2 KRĠPTOGRAFĠ KAVRAMI
2.4 Steganografi
A inclusão dos deficientes visuais nas escolas regulares de ensino foi um dos eixos norteadores deste trabalho. Como educadores, temos que fazer reflexões sobre a inclusão desses alunos, visto que há uma necessidade de (re) aprender a enxergar a realidade escolar atual, já que a inserção destas pessoas está crescendo a cada dia nas escolas regulares, apesar de ainda termos uma sociedade voltada para a exclusão, com tantos problemas, quando, em muitos momentos da vida, as pessoas deficientes não são respeitadas como cidadãos. Espera-se que a escola inclusiva, ou seja, a escola para todos, esteja inserida num mundo inclusivo, onde as desigualdades não atinjam os níveis abomináveis com os quais temos convivido.
Apesar dos problemas, a educação inclusiva evoluiu muito nos últimos anos, mas se observarmos sua estrutura, são identificadas falhas, como por exemplo, a preparação do professor para trabalhar com alunos com necessidades especiais, o que ainda está muito aquém do desejado. O professor com pouca ou sem nenhuma formação, é levado a enfrentar esse desafio.
Paralelamente, observamos que a formação escolar do deficiente visual é muito escassa, visto que falta material didático, acesso a outros meios de educação que não são limitados apenas às escolas. Isto é, além do professor ser levado a esse desafio, reconhecendo, muitas vezes, que em sua sala de aula há pessoas com necessidades especiais, é preciso diferentes estímulos e recursos.
Vale lembrar que inclusão não deve estar presente apenas na Educação, mas em todas as áreas, tais como no comércio, na indústria e nos meios de
locomoção. Tudo isso tem que ser repensado para que a pessoa com necessidade especial tenha uma participação mais ativa na sociedade.
Nesse sentido, entendemos que a pesquisa revelou por meio das entrevistas que apesar das Tabelas Periódicas – a de areia com cola e a outra em Braille na forma compacta – não terem sido utilizadas no contexto de uma situação real, o recurso foi bem aceito pelos deficientes visuais, porque facilitava o manuseio e a apreensão do formato da tabela usada pelos videntes. Esse último foi ressaltado pelos participantes como um aspecto importante, visto que se constituía em um material que se adequava as suas necessidades e não criava empecilhos para ser utilizado junto com outros alunos videntes.
Essas colocações refletem que apesar das limitações existentes no cotidiano escolar para alunos deficientes visuais e a escassez de material que facilite o trabalho do professor, é possível e imprescindível promover o envolvimento e participação desses alunos nas atividades de sala de aula. O convívio com esses alunos constitui uma verdadeira lição de solidariedade, contribuindo de forma efetiva na comunidade escolar, assim como o reconhecimento de suas limitações e seus esforços para crescerem como cidadãos e não serem excluídos em um mundo construído para videntes.
Através das adaptações nas tabelas e das entrevistas realizadas para este trabalho entende-se que os deficientes visuais podem atingir um desenvolvimento intelectual semelhante ao dos videntes, não esquecendo de evidenciar que o caminho, ou o ritmo de aprendizado desenvolvido não coincide com o que estes últimos, normalmente, seguem. Os deficientes visuais, porém, são tão capazes quanto as pessoas videntes de conseguirem sucesso profissional e pessoal. Tem-se
que desmistificar o que existe no imaginário social, o qual aponta a pessoa deficiente como incapaz.
A partir de todas as reflexões, esperamos que em alguma medida nossa pesquisa venha a contribuir tanto com a aprendizagem dos alunos com deficiência visual, como com o trabalho do professor. Nos atenta à possibilidade de poder deixar as tabelas elaboradas disponíveis nas escolas do Rio grande do Norte, como uma ferramenta de extrema importância para a integração dos deficientes visuais nas aulas de Química, e que estes tenham as mesmas oportunidades de aprendizado dos alunos videntes. Deve servir para que os alunos concluintes da Educação Fundamental em escolas de ensino regular ou da Educação Especial, possam continuar seus estudos no Ensino Médio, ou mesmo em um curso de graduação e pós-graduação em estabelecimentos regulares. Este trabalho precisa ser divulgado, para que possa se concretizar o emprego de nossa tabela, precisa-se então do apoio das autoridades competentes que regem o nosso estado.
