BÖLÜM 1: SEKTÖR ANALĐZĐ ĐÇĐN BĐR ÇERÇEVE
1.2. REKABET DAYANAKLARI; MÜŞTERĐ VE FĐRMA GRUPLARI…
1.2.2. Stratejik Gruplar
A palavra mídia tem as suas raízes no latim e significa meio; instrumento mediador; elemento intermédio. Isso implica que o objeto denominado mídia é diretamente dependente de outros dois, que são denominados de transmissor e receptor(Figura 11) (DETURE, 2004).
Figura 11: Mídia como interface entre transmissor e receptor
Considerando essa descrição de função, Salomon (1974), Laurence (2005) e DeTure (2004) estipularam que todas as mídias podem ser definidas pelos seguintes aspectos: tecnologia empregada; tamanho, peso e forma; sistema simbólico e capacidade de processamento.
1. Tecnologia empregada: esta é a característica mais óbvia de uma mídia, pois inclui aspectos mecânicos e elétricos que determinam sua função. É o que acontece com aparelhos televisivos, vídeos, rádios etc. Os efeitos cognitivos dessa categoria são, normalmente, indiretos.
2. Tamanho, peso e forma: estas características estão relacionadas à flexibilidade e usabilidade. Mídias menores, mais leves e que não precisam de grandes recursos adicionais para operar são preferíveis, pela sua mobilidade.
3. Sistema simbólico: esta talvez seja a característica fundamental e mais considerável na escolha de uma mídia adequada a determinado contexto, pois define o modo de relacioná-la ao método a ser utilizado. Sistemas simbólicos são modos de aparências, ou conjunto de elementos (palavras, imagens, sons etc.) que são inter-relacionados ou que pertencem à mídia. Há mídias relacionadas apenas ao sistema simbólico auditivo, como é o caso da fita cassete, e outros sistemas integrados, como no caso das multimídias. Devido à sua sintaxe, as mídias podem ser usadas de formas específicas, de acordo com as áreas de conhecimento, para estimular um aprendizado específico.
4. Capacidade de processamento: é a forma como transmissor e receptor são, efetivamente, conectados à informação. Esta característica está relacionada à velocidade de transmissão - recepção (tempo) e à quantidade de informação que pode ser enviada e recebida para ser transformada em conhecimento. A capacidade de processamento está ligada diretamente ao sistema simbólico, pois ele, com sua sintaxe, relaciona o estímulo à capacidade de processamento.
Toda mídia oferece uma contribuição significativa e positiva à área educacional, entretanto, como o foco desse trabalho está na modalidade de educação a distância, é necessário encontrar uma linha de intersecção entre todas,
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pois em alguns momentos será necessária a utilização de uma mídia que transmita a informação; em outros, uma que possibilite a interatividade ou a aprendizagem colaborativa.
Toda mídia, como toda tecnologia disponível, pode ser utilizada em diferentes momentos, sozinha ou integrada, para estimular o aprendizado. Não são suas características técnicas que a definirão como mídia ou tecnologia transmissora de informação, mas sim a forma como ela será utilizada no contexto pedagógico e relacionada ao conteúdo em questão.
A escolha de uma mídia ou tecnologia nunca é neutra. Por suas particularidades, ela deve funcionar como apoio ao estímulo do desenvolvimento do sistema cognitivo e na estimulação da criação do modelo mental das informações recebidas (KOZMA, 2003).
Um modelo mental pode ser definido como características do pensamento humano, tais como as capacidades de fazer operações e conexões, de explicar eventos, de resolver problemas e de criar aplicações a partir de um conhecimento adquirido. Percebe-se a criação efetiva de um modelo mental no momento que o estudante consegue explicar, usando suas próprias palavras, os conceitos novos abordados.
Estimular o processo mental é incentivar a pensar criticamente no conteúdo, fazendo conexões reais, e a conhecer e reconhecer padrões que poderão ajudar no desenvolvimento cognitivo e metacognitivo. Um modelo mental, porém, é mais bem estimulado quando uma mídia funciona como ferramenta que cria oportunidades de acesso, integração e colaboração no processo de aprendizagem.
