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4. BULGULAR VE YORUM

5.2. Öneriler

Neste estudo, encontraram-se imagens de lesões ósseas de variados tipos, como:

Aspectos radiográficos de osteoartrite interfalangeana proximal medial, extensa área de perda óssea, osteólise do sesamóide distal, redução do tamanho da falange distal medial, com áreas de reabsorção óssea subcondrale central, com baixa densidade, degeneração da falange distal e intermédia (anexo 11).

Aspectos radiográficos de periostite proliferativa na falange proximal e intermédia laterais. Presença de exostose axial proximal, reabsorção óssea abaxial e na pinça na falange distal lateral, com podotrocleose. Presença de exostose axial proximal e reabsorção óssea abaxial na falange distal medial(anexo 13).

Aspecto radiográfico de osteíte podal difusa, com exostose axial, abaxial e áreas de reabsorção óssea, com deformação da falange distal lateral. Exostose abaxial e reabsorção óssea na falange distal medial (anexo 15).

Aspectos radiográficos de reabsorção óssea no processo extensor, face dorsal, abaxial e vários pontos na região central na falange distal lateral, com baixa densidade; exostose na face plantar (anexo 17).

Imagem radiográfica de completa degeneração óssea da falange distal medial, presença de exostose, reabsorção óssea e necrose de pinça, e podotrocleose. Exostose axial e reabsorção óssea na falange distal lateral, com perda de densidade (anexo 19). Esta fêmea apresentou quadro de laminite crônica assintomática, com a úngula com deformidade denominada forma de tesoura (fotografia do anexo 8).

Imagem radiográfica de áreas de reabsorção óssea com perda de densidade nas falanges distais medial e lateral, e sesamoidite (anexo 24).

Imagem radiográfica de osteólise na pinça, reabsorção óssea em demais áreas, exostose axial proximal e abaxial nas falanges distais medial e lateral (anexo 25).

5.2- Valores obtidos

O pH do rúmen medido pelo papel indicador de pH, obtido destes animais, ficou entre 7 e 8.

Média Desvio Padrão

Idade (anos) 8,49 3,97 Peso (kg) 408,42 69,13 Circunferência Torácica (cm) 178,57 10,89 Leucograma cel. /mm3 10.461 5.245 Fosfatase Alcalina (U/l) 171,21 86,55

GGT (U/l) 9,17 3,70 AST (U/l) 50,37 17,24 CK (U/l) 80,05 85,98 PTT (g/dl) 6,49 0,73 Albumina (g/dl) 2,71 0,34 Cálcio (mg/dl) 8,18 1,00 Fósforo (mg/dl) 4,87 1,04 Zinco (µg/ml) 0,35802 0,22518 Magnésio (mg/dl) 2,64 0,35 Osteocalcina (ηg/ml) 66,1366 32,1451 Densidade Mineral Óssea

(mm Al)

17,55 2,92 Globulina (g/dl) 3,77 0,66

A análise estatística do Coeficiente de Correlação de Pearson apresentou os seguintes resultados de correlação positiva (p < 0,05) :

Exostose x Reabsorção óssea Idade x Exostose CT x Peso AST x Peso AST x CT Albumina x CT Albumina x Peso Proteínas Plas. Totais (PPT) x Albumina

PPT x Globulina PPT x Cálcio Albumina x AST Albumina x Cálcio Albumina x Globulina Fósforo x Albumina Magnésio x AST Magnésio x Albumina Fósforo x Peso DMO x CT DMO x Peso Peso x Cálcio CT x Cálcio AST x Cálcio GGT x Cálcio CINAG, FCA, UNESP, Botucatu

A análise estatística do Coeficiente de Correlação de Pearson mostrou os seguintes resultados de correlação negativa (p < 0,05):

