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4 BULGULAR VE YORUMLAR

4.2 Öğretmenlerin Öğretim Programına Yönelik Tutum Düzeyi

Um modelo de aut o-organização social que incorpora um Ciberespaço “ vivo" precisa, ent ão, explicar como é que inst it uições sociais variam e selecionam seu comport ament o at ravés de processos de inf ormação.

Em analogia com processos biológicos baseados em inf ormações genét icas, int eressant es pont os de ref erência para a mudança de sist emas de comport ament o conduzidos por inf ormação podem ser elucidados. Ref erimo-nos, nomeadament e, à explicação do papel da int eração ent re sist emas sociais e virt uais na ot imização de graus de f uncionalidade de sist emas reais.

Todas as espécies de sist emas que se aut oreproduzem em ambient es variáveis organizam inf ormação em seqüências de símbolos, que est ão suj eit as à int erpret ação e cuj os produt os dest a int erpret ação exercem um ef eit o ret roat ivo no sist ema. Est e ef eit o da inf ormação cria dif erenças e, em conseqüência, variedade selecionada, como base do seu desenvolviment o ou de sua evolução. Como argument a Capurro; Hj∅rland (2003), The f eat ur es of t hi s aut opoi et i c uni ver se ar e col l apse, i r r ever si bi l i t y, and sel f -r egul at i on, wher e hi gher l evel s act downwar dl y on t he l ower l evel s. Thi s ci r cul ar i t y r emai ns i mper f ect .

Sist emas que se encont ram em equilíbrio, sem f lut uação ou pert urbação signif icat iva, não possuem inf ormação e t ambém não precisam dela. Inf ormação pode, port ant o, aparecer e ser f uncionalizada apenas enquant o o sist ema est á f ora do equilíbrio.

Do pont o de vist a sócio-dinâmico, o processo de inf ormação mais simples consist e numa pert urbação ext erior e na reação a ela, causando uma f lut uação. Não havendo f lut uações - como é o caso de est ados equilibrados - não haverá, port ant o, inf ormação em at ividade. Alt erações que pudessem se manif est ar macroscopicament e (enquant o f enômenos observáveis) est ão ausent es. E vice- versa: o f at o de aparecer um desvio desest abilizador do comport ament o ant erior do sist ema signif ica a exist ência de um desequilíbrio, por mais insignif icant e que possa parecer inicialment e.

Trat a-se de um princípio dinâmico de surgiment o de inf ormação a part ir de não-inf ormação, quer dizer a part ir de f lut uações que à primeira vist a parecem casuíst icas: um est ado não inf ormado ou menos inf ormado (noi se, "ruído") se t orna inst ável e expost o a alt erações por causa de f lut uações na sua est rut ura ant es homogênea (melhor dit o: homogeneament e caót ica). Est as alt erações se dest acam como "ordem" f rent e ao "ruído" (princípio de or der f r om noi se). Flut uações f ormam, port ant o, a causa primária da gênese de est rut uras de inf ormação, t al qual as encont ramos de maneira exemplar t ambém no sist ema rede. Est as f lut uações desencadeiam um ciclo aut o-cat alít ico que amplif ica os menores desvios ao longo de muit os ciclos de reprodução ou replicação.16

Em sist emas sociais, t ais ciclos se baseiam na "dupla cont ingência" ent re at ores sociais envolvidos numa sit uação comunicat iva. Suas ações est ão inicialment e indet erminadas (sit uação de cont ingência), o que f az com que qualquer ação ou mensagem se t orne relevant e para a gênese de um sist ema social e f uncione como f at or aut o-cat alít ico.17

Trat a-se, port ant o, da const it uição e do aproveit ament o do acaso para f unções condicionadoras do sist ema, ou sej a, t rat a-se da t ransf ormação de acasos em probabilidades de const rução de est rut uras. Todo rest o é uma quest ão de seleção daquilo que se most ra apt o a ser ut ilizado para a f ormação dos f enômenos.

