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Türk Sanatında Şamanizm’in Yansımaları

2. ŞAMANİZM, KÜLTLER VE SEMBOLLER

3.4. Türk Sanatında Şamanizm’in Yansımaları

Diante da insatisfação de profissionais e estudantes do Curso de Pedagogia, ocasionada pela sua indefinição, ganhava corpo a ideia de reformular não apenas o rol de disciplinas, mas a estrutura curricular de todo o curso.

A proposta que estava sendo defendida tanto pelos profissionais da educação quanto por estudantes do Curso de Pedagogia era a criação de habilitações técnicas, estabelecendo correspondência entre o currículo e as tarefas a serem desenvolvidas na profissão – tendência bastante visível na conjuntura militar pós-1964. Defendia-se, assim, a formação dos técnicos pelo Curso de Pedagogia, através das especialidades diversas.

No ano de 1968, foram fixadas novas normas de organização e funcionamento do ensino superior, o que definiu as bases da Reforma Universitária. A mencionada lei ficou marcada pelos princípios da racionalidade, eficiência e produtividade no trato do ensino superior. Em fevereiro de 1969, em decorrência do Decreto-Lei nº 464, o regime seriado foi eliminado, o que caracterizou a matrícula por disciplina, regime de créditos e departamentalização, caracterizada por Silva como “a reunião de disciplinas afins num mesmo departamento, o qual passa a concentrar o ensino e a pesquisa numa mesma área” (SILVA, 2003, p. 25).

Com o Parecer nº 252/69, também de autoria de Valnir Chagas, o Curso de Pedagogia é reformulado, trazendo em sua estrutura as habilitações técnicas no currículo, as quais, de acordo com Saviani (2004), previam as seguintes disciplinas:

1. Orientação Educacional: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau; Estrutura e Funcionamento do Ensino de 2º Grau; Princípios e Métodos de Orientação Educacional; Orientação Vocacional; e Medidas Educacionais.

2. Administração Escolar, para exercício nas escolas de 1º e 2º graus: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau; Estrutura e Funcionamento do Ensino de 2º Grau; Princípios e Métodos de Administração Escolar; e Estatística Aplicada à Educação.

3. Supervisão Escolar, para exercício nas escolas de 1º e 2º graus: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau; Estrutura e Funcionamento do Ensino de 2º Grau; Princípios e Métodos de Supervisão Escolar; Currículos; e Programas.

4. Inspeção Escolar, para exercício nas escolas de 1º e 2º graus: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau; Estrutura e Funcionamento do Ensino de 2º Grau; Princípios e Métodos de Inspeção Escolar; e Legislação do Ensino.

5. Ensino das disciplinas e atividades práticas dos cursos normais: Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau; Metodologia do Ensino de 1º Grau; e Prática de Ensino na Escola de 1º Grau (estágio).

Partindo do pressuposto de que as diferentes habilitações/modalidades do curso devem partir de uma base comum de estudos, o Curso de Pedagogia passa a ser composto de duas partes: uma parte comum, constituída por matérias básicas para a formação de qualquer profissional na área e outra parte diversificada, em função das habilitações específicas.

De acordo com Silva (2003), as habilitações para a formação de profissionais específicos para cada âmbito de atividades dentro da escola contribuíram para a fragmentação da formação do pedagogo, representando tendências opostas no modo de abordar a educação – tendências generalistas e tecnicistas. A primeira centra-se nos fundamentos da educação, e a segunda foca as habilitações, reconhecidas como especializações fragmentadas.

Apesar das diversas modalidades de habilitações, o Parecer do Conselho Federal de Educação (CFE) nº 252, de 11 de abril de 1969, acompanhado da Resolução CFE nº 2/69, passou a conferir ao Curso de Pedagogia apenas o grau de licenciado, pautado pelo núcleo central de que ele focava o pedagógico a serviço da docência, defendendo a ideia de que os diplomados pelo Curso de Pedagogia sejam, em princípio, professores do Ensino Normal.

