4. BULGULAR VE YORUMLAR
5.1. Sonuçlar
UMA EXPERIÊNCIA COM ARTE-EDUCAÇÃO E A PUBLICAÇÃO PARADIDÁTICA O RIO PELOS TRILHOS. INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DE PERUS E CAJAMAR
Ainda em 2005, em novembro, o Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana e o Conselho Comunitário de Saúde Dr. Franco da Rocha encaminharam à Diretoria de Educação Ambiental – DEA do Ministério do Meio Ambiente, para uma “linha de financiamento” chamada Coletivo de Educadores, do Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA, o Programa de Educação e Conservação Ambiental Chão Verde Terra Firme, que foi transformado no Projeto Coletivo Educador Juca Vivo por um conjunto de 15 entidades que o assinaram238.
Foi, portanto, com naturalidade que os signatários se uniram para elaborar um pedido de financiamento nos termos do Edital 05/05 do Fundo
Nacional de Meio Ambiente (“Coletivos Educadores”)
A meta é capacitar professores, técnicos e dirigentes com atuação nas áreas envolvidas, jovens e lideranças da Sociedade Civil para que constituam, autonomamente, uma rede de contatos capaz de trocar subsídios oriundos dos diversos tipos de formação, socializar competências, elaborar diagnósticos em comum e articular cumplicidades que – já no curto prazo – se reflitam numa melhor articulação das iniciativas das entidades civis e dos diversos níveis de governo; e dêem lastro à elaboração de políticas de
Estado, isto é, fundadas em planejamento de longo prazo, escoradas no
convencimento da comunidade e que independam dos percalços próprios das alternâncias de administrações. (texto do Projeto Coletivo Educador Juca Vivo).
O Coletivo Educador (CE) era concebido como um grupo formado por participantes que se identificavam por uma inserção social comum e percebiam as demandas de suas comunidades, atuando como multiplicadores, numa região com a qual se identificassem e interagissem permanentemente, elaborando e detalhando políticas públicas, realizando pesquisas e atividades de formação, articulando trabalhos de diferentes órgãos e diferentes organizações da sociedade civil e desenvolvendo e ou coordenando atividades junto à comunidade com capilaridade, isto é, com enraizamento social profundo de valores e mudanças de posturas.239
238 O projeto é um documento do CD-Rom de Documentação em anexo.
239 Segundo o Edital FNMA 05/05, lançado em outubro de 2005. Em 2006, outra chamada da Diretoria de
Educação Ambiental para a formação de Coletivos Educadores é lançada: 001/2006. Ver site Ministério do Meio Ambiente: www.mma.gov.br.
Os Coletivos Educadores favorecem (...) a articulação de programas e projetos de desenvolvimento territorial sustentável, pois o desenvolvimento de processos amplos, continuados e que perpassem por todo o tecido social depende de uma conjunção de recursos e competências que dificilmente se encontram numa única instituição.
O público diretamente envolvido no processo educativo, a ser trabalhado pelo Coletivo Educador, deve ser composto por grupos empenhados em interpretar o contexto e enfrentar a problemática socioambiental do território com vistas à busca de um futuro desejado. Deve envolver, por exemplo, lideranças comunitárias, professores, agentes de saúde, técnicos municipais, participantes de sindicatos e federações de trabalhadores, movimentos sociais, Ongs, etc. (texto do Edital FNMA 05/05 in: Projeto Coletivo Educador Juca Vivo).
A proposta de Coletivos Educadores, que naquele momento começava a ser desenvolvida no estado de São Paulo pela Diretoria de Educação Ambiental (órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental)240 e que era de promoção de “ação-reflexão articulada entre diferentes instituições” que atuassem com Educação Ambiental, educação popular e formação de educadores, dentro de um mesmo território, em que “pessoas aprendiam participando”241, confluía com o caráter das ações e formas de intervenção que vinham sendo implementadas pelo Chão Verde Terra Firme e por outros programas de Educação Ambiental desenvolvidos na região da sub-bacia Juquery-Cantareira.
Assim, em 2007, o Projeto Coletivo Educador Juca Vivo São Paulo é contemplado242 e participa da organização do 3º. Encontro Estadual dos Coletivos Educadores, Salas Verdes, Municípios Educadores Sustentáveis e demais parceiros estaduais, em conjunto com o Coletivo da Zona Norte de São Paulo, promovido pelo Programa de Formação de Educadores Ambientais do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, com
240 Segundo Semíramis Biasoli (enraizadora da DEA do MMA), no texto Trajetórias, da primeira edição do
Boletim Fractais Coleciona SP, de julho de 2007 “(...) trouxemos a proposta de Formação de Educadores e Educadoras Ambientais Populares – o ProFEA e a Política de Coletivos Educadores para o estado de São Paulo. Em dezembro de 2004, aconteceu nossa primeira reunião, aqui no estado, na cidade de Campinas.” (p.02). Uma cópia em pdf do Boletim foi inserida no CD-Rom de Documentação em anexo.
