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Forsman e Temel (2011) estudaram o tema da presente pesquisa, abordando a inovação e o desempenho de pequenas empresas, em uma pesquisa com 145 empresas, entre 2005 e 2009. Os principais pontos abordados e discutidos foram:

a) Exploração da relação entre inovações desenvolvidas e desempenho do negócio em pequenas empresas (com menos de 50 funcionários);

b) Mudança do desempenho no tempo durante o período de 5 anos citados;

c) Pesquisa de campo buscando evidência empírica da relação entre inovação e desempenho do negócio; e

d) Análise dos tipos de inovação versus desempenho do negócio.

Para os autores citados, a globalização estimulou a competitividade, e a inovação tornou-se uma ferramenta que impacta na melhora do desempenho de pequenos negócios.

O tipo de inovação, conforme citam os autores, está ligado ao desempenho, exemplificando que as inovações de produto e serviço vêm sendo associadas ao crescimento das vendas, ao passo que as inovações de processo são associadas à produtividade. As inovações radicais representam ofertas inteiramente novas e diferentes quando as empresas querem acessar ou criar novos mercados, sendo consideradas ações de risco que demandam tempo, risco financeiro e conhecimento extenso. As incrementais representam pequenas melhoras em produtos existentes, serviços e processos por meio das quais as empresas melhoram as operações, a qualidade, os processos e reduzem os custos.

Com relação à adoção de diferentes tipos de inovação, Forsman e Temel (2011) afirmam que se deve atentar para a diversidade das inovações em pequenas empresas, já que adotam mais de um tipo de inovação em suas operações, de modo a criar valor a seus clientes. Complementam que a inovação pode resultar em crescimento e eficiência, mas, não imediatamente em altos lucros, estes últimos estão mais ligados à diversidade das inovações.

Com relação à parte metodológica, o trabalho dos autores supracitados explorou as relações entre as inovações desenvolvidas e o desempenho do negócio. As medições foram efetuadas em períodos determinados: no início de 2005; entre 2006 e 2008 (com as inovações desenvolvidas pelas empresas e início da explotação) e 2009 (final das medições). Os autores escolheram uma primeira separação na qual

pesquisaram as inovações radicais e incrementais e uma segunda entre o produto e o serviço. Posteriormente estudaram a diversidade das inovações e o desempenho do negócio. Afirmaram ainda que a categorização dos diferentes tipos de inovação nem sempre é clara às pequenas empresas. Com relação ao desempenho do negócio, consideraram em sua pesquisa as variáveis lucro, retorno sobre o investimento, crescimento de vendas anuais e vendas por funcionário.

Em seu estudo, Forsman e Temel (2011) concluíram que:

a) Empresas com baixo desempenho em termos de ganhos operacionais e retorno sobre o investimento iniciam o desenvolvimento de inovações radicais e as empresas caracterizadas por alto desempenho continuam a explorar seus produtos/serviços existentes ou desenvolvem pequenas melhorias (estão satisfeitas com seus produtos e serviços atuais). Estes resultados, em parte, conflitam com trabalhos anteriores, que associam empresas de alto desempenho com orientação para inovação, comportamento de risco e proatividade;

b) A inovação em pequenos negócios tende a resultar em crescimento e eficiência, mas não em melhora da lucratividade;

c) A relação entre tipos de inovação e desempenho: o estudo sugere que as inovações incrementais levam a uma pequena melhora no retorno sobre o investimento, ao passo que as inovações radicais levam a uma melhora considerável no crescimento das vendas anuais;

d) As evidências do estudo sugerem que ambas as inovações em produto acompanhadas das inovações de processo produzem melhor desempenho;

e) A diversidade dos tipos de inovação é associada positivamente com o desempenho do negócio, sugerindo que as empresas beneficiam-se por sua capacidade de estarem envolvidas no desenvolvimento de diferentes tipos de inovação;

f) As condições econômicas têm impacto no desempenho da inovação, sendo as vendas sensíveis às flutuações econômicas, especialmente, aquelas resultantes de inovações radicais em produtos e serviços; e

g) As empresas tendem a manter seus funcionários, mesmo em condições de redução de vendas, levando a um baixo desempenho em termos de lucratividade e vendas por funcionário.

Forsman e Rantanen (2011) exploraram as diferenças na capacidade de inovação e na diversidade das inovações desenvolvidas em empresas de serviços e manufatura. Analisaram o desenvolvimento da inovação em pequenas empresas e afirmaram que a inovação está integrada na rotina dessas empresas, ou seja, não é "visível". Em razão da flexibilidade, alta capacidade de se adaptar e melhorar seus processos, as pequenas empresas são mais rápidas na implementação de mudanças. Com relação à formalização, os autores apontam que pequenas empresas não escrevem um plano de inovação, e só metade reserva recursos para a inovação. Por outro lado, a limitação nas práticas de identificação de oportunidades, capacidade limitada de analisar o mercado e tendências tecnológicas, dificuldades para medir o impacto da inovação no negócio, atitudes reativas à inovação e dificuldades em ter uma rede de relacionamentos são desafios apontados pelos autores para as pequenas empresas. Como resultado da pesquisa de campo afirmaram que as empresas de serviços e manufatura têm padrões de inovação similares, porém empresas de serviços têm valores mais altos, tanto para inovações em produto como de serviço em comparação com empresas de manufatura. Os autores atribuem essa diferença ao fato das pequenas empresas não distinguirem esses dois tipos de inovação. Outra conclusão do estudo mostrou que a inovação incremental foi a opção mais comum para ambas as empresas (serviços e produtos).

Forsman (2011) comparou a capacidade e o desenvolvimento da inovação em pequenas empresas de produtos e serviços, concluindo que existe uma rica diversidade de padrões de inovação nessas empresas, porém há pequenas diferenças entre pequenas empresas de manufatura e serviços. Aponta que, em setores dominados por fornecedores, a capacidade de inovação é mais baixa e que

o desenvolvimento da inovação radical se dá mais no setor de fornecedores especializados, ao passo que os setores dominados por fornecedores são mais propensos à inovação incremental.

Benzer Belgeler