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2. TEKNĠK TEKSTĠLLER

2.2 Teknik Tekstil Amaçlı Dokusuz Yüzeyler

2.2.3 Dokusuz yüzey oluĢturma teknikleri

2.2.3.1 Tülbent oluĢumu

ADMINISTRAÇÃO DE SORO FISIOLÓGICO (VEÍCULO) NO 4ºV

A tabela 17 apresenta os valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca, picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático e parassimpático do barorreflexo em ratos WKY tratados com veículo.

Na figura 35 é observado o aumento da pressão arterial média e queda reflexa da freqüência cardíaca ativados por fenilefrina antes e 15 minutos após a injeção de ATZ no 4ºV de ratos WKY tratados com veículo.

Na figura 36 é notada a queda da pressão arterial média e aumento reflexo da freqüência cardíaca ativados por nitroprussiato de sódio antes e 15 minutos após a injeção de ATZ no 4ºV de ratos WKY tratados com veículo.

Tabela 17: Valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência

cardíaca (FC), picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático (GBS) e parassimpático (GBP) do barorreflexo em ratos WKY tratados com veículo (soro fisiológico) no 4º V.

PAM: Pressão arterial média; FC: Frequência cardíaca; GBP: Ganho parassimpático do barorreflexo; GBS: Ganho simpático do barorreflexo (N=8).

Variável 0 min 5 min 15 min 30 min 60 min

PAM (mmHg) 124+5 125+4 129,5+5 130,8+4 126,8+4 FC (bpm) 347,8+10 363,3+8 386,3+10 370,3+7 367+6 Pico bradicárdico (bpm) 211,3+18 238+3 235,3+5 240+15 215+7 Pico taquicárdico (bpm) 468,3+10 493,3+4 487+8 480,3+7 473,7+4

Variação dos picos (bpm) 257+14 255,3+6 251,7+6 246+8 258,7+8 GBP (bpm x mmHg-1) -2,28+0,35 -2,56+0,3 -2,5+0,19 -2,18+0,11 -2,6+0,24 GBS (bpm x mmHg-1) -3,09+0,15 -3,17+0,3 -2,89+0,34 -2,83+0,12 -2,9+0,14

∆P

AM

(mmHg

)

∆F

C (

bpm

)

Tempo (minutos) Tempo (minutos)

Figura 35: (A) Aumento da pressão arterial média (∆MAP, mmHg) e (B) queda

reflexa da freqüência cardíaca (∆FC, bpm) ativados por fenilefrina (PHE, 8g/kg i.v.) antes, 5, 15, 30 e 60 minutos após a injeção de veículo no 4ºV de ratos WKY (N=6).

B A

∆P

AM

(mmHg

)

∆F

C (

bpm

)

Tempo (minutos) Tempo (minutos)

Figura 36: (A) Queda da pressão arterial média (∆MAP, mmHg) e (B) aumento

reflexo da freqüência cardíaca (∆FC, bpm) ativados por nitroprussiato de sódio (NPNa, 50g/kg i.v.) antes, 5, 15, 30 e 60 minutos após a injeção de veículo no 4ºV de ratos WKY (N=6).

B A

A tabela 18 apresenta os valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca, picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático e parassimpático do barorreflexo em ratos SHR tratados com veículo.

Na figura 37 é observado o aumento da pressão arterial média e queda reflexa da freqüência cardíaca ativados por fenilefrina antes e 15 minutos após a injeção de ATZ no 4ºV de ratos SHR tratados com veículo.

Na figura 38 é notada a queda da pressão arterial média e aumento reflexo da freqüência cardíaca ativados por nitroprussiato de sódio antes e 15 minutos após a injeção de ATZ no 4ºV de ratos SHR tratados com veículo.

Tabela 18: Valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência

cardíaca (FC), picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático (GBS) e parassimpático (GBP) do barorreflexo no grupo SHR tratado com veículo no 4ºV.

PAM: Pressão arterial média; FC: Frequência cardíaca; GBP: Ganho parassimpático do barorreflexo; GBS: Ganho simpático do barorreflexo (N=6).

