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Yazı (Hat) Türü: Hat Arapça “yazı” anlamına gelen bir sözcüktür Yazı ustasına Hattat denildiği gibi sanat yazıları için hüsn-i hat (güzel yazı

As atribuições e competências dos juizes municipais e de órfãos assim como as dos chefes de policia e Juizes de Direito foram mais claramente definidas a partir da promulgação do Código de Processo Criminal em 1832 e de sua respectiva reforma em 1841. Os juizes de Direito, e Municipais e de Órfãos assumiriam algumas das funções policiais, administrativas e judiciárias dos Juizes de Paz, contudo, isso não diminuiria os conflitos de competências e jurisdição entre estes magistrados e seus suplentes. Tanto era assim que veremos ocorrer disputas por cargos e funções entre estes magistrados que muitas vezes resultaram em processos criminais, ofensas, agressões e até

morte.92 Mas quais eram as competências dos Juizes Municipais, Chefes de Policia e Juizes de

Direito? A redistribuição das atribuições teria resultado em maior eficiência do poder judiciário no controle da criminalidade? Havia juizes para prover todos os lugares que deles necessitavam? Em suma, quais as diferenças substanciais promovidas pela reforma de 1841?

A organização, as atribuições, as competências e a jurisdição dos juizes de Direito, Municipais e Promotores foram definidas pelo código de Processo Criminal e pela reforma de 3 de dezembro de 1841. Para atuar como Juiz de Direito e Juiz Municipal era necessária, mas não exclusiva, a formação em direito ou ciências jurídicas. As habilidades principais requeridas para ser um juiz era ser formado em direito, ter um razoável “ilustração”, prudência e energia para resolver os problemas. Ás vezes, quando não havia ou não se conseguia nomear um juiz letrado, ocupava o cargo, na localidade onde havia dificuldade de provimento, um cidadão com idoneidade, relativo conhecimento das leis e boa reputação junto à sociedade. O provimento era feito por indicação do

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FLORY, Thomas. El Juez de Paz y el Jurado en el Brasil Imperial, 1808-1871: control social y estabilidad política en el nuevo Estado. México: Fondo de Cultura Econômica, 1986.

Imperador e dos presidentes de província. Os juizes letrados tinham atribuições policiais, judiciárias e administrativas em seus termos, distritos e comarcas. No entanto, a gestão e administração da justiça realizada por esses representantes do poder público não estava isenta de conflitos de competências e jurisdição.

A dificuldade em prover os cargos da administração da justiça com juizes de direito, municipais e promotores é particularmente notória nos documentos oficiais. O provimento dos cargos e funções judiciárias da magistratura foi precário durante todo o período. O Presidente da Província de Minas Gerais José Bento da Cunha Figueiredo informava que entre os termos existentes no ano de 1862, alguns da região sãofranciscana tais como Serro, São Romão e Paracatú ainda não haviam feito os provimentos de todos os cargos administrativos da justiça. Segundo, o presidente todas as comarcas possuíam juizes de direito, mas algumas não possuíam promotores formados, eles eram nomeados pelo governo ou por indicação dos juizes de direito das comarcas, como, por exemplo, nas comarcas de Jequitinhonha e São Francisco. 93

Estes fatos com certeza embaraçavam a ação da justiça na região. No seu relatório o presidente, José Bento da Cunha Figueiredo, chamava a atenção para os constantes desmembramentos e subdivisões operadas na província com a criação de novas paróquias, freguesias e municípios. Alertava que isso enfraquecia econômica e politicamente as próprias localidades criadas, que esses desmembramentos rotinizavam a ação da justiça, tornavam desinteressantes para os bacharéis viver e atuar em localidades longínquas e insignificantes. Em resumo, o presidente argumentava que a subdivisão não contribuía para a melhoria da administração da justiça na província, particularmente nos rincões mais afastados de Minas Gerais. Nas palavras do presidente Cunha Figueiredo:

A experiência parece já ter bem demonstrado os graves inconvenientes, que resultam das repetidas criações e desmembrações de Municípios e Freguesias. Reduzidos aqueles a acanhadas proporções, deixam de oferecer incentivo aos homens ilustrados e probos, de que tanta necessidade temos para a administração da justiça. As Câmaras Municipais, falecendo das precisas rendas para acudir às necessidades de seus munícipes, convertem-se em meras estações de expediente; em alguns lugares deixam mesmo de funcionar; e assim vai pouco e pouco definhando esta importante instituição, cujas raízes estão implantadas na nossa Constituição. Os costumes, os hábitos, as tradições que em sua uniformidade constituem esse grau de associação, chamada Municipalidade, e que com a denominação de Comunas figura em relevo na história da civilização da Europa, desnaturando-se assim desapercebidamente entre nós, chegaram a desaparecer completamente, e em seu lugar ficará um caos onde, debalde o jurisconsulto procurará os elementos do direito consuetudinário, e o historiador desanimado deixará de apanhar o tipo característico de

nossa família. E é sempre inteiramente malogrado o pensamento que a essas inovações

preside; esquecendo-nos de que mais vale a justiça a 40 léguas do que a injustiça ao pé da porta, deixamos-nos sempre iludir pelas vantagens de um foro constituído dentro da

