• Sonuç bulunamadı

4. BULGULAR VE YORUM

5.1. Sonuç ve Tartışma

4.1 - Local de Execução:

As amostras foram obtidas no Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte da Embrapa do município de Campo Grande - MS, localizada no Centro- Oeste do Brasil, aos 20º e 28' latitude sul e 5,4º e 40' longitude oeste.

4.2 - Animais:

Foram utilizados 82 animais da espécie Bos indicus , fêmeas da raça Nelore, com idade média de 8,49 anos e desvio padrão 3,97, e sem sintomas de claudicação.

O manejo destes animais era no sistema de criação extensiva, pasto de Brachiaria decumbens, suplementação mineral a cocho ad libitum e controle sanitário e parasitário.

4.3 - Colheita de Amostras:

Dos animais pesquisados, observaram-se o peso vivo, avaliação externa dos cascos (seguindo um sistema de dados de pesquisa clínica de doenças dos dígitos dos bovinos segundo GREENOUGH et al., 1986), após a limpeza do casco para observação dos anéis transversais na parede dorsal, cuja presença foi anotada em fichas individuais para análise posterior, procedeu-se ao exame radiográfico. O peso foi medido em balança apropriada em tronco de contenção para bovinos, e feita a medida da circunferência torácica com uma fita métrica.

Foi obtido o sangue da veia jugular de cada animal, com agulha própria para tubos a vácuo (sistema vacutainer), acondicionado em frasco sem anticoagulante para se retirar o soro, que permaneceu congelado em frascos menores (ependorff) para cada tipo de exame, devidamente identificados, para posterior dosagem laboratorial; outra parte do volume de sangue foi envasado em frasco com anticoagulante EDTA para exame de hemograma. Para a análise de Mn destinou-se o sangue total, a colheita de sangue foi feita por punção intravenosa (veia jugular), utilizando-se tubo a vácuo com anticoagulante (heparina – Liquemine ) na proporção de 0,2 ml para 10 ml de sangue - e agulhas descartáveis; os tubos foram mantidos sob refrigeração.

Também foi colhido fluído rumenal por punção, com agulha 30x8 e seringa de 5 ml, ambas descartáveis, para avaliação do pH.

4.3.1 - Exame Radiográfico das Falanges Distais :

Para o exame radiográfico adotaram-se as posições radiográficas dorso- palmar, dorso-plantar e látero-medial das falanges distais, efetuadas nos quatro membros do animal, contenção com cordas e roldanas para o posicionamento do membro no tronco de contenção para bovinos, utilizando-se um aparelho de raio X de 90 kVp e 25mA∗ , filme radiográfico de tamanho 24 x 30 cm**, dentro de chassi com ecran para filme 24 x 30 cm; a revelação do filme de forma manual usando-se revelador*** e fixador*** para filmes radiográficos.

∗-Aparelho Portátil Modelo FNX Jockey 90- 90 Kvp, 25 mAs ** - Filme para r-X médico Kodak

Foram utilizados aventais, luvas e óculos plumbíferos como recurso de proteção contra a radiação.

Cada radiografia foi avaliada para a presença de qualquer tipo de lesão óssea. A extensão da exostose foi medida com paquímetro; e cada foco de reabsorção óssea foi medido no eixo maior, em todas as falanges.

Figura 2- Contenção no brete e posicionamento por meio de cordas e roldana para obter a radiografia

4.3.2 - Exame Radiográfico e Densitométrico

As radiografias para esta avaliação foram realizadas na projeção dorsopalmar do terceiro osso metacarpo direito de cada vaca. Utilizaram-se filmes radiográficos∗ e chassi 24x30cm equipados com ecrans de Terra-rara.

Paralelamente e distante cinco centímetros da região radiografada, foi colocada na parte central do chassi uma escala de alumínio (phantom), utilizada como

referencial densitométrico, constituída de 25 degraus, tendo o primeiro degrau espessura de 1 mm, variando a seguir de 1 em 1 mm, até o vigésimo quinto degrau (cada degrau contém área de 5x15 mm2 ).