Variável 0 min 5 min 15 min 30 min 60 min

PAM (mmHg) 163+5 165,3+5 168,7+4 171+6 172,3+7 FC (bpm) 339+8 334,7+7 347,7+11 333+20 348,7+16,7 Pico bradicárdico (bpm) 269+19 283,32+5 281,7+7 275,7+8 277,3+7 Pico taquicárdico (bpm) 447+15 450+12 434+9 420,3+12 450,7+9 Variação dos picos (bpm) 178+5 163,7+10 162,3+3 164,7+6 173,3+5 GBP (bpm x mmHg-1) -0,96+0,01 -0,67+0,16 -1,44+0,23 -0,95+0,2 -1,12+0,04 GBS (bpm x mmHg-1) -1,2+0,25 -1,08+0,08 -1,2+0,04 -1,1+0,06 -1,23+0,04

∆P

AM (

mmHg

)

∆F

C (

bpm

)

Tempo (minutos)

Tempo (minutos)

Figura 37: (A) Aumento da pressão arterial média (∆MAP, mmHg) e (B) queda

reflexa da freqüência cardíaca (∆FC, bpm) ativados por fenilefrina (PHE, 8g/kg i.v.) antes, 5, 15, 30 e 60 minutos após a injeção de salina no 4ºV de animais SHR (N=6).

B A

∆P

AM (

mmHg

)

∆F

C (

bpm

)

Tempo (minutos) Tempo (minutos)

Figura 38: (A) Queda da pressão arterial média (∆MAP, mmHg) e (B) aumento

reflexo da freqüência cardíaca (∆FC, bpm) ativados por nitroprussiato de sódio (NPNa, 50g/kg i.v.) antes, 5, 15, 30 e 60 minutos após a injeção de veículo no 4ºV de animais SHR (N=6).

B A

5 DISCUSSÃO

Dentre os principais achados do estudo, foi observado que: 1) a inibição da catalase no 4º ventrículo cerebral (4º V) aumentou os valores basais de frequência cardíaca (FC) de maneira mais intensa nos ratos Wistar e ratos espontaneamente hipertensos (SHR) expostos à fumaça lateral de cigarro; 2) houve alteração dos valores basais de pressão arterial média (PAM) após inibição da catalase no quarto ventrículo cerebral (4º V) em ratos Wistar de maneira similar entre os animais expostos e não expostos à fumaça lateral de cigarro; 3) não foi observado alteração do ganho do barorreflexo em ratos Wistar expostos e não expostos à fumaça lateral de cigarro após inibição central da catalase e; 4) a inibição da catalase no 4º V afetou de maneira diferente o ganho simpático do barorreflexo em ratos Wistar Kyoto (WKY) e SHR.

Após o período de exposição à fumaça lateral de cigarro, foi realizada a comparação da função barorreflexa entre os ratos normotensos Wistar expostos e não expostos à fumaça lateral de cigarro.

A Tabela 2 apresenta os valores basais de PAM e FC, picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático (GBS) e parassimpático (GBP) do barorreflexo nos dois grupos da linhagem de ratos normotensos Wistar. Foi observado que a exposição à fumaça lateral de cigarro durante três semanas numa concentração de monóxido de carbono (CO) entre 100 e 300 ppm não afetou significantemente essas variáveis.

As respostas periféricas a fenilefrina não foram significantemente diferentes entre os dois grupos (Figura 3; p=0.395), bem como as respostas vasodepressoras ao nitroprussiato de sódio (Figura 4; p=0,189). Não foram observadas diferenças significantes quanto à bradicardia (Figura 3; p=0,392) e taquicardia reflexa (Figura 4; p=0,557) entre os ratos Wistar expostos à fumaça lateral de cigarro e controle.

Foi observado que as injeções centrais de 3-amino-1,2,4-triazole (ATZ) nos ratos Wistar do grupo controle causaram alterações significantes nos valores basais de FC (Tabela 3) aos 5 minutos após administração da droga (p < 0,05), sem mudar significantemente os valores basais de PAM.

O pico bradicárdico tendeu a reduzir aos 5 minutos (Tabela 3). Não houve alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo, pico taquicárdico e variação entre as atividades máximas simpáticas e parassimpáticas do barorreflexo durante os primeiros 60 minutos após a injeção de ATZ no 4º V (Tabela 3).

Quanto às respostas de hipertensão e bradicardia reflexa causadas pela administração de fenilefrina, não foram notadas diferenças significantes entre os valores controle e 5, 15, 30 e 60 minutos depois da injeção central de ATZ (Figura 7).

Quando o barorreflexo foi testado com nitroprussiato de sódio, a taquicardia reflexa tendeu a atenuar aos 5 minutos após a injeção de ATZ centralmente (Figura 8), porém, sem significância estatística (p>0,05).