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Exposição que ao Exmo. e Ilmo. Coronel Joaquim Camilo Teixeira da Motta, 3°. Vice-Presidente apresentou no acto de passar-lhe a administração da Província de Minas Gerais, o Presidente Conselheiro José Bento da Cunha Figueiredo. Ouro Preto: Typografia Provincial, 1862. p. 7.

povoação que habitamos, mas criado ele, eis-nos em clamores contra o mau Juiz, contra os venais e ineptos servidores da justiça, finalmente contra as intrigas daí oriundas, em cuja teia, mau grado nosso, nos envolvemos. Longe iria na exposição de tão funestas, quanto experimentadas conseqüências; mas sem falar na completa perturbação dos registros, matriculas, e assentamentos das diferentes repartições; sem falar ainda na inteira confusão que se tem operado entre obras provinciais, e obras municipais pelo desaparecimento destas, parece-me já ter ficado suficientemente demonstrada a necessidade de se por cobro às medidas desta ordem. Bem sei que a nossa divisão civil e judiciária é imperfeitíssima, mas também sei, e é manifesto, que não serão semelhantes criações que a hão de melhorar; enquanto as alterações a este respeito não assentarem em uma base larga, n’um plano geral, serão sempre em pura perda, senão muito prejudiciais.”94

A exposição é longa, mas apropriada para demonstrar o impacto que a criação de inúmeros municípios teve na ação da justiça nas comarcas do sertão do médio São Francisco, especificamente, quanto à rotinização das práticas da justiça, isto é, a justiça teria na apreciação do presidente um papel meramente formal e rotineiro. Encontramos alguns processos-crimes que mostram essa situação de rotinização e burocratização “negativa” da justiça no sertão. Por exemplo, um crime era cometido em um arraial – menor unidade administrativa, juntamente com os povoados e pousos – fazia-se a denuncia, a inquirição das testemunhas, o auto de corpo de delito e demais investigações, em suma, instaurava-se o processo, mas a sua conclusão dependia sempre de outra localidade onde houvesse juiz paz, juiz de direito ou juiz municipal e de órfãos, paralisando todos os trâmites da ação judicial.

Por ora, vale ressaltar que não bastava a existência de uma parcela do aparelho judiciário, não bastava existência de delegados, promotores, escrivães e tabeliães, juizes de paz e municipais, era necessário, após a promulgação do Código do Processo Criminal em 1832 e a reforma de 1841, que o Juiz de Direito e o Júri julgassem as causas nas sessões do Conselho de Jurados de Acusação e de Sentença. No entanto, havia apenas um juiz de direito por comarca que, geralmente, ficava nas maiores vilas e cidades e a resistência da população em comparecer ao conselho de jurados era relativamente grande, parece trivial, mas esses fatos impediam, muitas vezes, a consecução de vários processos-crimes instaurados em arraiais, povoações ou pousos. Com relação à criação de municípios, o presidente José Bento da Cunha Figueiredo mencionava que, na comarca do Rio das Velhas, haviam sido criadas as vilas de Guaicuí e Pirapora. Embora, as povoações já existissem desde o século XVIII. O presidente assim descrevia a criação destes “novos” municípios:

Informado por participações oficiais, e de pessoas fidedignas que na paróquia da Barra do Rio das Velhas, elevada à categoria de Vila com a denominação de – Guaicuí – pela Lei n°. 1.112 do ano passado, já se acha pronta com as necessárias acomodações a casa destinada as sessões da Câmara, e Júri, e para cadeia, expedi ordem à Municipalidade de

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Relatório que a Assembléa Provincial de Minas Gerais apresentou no acto da Abertura da Sessão Ordinária de 1862, o Coronel Joaquim Camilo Teixeira da Motta Terceiro Vice-Presidente da mesma Província. Ouro Preto: Typografia do Provincial, 1862. 01/08/1862. p. 8.

Montes Claros para mandar proceder ali a eleição de Vereadores no dia 7 de setembro próximo futuro, e em seguida a de Juizes de Paz do Distrito de Pirapora d’além São Francisco que pela mesma lei foi criado, e anexado ao novo Município. Não tendo a citada Lei fixado a sede desse Distrito, designei provisoriamente a fazenda das Gaitas, por ser o lugar mais povoado, ficando porém este acto dependente da vossa aprovação.95

Nos novos ou antigos municípios haveria, a partir de agora, os juizes municipais, os delegados e subdelegados com habilitações e atribuições e competências mais adequadas para a execução da justiça, pelo menos era o que prescrevia as reformas de 1841 e 1871. Mas, as coisas não aconteceu como os legisladores previram em relação aos agentes da justiça juizes, advogados e magistrados nem em relação aos aparatos de punição, como veremos agora.