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SUNULAN HİZMETLER .................................................................. Hata! Yer işareti tanımlanmamış

B) YETKİ, GÖREV VE SORUMLULUKLAR ........................................... H ATA ! Y ER İŞARETİ TANIMLANMAMIŞ

5- SUNULAN HİZMETLER .................................................................. Hata! Yer işareti tanımlanmamış

A noção de fantasia aparece pela primeira vez na correspondência a Fliess de 6 de abril de 1897:

O aspecto que me escapou na resolução da histeria consiste na descoberta de uma nova fonte, da qual deriva um elemento novo da produção inconsciente. Refiro-me as fantasias histéricas, que, segundo vejo, em geral remontam a

coisas ouvidas pelas crianças na mais tenra idade e só posteriormente compreendidas. (FREUD, 1988, p.285).

A nova fonte a qual Freud se refere concerne a sua recente descoberta a respeito da

memória auditiva de seus pacientes relacionada às suas vivências sexuais e, principalmente,

em relação à cena primária de sedução. (MASSON, 1986, p.227). Nessa introdução, a primeira coisa a destacar é o fato de que a fantasia, já de início, é situada como uma produção

inconsciente. Ao que tudo indica, Freud está sugerindo a eficácia das fantasias em dois

tempos: o tempo da impressão auditiva infantil, que não comporta nenhum elemento cognitivo, e o tempo posterior da compreensão verbal. Mas com isso não se compreende por que são chamadas fantasias e não simplesmente recordações.

Em 2 de maio a formulação avança mais um passo e, em relação à estrutura da histeria, diz:

[...] adquiri uma noção segura da estrutura da histeria. Tudo desemboca na reprodução de cenas. Umas se obtêm de maneira direta outras sempre através de fantasias interpostas. As fantasias provêm do ouvido, porém entendido posteriormente, e desde logo são genuínas em todo seu material. (FREUD, 1988, p.288).

Nessas reproduções, as fantasias são definidas como estruturas protetoras, embelezamento dos fatos, que servem também para o alívio pessoal: “são fachadas psíquicas

edificadas para bloquear o acesso às recordações. Ao mesmo tempo servem para refinar as recordações, sublima-las.” (FREUD, 1988, p.289). Na sua origem inconsciente, combinam

aquilo que foi vivenciado pelo sujeito com aquilo que foi ouvido a respeito da história dos pais e dos antepassados. Essa raiz nas impressões do vivido sustenta sua autenticidade. Na mesma carta, Freud faz outro discernimento muito importante que acaba por redefinir o próprio objeto da repressão. Reintroduz um elemento chave para a teoria do aparelho: o

[...] as estruturas psíquicas que na histeria são afetadas pela repressão não são na verdade as recordações, pois nenhum humano se entrega sem motivo a atividade mnêmica, mas sim os impulsos que derivam das cenas primordiais. Percebo agora que as três neuroses – histeria, neurose obsessiva e paranóia – mostram os mesmos elementos (junto com a idêntica etiologia), a saber: fragmentos mnêmicos, impulsos (derivados da recordação) e ficções protetoras. (FREUD, 1988, p.288).

O impulso que desde o “Projeto...” (1895) é concebido como um derivado das pulsões, dada à relação direta existente entre o núcleo do aparelho e o interior do corpo, aqui, mais uma vez, é reconhecido como motivo e causa de toda atividade mnêmica. Portanto, essa nova derivação do impulso a partir das cenas primárias, somente se justifica caso essas últimas sejam tomadas não apenas no sentido subjetivo do termo, mas em sua acepção psíquica representacional: enquanto representações sexuais constituídas a partir de uma vivência de satisfação, que num segundo momento são convertidas em fontes endógenas de excitação psíquica. Por outro lado, às fantasias, concebidas como estruturas protetoras que emergem durante os períodos de excitação, são formadas por meio de combinações inconscientes que visam tornar inacessíveis as representações primárias, numa tentativa de neutralizar o desenvolvimento dos impulsos. Segundo essa tendência, sua formação implica num processo de distorção e decomposição que resulta na falsificação das lembranças.

No manuscrito M (1897), essa distorção é descrita como uma fragmentação que rompe as relações cronológicas, em que uma cena visual combina-se a um fragmento de uma outra cena auditiva e assim por diante, tornando a conexão original impossível de rastrear. 56 (FREUD, 1988, p.293). Com isso, através da formação de fantasias, as cenas primárias genuínas, assim como os impulsos que assomam através delas, cessam de se impor, porém em seu lugar encontram-se agora substituídas e representadas por essas ficções inconscientes.

56

Também é preciso destacar que, a distorção temporal utilizada pelas fantasias se constitui como um importante diferenciador das atividades entre os sistemas. A temporalidade no sentido do ordenamento cronológico dos eventos mentais, a partir de então, será uma função pré-consciente completamente desprezada pela atividade dos processos no inconsciente. (FREUD, 1988, p.294).

Portanto, conclui Freud, não basta considerar a repressão entre o inconsciente e o pré- consciente, é preciso considerar que a própria formação da fantasia (ao menos até o momento), é definida como uma formação de defesa que ocorre dentro do próprio sistema inconsciente. (FREUD, 1988, p.294). No entanto, caso a excitação relacionada às fantasias tome proporções que forcem sua passagem ao pré-consciente, e assim à palavra e a ação, elas próprias, após certa permanência, são repudiadas e acabam por sucumbir a um novo processo de repressão, gerando sintomas. Freud ainda observa que a irrupção da angústia também está relacionada à presença dessas fantasias reprimidas, ao que segue a seguinte questão: “seria

possível que os impulsos também derivassem das fantasias?” (FREUD, 1988, p.297). Com

isso, podemos verificar como, gradativamente, as fantasias começam a ocupar o lugar e as características anteriormente atribuídas às recordações na formação dos sintomas.

4.2 A natureza dos impulsos e as novas formações de compromisso

No manuscrito N (1897), a natureza dos impulsos que são objetos de repressão assume formas psíquicas que irão reordenar todo o campo analítico: dão lugar a desejos hostis e desejos sexuais. Quanto aos primeiros, Freud afirma: “os impulsos hostis contra os pais

(desejo de que morram) são, de igual modo, um elemento integrante das neuroses.” (FREUD,

1988, p.296). Mais adiante complementa: “recordar nunca é um motivo, mas apenas um

meio, um modo. O motivo primeiro da formação do sintoma é, na ordem do tempo, a libido.”

(FREUD, 1988, p.298). Disso deriva a importante conclusão: “os sintomas, tal como os

Benzer Belgeler