Esperamos que esta proposta desenvolvida possa vir a contribuir de forma significativa, representando, pois, um aspecto relevante para a implantação da pedagogia da inclusão nas escolas de uma forma geral. Acreditando que este trabalho é apenas um passo, neste mundo de tanta exclusão.
Na área de Química, deixa-se registrado que já existem trabalhos para os deficientes visuais, mesmo que de forma escassa ou não divulgada para o grande público. Visto que na cidade do Natal esses materiais não se encontram disponíveis, conclui-se que o material didático desenvolvido neste trabalho pode ser aplicável nas escolas regulares, precisando apenas de algum apoio financeiro, pois acreditamos que há viabilidade para a confecção em grande escala do material.
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ANEXO A
Instrumento sobre a Tabela Periódica – 1a etapa da pesquisa
NOME:
GRAU DE ESCOLARIDADE: IDADE:
DEFICÊNCIA:
1)Você conhece a Tabela Periódica? Sim ( ) Não ( )
2) Se respondeu sim de que forma a utilizou? Se respondeu não, como a imagina?
3)Você acha a Tabela Periódica importante? Sim ( ) Não ( )
4) Justifique sua resposta.
5) Quando você utilizou a Tabela Periódica qual foi a sua maior dificuldade?
6) Você conhece a Tabela Periódica na linguagem Braille?
Sim ( ) Não ( )
7) Quantos tipos de Tabela Periódica você conhece?
8) Qual modelo você mais se identificou? Porquê?
9) Dê sugestões de como você acha que deveria ser a Tabela Periódica para um melhor aprendizado.
ANEXO B
Instrumento para avaliar a Tabela Periódica elaborada
NOME:
GRAU DE ESCOLARIDADE: IDADE:
TIPO DE DEFICIÊNCIA:
1) Sabendo que as linhas da Tabela Periódica são chamadas de períodos e as colunas são os grupos ou famílias, você consegue identificar nesta tabela linhas e colunas normalmente?
2) Com o auxilio desta tabela identifique o símbolo do elemento situado: a. Família 2A do 2º período
b. Família 7A do 3º período
3) Sabendo que os halogênios na Tabela Periódica são os elementos da família 7A, compare os raios atômicos do flúor (F) e do bromo (Br).
4) Após ter utilizado essa tabela, quais dificuldades você encontrou para manuseá-la?
5) Comparando esta tabela com a que você estudou no escola, quais as diferenças que você conseguiu observar? .
6) Na sua opinião, o que poderia ser melhorado na tabela que você acabou de conhecer? Ou o que você tem a acrescentar?
7) Você consegue visualizar esta tabela mentalmente, imaginando cada grupo, família ou como os elementos estão dispostos? Tente descrever.
ANEXO C
Instrumento para avaliar a Tabela Periódica do Instituto Benjamin Constant
NOME:
GRAU DE ESCOLARIDADE: IDADE:
TIPO DE DEFICIÊNCIA:
1) Nesta tabela do Instituto Benjamin Constant você consegue identificar linhas e colunas normalmente?
2) Com o auxilio desta tabela identifique o símbolo do elemento situado:
a. Família 3A do 2º período b. Família 6A do 3º período
3) Compare os raios atômicos do cloro e do Iodo na família 7A.
4) Após ter utilizado essa tabela, quais dificuldades você encontrou para manuseá-la?
5) Comparando esta tabela com a que você acabou de conhecer, quais as diferenças que você conseguiu observar? .
6) Na sua opinião, o que poderia ser melhorado nesta tabela do Instituto Benjamin Constant? Ou o que você tem a acrescentar?
7) Você consegue visualizar mentalmente esta tabela, imaginando cada grupo, família ou como os elementos estão dispostos? Tente descrever.