postas já na organização da FAEB. Acho que o conceito mais unânime era a ideia de