O aparelho portátil de raios X ∗ foi calibrado para a técnica de 70 kVp e 2

mAs e distância foco-filme de 70 cm. Para as leituras densitométricas utilizou-se um Scanner HP Scanjet6C∗∗, com adaptador para transparência HP Scanjet 6C∗∗,

para a digitalização das imagens radiográficas. Uma vez digitalizadas, usando-se o programa HP Deskscan, as imagens foram armazenadas em microcomputador. Usando programa computacional (Software) ∗∗∗, as imagens digitalizadas foram

avaliadas para determinação da densidade mineral óssea do terceiro osso metacarpo, no espaço distal logo abaixo do forame da artéria interdigital para leitura do aparelho, e os valores convertidos em milímetro de alumínio (mm Al). Para cada amostra realizaram-se três leituras densitométricas, para se obter uma média da densidade mineral óssea da amostra, leituras estas efetuadas nas dependências do serviço de Radiologia Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, campus de Botucatu.

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∗-Aparelho Portátil Modelo FNX Jockey 90- 90 Kvp, 25 mAs ∗∗-HEWLETT PACKARD SYSTEM INC.

Figura 3 – Para obter a radiografia para DMO, utilizou-se aparato de madeira, onde se insere o chassi e nele está fixada a escala de alumínio

Figura 4 – Para acessar o programa, pressiona-se o botão esquerdo do mouse no ícone cromox Bovino, no visor do microcomputador

Figura 5- Para acessar o arquivo da imagem a ser avaliada, pressiona-se o botão do mouse no nome do arquivo e depois no ícone Ok

Figura 6 –Assim que o arquivo é aberto, deve-se selecionar as extremidades da escala de alumínio, logo é aberta uma janela para localizar a área de leitura

Figura 8 – Após delimitar a área de 4 mm de tecido mole, pressiona-se o mouse no ícone CALCULAR para obter o valor DMO

Figura 9- Resultado final do valor da leitura em mmAl, e áreas de densidade na escala de cores.

4.3.3 - Exame Bioquímico das Amostras Séricas:

Os exames de dosagem sérica de Ca, P, Mg, FA, PT, CK, GGT, Alb, Glo e AST foram efetuados no Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP de Botucatu – SP, utilizando-se as seguintes técnicas:

Metodologia Colorimétrica

Substância Bioquímica Técnica

Cálcio Cresolftaleína complexona Cat.248 Fósforo Fosfomolibdato Cat. 242

Magnésio Magon Sulfonado Cat. 250 Albumina Verde de Bromocresol Cat. 219 Proteínas totais (PT) Biureto Cat. 218

Globulina PT – Albumina

Metodologia Cinética

Substância Bioquímica Técnica

Creatina Quinase Método UV otimizado (DGKC e SSCC) Artigo no. 0490

γ-Glutamiltransferase Nitrito de sódio e estabilizantes Aspartato Aminotransferase (AST) Método UV otimizado (IFCC)

Artigo no. 1666

Fosfatase Alcalina Método otimizado (DGKC e SSCC) determinação cinética, Dietanolamina Artigo no. 1674

Dosagem do Manganês e Zinco

Manganês Método espectrofotometria por absorção atômica, padrão Manganês (AAS Normex) 1 mg/ml (1000 ppm) - padrão primário Carlo Erba

Certificado de análise 459911 Bacht no T 116010N.

Limite de detecção de 0,02 ug/ml comprimento de onda 279,5 nm Faixa ótima de trabalho de 1 – 3,6 ug/ml. Chama ar-acetileno (estequiométrica).

Zinco Espectrofotometria por absorção atômica,

Lâmpada de cátodo oco zinco, comprimento de onda 213,9 Fenda 0,5; sensibilidade 0,008 ug/ml.

Chama ar-acetileno (oxidante), corretor de background(On), corrente da Lâmpada de 5,0 mA .

Dosagens realizadas no Centro de Assistência Toxicológica (CEATOX), UNESP, Botucatu.

Dosagem da Osteocalcina

A osteocalcina foi dosada utilizando-se kit comercial∗ pelo método de radioimunoensaio utilizando iodo125 como marcador, IRMA, com aparelho

contador gama∗∗.

Dosagem realizada nas dependências da Radiologia Veterinária da FMVZ, Unesp, Botucatu.

∗Human Osteocalcin 100kit – Catalog 40-2248, Nichols Institute Diagnostics, California, USA.

4.3.4 – pH do rúmen:

As amostras de fluído do rúmen foram obtidas por punção com agulhas descartáveis 30x8 e seringas descartáveis de 5 ml, aleatorizado por contagem a cada cinco animais dos que foram passando pelo tronco de contenção, não incluindo o primeiro. A leitura do pH foi feita em fita de papel (pH- Box da Emerk∗).

4.3.5 - Hemograma:

Os hemogramas foram efetuados no laboratório Prontovet, na cidade de Campo Grande – MS.

Benzer Belgeler