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3.1. Dünyada Kadınların Siyasal Katılımı

3.2.2. Türkiye Cumhuriyeti’nde 1923-1980 Tarihleri Arasında

A taxa de crescimento demográfico é um indicador intrinsicamente ligado à taxa de natalidade e mortalidade, mas também às migrações. O cálculo desse crescimento tem importante aplicação na formulação de políticas públicas, uma vez que “permite estimar a taxa de expansão requerida dos diversos serviços e equipamentos sociais a serem disponibilizados à população em geral” (JANNUZZI, 2009, p. 69).

De acordo com os dados estatísticos (TAB 6), a região do Jequitinhonha apresentou crescimento médio anual, em geral, abaixo de 1%, com destaque para período 1920/1940, em que o Vale comportou um crescimento negativo de -0,5%; já o Estado, no mesmo período, respondeu por um crescimento positivo de 0,8%. A exceção referente a esse baixo crescimento anual é observada no período compreendido entre as décadas de 1940 e 1950, em que a região cresceu 2,2% e 1,1% respectivamente, o que coincide com a elevação da fecundidade no Brasil na década de 1950.

  TABELA 6

TAXA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO DO RESTANTE DE MINAS GERAIS E DA REGIÃO DO JEQUITINONHA, TOTAIS POPULACIONAIS E PARTICPAÇÃO RELATIVA DA REGIÃO DO JEQUITINHONHA NO PERÍODO DE

1920-1996

FONTE: IBGE. Dados censitários. Apud: NUNES, Marcos Antônio. Estruturação e reestruturações territoriais da região do Jequitinhonha em Minas Gerais. Belo Horizonte, 2001.

Saldos migratórios negativos contribuíram para a tendência populacional declinante da mesorregião do Jequitinhonha que se observa na composição de dados exibida pela TAB 7: a participação relativa da população da mesorregião do Jequitinhonha em comparação com a população estadual caiu de 4,2%, em 1991, para 3,8%, em 2000, e para 3,6%, em 2010. A evolução das taxas de crescimento populacional reforça a flutuação descendente exibida pelos percentuais referentes à participação do Vale do Jequitinhonha na população estadual: ao passo que para Minas a taxa de crescimento foi de aproximadamente 1,4% ao ano, para o Jequitinhonha, essa taxa foi 0,3% na mesma década, o que se manteve na década seguinte.

Taxa de Crescimento Anual (%) Total da População Ano Restante de Minas Gerais Vale do Jequitinhonha Restante de Minas Gerais Vale do Jequitinhonha 1920 - - 5.308.311 579.863 1940 0,8 -0,5 6.209.759 526.647 1950 1,3 2,2 7.063.521 654.271 1960 2,4 1,1 8.968.010 730.108 1970 1,8 0,8 10.693.486 793.929 1980 1,6 0,3 12.559.171 819.382 1991 1,5 0,8 14.844.511 898.641

TABELA 7

POPULAÇÃO RESIDENTE POR MESORREGIÕES DE MINAS GERAIS, 1991-2010

Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991, 2000 e 2010.

Houve, no Vale Jequitinhonha, uma redução da fecundidade: de acordo com dados do Censo, entre 1991 e 2000, a taxa de fecundidade total passou de 4,6 para 3,3 filhos por mulher. Todavia, esse nível de fecundidade é elevado, o que se deve ao fato de que grande parte da população do Vale do Jequitinhonha reside no campo, em contraste com a tendência do restante do estado e também do país. Segundos dados obtidos dos três últimos censos demográficos (ANEXO 8), em 2000, 43,7% da população do Jequitinhonha residia em áreas rurais, enquanto os 56,2% restantes em áreas urbanas. Em comparação com as demais mesorregiões do estado, o Jequitinhonha possui o maior percentual de população rural e, por conseguinte, a menor taxa de urbanização.