Um embate causado pelo Parecer nº 252/69 foi o direito ao magistério primário. Do ponto de vista legal, ficou estabelecido que “quem pode o mais

pode o menos”, ou seja, “quem prepara o professor primário tem condições de ser também um professor primário” (SILVA, 2003, p. 31). Do ponto de vista técnico, essa questão teve de ser discutida, pois nem todos os egressos do Curso de Pedagogia recebiam formação necessária ao exercício do magistério. Para a resolução desses casos, foram fixados estudos para a aquisição do direito ao magistério primário. Esses conteúdos foram: metodologia do ensino de 1º grau e prática de ensino na escola de 1º grau, com estágio supervisionado. Ainda sobre a questão do direito ao magistério primário, Silva (2003) argumentou que:

Essa nova credencial poderá ser obtida automaticamente pelos que se preparam ao ensino de tais disciplinas em cursos normais, ou por acréscimo aos que se habilitaram nas demais modalidades que não essa; podem ser incluídos neste ultimo caso, os diplomados em cursos de menor duração, os quais passam a ser considerados os candidatos ideais para iniciar essa nova fase (SILVA, 2003, p. 32). Ainda no mesmo parecer, é facultada a criação de outras habilitações técnicas, quer pelo Conselho Federal de Educação, quer pelas instituições de Ensino Superior, quer por uma combinação dos dois níveis.

Outro ponto mencionado no parecer é a exigência do estágio supervisionado nas áreas correspondentes às habilitações, “por entender que o portador de um título profissional de educação não pode deixar de possuir alguma vivência da especialidade escolhida” (SILVA, 2003, p. 33). Ficou assim fixado para o estágio supervisionado 5% da duração do curso.

Dentro dessa discussão, em 11 de agosto de 1972, no Parecer nº 867/72, ficou determinada a exigência de magistério a todas as habilitações previstas “anterior ao ingresso no curso ou à obtenção do diploma, com duração não inferior a um ano letivo, no caso de Orientação Educacional, e a um semestre letivo nos demais casos” (BRASIL – CFE, 1972, p. 340).

Temos que durante a década de 1970, mediante a aprovação da LDB nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, uma série de dispositivos legais foi elaborada com a finalidade de regulamentar a reforma do sistema de ensino. Apesar da existência desses dispositivos legais, que foram revogados ou,

até mesmo, não aprovados, fizeram que se prevalecesse até o momento o Parecer CFE nº 252/69 como o terceiro marco legal do curso.

No final da década de 1970 e início da de 1980, o Curso de Pedagogia foi caracterizado por inúmeras críticas, sobretudo no que se refere à formação fragmentada, de forte caráter tecnicista, e à ênfase na divisão técnica do trabalho na escola. Dentro do contexto do movimento pela reformulação do curso, especificamente na década de 1980, as críticas foram estabelecidas, principalmente, por professores, instituições universitárias e organismos governamentais.

De modo geral, pode-se perceber que na segunda metade dos anos de 1970 até início dos anos de 1980 houve outras iniciativas de reformular o Curso de Pedagogia. Como resultado dessas iniciativas, em meados da década de 1980 algumas Faculdades de Educação suspenderam as habilitações convencionais do curso (Administração Escolar, Supervisão Escolar, Orientação Educacional etc.), investindo em um currículo centrado na formação de professores para as séries iniciais do ensino fundamental e do curso de magistério (PIMENTA, 2001). Em contrapartida, outras instituições de ensino superior:

Mantiveram o curso de Pedagogia com as características do Parecer CFE 252/69, enquanto outras gostariam de fazer reformulações visando retomar a formação do pedagogo stricto sensu ou a reconsideração dos tipos de habilitações (LIBÂNEO, 2001, p. 111).

Em decorrência dessas reformulações no currículo e objetivos do curso, em dezembro de 1996 é aprovada a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que modificou a regulamentação anterior e introduziu novamente as habilitações, visando formar os especialistas (Administração, Supervisão e Inspeção Escolar, além do professor para o Ensino Normal). Para Saviani, essas habilitações vieram para especificar e delimitar a formação dos técnicos em Educação demandados pelo mercado de trabalho. Esse autor ressaltou que:

As habilitações visavam à formação de técnicos com funções supostamente bem especificadas no âmbito das escolas e sistemas de ensino que configurariam um

mercado de trabalho também supostamente já bem constituído, demandando profissionais com uma formação específica que seria suprida pelo Curso de Pedagogia, então reestruturado exatamente para atender a essa demanda (SAVIANI, 2007, p. 120).

Atualmente, as mudanças no Curso de Pedagogia podem ser analisadas a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais, que foram objeto de normatização em 2006. A seguir está presente uma breve apresentação sobre essa nova legislação, sendo discutida nos próximos elementos textuais.