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Sorumlu Birim, İ: İşbirliği yapılacak birim

GÖSTERGESİ İLE STRATEJİLERİN BELİRLENMESİ 6.1. Amaçlar ve Hedefler

S: Sorumlu Birim, İ: İşbirliği yapılacak birim

Trata-se de uma prerrogativa judicial em que o Juiz de Garantias terá competência exclusiva sobre o inquérito policial, cuidando para que os direitos fundamentais do investigado sejam preservados. A proposta legislativa apresenta os seguintes termos:

Art. 14. O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder Judiciário, competindo-lhe especialmente:

I - receber a comunicação imediata da prisão, nos termos do inciso LXII do art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil;

II - receber o auto da prisão em flagrante, para efeito do disposto no art. 555;

III - zelar pela observância dos direitos do preso, podendo determinar que

este seja conduzido a sua presença;

IV - ser informado sobre a abertura de qualquer investigação criminal; V - decidir sobre o pedido de prisão provisória ou outra medida cautelar; VI - prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem como substituí-las ou revogá-las;

VII - decidir sobre o pedido de produção antecipada de provas consideradas urgentes e não repetíveis, assegurando o contraditório e a ampla defesa;

VIII - prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando o investigado preso, em vista das razões apresentadas pelo delegado de polícia e observado o disposto no parágrafo único deste artigo;

IX - determinar o trancamento do inquérito policial quando não houver fundamento razoável para sua instauração ou prosseguimento;

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X - requisitar documentos, laudos e informações ao delegado de polícia sobre o andamento da investigação;

XI - decidir sobre os pedidos de:

a) interceptação telefônica, do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática ou de outras formas de comunicação;

b) quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico; c) busca e apreensão domiciliar;

d) acesso a informações sigilosas;

e) outros meios de obtenção da prova que restrinjam direitos fundamentais do investigado.

XII - julgar o habeas corpus impetrado antes do oferecimento da denúncia; XIII - determinar a realização de exame médico de sanidade mental, nos termos do art. 452, §1º;

XIV - arquivar o inquérito policial;

XV assegurar prontamente, quando se fizer necessário, o direito de que tratam os arts. 11 e 37;

XVI - deferir pedido de admissão de assistente técnico para acompanhar a produção da perícia;

XVII - outras matérias inerentes às atribuições definidas no caput deste artigo.

Parágrafo único. Estando o investigado preso, o juiz das garantias poderá, mediante representação do delegado de polícia e ouvido o Ministério Público, prorrogar, uma única vez, a duração do inquérito por até 15 (quinze) dias, após o que, se ainda assim a investigação não for concluída, a prisão será imediatamente relaxada.

Art.15. A competência do juiz das garantias abrange todas as infrações penais, exceto as de menor potencial ofensivo e cessa com a propositura da ação penal.

§1º. Proposta a ação penal, as questões pendentes serão decididas pelo juiz do processo.

§2º. As decisões proferidas pelo juiz das garantias não vinculam o juiz do processo, que, após o oferecimento da denúncia, poderá reexaminar a necessidade das medidas cautelares em curso.

3º. Os autos que compõem as matérias submetidas à apreciação do juiz das garantias serão apensados aos autos do processo.

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Art. 16. O juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências do art. 14 ficará impedido de funcionar no processo, observado o disposto no art. 748.

Art. 17. O Juiz das garantias será designado conforme as normas de organização judiciária da União, dos Estados e do Distrito Federal. (g/n) (BRASIL, Câmara dos Deputados, PL 8.045/2010).

É nítida a preocupação do legislador em deliberar sobre matéria processual penal que garanta a aplicação dos princípios fundamentais consagrados na Carta Política de 1988. E, uma das maneiras que encontrou foi a criação da figura do Juiz de Garantias, para que este pudesse exercer verdadeiro controle sobre os direitos individuais democráticos em detrimento das costumeiras violações que o inquérito policial costumava oferecer.

Para tanto, o Juiz de Garantias teria competência exclusiva sobre o inquérito policial, momento este em que os direitos do investigado normalmente são violados, e não poderia atuar na fase processual, já que o magistrado da fase instrutória o fará da forma convencional que conhecemos.

Em países como Portugal, Itália e Alemanha, há a figura do Promotor Investigador, que conduz a investigação criminal com auxílio da polícia. Via de regra, quando há este modelo de investigação, há também um juiz responsável pela instrução preliminar, também chamado de Juiz de Garantias, cujo papel principal é exatamente o de zelar pelos direitos e garantias fundamentais individuais, além de exercer um controle quanto à legalidade dos atos praticados pelo Promotor Investigador.

O Juiz de Garantias, portanto, é a concretização de mais uma vertente do modelo acusatório dentro do Estado Democrático, sobretudo no que tange à investigação policial.

Aliás, a Exposição de Motivos do Projeto do novo Código de Processo Penal é en ático em a irmar ue “para a consolidação de um modelo orientado pelo princípio acusatório, a instituição de um juiz de garantias, ou, na terminologia escolhida, de um juiz das garantias, era de rigor. Impende salientar que o anteprojeto não se limitou a estabelecer um juiz de inquéritos, mero gestor da tramitação de inquéritos policiais. Foi, no ponto, muito além. O juiz das garantias será o responsável pelo exercício das funções jurisdicionais alusivas à tutela imediata e direta das inviolabilidades pessoais. A proteção da intimidade, da privacidade e da honra, assentada no texto constitucional,

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exige cuidadoso exame acerca da necessidade de medida cautelar autorizativa do tangenciamento de tais direitos individuais. O deslocamento de um órgão da jurisdição com unção exclusiva de execução dessa missão atende à duas estratégias bem definidas, a saber: a) a otimização da atuação jurisdicional criminal, inerente à especialização na matéria e ao gerenciamento do respectivo processo operacional; e b) manter o distanciamento do juiz do processo, responsável pela decisão de mérito, em relação aos elementos de convicção produzidos e dirigidos ao órgão da acusação.

Evidentemente, e como ocorre em qualquer alteração na organização judiciária, os tribunais desempenharão um papel de fundamental importância na afirmação do juiz das garantias, especialmente no estabelecimento de regras de substituição nas pequenas comarcas. No entanto, os proveitos que certamente serão alcançados justificarão plenamente os es orços nessa direção” (BRASIL, Senado Federal, Anteprojeto de reforma do Código de Processo Penal).

Dentro deste panorama de ideias, seria conveniente, ainda, atribuir a investigação criminal ao órgão ministerial, tendo a polícia judiciária como sua longa manus. Assim, a construção do modelo acusatório dentro do Estado Democrático de Direito alcançaria, de fato, pleno status garantidor constitucional.

Benzer Belgeler