Idade x Fosfatase Alcalina Leucograma x Peso

Exostose x Fosfatase Alcalina Osteocalcina x Idade

Leucograma x AST Leucograma x Fósforo CINAG, FCA, UNESP, Botucatu

6- DISCUSSÃO

Considerando o objetivo deste trabalho, em encontrar alguma associação entre lesões ósseas podais e as variáveis obtidas, seguiu-se o critério de ZETTERHOLM (1972) que considera como normal a falange com superfície óssea lisa, sem alterações. Com relação às anormalidades, FARROW (1985) relatou como alterações ósseas associadas com infecções a produção do tecido ósseo, aumento ou diminuição da densidade óssea e a destruição óssea, observou que a produção (ou reação) óssea era a alteração mais comum. GREENOUGH et al. (1981) relataram que a periostite periarticular digital que ocorre nas uniões dos ligamentos e tendões ao osso, são fibras que penetram o periósteo e entram na substância óssea; tração nestes pontos pode provocar ruptura de algumas destas fibras e resultar no desprendimento do periósteo; e como a camada osteogênica do periósteo é próxima ao osso, predispõe a ocorrer uma proliferação osteoblástica, resultando em exostoses.

Neste estudo, ocorreu com maior freqüência, as lesões ósseas tipo exostose e focos de reabsorção óssea. Na tabela 1 apresentam-se resultados encontrados da presença de exostose, onde se observa maior ocorrência nos membros anteriores, achado semelhante com o da dissertação de SCUDELLER (1999), em relação a raça Nelore. Na tabela 2, expõe-se a somatória do tamanho

das exostoses nas falanges, onde se observa uma moda da freqüência na distribuição de 1 a 50mm, observa-se também, a ocorrência de 87,81% de animais com exostoses, variando de 1 a 300mm; demonstrando alta incidência deste tipo de lesão. Na tabela 3 observa-se uma diferença estatística significativa entre os membros anteriores e posteriores, com maior freqüência de exostoses nos anteriores; porém, não ocorreu diferença entre as falanges laterais dos membros anteriores e posteriores esquerdos, mas ocorreu diferença significativa entre as falanges dos MAE.

Na avaliação da distribuição de presença e extensão de focos de reabsorção óssea nas falanges, com o estudo estatístico, verificou-se que não existiu diferença de extensão de reabsorção óssea entre as falanges laterais e mediais dos membros anteriores e posteriores, (tabela 6).

Na tabela 7 relaciona-se a soma de ocorrência de lesões nos sesamóides distais, onde se observa maior freqüência nos sesamóides laterais, mais que o dobro em relação aos mediais, exceto com o MAE, com 14,6% nas falanges laterais e mediais, nos demais membros foram respectivamente: MAD 18,29% e 7,3%; MPD com 15,85% e 7,3%; MPE com 14,6% e 4,8%. Resultado semelhante é apresentado na tabela 8, onde se observa maior ocorrência de fissuras nos cascos laterais; porém, neste caso, a maior freqüência de fissuras ocorreu nos membros anteriores, as freqüências nas falanges laterais e mediais foram respectivamente: MAD 15,85% e 2,4%; MAE 14,6% e 6,0%; MPD 9,75% e 1,2%; MPE 9,75% e 1,2%. Isto pode indicar uma influência da conformação dos aprumos, predispondo as falanges e cascos laterais para estes tipos de afecções.

A soma de presença de anéis transversais nos cascos apresentou uma distribuição uniforme deste tipo de lesão, mas com alta ocorrência na falange lateral do MPE com 75,6%. Os valores, em porcentagem, encontrados nas falanges laterais e mediais, foram respectivamente: MAD 43,9% e 39%; MAE 41,46% e 29,26%; MPD 41,46% e 21,95%; MPE 75,6% e 30,48%.

Na avaliação estatística da soma de todas as lesões encontradas nos cascos dos membros anteriores e posteriores, não ocorreu diferença significativa entre as falanges e os membros, apesar do valor encontrado das falanges mediais do MPD ser menor, não há diferença significativa das falanges mediais dos MAD, MAE e do MPE (tabela 10).

