GÖRÜLME SIKLIĞ
2. MATERYAL VE METOD
3.1. Spesifik DKH’nın konsültasyon sebeplerine göre dağılımı
A presente dissertação buscou propor um índice a ser utilizado pelo Instituto Nacional de Criminalística para mensurar a produtividade das unidades de perícia da Polícia Federal.
Inicialmente foi realizada a revisão bibliográfica sobre o tema, incluindo a base da utilização de indicadores que é o planejamento estratégico. Em seguida, foram analisados artigos específicos sobre indicadores, sua classificação, indicadores de laboratórios forenses, assim como princípios da Administração Pública. Nesse sentido, foi também apresentado um panorama da atividade de criminalística da Polícia Federal, os dados estatísticos dos últimos anos e suas peculiaridades.
A revisão bibliográfica subsidiou a elaboração da pesquisa de campo, que foi realizada por meio de questionário destinado a peritos criminais federais, onde foi possível avaliar os indicadores utilizados atualmente e apontar aqueles que deveriam ser considerados pelo INC para fins de produtividade.
Uma limitação observada nos indicadores adotados pelo INC é a dificuldade na forma de comparação entre a produtividade das unidades, pois os tipos de laudos produzidos por uma unidade é diferente dos tipos de outra, uma vez que não é considerado esse tipo de informação no cálculo, pelo menos para essa comparação. Não devem ser comparadas duas unidades por meio de medidas diferentes. Para tanto, é preciso convertê-las na mesma unidade de medida e, então, proceder à comparação.
Esta constatação confirmou a suposição e ampliou ou complementou as métricas apontadas inicialmente. A percepção dos respondentes também levou ao amadurecimento da utilização de pesos como uma forma de ponderar o número de laudos produzidos pelos seus respectivos classes ou subclasses, tendo como base os tempos médios, em dias, para sua elaboração. A pesquisa contemplou ainda a análise das disponibilidades dos dados para utilização dos indicadores e métricas.
Outro item que merece ser considerado é o tempo de afastamento de peritos, para férias, eventos de capacitação, missões fora da sede, licenças, etc. Para resolver esse problema, sugere-se que sejam expurgados os dias de afastamento dos peritos, resultando na
média da quantidade de peritos efetivamente à disposição para realização de trabalhos periciais e a respectiva elaboração dos laudos periciais.
É preciso ressaltar que a medição de desempenho dever ser feita por um conjunto de indicadores, que utilizados de maneira adequada para avaliar múltiplas dimensões, deve oferecer ferramentas gerenciais úteis pelo gestor para sua tomada de decisão.
O desenvolvimento do Índice de Produtividade Anual (IPA) e sua utilização pelo INC como indicador comparativo de produtividade poderá contribuir para a correta avaliação do desempenho das unidades de criminalística e permitir sua comparação ao longo do tempo, bem como entre as diferentes unidades. Essa característica do índice oferece ao gestor a medição da eficiência da unidade, o que resulta na melhor aplicação dos recursos, assim como propor medidas de correção ao longo do monitoramento, como, por exemplo, distribuição de carga de trabalho, remoção de peritos, acompanhamento de metas, alocação de recursos, dentre outros.
Assim, considera-se que o objetivo principal da dissertação, de propor um modelo de índice para avaliar a produtividade das unidades de criminalística da Polícia Federal, visando melhorar as medições da eficiência e comparação entre tais unidades, foi alcançado.
A proposta de um índice de produtividade que incorpore, de forma integrada e não isolada, cinco métricas (quantidade de laudos, tipos de laudos, complexidade, número de peritos, afastamentos de peritos) em um único número, pode ser utilizada tanto pelo Instituto Nacional de Criminalística, como por outros órgãos de perícias, e até mesmo em outras unidades da Polícia Federal como as delegacias policiais, neste caso necessitando de ajustes nas tabelas equivalentes aos laudos para os inquéritos policiais com seus respectivos prazos médios de conclusão.
Com isso, o resultado da pesquisa contribui para que os gestores, dirigentes, órgãos de controle e sociedade possam avaliar o desempenho de tais referidos órgãos de maneira simplificada, e assim, cobrar por resultados objetivos sob o ponto de vista de sua eficiência. Outro aspecto importante a ser considerado na implantação do modelo é a revisão periódica dos tempos médios dos diferentes tipos de laudos, uma vez que esse prazo de elaboração é alterado por diversos fatores ao longo do tempo.
Conforme apontado também pela pesquisa, o número de laudos produzidos, a demanda acumulada (pendências), o tempo de atendimento/idade da requisição, o tipo de exame, a quantidade de peritos devem continuar sendo utilizados como métricas, pois em conjunto com o IPA podem oferecer aos gestores mecanismos de mensuração capazes de subsidiar suas ações estratégicas, táticas e operacionais.
Outro item a ser considerado é o material objeto de exame. Este item deve ser incluído no SISCRIM de maneira que permita sua mensuração, quer seja pela quantidade, quer seja pela característica, como citado também no projeto FORESIGHT.
Outros indicadores que, embora não estejam relacionados diretamente com a produtividade em termos de laudos periciais, devem ser tratados em outras dimensões, como inovação e gestão conhecimento, qualidade, aprendizagem, custos. Neste sentido, indicadores como a quantidade de artigos publicados, participação em projetos de pesquisa, em eventos de capacitação e treinamentos podem oferecer elementos para essas dimensões.
Esta dissertação também pode ser útil para o meio acadêmico em geral, uma vez que propicia usufruir de uma extensa revisão bibliográfica contemporânea, bem como com o uso de referências clássicas sobre os temas descritos.
Seguindo ainda essa linha, cabe aqui sugerir alguns pontos que poderão ser futuramente explorados por outros pesquisadores, tais como:
1) Indicadores de qualidade, com base nas análises das câmaras
especializadas de criminalística;
2) Indicadores de resultado, abordando a percepção dos usuários finais do
laudo, os juízes, sobre a relevância do laudo para a tomada da decisão quando da sentença judicial;
3) Custos dos laudos periciais, apresentando uma visão financeira de valor
do laudo pericial;
4) Gestão do conhecimento e o capital humano na criminalística;
5) Melhoria nos processos internos e externos com foco na produtividade;