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NesseN subtópico,N comN baseN noN entendimentoN deN queN oN EstadoN CapitalistaN apresentaNcomoNumaNdeNsuasNfunçõesNaNmanutençãoNdaNcoesão,NdaNunidade,NdeNmaneiraNaN garantirN asN condiçõesN paraN aN reproduçãoN capitalistaN e,N portanto,N paraN aN dominaçãoN burguesa,NprocuraremosNsituarNasNdiscussõesNdeNLouisNAlthusserN(1985),NnoNqueNconcerneN aosN “aparelhosN ideológicosN deN Estado”.N EntendemosN queN esseN caminhoN nosN ajudaN aN compreenderNdeNmaneiraNcríticaNoNsignificadoNdasNpolíticasNpúblicasNnoNgeral,NasNpolíticasN educacionais,N eN deN maneiraN maisN particular,N aN políticaN eN osN programasN deN educaçãoN profissional.N
EnfatizamosN queN nãoN nosN deteremosN aN problematizarN osN rebatimentosN levantadosNaNAlthusserNquantoNaNumaNabordagemNfuncionalista.NIssoNporque,NemboraNsejaN coerenteN pensarN queN muitosN dosN seusN escritosN apresentamN umaN visãoN queN abandonaN aN dialéticaN marxistaN (aoN passoN queN deixaN transparecerN umaN impossibilidadeN deN transformaçãoN eN mudança,N dadoN oN caráterN deN dominaçãoN doN Estado,N tantoN repressivoN comoNideológico)8,NentendemosNqueNperceberNaNlógicaNdoNfuncionamentoNdosNaparelhosN ideológicosNdoNEstadoNaNpartirNdeNAlthusserNajuda-nosNaNterNumaNvisãoNmaisNamplaNacercaN dasN políticasN públicas.N Isso,N principalmente,N seN asN suasN teorizaçõesN foremN vinculadasN comNoutrosNteóricosNqueNdeNalgumaNmaneiraNseNpropõemNaNcontribuíremNparaNconstruçãoN deNumNentendimentoNqueNavançaNnumaNperspectivaNmaisNmarxista9.N NesseNnorte,NpretendemosNrealçarNqueNcompreenderNdialeticamenteNoNEstadoN CapitalistaNeNoNlugarNdaNpolíticaNeducacional,NnoNmomento,NcomoNmecanismoNdeNsujeiçãoN 8 NTodavia,NoNpróprioNAlthusserN(1985)NdefendeNNqueNaNcríticaNqueNmaisNfrequentementeNlevantadaNaNrespeitoN dosNseusNescritos,NaNdeNNfuncionalista,NnãoNtemNfundamento.NParaNele,NquemNassimNoNenxergouNnãoNleuNasN notasNfinaisNdoNseuNensaioNdeN1969/70,NemNqueNeleNsublinhouNoNcaráterNdaNlutaNdeNclasses. 9
NAN exemploN doN próprioN PoulantzasN eN deN outrosN teóricosN queN abordaremos:N O’ConnorN ,N ClaussN Offe,N Meszáros.NN
eN comoN umN conjuntoN deN práticasN materiaisN necessáriasN àN reproduçãoN dasN relaçõesN deN produção,N podeN apresentarN caminhosN paraN aN construçãoN deN umaN políticaN queN caminheN numaN perspectiva,N porN meioN daN correlaçãoN deN forças,N queN seN proponhaN aN irN alémN doN capitalN(conformeNMeszáros,N2011).N
NaN discussãoN sobreN oN significadoN doN EstadoN Capitalista,N AlthusserN (1985)N resgataNqueNaNtradiçãoNmarxistaNformalNoNcompreendeNcomoNumaNmáquinaNdeNrepressãoN queN permiteN àsN classesN dominantesN assegurarN aN suaN dominaçãoN sobreN aN classeN operária.N DeNacordoNcomNoNautor,NoNessencialNdaNteoriaNmarxistaNdoNEstadoNéNqueNtodaNlutaNpolíticaN dasNclassesNgiraNemNtornoNdoNEstadoN(poderNdoNEstado),Nassim,NnoNsentidoNdeNcontribuirN comNaN“teoriaNmarxista”,NpropõeNaNteorizaçãoNsobreNosNaparelhosNideológicosNdoNEstado.N AfirmaN queN paraN avançarN aN teoriaN doN EstadoN éN indispensávelN considerarN nãoN somenteN aN distinçãoN entreN poderN deN EstadoN eN aparelhoN deN Estado,N cabeN perceber,N também,N queN seN manifestaNjuntoNaoNaparelhoNrepressivoNdoNEstado,NoutraNrealidadeNqueNsãoNosNaparelhosN ideológicos.NNNN