Pela análise estatística, não ocorreu correlação de lesões ósseas podais com todas as variáveis obtidas, exceto entre idade e exostose, sendo isto um dos principais objetivos deste trabalho. Foram colocados em evidência alguns resultados bioquímicos, com o intuito de ressaltar os baixos valores encontrados (anexos 1, 2 e 3), embora não fosse o objetivo deste trabalho; porém, vale observar o estado de deficiência mineral e de proteínas que foram encontradas nestas amostras, resultados que coincidem com MORAIS (1996), principalmente com relação ao Ca e P séricos, que estiveram baixos no período chuvoso, período quando foi realizado a colheita de amostras deste estudo, diferindo com os valores séricos de Zn relatados por MORAIS (1996), pois quase a totalidade dos animais deste experimento estavam abaixo de 0,8µg/mL, valor normal estipulado por McDOWELL et al. (1984).

A laminite assintomática é um gravíssimo problema que pode afetar a quase totalidade de um rebanho, sem ser percebida a sua ocorrência ou o grau de acometimento. Isto foi observado no trabalho de dissertação de SCUDELLER (1999), que encontrou 95% de presença de lesões ósseas assintomáticas nas falanges, variando de pequena a uma extensa lesão. Com a evolução do processo, de forma insidiosa, danifica o bem estar animal, violando esta ética, e consequentemente a sua produtividade.

A etiologia da laminite é multifatorial e os pesquisadores acreditam que há uma extensa associação de vários fatores interdependentes. O manejo nutricional foi identificado como chave importante no desenvolvimento da laminite, principalmente com aumento de ingestão de carboidratos altamente fermentáveis, que pode causar acidose. Alterações metabólicas e digestivas podem predispor o bovino à enfermidade podal. Mudanças hormonais nas fêmeas associadas com o parto e outras fases da lactação podem ter alguma influência sobre certas mudanças fisiológicas. Doenças infecciosas como mastites, metrites, podem ocasionar algum tipo de estímulo endotóxico (MACLEAN, 1971). Outros fatores, como peso vivo, estrutura corpórea, conformação dos cascos e dos membros podem aumentar a sobrecarga e estresse sobre os cascos, exacerbando os danos mecânicos internos que também estão associados com a enfermidade.

NOCEK (1997) e ANDERSSON e BERGMAN (1980) enfatizam e discorrem sobre a importância hemodinâmica no desenvolvimento da laminite, que pode culminar com o fenômeno da sola dupla, hemorragias de sola, manchas, lesões difusas na polpa solear. Concordando com os autores acima, pode-se também observar essas alterações no presente trabalho, como demonstrado nos

anexos 27 (hemorragia de sola), 28, 29, 31 (necrose na pinça) e 34 (rotação da falange distal).

A laminite assintomática (subclínica) pode ser um processo lento, longo e insidioso, que depende do baixo grau de estímulo persistente. O tecido córneo torna-se fisicamente mais macio durante este período e a coloração amarelada da sola é causada pelo transudato dos vasos para o corium, segundo NOCEK (1997) e ANDERSSON e BERGMAN (1980), fato que pode ser observado nos anexos 28 e 29, registrados nesta pesquisa. Manchas hemorrágicas são manifestadas na sola do casco, principalmente nas áreas da linha branca, no ápice da sola e na junção sola e pinça dos cascos não pigmentados. Internamente, isquemia, hipoxia, a ocorrência de anastomoses AV e lesões epidérmicas estão associadas nesta fase, de acordo com NOCEK (1997). Também podem ocorrer, com a evolução do processo, separação ou lesão da linha branca, como ocorreu em uma vaca Nelore (anexo 30), presença de anéis transversais e moderada a severa rotação da falange distal são características das manifestações internas, estas encontradas em outra fêmea Nelore com fissuras no casco e rotação da falange distal (anexos 33 e 34).

Durante a fase crônica da laminite, muitas alterações estão associadas com determinadas áreas do dígito. O padrão normal do tecido córneo é desfeito e a forma do casco é alterada, tornando-se mais alongado, plano e largo, tal como observadas nos anexos 27 e 28. Estrias (ou ranhuras) e anéis transversais na parede do casco causam uma aparência enrugada, e tornam-se proeminentes, como encontrados em amostras deste estudo representadas nos anexos 5, 6, 7 e 8. Tais achados vão de encontro às conclusões de NOCEK (1997) que afirma que

as ulcerações podem ocorrer na região da sola; sola dupla com coloração amarelada continuam a ser os principais sinais clínicos. O grau da laminite crônica depende da intensidade e freqüência de cada episódio, agudo ou não, e o grau de danos de cada precedente fase pode continuar como resultado da alteração metabólica inicial.

