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Türkiye’deki Gelişim Süreci

1.3 KATILIM BANKACILIĞININ ORTAYA ÇIKIŞI

1.3.5 Katılım Bankalarının Gelişim Süreci

1.3.5.3 Türkiye’deki Gelişim Süreci

A pesquisa é qualitativa, uma vez que, segundo BOGDAN e BIKLEN (1994, p.16),

[...] Utilizamos a expressão investigação qualitativa como um termo genérico que agrupa diversas estratégias de investigação que partilham determinadas características. Os dados recolhidos são designados por

qualitativos, o que significa ricos em pormenores descritivos relativamente

a pessoas, locais e conversas, e de complexo tratamento estatístico.

A pesquisa está caracterizada como analítica descritiva. A análise foi feita a partir de “unidades de significados” (FIORENTINI e LORENZATO, 2009, p. 135). Por unidade de significado entende-se categorias de análise, as quais emergiram das impressões dos professores entrevistados.

No que diz respeito aos participantes, a seleção dos professores ocorreu a partir do momento em que satisfizeram ao menos um dos seguintes critérios:

1. ter participado do Curso de Formação Específica (CFE), o qual foi disponibilizado para os profissionais ingressantes na rede pública de ensino de São Paulo aprovados no último concurso público para PEB II, que ocorreu em 2010;

2. ter acesso ao curso: “A Rede Aprende com a Rede”, considerando-se que este curso foi disponibilizado aos professores interessados e com disponibilidade de horário, a partir de 2008;

3. ter participado das orientações feitas na própria escola pelos gestores; 4. estar atuando em sala de aula em 2008.

Antes de irmos a campo para proceder à coleta dos dados, começamos a pesquisar sobre a PCM de 2008. Esta, como faz parte de um programa denominado “São Paulo faz escola” tem os dados e documentos armazenados no site do programa13. Algumas

informações e documentos são acessíveis a toda a sociedade; a outros conteúdos, porém, somente os professores da rede estadual têm acesso.

Em pesquisa nesse site, obtivemos a informação de que “devido aos bons resultados da implementação da Proposta Curricular no Estado de São Paulo, avaliados pelo Saresp, pelas devolutivas do corpo docente das escolas e na voz da comunidade escolar, o Currículo da rede pública estadual está consolidado” (www.rededosaber.sp.gov.br/portais/spfe2009, acessado em 02/09/2011).

Com base na informação acima, e com o intuito de compreendermos melhor as impressões dos professores sobre a implementação, optamos pela entrevista semi-estruturada, uma vez que esta é

[...] muito utilizada nas pesquisas educacionais, pois o pesquisador, pretendendo aprofundar-se sobre um fenômeno ou questão específica, organiza um roteiro de pontos a serem contemplados durante a entrevista, podendo, de acordo com o desenvolvimento da entrevista, alterar a ordem deles e, até mesmo, formular questões não previstas inicialmente (Fiorentini e Lorenzato, 2009, p.121).

Foram entrevistados cinco professores de matemática, efetivos no sistema público de ensino do estado de São Paulo, os quais estão sendo denominados como: Fernanda, Eduardo, Daiane, Gabriela, Helena. As entrevistas foram gravadas e transcritas.

A partir da análise das falas, procuramos: 1. caracterizar os sujeitos;

2. analisar como os envolvidos entendem a apresentação da PCM pela SEE/SP;

3. analisar como os sujeitos percebem, ou não, as influências de fatores políticos, econômicos etc. que podem se apresentar durante a implementação;

4. estudar como os envolvidos analisam suas participações, ou não, na implementação da PCM. Caso tenha ocorrido a participação, pergunta-se: de que forma participaram? 5. estudar se, na visão dos professores, a atual PCM já foi implementada, assim como

afirma a SEE/SP.

No momento das entrevistas, informamos aos sujeitos que podiam fazer uso de um pseudônimo. Nenhum dos entrevistados optou pelo recurso. Mas nós o utilizamos a fim de

preservar a identidade deles. Nesse sentido, concordamos com Lorenzato e Fiorentini (2009, p.199) quando afirmam que:

O pesquisador, ao relatar os resultados de sua pesquisa, precisa também preservar a integridade física e a imagem pública dos informantes. Por isso, geralmente omite os verdadeiros nomes, usando pseudônimos escolhidos pelo pesquisador ou pelos próprios sujeitos.

Concordamos com Bogdan e Biklen (1994, p. 252) quando dizem que “citar os sujeitos e apresentar pequenas secções das notas de campo e de outros dados ajuda a convencer o leitor e a aproximá-lo das pessoas que estudou”. Portanto, fizemos a transcrição das falas e optamos por apresentá-las na íntegra a fim de manter a fidedignidade das informações fornecidas pelos sujeitos.

2.1.1 - O desenvolvimento da pesquisa

A princípio, elaboramos uma relação das escolas de EF (ciclo II) e EM na região de São Carlos e entramos em contato via telefone com o intuito de marcar um horário com os gestores. Esse processo se deu no final do segundo semestre de 2011, um período conturbado, pois as escolas estavam se preparando para o Saresp, o que dificultou o primeiro contato com os gestores. A maioria deles não tinha tempo disponível para nos receber.

Os gestores que puderam nos receber nos indicaram os professores que se enquadravam nos critérios anteriormente citados. Após a indicação, falávamos com os professores e explicávamos qual o foco da pesquisa e como seria a sua participação caso concordassem em participar. Com os professores que aceitaram participar marcamos as entrevistas no seu próprio local de trabalho, de maneira a não interferir em sua rotina. A escolha do dia e horário para a entrevista ficou a cargo do professor. Pedimos autorização para gravarmos as entrevistas e apenas a professora Fernanda não permitiu o uso do gravador. Num terceiro encontro com os professores, entregamos a transcrição da entrevista para cada um deles, para que lessem e, caso achassem pertinente, fizessem qualquer alteração nas informações ali contidas. Todos se surpreenderam com este retorno e nenhum dos entrevistados fez qualquer alteração. Vale ressaltar que obtivemos a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos para que realizássemos a pesquisa.