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4. Türkiye’nin Afrika’ya Yönelik Yumuşak Güç Unsurları

4.3. Türk Kızılayı ve Afrika’daki Faaliyetleri

Para entendermos o desfecho da genealogia do capital humano que atravessa a américa do norte, precisamente os Estados Unidos; estes neoliberais vão colocar em jogo a ideia de que o trabalho precisaria entrar como fator preponderante na análise econômica. Então, cabe a seguinte pergunta qual a fonte de Foucault a respeito desta natureza da governamentalidade neoliberal americana?

Foi o que tentou fazer certo número deles, sendo o primeiro Theodore Schultz, que, no correr dos anos de 1950-60, publicou um certo número de artigos cujo inventário se encontra num livro publicado em 1971 chamado Investment in Humain Capital. Gary Becke74 publicou, mais ou menos nos mesmos anos, um livro com o mesmo

título, vocês tem um terceiro texto que é bastante fundamental e mais concreto, mais preciso do que outros, que é o Mincer sobre a escola e o salário, publicado em 1975 (FOUCAULT, 2008a, pp. 303-304).

É preciso considerar, antes de mais, que a assimilação de Foucault em relação ao capital

humano tem suas facetas e perspectivas, de modo que não podemos considerar o contorno do

capital humano como uma única via. Pois bem, é justamente neste patamar que a nossa pesquisa gira em torno de um capital humano, na medida em que, essa arte governamental possa explorar os vários modos de pensar a articulação da produção no mercado financeiro do neoliberalismo em que o ser humano se torna um empreendedor de si mesmo.

A ideia de capital humano pode ser concebido quando existe a noção de que o trabalho pode ser colocado como fator de exploração financeira. Veja bem, este é um modo de conceber a eficácia do trabalho, não somente nesta perspectiva que a natureza do trabalho gira. Gira também em torno do fator tempo, gira em torno dos corpos dos indivíduos, do melhoramento genético etc., enfim, levando em consideração o pensamento de Foucault, o capital humano tem que ser pensado desde o berço como nós brasileiros o entendemos. Pois bem, o capital

humano tem por via das regras seu investimento no legado da educação, este é o ponto que a nossa pesquisa quer mostrar, quer explorar. Todavia, é importante enfatizar essa noção de educação, precisamente na relação de mãe e filho, porque é muito interessante para o desfecho do neoliberalismo.

Com efeito, a educação como formação é um dos passos nos quais os neoliberais irão dizer que constitui um investimento educacional a custo de um capital humano; enfim, eles afirmam que este capital de fundo humano vai muito além do simples ato de aprendizado escolar ou o simples fato profissionalizante (FOUCAULT, ibid., p. 315). Além do mais, este investimento educacional vai formar segundo Foucault uma competência-máquina, isto é, o tempo em que a mãe passa cuidado de seu filho quando ele ainda está no berço vai ser, por sua vez, o modo importantíssimo para constituir este indivíduo como possível competência-

74 É importante assinalar que em 9 de Maio de 2012 aconteceu um debate muito importante na Universidade de

Chicago entre Gary Becker e François Ewald junto com a intervenção de Bernard Harcourt que dialogavam justamente a respeito da recepção de Michel Foucault sobre a teoria do capital humano do próprio Gary Becker no qual o diálogo tem como título principal Gary Becker dialogue avec Michel Foucault que foi traduzido para o francês por Stéphane Dufois «Cf. BECKER ; EWALD ; HARCOURT, American neoliberalism & Michel

Foucault’s 1979 birth of biopolitics lectures: A conversation with Gary Becker, François Ewald, and Bernard Harcourt, 2012, p. 265-288»

máquina, de modo que vai ser a constituição eficaz do capital humano (FOUCAULT, loc. cit.). Neste sentido, podemos compreender que Foucault pensa que o capital humano será melhor concretizado se a educação da criança for bem trabalhada desde o berço, mas, para isso, os pais precisam dedicasse mais horas ao cuidado do filho, sendo que, menos horas de dedicação pode afetar no desenvolvimento desde futuro capital humano.

O simples tempo de criação, o simples tempo de afeto consagrado pelos pais a seus filhos, deve poder ser analisado em termos de investimento capaz de constituir um

capital humano. Tempo passado, cuidados proporcionados, o nível de cultura dos pais também – porque se sabe muito bem, justamente, que, para um mesmo tempo passado, pais cultos vão formar um capital humano, para a criança, muito mais elevado do que se não tiverem o mesmo nível de cultura –, o conjunto dos estímulos culturais recebidos por uma criança: tudo isso vai constituir elementos capazes de formar um

capital humano. Ou seja, vai se chegar assim a toda uma análise ambiental, como dizem os americanos, da vida da criança, que vai poder ser calculada e, até certo ponto,

quantificada, em todo caso, que vai poder ser medida em termos de possibilidades de investimento em capital humano (FOUCAULT, ibid., pp. 315-316, nossos grifos).

Sob este aspecto, podemos compreender que o casamento é o ponto essencial para produzir capital humano, e podemos dizer que, quanto mais as famílias possuírem um maior poder aquisitivo, mais elevado e eficaz será a transmissão deste capital humano, pois, temos aí uma consequência fundamental de um investimento financeiro; por esse ângulo, é importante assinalar que, quanto maior a renda per capita das famílias, maior será o investimento nos filhos. E, a ação de uma governamentalidade se faz mais produtiva quando existe um maior investimento, isto é óbvio. Pois bem, “Se na economia clássica o indivíduo era explorado pela sua força de trabalho, na governamentalidade neoliberal o indivíduo vale enquanto seu capital

humano, ele é útil para os interesses do mercado” (FILHO; SANITA; VANDRESE, 2015, p. 112, nossos grifos). Nessa mesma perspectiva, vale à pena apontar a importância da genética como produtora eficaz de capital humano, como força pulsional de lançar no mercado os bebês geneticamente produzidos em laboratórios para o simples fato de competir de forma eficiente em um campo econômico-financeiro muito disputado no sentido do indivíduo como

empreendedor de si mesmo. Neste sentido, que o mercado tornar-se um objetivo de controle, uma tecnologia que pensa a sociedade concorrencial pela modo de custo benefício, não apenas de um só indivíduo, ademais, no relevo fundamental da população economicamente ativa. Pois bem, isso é teoria do capital humano de que se leva o neoliberalismo como o fundo de segurança da nova arte de governar se tratando do modo racional da empresa (CASTRO, 2014, p. 116). Neste sentido, a técnica do si mesmo do homem converge com o homem da economia, aquele, pois, que estuda o fundamento da economia, pois sim, este homem é evidentemente governável,

manipulado, ao passo que seu comportamento entra verdadeiramente imbuído em dados estatísticos (CASTRO, loc. cit.).