Segundo os relatos de MACLEAN (1970), GOGOI et al. (1982), BOOSMAN et al. (1989), ao trabalharem com arteriografia podal em bovinos com laminite, ocorre uma vasoconstrição nas artérias digitais, causando uma hipoperfusão sangüínea durante o processo inflamatório crônico sintomático ou assintomático. Nocek (1997) fez a mesma observação e as conseqüências danosas da hipoxemia na saúde e resistência da estrutura córnea do casco. Por ser um processo inflamatório compartimentalizado, devido à estrutura córnea e à hipoperfusão sangüínea, não ocorre um retorno venoso dos catabólitos produzidos, assim concentrando-se no casco. Este fato, provavelmente, seja uma das causas da não ocorrência das alterações bioquímicas medidas neste trabalho; como também relataram LEÃO et al.(2002) e MORAES et al. (2002) que o hemograma, a bioquímica sérica e a análise do fluído ruminal não revelaram alterações sistêmicas, caracterizando um processo inflamatório localizado e que as lesões podais não ocasionam alterações sistêmicas detectáveis nos exames bioquímicos. Citando alguns exemplos, como a amostra 53 que apresentava lesão grave na falange distal do MP e deformidade no casco, amostrou valores de leucograma, CK, AST e Mg normais e de Alb, PPT, GGT, FA, P e Ca baixos, como também foi encontrado em outras fêmeas com nenhuma ou poucas lesões podais.

Segundo ANDERSON e BERGMAN (1980) as alterações microscópicas da laminite bovina que compreendem hiperemia, edema, infiltração focal de neutrófilos, trombos fibrinosos locais, exsudação fibrinosa focal e hemorragias; os trombos ficam predominantemente na parte mais externa do stratum lamellatum em fragmentos da parede dorsal do casco; nas paredes dos vasos, arteríolas e artérias, observaram uma grande quantidade de células endoteliais e de células na túnica média, moderado acúmulo pericapilar de células, principalmente macrófagos; epiderme com alterações degenerativas, especialmente próximas aos locais de trombos e células no stratum germinativum e stratum spinosum aumentadas , vacuolizadas e picnóticas e algumas necrosadas e calcificadas; nos casos crônicos encontraram arterioscleroses, especialmente na região do corium solear, e estas lesões chegavam a obstruir totalmente o lúmen de um vaso; as alterações nas arteríolas foram preenchidas por proliferação na íntima por células musculares lisas com colágeno, ruptura e fragmentação da lâmina elástica interna e formação de fibras pseudoelásitcas e encontraram paredes de artérias totalmente destruídas. Provavelmente estes processos teciduais tenham sido a causa do grande número de áreas de reabsorção óssea nas falanges distais encontradas neste estudo, em 93,91% das fêmeas acometidas, com maior freqüência nas extremidades das falanges distais, sendo isto o responsável pela baixa densidade óssea das mesmas, observadas, também, nas radiografias dos anexos 11, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 22, 23, 24 e 25.

A Pododermatite Asséptica Difusa (laminite) assintomática é um processo inflamatório compartimentalizado que envolve uma alteração hemodinâmica, compressão vascular por exsudato inflamatório (de origem multifatorial), aumento

da pressão vascular que ocasiona a abertura das anastomoses artério-venosas, causa hipoperfusão e hipoxia, acidificação do tecido comprometido e liberação dos fatores e enzimas da inflamação (histamina, prostaglandina, citoquinas, TNF-α, IL) que ativam a ação dos osteoclastos e osteoblastos, causando os processos de reabsorção óssea e exostoses (THONSON et al. 1988, KONIG et al. 1988, HOLT et al. 1996, KOTAKE et al. 1996, ABUR-AMER et al. 2000, KOBAYASHI et al. 2000, ZOU et al. 2001, BINGHAM 2002, DEYAMA et al. 2002, STEEVE et al. 2004), o que pode contribuir para explicar os achados de lesões ósseas observadas nas radiografias deste estudo.