Em relação ao grupo de ratos Wistar expostos à fumaça lateral de cigarro, a injeção de ATZ no 4º V afetou de maneira um pouco mais intensa as respostas cardiovasculares comparado ao grupo controle.

Foi notado que apesar de o ATZ não ocasionar mudanças significantes nos valores basais de PAM, a FC basal foi significantemente aumentada (p<0,05) nos primeiros 15 minutos após sua administração (Tabela 4).

O pico bradicárdico também sofreu redução significante (p<0,05) nos primeiros 15 minutos após a injeção de ATZ no 4º V. Entretanto, foram notadas alterações expressivas em relação ao pico taquicárdico, diferença entre os picos e ganho do baroreflexo testado com nitroprussiato de sódio e fenilefrina (Tabela 4).

As respostas hipertensoras da fenilefrina tenderam a ser reduzidas até os 30 minutos após a injeção central de ATZ, entretanto, não atingiu significância

estatística (Figura 9) e a queda da PAM causada pelo nitroprussiato de sódio não sofreu alterações significantes (Figura 10).

Não foram observadas alterações significantes na bradicardia reflexa (Figura 9), e a taquicardia reflexa tendeu a ser reduzida cinco minutos após a administração de ATZ (sem significância estatística) (Figura 10).

Com o objetivo de verificar se o volume de infusão de volume de salina alterava as respostas cardiovasculares durante os testes de barorreflexo, foi aplicado outro protocolo, no qual foi realizado teste de barorreflexo apenas antes e 15 minutos após a administração central de ATZ.

Nos animais do grupo controle, a inibição de catalase no 4ºV causou alterações significantes nos valores basais de FC durante os primeiros 15 minutos após administração da droga (p<0,05), além disso, foi notado um leve, porém significante, aumento dos valores basais de PAM durante os primeiros 30 minutos após a injeção central de ATZ (Tabela 5).

O pico bradicárdico foi significantemente reduzido após o ATZ central, bem como o pico taquicárdico e a variação dos picos também foram alterados de maneira significante após a administração central de ATZ (Tabela 5).

Não houve alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo (p=0.32 com fenilefrina e p=0.19 com nitroprussiato de sódio) 15 minutos após a injeção de ATZ no 4º V (Tabela 5). Quanto às respostas de hipertensão e bradicardia reflexa causadas pela administração de fenilefrina, foram notadas respostas hipertensoras significantemente atenuadas após a administração central de ATZ (p<0.0001) e bradicardia reflexa sem alterações significantes (p=0.079) (Figura 11).

Quando o barorreflexo foi testado com nitroprussiato de sódio, a taquicardia reflexa foi significantemente atenuada (p=0,0005) após a injeção de ATZ centralmente (Figura 12), porém, não houve alterações significantes quanto à hipotensão em resposta ao doador de óxido nítrico (p=0,111).

Quanto ao grupo de ratos Wistar expostos à fumaça lateral de cigarro, a injeção de ATZ no 4º V afetou de maneira diferente os componentes hemodinâmicos comparados ao grupo controle. Houve aumento significante da PAM (p<0,001) basal 5 minutos após a inibição central de catalase e elevação significante da FC basal (p<0,001) até 30 minutos após a injeção de ATZ no 4º V. Ademais, foi observado atenuação significante do pico bradicárdico após a administração central do ATZ (p<0,05).

Por outro lado, não foram notadas alterações significantes em relação ao pico taquicárdico (p=0,22), variação entre os picos (p=0,399) e dos componentes parassimpático (p=0,62) e simpático (p=0,07) do ganho do barorreflexo (Tabela 6). Em relação às respostas causadas pela administração de fenilefrina i.v., foi notado que após a inibição da catalase centralmente a hipertensão foi significantemente elevada (p=0,0364), enquanto que a bradicardia reflexa tendeu a ser reduzida, entretanto, sem significância estatística (p=0,089) (Figura 13).

Não foram observadas alterações significantes na taquicardia reflexa (p=0,0883) nem na hipotensão (p=0,8) em respostas ao doador de óxido nítrico nitroprussiato de sódio (Figura 14).

Para que houvesse certeza de que o aumento de volume plasmático, causado pela administração endovenosa das drogas vasoativas para ativação de respostas barorreflexas, não fosse responsável pelas respostas obtidas perante a inibição de catalase central, foi optado por utilizar um grupo controle tratado com veículo (soro fisiológico) e testar o barorreflexo antes, 5, 15, 30 e 60 minutos depois da injeção do veículo.