Para desenvolver o processo mental esperado, Laurillard (1993) estruturou uma seqüência de etapas dependentes, que denominou Estágios do
Desenvolvimento Cognitivo Ativo; para ele, a mídia deve ser escolhida e utilizada de forma a facilitar a ocorrência dessas fases de aprendizagem. Laurillard definiu quatro Estágios do Desenvolvimento Cognitivo Ativo, que estão explicitados abaixo.
• Discursivo: a mídia deve permitir a discussão entre educando e educador, na qual cada um expressará a opinião sobre o conteúdo e a reação à posição do outro. Neste estágio, o educador conseguirá formar uma idéia dos conhecimentos prévios que o educando possui e utilizá-los para auxiliar o desenvolvimento de um novo processo mental.
• Adaptativo: o educador, auxiliado pela mídia, assume uma postura didática e, na medida do possível, adapta a informação previamente obtida por meio do processo discursivo a exemplos práticos ou conceituais, para ajudar a percepção e o entendimento do novo conteúdo.
• Interativo: o educando, por meio da interação e auxiliado pela mídia e pelos processos de dedução e adaptação iniciado nas fases anteriores, começará a ter contato com o conteúdo a partir de exemplos e práticas.
• Reflexivo: este é o ultimo estágio do desenvolvimento cognitivo ativo, no qual o educando deve ser direcionado para uma postura reflexiva sobre sua posição a respeito do novo conceito abordado. A partir das novas informações obtidas nos estágios anteriores, o educando, auxiliado pela mídia e pela interação, adapta o que já conhece às novas informações, gerando conhecimento.
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A mídia escolhida, independente de qual seja, deve propiciar a execução dos estágios citados, cuidando para que seus recursos não concorram com o conteúdo a ser trabalhado. É comum inserir-se uma tecnologia ou mídia no contexto educacional e ela provocar um processo de adaptação, no qual as pessoas passarão mais tempo tentando dominá-la do que aprendendo ou interagindo com o conteúdo.
Atualmente, devido ao contexto tecnológico vigente, é possível integrar diferentes mídias e criar ambientes propícios para a aprendizagem.
As ferramentas disponíveis para integração de diferentes mídias fazem com que, cada vez mais, novas e diferentes mídias possam ser inseridas no contexto educacional, com o intuito de facilitar o processo de aprendizagem.
Nesse contexto, é importante lembrar que poucas mídias disponíveis foram desenvolvidas tendo como foco o ambiente educacional, e, ao integrá-las ou incorporá-las ao processo educacional, deve-se observar quais adequações devem ser realizadas. Algumas serão tecnológicas e outras, estruturais, mas todas precisarão de tempo, de testes, de análises de resultados e de modificações, antes de serem, definitivamente, denominadas como mídias que facilitam a aprendizagem (LAURILLARD, 1993).
Considerando, especificamente, as mídias relacionadas às TICs, muitas foram integradas ao contexto educacional a distância; entretanto, algumas delas ainda devem ser melhor estudadas, para que sua utilização possa ser um processo complementar, transparente e integrado ao de ensino e aprendizagem, como já acontece com o material impresso.
Um material impresso ou qualquer outro recurso de disponibilização, interação ou colaboração deve ser utilizado de forma a auxiliar o processo de
aprendizagem, seja ele presencial ou a distância, pois, embora a mídia possa conter particularidades de uma das modalidades, ela não pode ser discutida de forma que sua utilização seja restrita a apenas uma delas.
Material impresso, recursos multimídia, protótipos, simuladores, telefones, etc. podem e devem ser utilizados como ferramentas integradas ao processo de aprendizagem a distância; contudo, o processo de escolha da mais adequada deve estar atrelado ao planejamento instrucional e à definição do objetivo cognitivo, que,conseqüentemente, está relacionado ao conteúdo.
A partir desse processo (planejamento, objetivo e conteúdo), é possível escolher adequadamente uma mídia (tecnologia) e estratégias educacionais adequadas para facilitar a aquisição tanto de novos conhecimentos, quanto de competências e habilidades (ELEN, 2005).
Para McLuhan (2004), considerando especificamente a EaD, a mídia deve ser utilizada de forma a diminuir a distância transacional; diminuir a percepção da distância entre ensino–aprendizagem, educador–educando, teoria–prática. Isso só é possível se a escolha for embasada no conhecimento das características técnico- pedagógicas de cada uma delas.
5.2 Característica tecno-pedagógicas das mídias que podem ser utilizadas