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BÖLÜM II: SOSYOLOJİK BİR DİSİPLİN OLARAK

2.4. Sosyal Sınıf Kriterlerine Genel Bakış

2.4.4. Statü Kriterlerinin Tek Başına Yetersizliği

Plantas têm sido tradicionalmente utilizadas por populações em todos os continentes no controle de diversas doenças e pragas, sendo reconhecidas mais de 13 mil espécies que são mundialmente consumidas como fármacos ou fonte de fármacos (SIMÕES et al., 2004). Cerca de 30% dos novos fármacos lançados no mercado nos últimos 30 anos foram obtidos a partir de fontes vegetais ou tiveram origem semi-sintética, isto é, a partir de transformações químicas de um produto natural (NEWMAN e CRAGG, 2007).

2.3.1 Croton cajucara Benth

O gênero Croton, de acordo com PAX e HOFFMANN (1931), pertence à família Euphorbiaceae (subfamília Crotonoideae), sendo um dos gêneros mais numerosos desta família (MACIEL et al., 2006). A Euphorbiaceae possui mais de 8000 espécies amplamente distribuídas em regiões tropicais e temperadas de todo o mundo. No Brasil há mais de 300 das cerca de 700 espécies do gênero Croton, a maioria delas com propriedades químicas e/ou farmacológicas conhecidas. O gênero Croton tem representantes tanto medicinais, quanto

tóxicos; uma das espécies mais conhecidas no Norte do Brasil é o Croton cajucara Benth, vulgarmente conhecido por sacaca (feitiço na língua Tupi) (MACIEL et al., 2000).

No estado do Pará, as folhas e cascas do caule deste Croton cajucara são utilizadas na forma de chá ou pílula, no combate a diabetes, diarréia, malária, febre, problemas estomacais, inflamação do fígado, rins, vesícula e no controle de índices elevados de colesterol. A sacaca também é comercializada em farmácias de manipulação e, neste caso, o pó das cascas do caule é vendido em cápsulas (quantidade aproximada de 250 mg). As folhas são comercializadas em feiras livres da cidade de Belém-PA para distúrbios do fígado e auxílio na digestão, principalmente após ingestão de alimentação rica em gorduras. O pó das folhas é vendido com indicação hepatoprotetora, para tratamento de diabetes e para dietas de emagrecimento (COSTA et al., 2007).

Estudos fitoquímicos foram realizados com grandes quantidades de folhas e cascas do caule (partes utilizadas na medicina popular) de árvores variando entre 1½-6 anos de idade, buscando o isolamento de substâncias majoritárias que pudessem vir a ter representatividade em testes biológicos, e mostraram que as cascas do caule são ricas em diterpenos do tipo clerodano, tendo sido isolados: trans-desidrocrotonina (DCTN), trans-crotonina (CTN), cis- cajucarina B, trans-cajucarina B, cajucarina A, cajucarinolida, isocajucarinolida, isosacacarina e o triterpeno ácido acetilaleuritólico (AAA) (MACIEL et al., 1998; MACIEL

et al., 2003).

2.3.1.1 trans-Desidrocrotonina

Dentre os terpenóides isolados, a DCTN (Figura 2.10) foi o componente majoritário isolado, com um rendimento incomum de 1,4%, em se tratando de produto natural. Este 19-

nor-clerodano mostrou correlação com grande parte das propriedades farmacológicas de Croton cajucara, tendo sido comprovada as seguintes atividades: hipoglicêmica,

hipolipidêmica, antigenotóxica, antiulcerogênica, antiinflamatória e antinociceptiva, antitumoral, antiestrogênicae cardiovascular (COSTA et al., 2007).

O H H O O OH O O O O H H O O O O H H

Ácido acetilaleuritólico (AAA) trans-desidrocrotonina (DCTN) trans-crotonina (CTN)

Figura 2.10 – Estrutura química da DCTN, CTN e AAA

2.3.1.2 Extratos da sacaca

Extratos de várias polaridades obtidos das folhas de Croton cajucara apresentaram atividade anti-hiperlipidêmica (FARIAS et al., 1996), antiinflamatória e antinociceptiva (CAMPOS et al., 2002). No entanto, apesar do seu perfil farmacológico, esses extratos apresentaram baixa solubilidade nos solventes biológicos convencionais, dificultando sua biodisponibilização (GOMES et al., 2007).