Podemos observar na Tabela 7 que a administração de soro fisiológico no 4ºV não causou alterações significantes nos valores basais de FC e PAM. O pico bradicárdico foi significantemente reduzido 30 minutos após a injeção central de salina, bem como a variação dos picos. Não houve alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo.

Quanto às respostas de hipertensão e bradicardia reflexa causadas pela administração de fenilefrina, foi notado que as respostas hipertensoras foram significantemente atenuadas 30 minutos após a administração central do veículo (p<0.05), enquanto a bradicardia reflexa tendeu a ser atenuada, porém, não atingiu significância estatística (Figura 15).

Quando o barorreflexo foi testado com nitroprussiato de sódio, a taquicardia reflexa foi significantemente atenuada (p<0,05) 15 após administração central de salina (Figura 16) ao mesmo tempo em que a hipotensão em resposta ao doador de óxido nítrico foi aumentada 60 minutos após a injeção do veículo (p<0,05).

A exposição passiva à fumaça de cigarro é uma mistura complexa que contém agentes carcinogênicos, teratogênicos e outras toxinas que causam aproximadamente 53.000 mortes por ano nos Estados Unidos da América, cerca de um não-fumante para cada oito fumantes ativos.

Existe um consenso na literatura desde 1986 de que a exposição à fumaça de cigarro causa câncer pulmonar (California Environmental Protection Agency, 1999). Apesar desse consenso, as indústrias de tabaco têm mudado vigorosamente a ligação entre fumo passivo e câncer pulmonar (BERO et al. 1992; BARNES e BERO, 1997; BARNES e BERO, 1998), incluindo fundos de um trabalho publicado em 2003, o qual mostrou uma evidência ligando fumo passivo com câncer pulmonar (BERO 2005; ENSTROM e KABAT, 1960).

Entretanto, enquanto essa publicação desafiou a relação entre fumo passivo e câncer pulmonar, a companhia Philip Morris realizou secretamente testes toxicológicos in vivo referentes à fumaça lateral do cigarro na Alemanha já na década de 1950 (Institut für Biologische Forschung – INBIFO) (DIETHELM et al. 2004). O resultado dessa série de estudos concluiu que a fumaça lateral de cigarro é mais tóxica e mais densa do que a fumaça central do cigarro. Provavelmente, se esses dados fossem divulgados na época devida, várias leis

referentes à restrição de fumo ativo em locais públicos e privados já teriam sido implementadas.

O primeiro estudo documentado que avaliou os efeitos do fumo passivo sobre o sistema cardiovascular é de 1947 (LEVY et al. 1947), em que analisa os efeitos do cigarro em fumantes ativos no coração de indivíduos saudáveis e com doenças cardíacas. Porém, somente a partir da década de1980 é que os trabalhos começaram a focar nos efeitos da exposição passiva à fumaça de cigarro sobre o sistema cardiovascular (OHKUBO 1982; Mcmurray et al. 1985). E agora mais recentemente um grupo de Botucatu tem investigado com maior freqüência os efeitos da exposição passiva à fumaça de cigarro sobre a função cardíaca (DUARTE et al. 2010; AZEVEDO et al. 2010; MINICUCCI et al. 2009). Já em relação aos efeitos do cigarro sobre o sistema nervoso, a partir de 1969 já começaram a analisar os efeitos da nicotina na atividade elétrica cortical e liberação de acetilcolina cortical (ARMITAGE et al. 1969). Entretanto, nenhum estudo até o momento analisou os efeitos da fumaça lateral de cigarro sobre áreas encefálicas envolvidas na regulação do sistema cardiovascular.

Neste trabalho, o objetivo foi investigar os efeitos do aumento do estresse oxidativo no 4ºV sobre o barorreflexo e variáveis hemodinâmicas em animais expostos à fumaça lateral de cigarro, um importante agente poluente a ser investigado. A fumaça do cigarro liberada no meio ambiente é constituída por dois componentes: fumaça central ou principal e fumaça periférica ou lateral. A fumaça central é gerada quando o fumante traga o cigarro, é produzida em altas temperaturas (acima de 950ºC) e polui o ambiente após ter sido aspirada através do cigarro, entrado em contato com os pulmões e, em seguida, exalada (WEISS et al. 1983; SCHERER et al. 1990).