A ocorrência de fissuras nos cascos foi alta, 37 bovinos tiveram pelo menos a presença de uma fissura em uma das úngulas, eqüivale a 45% de animais acometidos. Não foi classificado o tipo e o grau das fissuras, apenas presença ou não, porém, pode-se observar que algumas se enquadram no tipo 3, segundo GREENOUGH et al. (1998); estes pesquisadores relataram também que a maior freqüência de fissuras ocorreu nos cascos laterais dos membros anteriores de bovinos tipo corte da espécie Bos taurus, sendo o mesmo encontrado no presente estudo.

De acordo com as citações de NOCEK (1997) , ANDERSSON e BERGMAN (1980), GREENOUGH et al. (1990) , MACLEAN (1970), BARGAI et al. (1992) , entre outros, a laminite bovina é freqüentemente associada com desordens digestivas ocasionadas por ingestão de ração contendo muito concentrado, carboidratos facilmente fermentáveis e animais não preparados para o tipo de alimento; porém, neste trabalho foram encontradas lesões podais de

considerável importância nas fêmeas Nelore mantidas em manejo extensivo, de pastagem de Brachiaria decumbens, com suplementação mineral adequada durante o ano todo, manejo sanitário, o pH do rúmen medido no momento da colheita de amostra esteve entre 7 e 8, assim, o que difere dos demais autores; é portanto, muito provável haver mais fatores envolvidos na patogenia desta enfermidade, do que somente as alterações digestivas provocadas por ingestão excessiva de concentrados pelos bovinos.

A correlação positiva encontrada neste trabalho foi entre a idade dos animais e as lesões de exostose, é muito provável que este fato seja relacionado com uma seqüência de lesões ano a ano, as reações ósseas que se formam, permanecem por um período prolongado, podem dar início a novas reações ou serem foco de reinício de outro processo inflamatório no tecido ósseo, e assim, aumentando o próprio tamanho; e de acordo com o relatado por GREENOUGH (1981) o efeito da periostite não pode ser revertido.

Considerando os achados do presente estudo, o diagnóstico de laminite bovina assintomática é iniciado pelo exame do casco e do rebanho (ou amostras representativas deste), e é imprescindível que não se subestime qualquer sinal que se possa encontrar, independente de sua extensão. Para os bovinos com cascos pigmentados, o melhor recurso para diagnóstico de lesões ocasionadas pela laminite é a radiografia.

A radiologia completou mais de 100 anos de existência, e consagra-se como um inestimável recurso diagnóstico por imagem. Pode-se fazer uma breve comparação da importância da radiologia no diagnóstico precoce de câncer de mama em mulheres, pois o início desta enfermidade é assintomática; e com este

trabalho, pode-se observar o imenso valor diagnóstico do exame radiográfico nas lesões ósseas podais assintomáticas em bovinos, principalmente nos que possuem cascos pigmentados, já que os outros fatores estudados não se mostraram fidedignos.

7- CONCLUSÕES

Nas condições em que se desenvolveu este trabalho, dentro dos objetivos propostos, a análise dos resultados permitiu as seguintes conclusões: 1) Não existiu correlação entre as lesões ósseas podais diagnosticadas pela

radiografia e os valores bioquímicos de Ca, P, Mg, Mn, Zn, FA, PPT, Glob, CK, GGT, Alb, AST e OC;

2) Não ocorreu correlação entre os valores de leucograma, DMO, peso vivo e circunferência torácica com as lesões ósseas podais;

3) Não existiu correlação entre lesões nos cascos e lesões ósseas podais; 4) Ocorreu associação entre idade e as exostoses podais;

5) O exame radiográfico é o de escolha para o diagnóstico de laminite assintomática em bovinos, principalmente nos que possuem casco pigmentado.

8- BIBLIOGRAFIA

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Benzer Belgeler