Além dos clerodanos, observou-se a presença de flavonóides (3,7,4'-tri-O-metilcanferol e 3,7-di-O-metilcanferol) e esteróides (β-sitosterol, estigmasterol, 3-O-glicopiranosil-β- sitosterol) em extratos polares de Croton cajucara (MACIEL et al., 2009). Estes compostos, em especial os flavonóides, foram correlacionados com a propriedade antioxidante deste

Croton (MACIEL et al., 2009).

Estudos realizados com o extrato hexânico comprovaram que o óleo fixo apolar obtido das cascas do caule de Croton cajucara possui propriedades antinociceptiva e antiinflamatória (BIGHETTI et al., 1999), bem como atividade antifúngica frente a diversos patógenos (SOUZA et al., 2006). Esta atividade biológica pode estar correlacionada à presença de sesquiterpenos (espatulenol, 24%; α-copaeno, 20%; cipreno, 21%; linalol, 0,6%) e diterpenos do tipo clerodano (trans-crotonina, cis-cajucarina B e trans-cajucarina B) presentes neste óleo essencial (SOUZA et al., 2006).

2.3.2 Phyllantus amarus Schum. & Thonn

Phyllanthus amarus Schum. & Tonn (Euphorbiaceae) é um arbusto que cresce de 30 a

60 cm, pertencente à família Euphorbiaceae, e pode ser encontrado em áreas tropicais e subtropicais da América, Ásia e África (WRIGHT et al., 2007). No Brasil, esta espécie também é conhecida como “quebra-pedra”, sendo empregada na medicina popular para o tratamento de diversos distúrbios, tais como: disfunções renais, infecções intestinais, diabetes e hepatite B (WRIGHT et al., 2007; KUMARAN e KARUNAKARAN, 2007; CALIXTO et

al., 1998), além de possuir propriedades anticâncer e antiinflamatória, frente a doenças que

tem como etiologia a ação de radicais livres (KUMARAN e KARUNAKARAN, 2007). O estresse oxidativo, induzido pelo oxigênio radicalar, é considerado como uma das principais causas de diversas doenças degenerativas como câncer, arteriosclerose, úlcera gástrica, dentre outros (KUMARAN e KARUNAKARAN, 2007). Diversos produtos naturais, como os polifenóis, taninos e flavonóides presentes em plantas do gênero Phyllanthus (HARISH e SHIVANANDAPPA, 2006; FANG et al., 2008), apresentam atividade antioxidante por serem capazes de doar um átomo de hidrogênio ou um elétron ao radical livre.

2.3.3 Anacardium occidentale L.

A espécie Anacardium occidentale L. (Anarcadiaceae), popularmente conhecida como caju, é nativa das regiões norte e nordeste do Brasil. A Amazônia parece ter sido o berço de diferentes espécies do gênero Anacardium que se irradiou para o resto do mundo. E o cajueiro, seu representante mais conhecido, é uma árvore rústica, nativa da zona arenosa litorânea de campos e dunas, que vai do nordeste do país até o baixo Amazonas (SILVA e TASSARA, 1996). Os indígenas de língua tupi, habitantes autóctones do nordeste do Brasil, já conheciam muito bem o caju e faziam dele um de seus mais completos e importantes alimentos (SILVA e TASSARA, 1996).

Muitos são os usos etnofarmacológicos associados ao caju, dentre eles encontram-se: adstringente, antidiabético, anti-diarréico, anti-hemorrágico, antiinflamatório, anti-reumático, antitérmico, antiulcerogênico, diurético e vermífugo, onde são utilizados cascas do caule,

casca da castanha, ramos, pendículos, raiz, folhas, frutos, semente e óleo (GONÇALVES et

al., 2005). Metabólitos especiais (ácidos anacárdicos, cardanóis, cardóis e fenóis alquílicos)

extraídos do líquido da castanha de caju de Anacardium occidentale apresentaram atividade antioxidante (TREVISAN et al., 2006). Diversos metabólitos presentes nas plantas têm apresentado atividade antioxidante, sendo cada vez mais reconhecidos como importantes agentes na captura de radicais livres (cuja formação ocorre espontaneamente em diferentes etapas do metabolismo, em que processos oxidativos estão envolvidos) que estão diretamente relacionados ao processo de envelhecimento e às doenças degenerativas, dentre elas o câncer.

Benzer Belgeler