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Stres Düzeyi ile İş Motivasyonu Arasındaki İlişkiye Yönelik Analizler

3. ÖRGÜTSEL STRES-MOTİVASYON İLİŞKİSİNE YÖNELİK X BANKAS

3.3. Stres Düzeyi ile İş Motivasyonu Arasındaki İlişkiye Yönelik Analizler

Parte importante da metodologia para apreensão das representações sociais está relacionada à coleta de dados (ARAÚJO, 2008), e é neste ponto que se focará esta etapa do trabalho.

No que tange a pesquisa bibliográfica, optou-se por buscar referências sobre a questão foco do trabalho em livros, internet, revistas, artigos acadêmicos e outros meios que retratavam o assunto estudado. O intuito foi levantar informações que trouxessem uma maior compreensão da representação social da masculinidade presente nos homens de negócio, assim como suportar e fomentar a análise sobre a masculinidade vivenciada pelos homens de negócio no ambiente corporativo.

A partir da década de 70 houve um crescente interesse pela pesquisa qualitativa no campo da Administração de Empresas (GODOY, Jul./Ago. 1995), e nesta pesquisa se optou em coletar dados qualitativos, ou seja, utilizou-se a pesquisa qualitativa. Na perspectiva qualitativa um fenômeno pode ser melhor compreendido no contexto em que ocorre e do qual é parte, devendo ser analisado numa perspectiva integrada (GODOY, Mai./Jun.1995). A ideia é ir a campo e buscar as informações sobre o fenômeno estudado através da perspectiva das pessoas envolvidas com o fenômeno de estudo, considerando todos os pontos de vistas relevantes.

No campo, para se obter os dados necessários para responder a pergunta problema do trabalho, uma das técnicas utilizadas foi a de observação simples, a qual de acordo com Vergara (2010) é aquela que você mantém certo distanciamento do grupo ou da situação que pretende estudar; você é um espectador não interativo. A observação simples de situações referentes à masculinidade nas empresas brasileiras tem como objetivo ajudar na análise exploratória sobre a representatividade social da masculinidade dos homens de negócio no ambiente organizacional.

A primeira observação aconteceu no dia 18 de abril de 2012 na palestra de Ricardo Villela Marino no Fórum HSM – Family Business 2012. Marino é o vice-presidente executivo das operações latino americanas do Itaú Unibanco (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai). Na palestra ele expôs de forma indireta, ou seja, não estava proferindo sobre o assunto masculinidade, sua visão de quem é a responsabilidade de educar os filhos.

Outra observação interessante ocorreu no dia 17 de abril de 2012, também no Fórum HSM – Family Business 2012 na palestra de Ana Maria Diniz. Ela é membro do Conselho de Administração e dirige os comitês de Recursos Humanos e Financeiro do Grupo Pão de Açúcar. É sócia fundadora da Sykué Bioenergia e da Axialent do Brasil. Através do discurso proferido na sua palestra ela fala de características femininas e masculinas que influenciam o trabalho do executivo.

Outra técnica de coleta de dados aplicada neste trabalho foi à entrevista por pauta ou semiaberta, onde o entrevistador tem um roteiro estruturado que será explorado com o entrevistado. Esse tipo de entrevista tem maior profundidade (VERGARA, 2010). O uso de entrevistas é fundamental quando se precisa mapear práticas, crenças, valores e sistemas classificatórios de universos sociais específicos, em que os conflitos e contradições não estejam claramente especificados (DUARTE, 2004). Em adição se ressalta que essas entrevistas serviram de apoio juntamente com a pesquisa bibliográfica e a observação simples, para análise e verificação da representatividade social da masculinidade hegemônica dos homens de negócios no mundo corporativo.

As entrevistas ocorreram no período de outubro de 2011 a maio de 2012, tiveram duração média de 60 minutos, foram gravadas e ocorreram no local de trabalho dos entrevistados. Embora Duarte (2002) ressalte que o ambiente doméstico, por ser mais tranquilo, é mais favorável à realização das entrevistas do que o ambiente de trabalho do entrevistado, esse não foi um fator que empobrecesse e/ou comprometesse a qualidade dos dados coletados para pesquisa. Pelo contrário, com a coleta de dados ocorrendo no local de trabalho dos agentes analisados – homens de negócio – foi possível observar os comportamentos deles no ambiente corporativo, ou seja, no local onde o evento a ser estudado ocorre (GODOY, 1995). Essa problemática de se realizar as entrevistas no ambiente de trabalho foi minimizada, já que algumas medidas preventivas foram tomadas, como por exemplo, agendar as entrevistas com antecedência e manter os telefones do entrevistado afastados dele e/ou no toque vibratório. Outra providência tomada foi assegurar junto às secretárias dos entrevistados que os mesmos não poderiam ser interrompidos, exceto em caso de emergência. Sempre que possível se optou realizar a entrevista em salas de reunião ou mesas para reuniões que ficavam dentro da sala dos entrevistados. Dessa forma se acredita que o envolvimento dos entrevistados estava mais garantido, já que ele não estava perto do seu computador, celular, iPad e demais utensílios que poderiam tirar sua atenção no momento da entrevista.