EmN linhasN gerais,N AlthusserN (1985)N concentraN suasN análisesN naN necessidadeN deNrenovaçãoNdosNmeiosNdeNproduçãoNparaNqueNaNproduçãoNaconteçaN(reprodução)NeNdizN queNparaNqueNaNformaçãoNsocialNcapitalistaNexistaNelaNdeve,Nportanto,NreproduzirNasNforçasN produtivasNeNasNrelaçõesNdeNproduçãoNexistentes.NDessaNmaneira,NcolocaNoNEstadoNnessaN perspectivaN deN garantirN porN meioN dosN seusN aparelhosN (aparelhoN repressivoN eN aparelhosN ideológicos)10NasN condiçõesN paraN reproduçãoN doN capitalismo,N asseguradaN peloN exercícioN doNpoderNdoNEstado.NN
ÉN importanteN destacarN queN oN referidoN autor,N mesmoN evidenciandoN aN existênciaN doN aparelhoN repressivo,N dáN maiorN ênfaseN emN seusN estudosN aosN aparelhosN ideológicos.N Entretanto,N discorreN sobreN oN papelN fundamentalN doN aparelhoN repressivoN naN garantiaNdaNideologiaNdominante,NhajaNvistaNfuncionarNcomoNumN“escudo”,NqueNsegundoN eleN consisteN emN garantirN pelaN força,N sejaN físicaN ouN não,N asN condiçõesN políticasN daN reproduçãoNdasNrelaçõesNdeNprodução.N
AlthusserN (1985)N apreendeN queN osN aparelhosN ideológicosN doN EstadoN funcionamN principalmenteN atravésN daN ideologiaN eN secundariamenteN porN meioN daN repressão,NsejaNelaNatenuada,NdissimuladaNouNsimbólica.NDestacaNqueNnãoNexisteNaparelhoN puramenteNideológico,NassimNtodosNosNaparelhosNfuncionamNoraNatravésNdaNrepressão,NoraN
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NNComoNjáNdestacamos,NPoulantzasN(1969b)NtambémNdiscuteNosNaparelhosNdoNEstado,NaNpartirNdoNpróprioN AlthusserN jáN queN eleN foiN discípuloN dele,N N eN afirmaN queN oN aparelhoN repressivoN (oN exército,N aN polícia,N aN organizaçãoN judiciária)N apresentaN N umaN maiorN coesãoN doN queN osN aparelhosN ideológicos,N daíN evidenciarN aN aparelhosNideológicosNnoNpluralNeNaparelhoNrepressivoNnoNsingular.NN
atravésN daN ideologia.N DestacaN tambémN queN osN aparelhosN ideológicosN sãoN múltiplos,N distintosN eN relativamenteN autônomos,N susceptíveisN deN oferecerN umN campoN objetivoN àsN contradiçõesNdosNchoquesNentreNasNlutasNdeNclasses.NN
DeNagoraNemNdiante,NapresentamosNosNtrêsNprincipaisNpontos,NaNnossoNver,NdaN referidaN obraN deN AlthusserN (1985),N “Aparephos ideopógicos de Estado:N NotaN sobreN osN AparelhosNIdeológicosNdeNEstado”,NqueNapresentamNsubsídiosNmaisNespecíficosNparaNumaN avaliaçãoNpolíticaNdoNProgramaNNacionalNdeNAcessoNaoNempregoNeNrenda.NN
ON primeiroN pontoN deN fundamentalN importânciaN paraN refletirmosN sobreN oN PronatecN apresentadoN emN linhasN geraisN naN obraN éN queN asN teorizaçõesN nosN trazemN váriosN elementosNparaNdesvelarmosNaNideologiaNqueNalicerçaNoNprograma.NAlthusserN(1985),NaoN descreverNqueNnãoNéNnoN campoNdasNideiasNqueN asNideologiasNexistem,NmasNqueNelasNtêmN existênciaN materialN porN meioN deN umN conjuntoN deN práticasN necessáriasN àN reproduçãoN dasN relaçõesN deN produção,N situadasN emN umN conjuntoN deN instituiçõesN concretasN queN sãoN osN aparelhosN ideológicosN doN Estado,N nosN levaN aN compreenderN oN sentidoN deN determinadasN políticasN públicasN eN aN formaN deN organizaçãoN dasN instituiçõesN escolaresN eN oN papel,N sobretudoNdaquelasNqueNtrabalhamNcomNqualificaçãoNprofissional.N
AsN relaçõesN entreN ideologiaN eN instituições,N paraN AlthusserN (1985),N têmN porN efeitoNaN construçãoNdoNreconhecimentoNdaNnecessidadeNdaNdivisãoNdoNtrabalhoNeNdeNseuN caráterNnaturalNdoNlugarNdeNcadaNatorNsocialNnaNprodução.NNesseNsentido,NaNsujeiçãoNnãoN estáN presenteN apenasN nasN ideias,N masN existemN numN conjuntoN deN práticasN deN rituaisN situadosNemNumNconjuntoNdeNinstituiçõesNconcretas,NqueNsãoNosNaparelhosNideológicosNdoN Estado.N
