1.3 Araştırmanın Önemi
2.1.23 Sosyal Bilgiler Öğretim Programında Ölçme ve Değerlendirme
A comunicação é um conceit o cent ral na t eoria sist êmica de Niklas Luhmann. Luhmann argument a que, a comunicação e não a ação, como post ulado em muit as t eorias, é a unidade element ar que const it ui os sist emas sociais. A ação é, na verdade, a unidade element ar que f az o sist ema observável. Conf orme Luhmann apud Robredo (2003, p.100), “ as pessoas e os sist emas psíquicos const it uem o ambient e dos sist emas sociais, que podem ser considerados como sist emas de comunicação puros” . É com base nessa compreensão que nos dedicamos à análise da comunicação. Segundo Luhmann (1989), que opera na sua t eoria com um elevado grau de abst ração, a comunicação é compreendida como um processo de t rês dif erent es seleções: a seleção da inf ormação, a seleção da
part icipação dessa inf ormação e a compreensão selet iva ou não-compreensão dessa part icipação e sua inf ormação.
Os conceit os acima mencionados são qualif icados por Luhmann nos seguint es t ermos: a inf ormação é uma seleção f eit a a part ir de um conj unt o de possibilidades; a part icipação é a duplicação da inf ormação numa f orma codif icada. Desse modo, const it ui-se uma dif erença ent re inf ormação e part icipação; a compreensão pressupõe a dif erença ent re inf ormação e part icipação e t oma essa dif erença como pret ext o para a escolha de uma condut a associada, ou sej a, a compreensão t ambém não é apenas a duplicação da part icipação em out ra consciência, mas ela é o próprio pressupost o da cont inuidade da comunicação. Luhmann acent ua ainda que a comunicação não é possível sem um est oque comum de sinais e uma codif icação unif orme.
Soment e mediant e a ef et ivação das t rês seleções acima mencionadas, realiza-se a comunicação, que é vist a por Luhmann como const it uindo um sist ema complet o, circunscrit o a si mesmo. Nesse sent ido, t ais seleções não devem ser vist as simplesment e como f unções, at os ou horizont es para pret ensões de validade, ainda que essas possam ser ocasionalment e possibilidades de sua ut ilização. Não devem ser t ambém consideradas apenas como element os da comunicação, com possibilidades de exist ência independent es, os quais t eriam que ser unidos por alguém. Segundo Luhmann (1989), a comunicação é um sist ema f echado complet o, f ormado pelas t rês seleções básicas mencionadas, as quais não podem exist ir uma sem a out ra, ou sej a, não há inf ormação f ora da comunicação, não há part icipação f ora da comunicação e não há compreensão f ora da comunicação.
A comunicação é compreendida como um sist ema f echado complet o por ser capaz de produzir os component es a part ir dos quais ela exist e, at ravés da própria comunicação. Nesse sent ido é qualif icada como um sist ema aut o-organizado, no sent ido de aut o-elaboração, como um sist ema que é capaz de especif icar não apenas seus element os, mas suas próprias est rut uras. Ao cont rário ao argument o usual na lit erat ura, de que em últ ima inst ância o que exist em são homens e indivíduos, suj eit os que agem e se comunicam, Luhmann (1989) post ula, apoiado na concepção do sist ema de comunicação aut o-organizada, que soment e a comunicação pode comunicar, ou sej a, a comunicação se realiza como um processo circular aut o-ref erent e. Dessa f orma, segundo Luhmann, o que não é comunicado,
não pode cont ribuir para o processo da comunicação. De acordo com o mesmo raciocínio, soment e a comunicação pode inf luenciar a comunicação; soment e a comunicação pode decompor a unidade da comunicação (por ex. analisar o horizont e de seleção de uma inf ormação ou quest ionar as razões de uma part icipação); e soment e a comunicação pode cont rolar e reparar a comunicação (LUHMANN,1989).
Ao qualif icar a comunicação como um sist ema f echado, nos moldes acima descrit os, Luhmann af ast a-se das concepções da comunicação cent radas na part icipação dos agent es sociais, o que permit e a f ormulação de uma out ra t ese, de que a comunicação não t em nenhum obj et ivo. Tudo que pode ser af irmado a seu respeit o é se ela acont ece ou não acont ece. Isso não signif ica que não possam ser const ruídos episódios orient ados para obj et ivos na comunicação, embora a comunicação em si não t enha uma f inalidade.
Em linha diret a de conf ront ação com a t eoria habermasiana, segundo a qual a comunicação t em o consenso como obj et ivo, ou sej a, realiza-se como busca de ent endiment o, a comunicação para Luhmann é, ant es de t udo, um risco e, do pont o de vist a sist êmico, o consenso é um problema, na medida em que leva à est agnação do processo da comunicação e com isso à est agnação do processo de dif erenciação dos sist emas sociais. A comunicação, assegura Luhmann, é arriscada e improvável. Ela é improvável, embora nós a vivenciamos e a prat icamos t odos os dias e sem ela não viveríamos. Esse component e improvável da comunicação é explicado por Luhmann da seguint e f orma: em primeiro lugar, é improvável que um compreenda o que out ro pensa, na medida em que ambos possuem consciência e memória individualizadas; em segundo lugar, é improvável que uma comunicação alcance mais dest inat ários do que aqueles que est ão present es numa sit uação de comunicação; f inalment e, é improvável o sucesso de uma comunicação.
A comunicação é arriscada porque ela se dirige para o af unilament o da quest ão: se a inf ormação part icipada e compreendida será aceit a ou recusada. Nesse pont o, t oda comunicação é arriscada (LUHMANN, 1986). Esse af unilament o, em t orno das alt ernat ivas de aceit ação ou rej eição, é a condição da cont inuidade da comunicação que é realizada a part ir dele. Não se pode f ugir a essa sit uação de decisão que é, j ust ament e a garant ia da aut o-organização do sist ema, na medida em que dif erencia a posição de conexão para as comunicações seguint es.