• Sonuç bulunamadı

embriões bovinos

Com a introdução das tecnologias no sistema de produção ocorre aumento dos custos operacionais, necessitando de maiores desembolsos no fluxo de caixa da empresa rural. Em contrapartida, o aumento da produção (bezerros desmamados, arrobas produzidas, animais abatidos, etc.) tende a diluir os custos operacionais fixos (depreciações e despesas fixas) fazendo com que o custo operacional total unitário seja menor. Esses resultados serão melhores ou piores em função da região (preços de insumos, terra e de arroba), do mercado (preços de compra e venda) e da escala de produção ou tamanho da propriedade. As taxas de rentabilidade mais baixas, normalmente, são de fazendas localizadas em regiões com preço elevado da terra, e as taxas mais elevadas de rentabilidade nas fazendas de terras com preços mais baixos. Essas taxas também variam em função do sistema de produção, local, escala e nível de intensificação (correção e adubação de pastagens, suplementação nutricional, IA, MOET, PIVE, etc.) (Barbosa e Souza, 2007).

Estudos econômicos das variáveis que influenciam os resultados das técnicas de produção in vivo e in vitro de embriões bovinos são escassos na literatura. A viabilidade dessas atividades depende dos índices reprodutivos, e é variável em diversas situações. Projeções antecipadas

dos resultados econômicos da MOET e PIVE facilitam a tomada de decisões na medida em que proporcionam a antecipação dos prováveis resultados e da formação do custo da prenhez.

Alguns trabalhos recentes têm tentado projetar a produção embrionária para uso em simulação. Em virtude da variação na produção embrionária ser inerente ao processo reprodutivo, simulações e projetos que consideram o uso do número médio de embriões viáveis representam situações inexistentes e distantes da realidade. Essas situações têm sido minimizadas quando metodologias corretas de simulação são implementadas (Beltrame et al., 2007; Beltrame, 2010; Beltrame et al., 2010). Tanto na biotécnica de MOET quanto na de PIVE, a grande variabilidade na produção de embriões pelas doadoras (Slenningl e Wheeler, 1989; Galli et al., 2003) e a necessidade de compra e sincronização de receptoras, antes que se conheça o número de embriões coletados ou produzidos, dificultam a decisão acerca do número de animais que devem ser destinados à sincronização.

Com a finalidade de esclarecer esses problemas e projetar antecipadamente resultados de atividades que apresentem elevado risco, alguns modelos matemáticos foram desenvolvidos (Slenningl & Wheeler, 1989; Ostergaard et al., 2005), para auxiliar na tomada de decisão em diferentes etapas do sistema de produção de bovinos.

Beltrame et al. (2010), em um estudo de simulação e análise econômica da produção in vivo e in vitro de embriões bovinos, avaliaram o efeito das variáveis número de receptoras, protocolo de sincronização, indicadores de eficiência reprodutiva e custo da prenhez na eficiência econômica da produção de embriões em bovinos.

Com o propósito de promover a visualização dos resultados da simulação, um cenário base originado em taxas tradicionais de desempenho reprodutivo nas técnicas de MOET e PIVE, encontrados na bibliografia (Spell et al., 2001; Tomita, 2003; Barreiros et al., 2004), foi proposto e introduzido no aplicativo de simulação como referência para comparações. Neste cenário, definiu-­‐‑se que cinco doadoras seriam utilizadas em cada colheita e/ou aspiração, o período de simulação seria de dez anos, e o intervalo entre colheita ou aspiração seria de 60 dias para MOET e 30 dias para PIVE.

O cenário foi proposto para contemplar a atividade em uma propriedade, onde taxas e custos tradicionais da MOET e PIVE fossem introduzidos como dados de entrada. Assim, possibilitou-se a determinação da viabilidade dessa atividade na situação proposta do estudo. Nesse caso, custos de doadoras, receptoras e indicadores de eficiência reprodutiva foram completamente inseridos no modelo, e possibilitaram a determinação do valor presente líquido (VPL) e da taxa interna de retorno (TIR), sob uma taxa de desconto de 0,5% mensal (Tabela 03). Neste caso, baseou-­‐‑se em um negócio que obtivesse um rendimento de 6% ao ano, próximo ao oferecido pela caderneta de poupança. As estimativas de custo inseridas no modelo tiveram como base valores de mercado pesquisados em novembro de 2008, e paridade de câmbio de US$ 1,00 para R$ 2,60.

Tabela 03 - Valores considerados no cenário

base em uma fazenda

Item Base (R$) Custo de aquisição da doadora 15.000,00 Valor residual da doadora 15.000,00 Valor de descarte da receptora 980,00 Custo do protocolo de adaptação 62,60 Custo de manutenção da receptora 34,20 Custo de sincronização da receptora 12,00 Custo de manutenção da doadora 49,19 Custo do protocolo de superovulação 303,20 Honorários veterinários

por doadora em:

. coleta 500,00 . aspiração 300,00 Custo do embrião in vitro produzido 70,00 Valor de venda da prenhez 2.500,00 Valor de venda da prenhez macho 2.500,00 Valor de venda da prenhez fêmea 4.000,00

Fonte: Beltrame et al. (2010)

No cenário base, o modelo foi utilizado para determinar e projetar um fluxo de caixa da atividade, de forma a estimar o número de prenhezes produzidas, as receitas provenientes do descarte de receptoras, da venda de prenhezes e os índices econômicos ao final do período. Uma relação de 40 receptoras por doadora na propriedade foi utilizada, tendo sido então utilizadas 200 receptoras em todos os cenários em um momento inicial.

foram obtidos com o programa de simulação. Para os cenários que envolveram a PIVE, os indicadores exibiram comportamento similar ao demonstrado na MOET. Valores positivos foram observados no cenário onde ocorreu a sincronização para inovulação em tempo fixo (TETF).

Nos cenários para MOET e PIVE, a sincronização para a realização da TETF

reduziu a ociosidade de receptoras e, consequentemente, o custo final da prenhez em comparação à metodologia tradicional. Idéia similar já havia sido demonstrada por Beltrame et al. (2007), em IA com sêmen convencional na MOET. A sexagem fetal deve estar associada à produção in vivo de embriões bovinos. Além disso, o número ótimo de receptoras por doadora é variável e dependente dos parâmetros de entrada do sistema.

Benzer Belgeler