OutroN pontoN deN destaqueN éN oN atinenteN àN “reproduçãoN daN forçaN deN trabalho”.N ConformeNAlthusserN(1985),NaNqualificaçãoNdaNforçaNdeNtrabalhoNéNcondiçãoNnecessáriaNàN reproduçãoN dasN forçasN produtivas,N issoN implicaN dizerN queN aN qualificaçãoN daN forçaN deN trabalhoN deveN serN diversamenteN qualificadaN e,N portanto,N reproduzidaN comoN tal.N EsseN entendimentoNéNbastanteNimportanteNporqueNapresentaNsubsídiosNparaNseNjustificarNoNpapelN ideológicoN daN escolaN naN reproduçãoN dasN forçasN produtivas,N sobretudoN asN escolasN deN educaçãoNprofissional.N
AcercaN desseN ponto,N AlthusserN (1985)N acrescentaN aindaN queN oN queN tornaN possívelNaNdivisãoNdoNtrabalhoNé,Nportanto,NaNdiversidadeNqualitativaNdoNtrabalhoNhumano.N ON papelN daN escolaN nãoN estariaN emN prepararN paraN diversosN “empregos”N deN qualificaçãoN diversa,NmasNemNfazerNacreditarNaNteseNdaNidentidadeNentreNqualidadeNeNquantidade.NIssoN implicaNdizerNqueNporNmeioNdaNdiversidadeNdasNofertasNeducacionaisNfaz-seNacreditarNqueN
oNqueNjustificaNaNocupaçãoNdeNdeterminadaNfunçãoNnoNmundoNdoNtrabalhoNéNaNqualificaçãoN profissionalN semN umaN apreensãoN maisN amplaN sobreN asN contradiçõesN daN sociedadeN capitalista,N ouN seja,N porN maisN queN seN tenhamN pessoasN altamenteN qualificadasN nemN todasN ocuparãoN osN espaçosN socialmenteN reconhecidosN comoN oN deN maiorN prestígio.N Assim,N oN papelNdaNideologiaNéNfazerNreconhecerNaNequivalênciaNnecessáriaNàNreproduçãoNdoNcapitalN entreNoNtrabalhoNhumanoNqualitativoNeNaNquantidadeNdaNforçaNdeNtrabalhoNempregadaNnaN produção.N
AlthusserN (1985)N destacaN aindaN queN aN escolaN formaN oN trabalhador,N masN éN aN empresaNqueNqualificaNoN trabalho,NnumNprocessoNemNqueNoNtrabalhoN éNtransformadoNemN forçaNdeNtrabalho.NN
UmN terceiroN levantamento,N deN extremaN relevânciaN paraN osN nossosN estudos,N feitoN porN AlthusserN (1985),N encontra-seN naN suaN afirmaçãoN deN queN oN processoN deN reproduçãoN daN forçaN deN trabalhoN nãoN éN exclusivamenteN econômico,N masN social,N combinandoN efeitosN deN reproduçãoN material,N deN reproduçãoN daN submissãoN eN deN reconhecimentoN daN ordem.N NesseN aspectoN deN reproduçãoN daN submissão,N aN escolaN temN oN papelN deN ensinarN oN chamadoN bomN comportamento,N istoN é,N asN conveniênciasN queN devemN serNobservadasNporNtodoNsujeitoNnaNdivisãoNdoNtrabalho,NconformeNoNpostoNqueNeleNestejaN “destinado”NaNocupar.N
SendoN assim,N AlthusserN (1985)N apresentaN queN aN reproduçãoN daN forçaN deN trabalhoN evidenciaN comoN condiçãoN essencial,N nãoN somenteN aN reproduçãoN deN suaN “qualificação”,NmasNtambémNaNreproduçãoNdeNsuaNsubmissãoNàNideologiaNdominante.NN
DianteN dessesN apontamentos,N compreendemosN queN naN avaliaçãoN políticaN doN PronatecN buscamosN desvelarN aN ideologiaN doN Programa,N bemN comoN seusN objetivosN eN teoriasNimplícitosNeNexplícitos,NporNmeioNdoNentendimentoNdeNqueNoNaparelhoNideológicoN educacionalN apresentaN umN lugarN paraN reproduçãoN dasN forçasN produtivas,N queN colaboraN paraNaNmanutençãoNdaNdominaçãoNcapitalistaNeNoNdiscursoNconstruídoNdeNqueNquantoNmaisN oNsujeitoNseNqualificaNprofissionalmenteNmaisNpossibilidadesNeleNtemNdeNascensãoNsocial,N oN queN fazN parteN deN umaN construçãoN ideológicaN paraN ocultarN oN processoN deN dominaçãoN capitalista.N