Yolcu Gemisi Kazalarının Değerlendirilmesi ve Konumsal Analizi
7. Sonuç ve Öneriler
Os estudos sobre a temática da morte têm crescido nas ciências sociais e humanas, seja na condição teórica como também na criação e validação de instrumentos para a testagem das diversas teorias (LOUREIRO, 2010). A concepção da finitude ainda é um desafio tanto para os pesquisadores como para o próprio ser humano, pois não se pode estuda-la através do método experimental e sim pelo meio simbólico e imaginário (MACEDO; MACEDO; GOMES; PERES, 2010).
Um dos instrumentos utilizados nas pesquisas sobre a finitude é a Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes acerca da Morte (EAPAM) construída por Wong, Reker e Gesser (1994), revista a partir do DAP (Death Attitude Profile) versão original de Wong, Reker e Gesser (1987). Este instrumento é composto por 32 itens que mensura cinco dimensões da morte: medo, evitamento, neutralidade, aproximação e escape. A partir desse instrumento Loureiro (2010) fez uma tradução e adaptação do EAPAM para a língua portuguesa. A amostra deste estudo foi de 1543 indivíduos, sendo 866 profissionais da saúde e 677 da população geral. O estudo de fidelidade do instrumento revelou que os valores de consistência interna foram satisfatórios para cada uma das dimensões: Medo (α = 0,84), Evitamento (α =
0,87), Neutralidade (α = 0,64), Aproximação (α = 0,91) e Escape (α = 0,82). Após a analise dos dados observou que a Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes acerca da Morte é uma medida fidedigna e valida. Por um lado, os valores satisfatórios da consistência interna das dimensões, por outro, a estrutura da analise fatorial nada se opõe ao proposto por Wong, Reker e Gesser (1994). A escala também mostrou ser sensível aos dois grupos: saúde e população geral.
Em um estudo realizado por Barros-Oliveira e Neto (2004) contendo uma amostra de 387 participantes divididos em quatro grupos: 102 freiras, 77 estudantes de teologia de diversos segmentos teológicos, 110 estudantes de educação física e 98 professores do ensino básico e secundário. Tendo como finalidade a validação de um instrumento sobre diversas perspectivas de morte: morte como sofrimento e solidão, morte como além da vida e recompensa, indiferença em face da morte, morte como desconhecido, morte como abandono dos que dependem de nós, morte como coragem, morte como fracasso, e morte como um fim natural. Constatou que as pessoas religiosas como as freiras e os seminaristas há uma maior aceitação da finitude do que os estudantes de educação física e os professores de ensino básico e secundário.
A morte enquanto tal é praticamente impensável e quando, por alguma razão de força maior, ela se impõe à consciência e à elaboração, isso só se dá com muito sofrimento. Segundo Venâncio (2004), o momento em que é diagnosticado o câncer, a pessoa vivencia o momento com dor e angustia, mesmo que seja um bom prognostico, o rotulo da enfermidade já é de sofrimento e mortal. Silva, Aquino e Santos (2008) desenvolveram uma pesquisa com pacientes oncológicos com o objetivo de investigar os sentimentos vivenciados ao diagnosticar a doença. Os resultados concluíram que o momento do diagnóstico é vivido de forma conturbada, por evocar pensamentos sobre a morte e reações negativas que interferem no bem estar psíquico do portador. Outro estudo Ferreira e Raminelli (2012) analisou a percepção que os pacientes oncológicos possuem sobre a sua doença e que estratégias utilizam em relação à morte que esta condição lhe apresenta. Foram observados diferentes olhares acerca da terminalidade, dentre os quais a negação da morte foi à questão que obteve maior destaque ao longo dos discursos.
Um estudo de caso realizado por Oliveira; Santos e Mastropietro (2010) de um paciente oncológico em fase terminal foram utilizados da assistência psicológica no processo do morrer e suas implicações para a definição de estratégias que o ajudem a enfrentar e elaborar experiências emocionais intensas e inusitadas que são vivenciadas na fase anterior à
morte. Percebeu que o acompanhamento da psicóloga durante todo o processo, permitiu que o paciente ressignificasse a sua dor, encontrando um sentido para morte.
