3. SENARYO BAZLI MEVCUT DURUM ANALİZİ
3.3. FİZİKSEL GÖSTERGELER
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pelo reabastecimento da Classe I74 e da Classe VI, e pelos Serviços de Campo, que englo-
bam: a recolha de óleos e lubrificantes; a recolha de lixo; o serviço de lavandaria; o controlo de pragas; e a limpeza. A Manutenção, incluída também no contrato que abrange a manu- tenção dos geradores, das caldeiras de água quente, das arcas congeladoras, da estação de tratamento de água e da estação de tratamento dos esgotos (KTM/FND/KFOR, 2012).
Quando nos referimos ao combustível e por proposta da OTAN, o seu fornecimento é da responsabilidade da NSPA, visto que para além de garantir um preço baixo, é a única forma de garantir a necessária legalidade e qualidade do combustível75. Desde a implemen-
tação do JLSG, o qual se tem revelado como uma Unidade Logística Multinacional, com diversas capacidades logísticas, atualmente e de forma esporádica, a FND PRT recorre ao JLSG para apoio da Engenharia76 e serviços de transportes aquando da rendição da força77.
O recurso à modalidade HNS78 é também uma prática frequente da FND PRT, para
garantir a isenção de pagamento das taxas alfandegárias na Macedónia e no Kosovo, aquando do envio de artigos para sustentação das forças79.
Para além das modalidades acima referidas, a FND PRT recorre ainda ao mercado local para adquirir bens de consumo interno, como por exemplo material de construção80, e
géneros alimentícios frescos81. Esta opção tem-se revelado como uma alternativa credível,
pois permite uma diminuição do tempo entre o pedido e a satisfação e consequente aumento do grau de operacionalidade e eficiência82, bem como uma economia de meios e custos83.
No que concerne às tramitações financeiras as respetivas modalidades têm associados diferentes procedimentos financeiros, conforme o tipo de MOU ou TA que é acordado. Neste contexto, as aquisições locais são garantidas e pagas pelo orçamento da força. As outras
74 Dos vários artigos da Classe I, a empresa Eclipse apenas é responsável pela alimentação e água engarrafada. Importa realçar que a enorme quantidade de artigos, que são necessários para garantir o sucesso das operações, tornou necessário agrupa-los em classes de abastecimento, que são segundo o PDE 4-00 Logística (2013, pp. 5-3 e 5-4), dez: “Classe I, víveres e artigos de higiene; Classe II, vestuário, fardamento e equipamento indivi-
dual; Classe III, combustíveis, óleos e lubrificantes; Classe IV, material de construção; Classe V, munições; Classe VI, artigos para uso individual privado; Classe VII, artigos completos principais; Classe VIII, material sanitário; Classe IX, sobressalentes; e Classe X, abastecimentos para apoio de programas não essencialmente militares”.
75 Cfr. afirmação de Sá (ver Apêndice P).
76 O JLSG possui uma Unidade de RSOM, uma de Supply, uma de Transporte e uma de Engenharia e EOD (Cfr. afirmação de Romero (ver Apêndice O)).
77 Cfr. afirmação de Sá (ver Apêndice O).
78 A Host Nation Support existente no Kosovo, é com a Macedónia que atualmente só engloba as questões alfandegárias (Cfr. afirmação de Sá (ver Apêndice O)).
79 Cfr. afirmação de Pereira (ver Apêndice O). 80 Cfr. afirmação de Martins (ver Apêndice O). 81 Cfr. afirmação de Pereira (ver Apêndice O). 82 Cfr. afirmação de Sá (ver Apêndice O). 83 Cfr. afirmação de Carvalho (ver Apêndice O).
Capítulo 7 – Modalidades de Apoio Logístico a que o Exército recorre no Teatro de Operações do Kosovo na Fase de Sustentação da Força Nacional Destacada
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modalidades (HNS e TPLSS) normalmente são garantidas e pagas diretamente pela Nação, através da emissão de um STANAG84. A NSPA possui uma ligeira particularidade, pois
trabalha por cash advance, ou seja, Portugal para garantir o fornecimento do combustível pela NSPA, tem que pagar antecipadamente o valor anual do consumo estimado85.
Como conclusão, é importante perceber que, pelas caraterísticas do TO do Kosovo, da missão atribuída à FND PRT e com a aquisição do Campo de Slim Lines, Portugal não recorre só a uma modalidade. Deve sim, avaliar todo o campo das possíveis modalidades de apoio e através da relação custo/eficácia, obter um apoio logístico e financeiro que seja capaz de satisfazer as necessidades da força sem que esta perca qualquer emprego operacional.
84 Cfr. afirmação de Miguel (ver Apêndice Q). 85 Cfr. afirmação de Carvalho (ver Apêndice P).
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CAPÍTULO 8:
APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
8.1. INQUÉRITO POR ENTREVISTA
Os resultados advêm dos factos observados no desenrolar da investigação que foram analisados e interpretados de forma a estabelecer uma ligação lógica com o problema de investigação (Fortin, 2009). Tais factos, diretamente relacionados com o problema de inves- tigação, foram perquiridos e observados junto dos interlocutores86 com erudição sobre o as-
sunto, Oficiais que exerceram ou exercem funções numa FND, na OTAN e no CmdLog, através da aplicação do Inquérito por Entrevista87, procurando assim obter uma análise qua-
litativa credível. Neste seguimento, é de realçar que os interlocutores foram alvo de uma escolha cuidadosa, para que a informação recolhida fosse válida e fiável, permitindo assim um raciocínio lógico com o problema de investigação.
Após a aplicação dos Inquéritos por Entrevista, partimos para a organização, trata- mento e análise do conteúdo. Esta fase integra-se na investigação após um período de recolha de dados que consiste na organização sistemática de toda a informação recolhida no terreno, com o objetivo de aumentar a compreensão sobre o fenómeno estudado (Carvalho, 2009).
8.2. ANÁLISE DOS INQUÉRITOS POR ENTREVISTA
O método escolhido neste trabalho contempla a análise de conteúdo que é sucedida da colheita de dados do método qualitativo (Fortin, 2009). Para facilitar a análise de dados, o Inquérito por Entrevista foi dividido em Blocos88, tendo em conta que cada Bloco corres-
ponde a uma pergunta derivada e respetiva hipótese de investigação. Importa realçar que nem todas as perguntas do Inquérito foram efetivadas a todos os interlocutores, pelo que para facilitar a análise foi atribuída uma codificação a cada pergunta do respetivo Bloco89. Os
86 Segundo Quivy e Campenhout (2005, p. 71), os interlocutores devem ser “pessoas que, pela sua posição,
ação ou responsabilidade, têm um bom conhecimento do problema”. 87 Ver Apêndice L – Guião do Inquérito por Entrevista.
88 Do Guião do Inquérito por Entrevista constam os seguintes Blocos: Bloco A – A Estrutura da OTAN no apoio a uma Força Multinacional; Bloco B – Portugal e as opções de apoio logístico às FND; Bloco C – A importância da NATO Support Agency no apoio logístico da OTAN; Bloco D – Especificidades financeiras para cada atividade de apoio logístico; e o Bloco E – Modalidade mais adequada, opiniões e recomendações. 89 Ver Apêndice M – Codificação do Inquérito por Entrevista.