Constitui a fonte predominante de exposição dos indivíduos fumantes ativos. A fumaça periférica é produzida em temperaturas mais baixas (cerca de 350ºC), durante a queima lenta do cigarro que ocorre entre as tragadas. Oitenta

e cinco por cento da fumaça de cigarro presente no ambiente é resultante da fumaça periférica produzida a partir da queima espontânea da extremidade do cigarro. Este componente difere da fumaça central inalada pelo tabagista ativo pelo fato de não ser filtrada, e a despeito de diferenças quantitativas, a composição química da fumaça lateral é similar à da fumaça principal (WEISS et al. 1983; LAW et al. 1996; SOPORI et al. 1998).

A fumaça periférica é a fonte de exposição de todos aqueles que inalam a fumaça presente no meio ambiente, os chamados fumantes passivos. Os fumantes passivos podem absorver até um sexto da quantidade de fumaça absorvida por um fumante ativo (Centro Latinoamericano de Perinatología y Desarrollo Humano, 1987). Mesmo que o risco para fumantes passivos seja menor do que para fumantes ativos, a proporção de pessoas fumantes passivas é muito maior (CHEN et al. 1995).

Após o período de exposição à fumaça lateral de cigarro, foi realizada a comparação da função barorreflexa entre os ratos normotensos WKY e SHR expostos à fumaça lateral de cigarro.

A Tabela 8 apresenta os valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC), picos bradicárdico e taquicárdico, diferença entre os picos e ganho do barorreflexo nos dois grupos estudados. Foi observado que a exposição à fumaça lateral de cigarro durante três semanas numa concentração de monóxido de carbono (CO) entre 100 e 300 ppm afetou significantemente pico taquicárdico e a variação dos picos nos animais normotensos WKY e nos animais SHR.

A hipertensão perante a infusão de fenilefrina induziu respostas similares entre os quatro grupos de animais. Como já era esperado, a bradicardia reflexa foi significantemente reduzida nos dois grupos SHR comparados aos dois grupos de ratos WKY. No grupo de ratos WKY a exposição à fumaça lateral de cigarro atenuou as respostas bradicárdicas à fenilefrina comparado ao seu controle. Entretanto, não foram observadas alterações no grupo SHR

ocasionadas pela exposição ao cigarro. (Figura 17). Quando foi testado o componente simpático do barorreflexo com nitroprussiato de sódio, foi notado que a taquicardia reflexa foi significantemente maior nos dois grupos de ratos WKY comparados com o grupo SHR controle.

A hipotensão induzida por nitroprussiato de sódio foi significantemente superior nos animais do grupo WKY comparados aos dois grupos SHR. Não foram notadas alterações na taquicardia reflexa causada pela exposição à fumaça lateral do cigarro (Figura 18).

A inibição de catalase no 4º V nos ratos WKY do grupo controle causaram alterações significantes nos valores basais de FC aos 30 minutos após administração da droga (p < 0,05), de maneira diferente dos animais Wistar controle, sem alterar significantemente os valores basais de PAM.

O pico bradicárdico foi atenuado significantemente aos 30 minutos após a injeção de ATZ. Não houve alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo, pico taquicárdico e variação entre as atividades máximas simpáticas e parassimpáticas do barorreflexo durante os primeiros 60 minutos após a injeção de ATZ no 4º V (Tabela 9).

Quanto às respostas de hipertensão e bradicardia reflexa causadas pela administração de fenilefrina, foi notado que, diferente dos ratos Wistar, as duas variáveis foram significantemente alteradas após a injeção cerebroventricular de ATZ durante os primeiros 60 minutos (Figura 19).

Por outro lado, não foram observadas modificações expressivas na taquicardia reflexa e na hipotensão causada pelo nitroprussiato de sódio após a administração central de ATZ (Figura 20).

Em relação ao grupo de ratos WKY expostos à fumaça lateral de cigarro, a injeção de ATZ no 4º V afetou de maneira mais intensa as respostas cardiovasculares comparado ao seu grupo controle. Foi notado que apesar de o ATZ não ocasionar mudanças significantes nos valores basais de PAM, a FC

basal foi significantemente aumentada (p<0,05) nos primeiros 30 minutos após sua administração.

