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F. Ü Sosyal Bilimler Enstitüsü Yönetim Kurulunun / /201…

2.2. Sosyal Bilgilerin Temelleri

2.2.5. Sosyal Bilgiler Öğretimi Açısından Öğretmen

Discorrermos sobre método bakhtiniano tem suas dificuldades inerentes às características do corpo teórico e do conjunto da obra do Círculo. O que não quer dizer que não haja uma proposta metodológica presente em seus textos. Um dos principais eixos para pensarmos na construção de um plano de trabalho é o dialogismo, como orientam os comentadores pioneiros da obra do Círculo (KRISTEVA, 1997; TODOROV, 1998; HOLQUIST, 2002). Selecionamos, também, orientações sistematizadas por comentadores contemporâneos (AMORIM, 2002; AMORIM, 2004; FERREIRA, 2002; LIMA; MIOTO, 2007; BRAIT, 2006; SOBRAL, 2008). Por fim, colhemos ao longo das leituras do Círculo indicações úteis para nossa investigação. Apresentaremos esse corpus selecionado da maneira mais orgânica possível, considerando também que a exposição que realizamos sobre os conceitos bakhtinianos per se já constitui indicação dos caminhos que percorreremos para nos aproximarmos de nosso objetivo. Assim, nossas instruções, nessa passagem do texto, são menos abrangentes e tomam em consideração a discussão previamente realizada sobre os conceitos do Círculo.

Cabe ressaltar que realizamos leituras panorâmicas sobre bullying e temas correlatos, como violência escolar, dificuldades de aprendizagem, entre outras, antes do processo de confecção deste trabalho. Elas foram imprescindíveis para delinear nossa pesquisa.

É preciso também mencionar o processo de se repensar método e procedimentos conforme o desenvolvimento do trabalho. A proposta inicial ampla – descrever o panorama da inserção do conceito de bullying no Brasil – foi mantida como nosso ‘norte’, o pano de fundo de toda a ação de pesquisa. Com os elementos que surgiram ao longo da primeira leitura dos artigos científicos mais relevantes sobre o tema (explicaremos adiante qual critério de relevância adotamos), pudemos delinear elementos importantes para nos aproximarmos de nosso objetivo.

Assim, a construção de um método foi artesanal, com idas e vindas, partindo- se de um objetivo geral e amplo, sem contornos precisos para sua execução; estes foram surgindo ao longo do próprio trabalho. Conforme conhecíamos melhor a cadeia de enunciados e de objetos de sentido estabelecida, pudemos determinar ações que estivessem de acordo com suas peculiaridades, sem perder de vista as

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generalizações necessárias para o conhecimento científico (AMORIM, 2004; BAJTÍN, 2000).

O primeiro procedimento sistemático foi o levantamento da produção bibliográfica, em artigos científicos, sobre bullying. Os procedimentos metodológicos adotados acompanham propostas familiares ao referencial por nós escolhido e ao objeto de estudo em questão.

Nesse ponto do trabalho, buscamos um mapeamento crítico da produção acadêmica. Por mapeamento crítico compreendemos organizar uma relação de textos pertinentes e discutir quais relações estabelecem enquanto enunciados concretos. Nossa opção é por uma “metodologia de caráter inventariante e descritivo”, nas palavras de Ferreira (2002, p. 265). Buscamos estabelecer um inventário ou catálogo, ou, em outras palavras, uma reunião de artigos comentados sobre o assunto (ECO, 2012). Será apresentada a problematização sobre o conjunto levantado e incluímos, no Apêndice A, um breve comentário sobre cada texto.

Para explicar o que nos move, citamos diretamente Ferreira (2002, p. 258- 259): “A sensação que parece invadir essas pesquisas é a do não conhecimento acerca da totalidade de estudos e pesquisas em determinada área de conhecimento que apresenta crescimento tanto quantitativo quanto qualitativo”.

Não temos pretensão de abarcar a totalidade, mas buscamos delinear o que se tem dito e produzido a respeito do fenômeno intitulado bullying.

Para tanto, a pesquisa bibliográfica necessita adotar procedimentos de forma ordenada e sistemática, não podendo ser aleatória. Precisamos adotar parâmetros: a) “parâmetro temático”: nosso trabalho deve se circunscrever a um tema específico, evitando desvios ou a compulsão por incluir temas correlatos, o que pode promover a dispersão do que se está construindo; b) “parâmetro linguístico”: estabelecer termos-chave para as buscas dos textos; c) “principais fontes”: quais serão as fontes, como elas se caracterizam e o porquê das escolhas feitas; d) “parâmetro cronológico”: qual período de tempo será abarcado pela pesquisa e por quê (LIMA; MIOTO, 2007, p. 41).

