3. SENARYO BAZLI MEVCUT DURUM ANALİZİ
3.1. SOSYAL GÖSTERGELER
TRABALHO DE CAMPO: METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS
2.1. TIPO DE ESTUDOA cada tipo de estudo corresponde um desenho que especifica as atividades que per- mitem obter respostas fiáveis às questões de investigação ou às hipóteses, pelo que se resume ao modelo de abordagem perante o problema de investigação existente (Fortin, 2009). Neste seguimento, a presente investigação é de caráter Descritivo-Exploratório, visto que descreve “rigorosa e claramente um dado objeto de estudo na sua estrutura e funcionamento” e que tem como objetivo “proceder ao reconhecimento de uma dada realidade pouco ou deficien-
temente estudada e levantar hipóteses de entendimento dessa realidade” (Sousa e Baptista,
2011, p. 57). Contudo, esta enquadra-se na categoria25 do Estudo de Caso, que “consiste numa investigação aprofundada de um indivíduo, de uma família, de um grupo ou de uma organização (…) útil para verificar uma teoria, estudar um caso que é reconhecido como especial (…) explicar relações de casualidade entre a evolução de um fenómeno e uma in- tervenção” (Idem, p. 164).
2.2. AMOSTRA
Toda a investigação subentende uma recolha de dados sobre a temática em análise, sem a qual não é possível progredir com a mesma. A recolha pode ser obtida com a totalidade dos intervenientes, denominada de população, ou através de uma amostra que, segundo For- tin (2009, p. 202), “é um subconjunto de uma população ou de um grupo de sujeitos que
fazem parte de uma mesma população”. Nesta investigação, cingimos a nossa amostra, com a aplicação de Inquéritos por Entrevista, a Oficiais que já desempenharam funções em FND´s, em cargos da OTAN e/ou ligados a agências da OTAN, no âmbito do apoio logístico e financeiro, por se partir do pressuposto que estes possuem um vasto conhecimento prático, teórico e uma experiência sobre o tema em análise.
25 Segundo Fortin (2009, p. 162), existem três categorias de estudos descritivos: “os estudos descritivos simples,
Capítulo 2 – Trabalho de Campo: Metodologia e Procedimentos
Página 17
Para fundamentar a sua análise, o objetivo do investigador é “obter uma amostra
suficientemente grande para detetar diferenças estatísticas, considerando igualmente as questões de tempo e economias” (Idem, p. 211)26.
2.3. INSTRUMENTOS
No desenrolar de uma investigação, o conjunto de processos operativos permite-nos recolher os dados empíricos, que são uma parte fundamental do processo de investigação, sendo que é de extrema importância o recurso a várias fontes de informação e, posterior- mente, cruzar o seu conteúdo (Sousa e Baptista, 2011). Para Fortin (2009, p. 239) “existe
uma variedade de métodos de colheita de dados”, pelo que neste estudo um dos métodos utilizados foi a entrevista. Contudo, a entrevista pode ser estruturada27 ou não estruturada e,
neste caso, o autor optou pela utilização da entrevista não estruturada, uma vez que esta é utilizada “principalmente nos estudos exploratórios, quando o entrevistador quer compre-
ender a significação dada a um acontecimento ou a um fenómeno na perspetiva dos parti- cipantes” (Idem, p. 247). Apesar de a entrevista não estruturada apresentar um caráter mais
flexível, esta pode ser apresentada em diversos graus de estrutura, podendo ser inteiramente não estruturada28 ou parcialmente estruturada. Neste âmbito, o autor focou-se na parcial-
mente estruturada, em que o entrevistador apresenta uma lista de temas e formula as questões a partir desses temas apresentando-as ao interlocutor por uma ordem que lhe convém (Wil- son apud Fortin, 2009).
Neste desenrolar, fez-se previamente uma análise documental aos principais planos nos quais uma FND se rege, o Plano Administrativo-Logístico “Operacional” e o Plano Ad- ministrativo-Logístico “EDREV 2”. Foram também analisadas as Publicações e Doutrina da OTAN29, os PDE, os Manuais Escolares (ME), Decretos-Lei, Diretivas, Circulares, Livros,
Revistas, Teses e Trabalhos de Investigação Aplicada (TIA). Foi utilizada ainda a pesquisa na internet e realizados Inquéritos por Entrevista30.
26 Ver Apêndice D – Tamanho da Amostra.
27 Na entrevista estruturada, “o entrevistador exerce o máximo de controlo sobre o conteúdo, o desenrolar da
entrevista, a análise e a interpretação da medida” (Waltz et al apud Fortin, 2009, p. 246).
28As entrevistas inteiramente não estruturadas, “são aquelas em que os respondentes são encorajados a falar
livremente dos temas propostos pelo entrevistador, sem que seja necessário que todos os temas sejam aborda- dos ou discutidos” (Fortin, 2009, p. 247).
29 Nomeadamente nos AJP e o AAP.
30A entrevista permite “colher informações junto dos participantes relativas aos factos, às ideias, aos com-
Capítulo 2 – Trabalho de Campo: Metodologia e Procedimentos
Página 18
2.4. PROCEDIMENTOS
Após a validação do projeto do TIA, como sendo um tema cientificamente pertinente pela Direção de Ensino da AM, os procedimentos utilizados na presente investigação foram a pesquisa bibliográfica e os Inquéritos por Entrevista. De realçar que todos os procedimen- tos foram intercalados por reuniões com o orientador, tendo como pressuposto efetuar uma constante revisão do trabalho efetuado.
No que se refere à fita do tempo, houve uma permanente preocupação em seguir a que estava inicialmente estabelecida no projeto, da qual consta: que a revisão da literatura seria efetuada até ao final da segunda semana; a construção dos elementos a serem utilizados desenrolar-se-ia na terceira semana; a elaboração e aplicação das entrevistas na quarta, quinta e sexta semanas; a análise e interpretação dos dados ocorreriam na sexta e sétima semanas; a redação do TIA ocorreria na oitava e nona semanas; a décima semana foi para a revisão da redação do TIA.
O local do Trabalho de Campo da investigação científica ocorreu no CFT, para con- sulta dos relatórios de fim de missão, na Direção de Finanças (DFin) para obtenção de Dire- tivas e Circulares e em ligação com o TO do Kosovo, no sentido de se conseguir uma infor- mação mais atualizada. Inevitavelmente ocorreram igualmente deslocações a várias entida- des para a elaboração dos Inquéritos por Entrevistas, sendo que também ocorreram desloca- ções esporádicas à AM Sede e ao Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM), ambos em Lisboa, com o objetivo de realizar a pesquisa bibliográfica.
A investigação teve início com a pesquisa documental respeitante à OI, a OTAN, mais concretamente à KFOR, e posterior reflexão e tratamento dos dados. Após esta fase e já com bases de conhecimento que permitissem dialogar com entidades que possuem um vasto conhecimento no que reporta ao apoio logístico e financeiro às FND`s, estabeleceu-se o contacto com as mesmas solicitando a realização das entrevistas.
Reunida toda a informação documental e elaboradas as respetivas entrevistas, foi efetuada uma análise de conteúdo, em que se extraiu o essencial para confirmar ou infirmar as hipóteses de investigação e consequente resposta às perguntas derivadas com o objetivo último de dar resposta à pergunta de partida.
Página 19