População Absoluta Taxa de Crescimento (%) MESORREGIÃO

1991 2000 2010 1991/2000 2000/2010 I

Campo das Vertentes 464.983 511.571 554.354 1,1 0,8 II

Central Mineira 348.315 380.992 412.712 1,0 0,8 III

Jequitinhonha 658.238 678.872 699.413 0,3 0,3 IV

Metropolitana de Belo Horizonte 4.620.624 5.587.808 6.236.117 2,1 1,1 V Noroeste de Minas 305.285 334.509 366.418 1,0 0,9 VI Norte de Minas 1.359.049 1.492.715 1.610.413 1,0 0,8 VII Oeste de Minas 726.059 839.104 955.030 1,6 1,3 VIII Sul/Sudoeste de Minas 1.961.401 2.250.178 2.438.611 1,5 0,8 XIX

Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba 1.595.648 1.869.886 2.144.482 1,8 1,4 X

Vale do Mucuri 394.988 380.735 385.413 -0,4 0,1 XI

Vale do Rio Doce 1.461.404 1.534.268 1.620.993 0,5 0,6 XII

Zona da Mata 1.847.158 2.030.856 2.173.374 1,1 0,7 Minas Gerais 15.743.152 17.891.494 19.597.330 1,4 0,9

  No ano de 2010, observou-se uma ligeira elevação da taxa de urbanização e redução do percentual de população rural. No entanto, os indicadores sobre situação domiciliar no Jequitinhonha corroboram o modus vivendi marcadamente rural dessa região de Minas Gerais, onde se destacam as atividades do setor primário da economia, primordialmente agropecuária, em relação ao setor industrial e de serviços. Ao contrário da predominância do setor terciário em Minas, no Vale, a importância do setor primário, no tocante à ocupação das pessoas de 10 anos ou mais no ano 2000, relaciona-se à predominância da população rural na região

Não obstante, a taxa de mortalidade infantil, importante indicador das condições gerais de vida e saúde, utilizada de forma recorrente na avalição do nível de desenvolvimento de uma região ou segmento populacional, ainda é muito elevada no Vale do Jequitinhonha. Em 1991, aproximadamente 48 ‰ das crianças nascidas no Jequitinhonha não completavam um ano de idade. Mesmo com a redução desse valor para 43,9‰ nascidos vivos em 2000, a desigualdade em relação aos valores apresentados para o estado de Minas Gerais no mesmo período é alarmante, como pode ser observado na Tabela 8. Apesar de elevada em números absolutos, a redução da taxa de mortalidade infantil (TMI) no Jequitinhonha para o período considerado seguiu a mesma tendência apresentada por Minas Gerais e pelo Brasil17, fruto da melhoria das condições sanitárias como esgotamento e água tratada, aliado a programas governamentais de ampliação do acesso à saúde pública na região.

Essa melhoria repercutiu na elevação da esperança de vida, entre 1991 e 2000, que obteve um crescimento de 4%, ou três anos. Contudo, embora as condições sanitárias e de acesso à saúde tenham melhorado, a esperança de vida no Vale no ano 2000 foi 3 anos inferior à do estado (TAB.8), o que aponta para a persistente precariedade das condições gerais de saúde, e elevada mortalidade infantil.

17

Segundo o Ministério da Saúde, de 1990 a 2007 a taxa de mortalidade infantil (TMI) no Brasil apresentou tendência de queda, passando de 47,1/1000 nascidos vivos em 1990 para 19,3/1000 em 2007 (Figura 1), com uma redução média de 59,0%.

TABELA 8

SÍNTESE DOS INDICADORES SOCIODEMOGRÁFICOS – MINAS GERAIS/VALE DO JEQUITINHONHA

Minas Gerais 1991 2000

Taxa de analfabetismo (população de 15 anos ou mais) 26,39 18,22 Anos médios de estudo (população de 25 a 64 anos) 3 4 Índice de Desenvolvimento Humano 0,632 0,719 Taxa de mortalidade infantil (por mil) 39,16 31,13 Esperança de vida ao nascer 65 70

