A análise dos dados foi realizada de forma quantitativa, através da análise dos dados estatísticos do MEC, do ENADE do curso de administração do Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 2006 e do CRARS, pesquisa do perfil, realizada com os administradores registrados no conselho, em nível Estadual, no mês de novembro e dezembro de 2007. Nos dois casos da análise quantitativa, não foi utilizada toda a população. Foi estabelecido como critério de análise usar a amostra das pesquisas que dizem respeito ao ensino superior de administração, relacionado às IES privadas. Para os autores Collis e Hussey (2005): “Esses dados quantitativos tomarão a forma de valores numéricos que representam o número total de observações ou freqüências para as variáveis sendo estudadas” (2005, p. 186).
Essa foi uma análise estatística simples, apresentando os percentuais e as discussões sobre os resultados, essa discussão do dado secundário também contou com o apoio da análise já realizada pelos órgãos promotores das pesquisas.
A survey foi analisada a partir de técnicas estatísticas, com apoio do sistema SPSS, onde todos os dados foram lançados e posteriormente analisados. Segundo os autores Glaser e Strauss apud Collis e Hussey (2005): “se dados quantitativos são controlados sistematicamente por uma ordem teórica de variáveis em tabelas de elaboração, o analista realmente encontrará um terreno rico para descobrir e gerar teoria” (2005, p. 186). Neste contexto, geramos informações que sustentam e são complementadas com a pesquisa qualitativa, que foi desenvolvida posteriormente.
Inicialmente fizemos a análise fatorial dos dados, conforme a construção do mapa conceitual, geramos a análise com grupo de questões, ao verificarmos que as
questões tinham valor menor que 0,5, fomos excluindo as questões e deixando somente as com maior peso, isso foi realizado até chegarmos a extração de um componente e ter a validade consolidada.
Após a análise fatorial, criamos as escalas agregadas com as questões e geramos as correlações e a regressão múltipla, também em alguns casos geramos o ANOVA para validar os dados. Verificamos também se o valor de Tolerância e VIF na colinearidade estatística estavam de acordo, para confirmar o modelo utilizado na pesquisa (CASTAÑEDA et al., 2008).
Na apresentação do dado estatístico, apresentamos os resultados mais relevantes, pois ao final tivemos uma infinidade de gráficos e tabelas, e selecionamos os que melhor respondem as hipóteses e construtos deste trabalho.
As informações coletadas no grupo focal, a partir de anotações e gravações das mesmas, foram analisadas de forma qualitativa, com um modelo aproximado ao modelo de Bardin (1977), usando a análise textual qualitativa.
Quando iniciamos um trabalho podemos ter categorias à priori, categorias a posteriori e categorias que emergem durante o desenvolvimento do próprio trabalho e da pesquisa. Segundo Moraes (2006, p. 1) “a categorização é parte de análise e interpretação de informações de pesquisas qualitativas”, e a diversidade dos resultados, dependerão do pesquisador e de seus objetivos no trabalho. Para Moraes (2006):
A categorização é um processo de comparação constante entre as unidades definidas no processo inicial da análise, levando a agrupamentos de elementos semelhantes. Os conjuntos de elementos de significação próximos constituem as categorias (2006, p. 7).
Há também a idéia de que um número reduzido de categorias seria mais fácil de analisar e trabalhar, pois assim não se amplia as categorias e se centraliza em poucas para análise em profundidade. Ao escrever e analisar o autor se sente
inundado pelo material, o que às vezes pode dificultar o processo, pois são várias possibilidades, dúvidas e questionamentos, sem vislumbrar o resultado final.
É um movimento de construção e desconstrução dos textos, o que em algum momento, começa a dar resultado. Ao começar a escrever surge o corpus. Aos poucos, no processo de categorização, vão aparecendo as categorias distintas e mais importantes para a proposta do trabalho e para os objetivos do mesmo, unem- se por suas proximidades e significação. No processo de categorização se abrir ao novo, ao objeto de pesquisa e seus resultados e captar o novo emergente, é o grande ganho do trabalho, pois assim possibilita novas conclusões, a luz de autores e sobre suas próprias percepções.
Através de nossas leituras, nossa bagagem intelectual formamos as novas categorias e construímos as mesmas para, como pesquisadores, apresentarmos o novo e o diferente da nossa proposta. Vamos trabalhar com categorias a posteirori. As categorias a posteriori são mais adequadas, pois se percebe que este é um processo em “construção”, e se retorna ao início do trabalho, analisa seus pressupostos e se propõe categorias mais adequadas.
Analisando o agrupamento, sempre há mais de uma possibilidade e esta é uma decisão do autor, que deve ser embasada pelos seus objetivos de pesquisa. Os objetivos e categorias devem estar alinhados, pois a segunda reforça o desenvolvimento de todo o trabalho e o sustenta. Desta forma, o autor deixa surgir as categorias, conforme o desenvolvimento do seu trabalho. O emergir de novas categorias é a ideia de termos todos os produtos organizados: coletamos os que irão ao encontro daquilo que procuramos, discutimos e, desta forma, as categorias devem vir ao encontro com esta discussão. O questionário foi analisado com base nas categorias criadas e nos critérios estabelecidos, apoiados no referencial teórico apresentado nesse trabalho, buscando responder as hipóteses indicados no texto.
Os dados foram analisados com base nos critérios estabelecidos, apoiados no referencial teórico apresentado nesse trabalho, buscando responder as hipóteses indicados no texto. A seguir apresentamos os resultados desse estudo.
6 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Inicialmente apresentaremos os dados e análises estatísticas. Em apoio à análise estatística será realizada a discussão também com os dados qualitativos do grupo focal e do referencial teórico abordado neste trabalho.