As entrevistas foram realizadas, em sua totalidade, com 10 (dez) homens de negócios – executivos, gerentes, coordenadores e assessores – os quais exercem cargo de liderança nas empresas do setor de produção ou de serviços do território brasileiro. Os dados categóricos dos entrevistados serão apresentados em seguida no Quadro 01. No intuito de preservar a identidade dos homens de negócio da pesquisa, eles serão identificados como “Entrevistados” (E1 a E10).

Quadro 01: Dados categóricos dos entrevistados

Entrevistado Idade Formação Cargo

E1 45 anos Fisioterapia Coordenador de Graduação do Curso de Fisioterapia

E2 40 anos Pedagogia e Fisioterapia

Coordenador de Graduação do Curso de Tecnólogo em Estética.

E3 43 anos Ciências

Biológicas

Coordenador de Graduação do Curso de Ciências Biológica

E4 37 anos Engenharia

Civil Diretor Executivo

E5 43 anos Educação

Física Gestor de Unidade

E6 49 anos Odontologia Coordenador Geral dos Cursos de Odontologia E7 32 anos Direito Assessor Jurídico Interno

E8 47 anos Administração Pró-Reitor Administrativo

E9 32 anos Engenharia de Produção

Coordenador de Investimentos e Operações Industriais.

E10 49 anos Física Diretor Financeiro

Considerando Duarte (2002) a delimitação da quantidade de sujeitos a serem entrevistados em uma pesquisa de base qualitativa, dificilmente poder ser determinada a

priori, tudo vai depender da qualidade das informações obtidas em cada entrevista. E foi

nessa linha de raciocínio que se chegou à quantidade de 10 (dez) entrevistados, já que o material coletado para análise se tornava cada vez mais consistente e denso, ou seja, não estavam mais aparecendo relatos (dados) originais ou pistas que indicassem novas perspectivas à investigação. Quando se começou a identificar padrões simbólicos, práticas, sistemas classificatórios e visões de mundo do universo em questão, a coleta de dados atinge o que se convencionou a chamar de “ponto de saturação”, dá-se por finalizado o trabalho em campo (DUARTE, 2002).

É importante informar que nesta pesquisa, para tornar a análise das entrevistas mais organizada e flexível, se fez necessário ter um roteiro de apoio, o qual contém 09 (nove)

perguntas. Vale ressaltar, que não foi necessário realizar um pré-teste da entrevista, conforme orientado por Vergara (2010), já que tal roteiro foi desenvolvido e aprovado para aplicação do projeto “Masculinidades Contemporâneas: representações da masculinidade na ótica de homens e mulheres executivos” do Prof. Dr. Alexandre de Pádua Carrieri.

As perguntas que compõem o roteiro utilizado para este trabalho serão agrupadas em 06 (seis) temas – que possibilitam discutir e desvendar características e representações sociais do mundo dos homens de negócios. Abaixo serão demonstrados os 06 (seis) temas que estruturaram a entrevista.

1. Trajetória pessoal-profissional: Descobrir a formação acadêmica, primeiro emprego, influências familiares e profissionais, sucessos e fracassos dos entrevistados.

2. Rotina profissional: Elucidar a vida dentro da esfera de trabalho, levantar aspectos como a forma de se vestir, comportar e relacionar no ambiente de trabalho.

3. Caracterização do homem e da mulher no mundo corporativo: Reconhecer o que seria uma mulher de negócios, reconhecer características masculinas ou femininas que facilitam o trabalho do executivo, reconhecer se existem características ligadas ao gênero que podem dificultar o trabalho na empresa, ou a realização de determinados processos organizacionais.

4. Identidade organizacional: Instigar as representações do que é ser um homem de negócios, compreender o que é ser um homem de negócio – explorar como o entrevistado percebe sua profissão.

5. Relações sociais no ambiente de trabalho: Elucidar as relações sociais da vida profissional e extra trabalho dos homens de negócios, levando em consideração as diferenças que podem existir entre homens e mulheres.

6. Rotina da vida pessoal: Compreender aspectos mais íntimos da vida cotidiana do homem de negócio.