2.KURAMSAL TEMELLER
5. SONUÇLAR VE ÖNERİLER
A presente atividade foi concretizada em grupos de três/quatro elementos e apresentou um grau de desempenho elevado por parte dos alunos. Todo o processo foi realizado por eles, que já haviam abordado a temática numa outra altura com o professor cooperante e realizado uma síntese comigo no próprio dia, estando à partida aptos para fazê-lo. Mesmo assim os alunos ainda apresentaram algumas dificuldades na contagem, representação e análise de dados contando sempre com uma orientação e auxílio para a colmatação das mesmas.
2.3.1.1.1. Recolha de dados.
Antes de procederem à recolha de dados, os alunos reuniram-se em grupos e conversaram sobre qual o assunto que iriam querer estudar, ou seja, qual a curiosidade que tinham em relação aos gostos da turma que queriam saber e analisar. Foram variados os temas escolhidos, nomeadamente: “Qual a tua comida predileta?”; “Qual a tua cor favorita?”; “Qual o teu animal favorito?”; “Qual o teu melhor amigo?”. Escolhida a temática, os alunos foram recolher os dados, passando a sua folha de dados por todos os colegas (ver apêndice 8). Este momento originou algum ruído e confusão na sala, aspeto que não era preocupante, pois o que pretendia era que os alunos compreendessem os passos que um investigador tem de seguir para estudar um
determinado assunto. Tem de recolher dados junto das pessoas, fazendo questionários e, queria também, que os alunos se deparassem com as dificuldades de ter de esperar que outro grupo recolhe-se e troca-se informação junto de um determinado grupo para que então o grupo seguinte o fizesse, respeitando assim a ordem de chegada de cada um a um determinado grupo. Sendo, neste sentido, os próprios alunos, através do diálogo e confronto com as situações ter de resolver os seus problemas. Neste momento houve sempre o cuidado de estar atenta aos conflitos que iam surgindo de modo a poder intervir e conversar com os alunos sobre a importância de saber esperar, se colocar no lugar do outro e de resolver os problemas conversando e não com discussões, falta de respeito e sobreposições de voz que não trazem qualquer benefício para ninguém.
2.3.1.1.2. Tratamento e Análise dos dados.
Recolhidos os dados passou-se à fase de tratamento e análise dos mesmos. Os alunos realizaram a contagem como tinham aprendido, escrevendo as respostas e contando com tracinhos o número de vezes que uma resposta tinha surgido, com tracinhos sendo que o quinto tracinho era feito em cima dos quatro anteriores, formando um grupo de cinco. Assim a contagem final para organização numa tabela de frequências era simplificada.
Após a contagem os alunos fizeram a tabela de frequências no seu caderno e o gráfico de barras, com a utilização da régua e tendo cuidado na largura das barras que deveria ser sempre igual, tal como o espaço deixado entre as barras. Embora estivessem a trabalhar em grupo cada um dos alunos teve de fazer os registos no seu caderno para que todos experienciassem e aprendessem como se realiza todo o processo, pois a prática torna as aprendizagens mais reais e realmente interiorizadas. Em seguida os alunos analisaram os gráficos, retirando conclusões sobre o que viam, nomeadamente qual a barra maior, que era a moda o valor que se repetia mais e por isso o que a maior parte da turma gostava mais. A barra mais pequena que era o que os alunos gostavam menos. Aproveitou-se ainda para pedir aos alunos que verificassem a diferença entre a barra maior e a barra menor, explorando os gráficos de modo mais detalhado.
Terminada a análise no caderno os alunos representaram o gráfico numa cartolina com cartão de caixas de cereais. Neste sentido os alunos estavam a contatar com uma maneira diferente de fazer a mesma representação estimulando, neste sentido, a sua criatividade. Para esta construção os alunos já contavam com as linhas desenhadas
no gráfico, tal como divisões (como se fossem os quadrados do caderno) para colocar as barras. Sendo que os alunos ainda não têm experiência na realização de gráficos é importante que tenham uma linha de orientação para começar. No que se refere às barras, os alunos tinham várias com diferentes tamanhos tendo de medir o comprimento que necessitavam e colar no local certo. A restante informação necessária, as variáveis, tinham de ser também escritas pelos alunos que se organizaram muito bem, sabendo dividir tarefas e respeitá-las. Este último aspeto demonstrou que os alunos têm vindo a aprender que é importante respeitar os colegas e cumprir com as regras estipuladas, mesmo que sejam por eles e não por imposição do professor.
Figura 17 – Construção dos gráficos para a apresentação.
2.3.1.1.3. Apresentação dos gráficos de barras.
A construção dos gráficos não faria sentido se não tivesse uma utilidade. Neste caso e ainda para mais sendo assuntos que interessava toda a turma, os gráficos em cartão foram utilizados para apresentar aos colegas o trabalho realizado ao longo de duas aulas. Todos ficaram a saber alguns dos gostos da turma, nomeadamente que: a cor preferida é o vermelho; a comida predileta é a lasanha; o mês em que a maior parte dos alunos faz anos é fevereiro; o animal favorito é o cão; o desporto mais votado é o futebol e a fruta que mais colegas gostam é o morango.
Em título de conclusão, ao realizar esta atividade os alunos tinham esclarecida a intencionalidade da sua concretização. Saber e analisar as respostas dos colegas para posteriormente partilhar com a turma. Para esse fim tiveram de conversar em grupo sobre as descobertas que iam fazendo e, principalmente, na análise dos gráficos. Para apresentarem tinham de dominar muito bem o assunto e toda a informação que o gráfico explicitava. Ao trabalhar a Matemática na interpretação de dados os alunos estavam, para além de trabalhar conteúdos do programa, organizando o seu pensamento para representá-lo na escrita e posteriormente comunicá-lo oralmente, informando aos colegas as descobertas concretizadas.
Tal como refere Franco, Reis e Gil, (2003), “num processo de comunicação poder-se-ão utilizar, para além da linguagem oral materializada pela fala, outros modos de comunicação, nomeadamente (…) o gesto codificado (…)” (p.16). Ao apontarem para as barras enquanto falavam estavam também a comunicar por gestos, complementando a sua comunicação oral.
2.3.2. Explicação dos raciocínios utilizados para a resolução de