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A participação dessa amostra aleatória dos alunos do 5º ano se deve ao fato, como já comentamos anteriormente, de que esses alunos já têm toda uma trajetória de vida e familiaridade com a escola, pois desde a Educação Infantil que os mesmos fazem parte desta comunidade escolar. Desse modo, tiveram possibilidades de participar da construção do projeto político-pedagógico da referida escola, pois são alunos que de acordo com a história de vida escolar têm mais autoridade para socializar as suas ideias e participar de debates relacionados às questões escolares.

E, não podemos desconsiderar que todo o trabalho realizado na comunidade escolar gira em função dos mesmos. Reconhecendo esse aspecto, lembramos a importância do projeto político-pedagógico no cotidiano da escola, pois é ele mesmo que direciona ou aponta o norte da escola, que dependendo da ideologia que foi colocada em seus princípios pode corroborar para que os alunos se tornem sujeitos participativos, solidários, humanísticos, amorosos, críticos e que anseiem por emancipação.

Além disso, a escola, convívio de nossos alunos, no processo educacional deve considerar os seus próprios valores, pois a Lei nº 8069 de 13/07/1990, ECA, no art. 58 afirma que “no processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura”. Portanto, as contribuições advindas desses sujeitos são fundamentais para que o PPP da escola pesquisada possa se aproximar com mais precisão da realidade do alunado, da realidade do campo. Assim, vejamos os perfis dos alunos entrevistados de acordo com o sexo, conforme a tabela 21.

Tabela 21 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo o sexo

SEXO QUANT. (Nº) PERC. (%)

Masculino 01 20%

Feminino 04 80%

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Como podemos observar, conforme mostra a tabela acima, 80% dos alunos entrevistados são meninas e 20% meninos. Porém, visitando o livro de atas da escola vimos que a turma do 5º ano no geral é formada por 50% de meninos e 50% de meninas.

Com o propósito de conhecer se os alunos entrevistados estão na faixa etária correspondente ao ano em que estão cursando coletamos os seguintes dados conforme mostra a tabela 22. Vejamos.

Tabela 22 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo a faixa etária

IDADE QUANT. (Nº) PERC. (%)

10 – 15 05 100%

TOTAL 05 100%

Conforme podemos notar, de acordo com a tabela acima, 100% dos alunos entrevistados estão na faixa etária ideal para o ano que estão cursando. Mas, salientamos que isso dá pelo fato de que nos anos de 2011 e 2012 a escola participou dos programas “Se liga” e “Acelera Brasil” do Ministério da Educação que tem como objetivo corrigir a distorção dos alunos que estão fora da faixa etária e em defasagem em relação aos demais alunos. Em 2011 a escola teve uma turma do programa “Se liga” com 20 alunos e outra turma do “Acelera Brasil” com 14 alunos. Em 2012 teve ainda outra turma do “Acelera” com 11 alunos. O problema da distorção idade série afetava de forma conflitante a organização das turmas da escola, pois os alunos menores se sentiam meio amedrontados por conta da presença de alunos com idade bem acima dos demais. Portanto, estes programas contribuíram de modo muito significativo no combate ao problema da distorção idade série enfrentado pela escola.

Com o intuito de saber onde moram os alunos entrevistados construímos a tabela 23:

Tabela 23 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo o local onde moram

MORA NA COMUNIDADE QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 05 100%

Não - -

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

A partir dos dados coletados constatamos que 100% dos alunos entrevistados moram na comunidade onde a escola pesquisada fica localizada.

A convivência dos filhos com os pais é muito importante e tem uma forte influência na sua formação. Assim, de acordo com a Lei nº 8069 de 13/07/1990, ECA, no art.19 afirma que “toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes”. Nesta perspectiva vejamos os dados da tabela 24.

Tabela 24 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo a convivência com os pais

CONVIVEM COM SEUS PAIS QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 05 100%

Não - -

Total 05 100%

Diante da tabela acima podemos perceber que 100% dos alunos entrevistados convivem com os pais.

Na tabela 25 mostramos o número de pessoas que moram com os alunos entrevistados.

Tabela 25 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo o número de pessoas que moram com eles

NÚMERO DE PESSOAS QUANT. (Nº) PERC. (%)

De 01 a 05 pessoas 03 60%

De 06 a 10 pessoas 02 40%

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

De acordo com os dados demonstrados na tabela acima percebemos que 60% dos alunos entrevistados moram com um número de 01 a 05 cinco pessoas; e 40% moram com um número de 06 a 10 pessoas. Notamos que esse fato acontece por conta de a comunidade enfrentar um sério problema no que diz respeito à moradia, onde em muitos casos em uma só residência moram duas famílias. Isso acontece quando uma filha ou um filho de alguém que mora na comunidade se casa. Pois não havendo lugar onde construir uma casa acabam morando com os pais.