Taxa de Fecundidade 2,69 2,23

Vale do Jequitinhonha Taxa de analfabetismo (população de 15 anos ou mais) 40,99 28,6 Anos médios de estudo (população de 25 a 64 anos) 3 4 Índice de Desenvolvimento Humano 0,554 0,650 Taxa de mortalidade infantil (por mil) 48,15 43,9 Esperança de vida ao nascer 63 66

Taxa de Fecundidade 4,7 3,3

Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991 e 2000 e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2000. Em virtude da combinação entre pequena oferta de trabalho e a redução do volume de terras disponíveis para agricultura, dada a incorporação de grande parte delas pelas atividades empresariais, é notável a intensa emigração no Vale do Jequitinhonha. . Esses fluxos migratórios são sazonais, quando parte da população direciona-se para outras regiões do estado ou mesmo do Sudeste. Esse elemento chave para compreensão da gênese populacional do Jequitinhonha pode ser captado pela análise dos saldos migratórios e pelo exame do crescimento demográfico médio anual apresentado pela mesorregião, em relação às demais mesorregiões do estado.

A história de ocupação e povoamento do Jequitinhonha é permeada por eventos desencadeadores das migrações. Os primeiros registros da descoberta de ouro e diamantes na Serra do Espinhaço atraíram aventureiros de todas as partes da colônia. Dessa forma, entre os séculos XVII e XVIII, em cidades como Serro Frio, atual Serro, e Tijuco, atual Diamantina, verificou-se um rápido crescimento populacional. Por sua vez, no século XIX a decadência econômica originada pela crise da atividade mineradora na região do alto Jequitinhonha motivou a intensificação da emigração para o médio e baixo Vale, assim como para a região do Vale do Mucuri.

  Segundo Ribeiro e Galizoni (2000), ao final do século XIX tiveram início as migrações sazonais em direção às matas – “mata do Mucuri e mata de Ponte Nova”, atual Zona da Mata Mineira (2000, p.165). Ainda segundo os autores, coube à população proveniente do Vale a substituição da mão de obra escrava da Zona da Mata, em sua maioria ocupada nas lavouras de café, principalmente na região do Mucuri, que tinha no município de Teófilo Otoni o seu principal centro econômico.

Já no início do século XX o fluxo migratório estende-se rumo ao Oeste Paulista, como observam Ribeiro e Galizoni (2000):

Esse lugar também impreciso, ao Sul, que inclui São Paulo, propriamente, e mais o Norte do Paraná, Sul e Triângulo de Minas, Mato Grosso, Goiás – labutavam em praticamente todas as frentes rurais do Brasil no século XX. Manuel Esteves (migrante oriundo do Vale) relata que no começo do século XX migrantes voltavam de São Paulo com relógio e guarda-chuva. Eram os chamados [...] “comboios” que saíam do “Norte” para a Zona da Mata e São Paulo.

O estigma da forte emigração perpassou todo o século XX. Durante muitas décadas a região parecia estar fadada ao esvaziamento demográfico (MATOS, 2010, p.98). Todavia, Matos (2010) destaca que, mesmo com o cenário de intensa saída de pessoas, a região sempre manteve um crescimento vegetativo, em razão do elevado número de filhos por família. Como registra a TAB 9, a emigração permanece inalterada nas décadas posteriores.

Análise dos dados referentes às migrações no período 1975/2000 revela que o movimento migratório entre o agregado de municípios pertencentes a cada microrregião com os municípios externos a elas passou por intensas modificações. O exame dos saldos migratórios permite verificar que nos 25 anos em análise, as três sub-regiões do Vale apresentaram saldos migratórios negativos que, todavia, admitiram queda ao longo do período 1975/2000

TABELA 9

ESTIMATIVAS DE MIGRAÇÃO INTERNA PARA AS MICRORREGIÕES DO VALE DO JEQUITINHONHA NOS QUINQUÊNIO 1975/1980, 1986/1991 E 1995/2000

Fonte: Laboratório de Estudos Territoriais. Leste/Geografia- IGC/UFMG. APUD: MATOS, Ralfo. GARCIA, Ricardo Alexandrino. A população do Vale do Jequitinhonha. 2010.