Não podemos simplesmente estudar os textos ‘que nos caem às mãos’, como acontece quando se faz buscas em instrumentos eletrônicos sem parâmetros sobre quais textos devemos considerar para nosso corpus. Quando se toma como base esse tipo de busca, pode-se cair no erro de não diferenciar as publicações por área, ou ainda, por sua relevância acadêmica.

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Como parâmetro de relevância acadêmica, tomamos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES) a classificação que adota para as revistas científicas, conhecida como QualisCapes. Pode se discutir sobre a validade dessa classificação, o que é importante, mas não cabe entrarmos em tais questões nesse momento. Adotamos a classificação do QualisCapes como parâmetro por tratar-se de um ordenamento das revistas totalmente independente de nós; ainda que se deva discutir sobre seus critérios, para nosso trabalho toma a forma de um delineamento objetivo, por nos ser externo e alheio à nossa influência. Além disso, a classificação realizada pela CAPES pode ser acessada por qualquer pesquisador interessado em checar nossos procedimentos ou, até mesmo, refazer nossos passos.

Selecionamos as revistas classificadas no QualisCapes nas áreas de avaliação “Psicologia” e “Educação”, nos estratos “A1” e “A2” de ambas as áreas, tomando 2014 como ano-base. Pensamos que essas áreas possam apresentar maior concentração de estudos com alguma relação ou algum uso do termo bullying. Evidentemente, essa afirmação é mero delineador metodológico, não podendo sequer ser tomada a título de hipótese, pois demandaria estudos quantitativos envolvendo todas as áreas para sua averiguação, o que não é nosso escopo. Essa amostra também pode ser intitulada de amostra por conveniência, visto se tratar das áreas nas quais temos maior trânsito.

Quanto aos estratos, tratam-se daqueles que concentram as revistas de maior relevância acadêmica, ao menos segundo os critérios adotados pela CAPES. Limitarmo-nos a dois estratos gera vantagens práticas, por reduzir o volume de textos a serem estudados. Além disso, restringimo-nos às produções que, virtualmente, possuam maior influência sobre a esfera científica.

Postos esses critérios, selecionamos revistas brasileiras. Os estratos contam com considerável número de revistas estrangeiras; contudo, um dos aspectos que julgamos relevante para nosso problema é o uso do termo bullying no Brasil e suas nuances de sentido. Logo, não há porque incluirmos as revistas do exterior. Ainda que possuam influência sobre a produção acadêmica brasileira, o uso que venham a fazer do termo bullying tem suas próprias conotações, conforme o idioma adotado em cada texto.

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Quanto ao período, selecionamos textos publicados até 31 de dezembro de 2013, por razões práticas, a fim de permitir tempo razoável para seu estudo. Não impusemos uma data de início. Há indícios de que a produção acadêmica sobre bullying no Brasil tenha se iniciado não muito distante da data estabelecida para corte. Em busca realizada na ferramenta Google Acadêmico, em 14/01/2015, encontramos as primeiras referências a textos brasileiros somente em 2002 (esse fato será abordado em outro momento de nosso trabalho).

Utilizamo-nos das ferramentas eletrônicas de busca das próprias revistas ou da Scielo, primeiramente com o termo bullying e, posteriormente, com o termo violência escolar. Esse segundo passo se justifica pela possibilidade de textos abordarem o que pode ser caracterizado comumente como bullying sem utilizar o termo. Para que o artigo fosse objeto de nossa análise, bastaria estar presente o termo em algum ponto do texto ou que abordasse o tema, mesmo se não o utilizasse.

Os artigos compilados foram submetidos à dupla leitura e retornamos a alguns deles sempre que necessário para esclarecimento de dúvidas ou levantamento de novas informações relevantes.

O estrato “A1” da área “Educação” foi escolhido ao acaso como o primeiro a ser estudado; na primeira vez em que o abordamos, fizemos de forma assistemática, como um ensaio, com o intuito de apreender as possibilidades de organização e sistematização de todos os estratos. Com as leituras desse primeiro grupo de textos, pudemos estabelecer categorias que nortearam nossas leituras seguintes. Foi dessas primeiras leituras, então, que surgiu a divisão dos textos, dentro de cada estrato, em três grandes grupos:

1) Textos que têm o bullying como tema central. São aqueles em que o bullying