A experiência de ter doença grave gera sofrimento, impulsionando na busca por atribuir significados para a enfermidade, na tentativa de que essa situação faça algum sentido. Pois essa experiência pode ser, muitas vezes, confusa e desgastante, tanto para a vida da pessoa quanto para a de sua família. Com intuito de conhecer a relação entre as experiências de famílias de crianças que vivenciaram uma doença grave com a sua religião, doença e suas histórias de vida, Bousso, Serafim Misko (2010) realizou uma pesquisa qualitativa com nove famílias de seis diferentes religiões. As narrativas evidenciaram a busca da família por atribuir significados às experiências vivenciadas, a partir de suas crenças religiosas O trabalho evidencia a importância das crenças religiosas e desenvolvimento da espiritualidade como suporte na situação de doença e morte e como forma de enfrentá-las da melhor maneira possível, já que aumenta a fé e esperança de cura e traz sensação de tranquilidade para enfrentar a adversidade.
O temor da morte não aflige somente adulto, mas está presente desde a infância, Papalia e Olds (2000) afirmam que crianças entre cinco a sete anos já compreendem que a morte é algo irreversível - que uma pessoa, animal, uma flor morta não pode voltar a viver novamente, compreendendo nessa etapa do seu ciclo vital, duas coisas importantes: que ela é universal e que uma pessoa morta não possui as funções vitais. Em uma pesquisa realizada com 42 crianças dos oito aos onze anos de idade, percebeu que os pensamentos sobre a morte provocam sentimentos dolorosos e um desconforto ao debaterem sobre o assunto abordado. Sendo relevante que a comunicação sobre o tema seja discutido tanto no âmbito escolar quanto na família, para uma maior integração da criança diante da vida (MACEDO; MACEDO; GOMES; PERES, 2010).
É impossível falar de morte sem mencionar, os profissionais de saúde. De acordo com Andrade (2007) a literatura existente sobre o lidar com a morte oferece um olhar que salienta a importância das atitudes perante a morte sendo que, da mesma forma, o sentido de vida tem sido relevante como um elemento importante neste lidar com morte. Ora como uma consequência, ora como um fator protetor. A fim de compreender o impacto que a exposição ocupacional diante do morrer pode ter nas atitudes perante a morte em profissionais de saúde e como o sentido de vida atua como fator de proteção, prevenindo questões emocionais como a depressão e ansiedade Andrade (2007), pesquisou 281 profissionais de saúde com formação em áreas distintas e com diferentes graus de contato com a mortalidade. Os resultados encontrados afirmam que um elevado sentido de vida protege os indivíduos de atitudes
negativas perante a morte bem como de sintomas depressivos sendo esta proteção particularmente visível em situação de maior exposição ocupacional à morte. Indica que a existência de um propósito ou sentido de vida constitui um dos aspectos que mais protege os profissionais de saúde do sofrimento psicológico, resultantes do desgaste intrínseco das suas áreas profissionais e do contato com a morte dos seus pacientes.
Brito (2003) investigou a ansiedade perante a morte em estudantes de enfermagem, os resultados indicaram que há uma maior incidência do medo da morte nas mulheres do que nos homens, também aponta para um maior temor da finitude em indivíduos que nunca passaram por alguma situação que o deparassem com a possibilidade de morte, tanto pessoal como de alguém próximo.
Considerando a relevância da temática da finitude para a existência humana, Aquino; Alves; Aguiar e Refosco (2010) desenvolveu um estudo com objetivo de conhecer as correlações entre o sentido da vida e as concepções acerca da morte. Participaram do estudo 190 estudantes universitários dos cursos de Direito, Educação Física, Fisioterapia e Psicologia. Os resultados apontaram para a existência de correlações positivas entre o vazio existencial e as visões de morte como fracasso, dor e solidão, e abandono. Por outro lado, o vazio existencial correlacionou-se negativamente com a visão de morte como fim natural. Tais resultados apoiam a concepção teleológica de Viktor Frankl quando pressupõe que a consciência da finitude põe em movimento a vontade de encontrar um sentido para a vida. Conclui-se que variáveis existenciais são relevantes para compreender as concepções que as pessoas têm sobre a morte.