Reconhecemos que é importante saber dos alunos entrevistados quem trabalha para sustentar a família e a partir dos dados coletados obtivemos as informações expostas na tabela abaixo. Vejamos.

Tabela 26 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo quem trabalha para sustentar a família TRABALHA PARA SUSTENTAR A FAMÍLIA QUANT. (Nº) PERC. (%)

O pai 04 80%

A mãe 01 20%

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Observando a tabela acima pudemos notar que 80% dos alunos entrevistados afirmam que é o pai quem trabalha para sustentar a família; e 20% afirmam que é a mãe. Esses 20% se dão por conta de que o pai de um dos alunos entrevistados não tem um bom estado de saúde e a mãe é quem assume as responsabilidades financeiras da casa.

Para podermos saber se os alunos efetivamente tiveram possibilidades de se envolverem na construção do PPP da escola realizamos um apanhado de dados procurando identificar quem sempre estudou nessa escola. Observemos a tabela 27.

Tabela 27 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo quem sempre estudou nesta escola

SEMPRE ESTUDOU NESTA ESCOLA QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 05 100%

Não - -

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Após visualizarmos os dados da tabela acima notamos que 100% dos alunos entrevistados sempre estudaram nesta escola, demonstrando assim que realmente tiveram oportunidades da participar da construção PPP.

O ambiente escolar deve ser um espaço onde os alunos gostem de estar. Com esse entendimento indagamos os alunos a respeito de quem gosta da escola. Como respostas coletamos os seguintes resultados apresentados na tabela abaixo.

Tabela 28 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo quem gosta da escola

GOSTA DA ESCOLA QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 05 100%

Não - -

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Logo, considerando as informações da tabela 29 declaramos que 100% dos alunos entrevistados gostam da escola. Isso implica dizer que, mesmo a escola não tendo boa estrutura física, não dispondo de área de lazer, refeitório, laboratório de informática, como já comentamos anteriormente, os alunos gostam e se sentem bem na escola.

Com a finalidade de nos informarmos com os alunos entrevistados sobre quem já ficou reprovado os questionamos a esse respeito. Vejamos a tabela 29.

Tabela 29 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo quem já ficou reprovado

JÁ FICOU REPROVADO QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 01 20%

Não 04 80%

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Mediante os resultados obtidos na tabela 29, notamos que 80% dos alunos entrevistados nunca ficaram reprovados; e 20% já repetiram o ano. No entanto, temos observado que os alunos passam de um ano para outro sem que tenham os conhecimentos necessários para cursar o ano seguinte. As dificuldades com a leitura e escrita, interpretação textual, como também com as operações matemáticas são alarmantes.

Para ajudar no desenvolvimento da aprendizagem reconhecemos que a dedicação de algum tempo de estudo só vem a corroborar. Nessa perspectiva, indagamos os alunos entrevistados se os mesmos reservam um espaço de tempo para estudar em casa. Acreditamos que, se os alunos se detêm nos estudos em casa, isso implicará na melhoria da aprendizagem, permitindo assim, melhor rendimento. Vejamos os resultados obtidos na tabela 30.

Tabela 30 - Distribuição dos alunos entrevistados segundo o espaço de tempo para estudar em casa ESPAÇO DE TEMPO PARA ESTUDAR EM CASA QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 03 60%

Não 02 40%

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Na tabela acima vemos que 60% dos alunos entrevistados dedicam espaço de tempo para estudar em casa; enquanto que 40% não dedicam nenhum espaço de tempo para estudar em casa. Com relação a esse fato podemos perceber que isso acontece porque muitos alunos não obedecem a regras familiares. É comum avistar os alunos nas ruas do distrito, sem que os pais se preocupem com os mesmos, fazendo travessuras e sem limites de respeito com pessoas da comunidade. Muitos alunos ficam à toa praticamente durante todo o tempo em que estão fora da escola. Esse fato tende a diminuir quando os mesmos estão engajados no Programa

Mais Educação, e que nem todos participam, pois há um processo de seleção para puderem participar.

Nesta direção, procuramos saber dos alunos entrevistados quem participa do Programa Mais Educação e conseguimos obter os dados conforme mostra a tabela abaixo.

Tabela 31 - Distribuição doa alunos entrevistados segundo quem participa do Programa Mais Educação

PARTICIPA DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO QUANT. (Nº) PERC. (%)

Sim 05 100%

Não - -

TOTAL 05 100%

Fonte: Primária (João Pessoa, 2014).

Com as informações apresentadas na tabela acima vimos que 100% dos alunos entrevistados participam do Programa Mais Educação, que a nosso ver tem ajudado a inserir a escola na educação do campo através de algumas oficinas por ele realizadas.

4.3 A construção e implementação do PPP (Revisitando o PPP da EMEIEF Mª

Benzer Belgeler