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Türk Hukuku’nda Vicdani Red

Belgede TEMMUZ AĞUSTOS EYLÜL 2012 SAYI (sayfa 169-177)

OLARAK VİCDANİ RED HAKKI

IV. Türk Hukuku’nda Vicdani Red

Inserido na grande área do Turismo, o setor Hoteleiro é considerado um dos componentes mais importantes que envolvem a grande área dos serviços turísticos. Antes de dar inicio ao estudo dos equipamentos hoteleiros, vale ressaltar a complexidade em definir um

sentido único para as atividades turísticas e hoteleiras. Estas atividades, muitas vezes, ultrapassam o limite conceitual e desembocam na praticidade que torna desta área um grande fomentador de divisas para o país, estado ou cidade, bem como o torna, em muitas ocasiões, sinônimo de lazer.

Assegurado no artigo 6° da Constituição Federal, o lazer é considerado um conjunto de atividades que um indivíduo desenvolve em seu tempo livre (DUMAZEIDER, 1999). Sabe-se que cada pessoa tem direito de escolher como irá desfrutar desse tempo livre e algumas delas escolhem fazer uma viagem, ou seja, optam em usufruir desse tempo fora de casa em atividades de turismo ou lazer.

Esta acessibilidade está aqui considerada como a possibilidade e condição da pessoa com deficiência alcançar e utilizar, com segurança e autonomia, edificações e equipamentos de interesse turístico, ou seja, a viabilização do direito de consumir os serviços hoteleiros de maneira independente, ou seja, sem barreiras ou impedimentos.

Por esta razão, Sassaki (2009) elenca seis barreiras que as considera desafiadoras para as pessoas com deficiência, a saber: barreiras arquitetônicas (sem barreiras físicas), atitudinais (sem preconceitos, estereótipos, estigmas e discriminações nos comportamentos da sociedade para pessoas que têm deficiência), comunicacionais (sem barreiras na comunicação entre pessoas), metodológicas (sem barreiras nos métodos e técnicas de lazer, trabalho, educação) instrumentais (sem barreiras instrumentos, ferramentas, utensílios) e programáticas (sem barreiras embutidas em políticas públicas, legislações, normas).

Quanto à dimensão arquitetônica, a acessibilidade está ligada à possibilidade de autonomia e o acesso fácil nos aeroportos, terminais rodoviários, espaços urbanos, hotéis, museus, teatros, transportes coletivos, parques ecológicos, parques temáticos, locais de eventos, dentre outros. Para Burnett (1996), Upchurch e Seo (1996), Castell (2008) e Sassaki (2009) o problema com a acessibilidade nas instalações físicas é o mais comum para as pessoas com deficiência, além disso, o descaso com a dimensão arquitetônica inviabiliza que as pessoas com deficiência exerçam plenamente o papel de consumidor (SASSAKI, 2009).

Corroborando com a dimensão supramencionada, tem-se a dimensão

comunicacional, a qual está ligada à adequação das sinalizações de locais (em atenção a

pessoas com deficiência visual ou com baixa visão) e contratação de intérpretes da língua de sinais junto aos trabalhadores em serviços e locais de lazer (SASSAKI, 2009).

No tocante a dimensão metodológica, evitar as barreiras refere-se à substituição da maneira tradicional (que não leva em consideração as necessidades especiais de certas pessoas) a fim de que os gestores de serviços estabeleçam novas propostas e acordos com os

seus usuários que têm deficiência. Para tal, a dimensão instrumental contribui com busca pela adequação nos aparelhos, equipamentos, ferramentas e outros dispositivos que fazem parte dos locais, sejam estes públicos ou privados. Tradicionalmente, as pessoas que trabalham com hospitalidade ignoram as limitações físicas, sensoriais e mentais de algumas das pessoas com deficiência (SASSAKI, 2009).