O pico bradicárdico também sofreu redução significante (p<0,05) nos primeiros 15 minutos após a injeção de ATZ no 4º V. Entretanto, não foram notadas alterações expressivas em relação ao pico taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático e parassimpático do baroreflexo (Tabela 10).

Não foram observadas alterações significantes na bradicardia reflexa e hipertensão induzida por fenilefrina (Figura 21) nem taquicardia reflexa e hipotensão em resposta ao nitroprussiato de sódio após a inibição cerebroventricular de catalase com ATZ (Figura 22).

Quanto aos animais SHR do grupo controle, a inibição de catalase no 4º V ocasionou alterações significantes nos valores basais de FC durante os 15 minutos após administração da droga (p < 0,05), de maneira diferente dos animais Wistar e WKY controle, sem alterar significantemente os valores basais de PAM.

O pico bradicárdico foi atenuado significantemente 30 minutos após a injeção de ATZ. Interessantemente, o ganho do reflexo bradicárdico foi significantemente aumentado durante os 60 minutos após administração central de ATZ.

Por outro lado, não foram notadas alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo taquicárdico, pico taquicárdico e variação entre as atividades máximas simpáticas e parassimpáticas do barorreflexo durante os primeiros 60 minutos após a injeção de ATZ no 4º V (Tabela 11).

A hipertensão em resposta à PE i.v. não sofreu variações após a inibição central de catalase. No entanto, a bradicardia reflexa foi aumentada 5 e 15 minutos após a injeção intracerebroventricular de ATZ (Figura 23). Por outro lado, não foram observadas modificações expressivas na taquicardia reflexa e na hipotensão causada pelo nitroprussiato de sódio após a administração central de ATZ (Figura 24).

A injeção de ATZ no 4º V dos animais SHR expostos à fumaça lateral de cigarro afetou de maneira mais intensa as respostas cardiovasculares comparado ao seu grupo controle. Foi observado que apesar de o ATZ não ocasionar mudanças nos valores basais de PAM, a FC basal foi significantemente aumentada (p<0,05) nos primeiros 30 minutos após sua administração. O pico bradicárdico também sofreu redução significante (p<0,05) nos primeiros 30 minutos após a injeção de ATZ no 4º V.

Entretanto, não foram notadas alterações expressivas em relação ao pico taquicárdico, diferença entre os picos e ganho simpático e parassimpático do baroreflexo (Tabela 12). Não foram notadas alterações significantes na bradicardia reflexa e hipertensão induzida por fenilefrina (Figura 25) nem taquicardia reflexa e hipotensão em resposta ao nitroprussiato de sódio após a inibição intracerebroventricular de catalase com ATZ (Figura 26).

Com o objetivo de verificar se o volume de infusão de volume de salina alterava as respostas cardiovasculares durante os testes de barorreflexo, foi aplicado um protocolo adicional, no qual foi realizado teste de barorreflexo apenas antes e 15 minutos após a administração central de ATZ.

Nos ratos WKY do grupo controle, a inibição de catalase no 4ºV causou alterações significantes nos valores basais de FC durante os primeiros 15 minutos após administração da droga (p<0,05), além disso, foi notado um significante aumento dos valores basais de PAM durante os primeiros 5 minutos após a injeção central de ATZ (Tabela 13).

O pico bradicárdico foi significantemente reduzido após o ATZ central, bem como o ganho do reflexo taquicárdico. Não houve alterações significantes em relação ao ganho do barorreflexo bradicárdico (p=0.39), pico taquicárdico (p=0,14) e diferença entre os picos (p=0,06) (Tabela 13).

Quanto às respostas de hipertensão e bradicardia reflexa causadas pela administração de fenilefrina, foram notadas respostas hipertensoras

significantemente elevadas após a administração central de ATZ (p=0.0033) e bradicardia reflexa sem alterações significantes (p=0.21) (Figura 27).

Quando o barorreflexo foi testado com nitroprussiato de sódio, a taquicardia reflexa não sofreu alterações (p=0,08) após a injeção de ATZ centralmente, porém, não houve a hipotensão em resposta ao doador de óxido nítrico foi significantemente atenuada (p=0,029) (Figura 28).

Quanto ao grupo de ratos WKY expostos à fumaça lateral de cigarro, a injeção de ATZ no 4º V afetou de maneira diferente os componentes hemodinâmicos comparados com o grupo controle.

Não houve aumento significante da PAM basal após a inibição central de catalase. Por outro lado, foi notada elevação significante da FC basal (p<0,05)

Benzer Belgeler