16 Replicação signif ica aut ocat alise. Est a pode ref orçar uma f lut uação microscópica, at é que ela se

manif est e macroscopicament e (EIGEN; WINLER, 1989).

17 Pode-se f alar de ‘ aut o’ -cat álise, porque o problema da dupla cont ingência é ele mesma part e do

sist ema em f ormação. Sob condições de dupla cont ingência de sist emas aut oref erent es cada acaso, cada erro, cada est ímulo se t ornam produt ivos. Sem 'ruido' não há sist ema (LUHMANN, 1996).

Gênese de inf ormação signif ica, port ant o, uma alt eração na dist ribuição probabilíst ica dos símbolos, baseada em condições adicionais que se revelam apenas no decorrer do processo evolut ivo (EIGEN; WINLER, 1989). A est rut ura comunicat iva surge, port ant o, de um processo de evolução, ao longo do qual det erminadas inf ormações ganham possíveis privilégios de reprodução18: desvios "casuíst icos" na t ransmissão de inf ormação são avaliados "int eligent ement e", quer dizer que são avaliados em relação à sua f uncionalidade, sendo que os desvios mais propícios para a sobrevivência e evolução do sist ema se reproduzem.

Ora, num sist ema de comunicação que vive de novidade e que, port ant o, sempre se encont ra desequilibrado, t ais desvios ocorrem permanent ement e enquant o "erros" de int erpret ação das mensagens. Sist emas virt uais são ainda mais af et ados por esses desvios do que sist emas reais, por causa da inst abilidade mais elevada dos seus element os, que est ão muit o menos suj eit os a um cont role e correção imediat os. A int erpret ação realiment a a comunicação, o que permit e a nível social - onde ela est abelece aut oref erência - uma ampliação f ort e dos limit es da capacidade de adapt ação est rut ural assim como da abrangência da comunicação int erna do sist ema. Inf ormação surge quando um event o (mensagem) provocar um ef eit o selet ivo, quer dizer, quando puder escolher est ados do sist ema. Isso pressupõe a capacidade do sist ema de orient ar-se por dif erenças, as quais por sua vez est ão ligadas a um modo aut oref erencial de operação (LUHMANN, 1996). Inf ormação emerge, port ant o, no preciso moment o da int erpret ação. (JONES, 1995).

Parece paradoxo: quant o mais "errada" f or est a int erpret ação, quant o mais ela desvirt uar o sent ido original, int encionado, t ant o mais inf ormação (surpresa, novidade) ela gera. (No ent ant o, há um limiar além do quais os “ erros" se t ornam cont raprodut ivos e a int erpret ação não consegue criar um novo sent ido, como ainda veremos).

Sendo assim, sist emas virt uais - como a rede - quando conect ados com sist emas sociais inf luem nest es no sent ido de ref orçar e aument ar inst abilidades em comport ament os e pensament os, que est ão permanent ement e suj eit os a serem

18 Inf ormação signif ica primeiro “ f avorização” da replicação em quant idade, qualidade e duração de

vida da seqüência de símbolos exist ent e. São est as as marcas que f azem surgir, mediant e realiment ação, um signif icado da inf ormação genét ica (EIGEN; WINLER, 1989).

selecionados de maneira aut o-organizada. Eles t rabalham com uma est rut ura básica circularment e f echada, a qual se decompõe imediat ament e, se não houver f orças que agem em cont rário.

A comunicação de sist emas sociais at ravés de sist emas virt uais ref orça, port ant o, a indet erminação básica que at ribui a qualquer at ividade um signif icado capaz de f ormar est rut uras, mesmo que est a at ividade emerj a apenas de uma f lut uação percebida como merament e casuíst ica, por exemplo, de uma f alha na int erpret ação de mensagem. O exemplo mais f amoso seria a "f alha f reudiana" na f ala de uma pessoa, que abre int erpret ações que apenas "Freud explica". O "inconscient e" se revela. A emergência de est rut uras sociais at ravés do moviment o de inf ormação se t orna t ransparent e.