No que se refere à dimensão programática, esta tem como finalidade a eliminação das barreiras invisíveis existentes nos decretos, leis, regulamentos, normas, políticas públicas, barreiras estas que se apresentam implicitamente, mas que na prática impedem ou dificultam as pessoas com deficiência à utilização dos serviços. E por fim, a atitudinal contribui de maneira geral, tendo em vista que esta engloba a educação da sociedade como um todo e, especialmente, dos profissionais com poder de decisão, mas ainda preconceituosos a respeito de pessoas com deficiência, e que por isso deixam de abrir oportunidades de lazer para este segmento populacional (SASSAKI, 2009).

Desta maneira, ao se explanar estas dimensões facilitadoras ou barreiras a serem transpostas, não se podem esquecer os princípios do Desenho Universal, ou seja, as representações dos produtos e ambientes que serão utilizados por todos os indivíduos, sejam estes com ou sem deficiência. Estes princípios fazem parte do Decreto Federal 5.296/4 que deu ao Design Universal a força de lei, a saber:

1) Uso equiparável, ou seja, a possibilidade de todas as pessoas terem a mesma oportunidade de uso dos espaços e equipamentos, independente de suas necessidades específicas;

2) Flexibilidade de uso, que possibilita soluções ajustáveis de acordo com a necessidade de cada usuário;

3) Tolerância ao erro, que consiste em antecipar possíveis falhas durante o uso, diminuir riscos e evitar acidentes;

4) Tamanho e espaço para aproximação e uso, que prevê o tamanho e espaço suficientes para uso confortável, independente de fatores como tamanho do corpo e mobilidade;

5) Pouco esforço físico, para que não haja grande cansaço causado pelo uso;

6) Uso simples e intuitivo, de fácil entendimento e que não requer nenhum conhecimento prévio sobre os recursos/equipamentos e por fim,

7) Informação perceptível, ou a claridade das informações e eficácia do modo como o ambiente é percebido pelos usuários.

Para tanto, sabendo que o setor hoteleiro possui como característica principal atender as necessidades de repouso, higiene, alimentação e lazer de determinados usuários e levando em consideração as seis barreiras descritas por Sassaki (2009), sabe-se que as pessoas com deficiência, enquanto consumidores dos serviços hoteleiros têm o direito de acesso fácil (sem barreiras) em todas as áreas do hotel, inclusive as áreas recreativas. Além disso, estes empreendimentos turísticos devem cumprir o Decreto Federal n° 5.296/04, que determina que as edificações de uso coletivo devam estar adaptadas para receber a pessoa com deficiência.

Desta forma, a temática da acessibilidade em meios hoteleiros está inserida no escopo do marketing social, tendo em vista que os sujeitos estudados (as pessoas com deficiência visual, auditiva e física) são considerados potencialmente vulneráveis e a temática da vulnerabilidade do consumidor está inserida na grande área intitulada macromarketing.

Acrescenta-se também que estes consumidores com deficiência, considerados potencialmente vulneráveis, estão inseridos em um grupo social, os quais estão imersos em uma sociedade onde os valores multiculturais estão crescentes. Por esta razão, entender as diferenças, bem como aceitá-las configurou-se em uma forma de internalizar a sua identidade, ou seja, a sua representação frente à sociedade.

Estes consumidores com alguma deficiência, em todas as suas relações de consumo, estão constantemente expostos as barreiras elencadas por Sassaki (2009). Estes indivíduos enfrentam diariamente barreiras físicas, estigmatizações, esteriotipação, bem como barreiras comunicacionais que impedem que estes usufruam o direito enquanto consumidor.

Quando estas barreiras são evitadas, o indivíduo alcança o acesso, ou seja, vivencia a acessibilidade, bem como o equilíbrio de trocas, em contrapartida, quando alguma barreira não é superada, o indivíduo esbarra nas dificuldades do acesso e tal problema dificulta o equilíbrio de troca. A intenção de se estudar a acessibilidade sob a luz do marketing social é de proporcionar ao consumidor com deficiência a possibilidade de consumir com independência nos equipamentos turísticos, ou seja, quando a acessibilidade é vivenciada ocorre o equilíbrio de troca.

Belgede TEMMUZ AĞUSTOS EYLÜL 2012 SAYI (sayfa 169-177)