241 Segundo o Edital FNMA 05/05, sobre a metodologia do projeto Coletivos Educadores, “A partir de oficinas
de capacitação, os participantes – recrutados dentre seus pares, preferencialmente através de eleições, em razão de espírito de liderança e potencial multiplicador – formarão grupos de Pesquisa Ação Participante (PAP) por município, bairro ou grupos de escolas (PAP2) de acordo com planejamento elaborado em comum e contando com assistência da equipe técnica do projeto. Grupos que, num segundo momento, deverão se reproduzir em grupos menores (PAP3) – por escola ou entidade - capazes de expandir o processo para níveis mais profundos da dinâmica social em coletivos PAP4”. Ver site MMA: www.mma.gov.br.
242 Embora, sem apoio financeiro do Fundo Nacional. Até o primeiro semestre de 2010 o contrato não tinha sido
a Oficina de Arte-Educação, realizada nos dias 06 e 07 de novembro de 2007, no Museu de Arte Contemporânea da USP.243
Figuras 120 a 123 – Semíramis Biasoli e Marcos Sorrentino da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, os professores da ECA-USP Ismar Soares e Maria Christina de Souza Lima Rizzi e a Profa.
Dra. Eda Tassari , da Faculdade de Psicologia da USP na abertura do 3o. Encontro. © Acervo IPEH
Com 50 vagas e duração de oito horas, a Oficina244 foi uma das atividades paralelas do Encontro e representou uma versão do Curso Semi-Presencial para Educadores em Arte-
243 Essa experiência foi relatada em: ANJOS, Ana Cristina Chagas & RIZZI, Maria Christina de Souza Lima
Rizzi. Arte-Educação e Educação Ambiental: relato de uma experiência na região metropolitana de São Paulo e seu desdobramento. In: RIGOTTI, Paulo Roberto (org.). Uniarte. Textos escolhidos. Dourados: Núcleo de Arte e Cultura Contemporânea – NACC da UNIGRAN – Centro Universidade da Grande Dourados, 2009.
244 Aberta no dia 06 de novembro de 2007, pela equipe técnica do IPEH: Bonfílio Alves, advogado, educador
ambiental, presidente do IPEH e vice-presidente do Comitê da Sub-Bacia do Alto Tietê e pelo Prof. Ms. Marcos Rogério R. Carvalho, historiador, arqueólogo, coordenador do Coletivo Educador Juca Vivo SP e coordenador do Projeto de Responsabilidade Sócio-Ambiental para o Ensino Superior Ação Cidadã das Faculdades Flamingo, e que ocupou o auditório, espaço expositivo e o ateliê do MAC-USP.
Educação Ambiental do Chão Verde Terra Firme IV, de 2006, preparada para a participação de educadores ambientais e populares presentes.245
Na Oficina de Arte-Educação, além da experiência com professores da região da sub- bacia Juquery-Cantareira ter sido conceitualmente apresentada e comentada pela Profa. Dra. Maria Christina de Souza-Lima Rizzi, na sua palestra introdutória sobre a Proposta Triangular de Ensino da Arte na Arte-Educação contemporânea brasileira, no auditório do Museu, os educadores participantes realizaram a atividade prática Exercício com Objetos e acompanharam a navegação pelo Setor de Educação na Net do Programa de Educação e Conservação Ambiental, conhecendo os mais variados Materiais de Apoio Didáticos em Educação Ambiental e em Recursos Hídricos disponibilizados virtualmente, e cada uma das aulas virtuais do Curso (O Olhar, Abordagem Triangular, Educação Patrimonial e Arte- Educação Ambiental) que esse setor hospedava no seu Canal do Professor.
Figuras 124 e 125 - A Prof. Dr. Maria Christina de Souza Lima Rizzi e os educadores ambientais e populares participantes na palestra sobre a Proposta Triangular de Ensino da Arte no auditório do MAC-USP.
© Acervo IPEH
245 Sob a responsabilidade do Instituto de Pesquisa em Ecologia Humana – IPEH, contou com a parceria e apoio
para a realização do Museu de Arte Contemporânea da USP-MAC/USP, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP – MAE/USP, do Conselho Comunitário de Saúde Dr. Franco da Rocha - CCSFR e novamente do Grupo Educacional Flamingo.
Figura 126 a 129 - Os educadores participantes no Exercício com Objetos no ateliê do MAC-USP © Acervo IPEH
Figura 130 e 131 - Apresentação do Setor de Educação na Net e das aulas virtuais do Curso por mim aos participantes no auditório do MAC-USP. © Acervo IPEH
No segundo dia da Oficina (dia 07 de novembro de 2007), assim como no Chão Verde Terra Firme IV, os participantes conheceram alguns dos trabalhos, projetos e programas desenvolvidos pelas respectivas equipes de Educação dos dois museus da Universidade de São Paulo: MAC-USP e MAE-USP.
Figura 132 a 136 - Educadores ambientais participantes no auditório e em atividade no espaço expositivo do MAC-USP com a educadora Mariângela Francoio. © Acervo IPEH