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Araştırmanın Bulguları ve Dünyadaki LML Uygulamaları ile Karşılaştırmalar

Liman Merkezli Lojistik: Ege Bölgesi için Bir Değerlendirme

5. Araştırmanın Bulguları ve Dünyadaki LML Uygulamaları ile Karşılaştırmalar

A espiritualidade não apenas se relaciona com a percepção da morte como foi exposto no tópico anterior, mas também está relacionada com outros aspectos da vida do indivíduo como será apresentado a seguir.

As práticas religiosas desempenham um papel significativo de como as pessoas interpretam eventos traumáticos e lidam com eles, promovendo percepções resilientes, amparo para a superação da dor psicológica e a autoconfiança em lidar com as adversidades (PERES; SIMÃO; NASELLO, 2007).

Em um estudo realizado por Refosco (2008) com 229 estudantes universitários foi encontrado uma relação existente entre a espiritualidade e a resiliência, mostrando que as pessoas que possuíam um grau elevado de espiritualidade apresentaram menor autossuficiência, manifestando menos características de independência ou confiança em si mesma, quanto maior é a religiosidade maior é a autodeterminação na pessoa, não desistindo fácil dos seus sonhos e objetivos de vida.

Pereira (2012) desenvolveu um estudo que objetivou conhecer as relações entre as dimensões de culpa (subjetiva, objetiva e temporal), as atitudes religiosas e o sentido da vida. Os resultados sugeriram que tanto o sentimento religioso, quanto a busca de sentido se associaram diretamente com as três dimensões da culpa. Já a corporeidade religiosa se correlacionou positivamente com a culpa subjetiva e com a objetiva e o comportamento religioso, por sua vez, correlacionou com a culpa subjetiva. Os resultados também indicaram que a presença de sentido está inversamente relacionada com a culpa temporal e inferiu-se que, se por um lado as pessoas mais religiosas são mais susceptíveis à culpabilidade, por outro, a culpa provém também da perspectiva ontológica, quando o ser humano deixa de realizar o seu dever-ser.

Aguiar (2011) realizou um estudo que objetivou investigar os correlatos valorativos e existenciais dos participantes das Novas Comunidades Católicas presentes na cidade de João

Pessoa-PB. Foram encontrados como resultados que os valores mais importantes nessas organizações são religiosidade e obediência e que foram mais presentes as subfunções normativa e interativa e que os membros do grupo “Comunidade de Vida” dão mais importância ao valor obediência quando comparados aos membros da “Comunidade de Aliança” e que os homens dão mais importância a valores de subfunção realização do que as mulheres. Resultou ainda que a depressão correlacionou-se positivamente com a subfunção experimentação; a ansiedade correlacionou-se positivamente com a subfunção existência; depressão e ansiedade correlacionaram-se ainda positivamente com o vazio existencial. Por outro lado, a pesquisa mostrou que o vazio existencial correlacionou-se negativamente com o fato de o membro sentir-se importante para a sua comunidade e com a condição de ter parceiro (a) fazendo parte do mesmo grupo, o que representou fatores de proteção do bem estar subjetivo.

Pontes (2012) realizou um estudo que teve como objetivo testar um modelo teórico proposto por Viktor Frankl que explica a dinâmica da noopsicossomática em pessoas que vivem com HIV/AIDS. Isto é, buscou-se entender como a dimensão noológica (representada pela atitude religiosa e a realização de sentido) influencia a dimensão psíquica (afetos positivos e a percepção do passado) e, consequentemente, repercute na dimensão somática (representada pelo funcionamento do sistema imunológico por meio do nível de células CD4/CD8). Os resultados apontaram que a atitude religiosa associou-se diretamente com a realização de sentido, que se relacionou com a satisfação com o passado. Desse modo, compreendeu-se a relevância da religiosidade/espiritualidade e do sentido da vida no processo de adoecimento e saúde.

Para Gastaud et al. (2005), a espiritualidade ou a religiosidade sempre foram consideradas importantes aliadas das pessoas que estão doentes. Durante o ano de 2002, esses autores realizaram um estudo comparativo com os alunos de psicologia da Universidade Católica de Pelotas, comparando os escores atuais com os dos alunos de direito e medicina na mesma faculdade em 2001. Os resultados encontrados indicaram que os alunos de psicologia apresentaram espiritualidade negativa comparada aos alunos de direito e medicina, diferenças semelhantes também foram encontradas em relação ao bem-estar religioso e existencial, sendo este achado preocupante, pois se supõe que os estudantes de psicologia deveriam estar mais voltados para as questões de natureza existenciais, tanto para si próprios como para os seus clientes.

No que se refere ao uso de drogas psicotrópicas, a espiritualidade ou a religiosidade vem sendo claramente identificada como um fator protetor ao uso desta. Através de uma

revisão de estudos, Sanchez e Nappo (2007) concluíram que fatores como a frequência a igreja, a prática dos pressupostos de uma religião, a importância dada à religião e a educação religiosa na infância são possíveis fatores de proteção para o uso de drogas. Verificando também uma relação positiva da religiosidade na recuperação dos dependentes químicos.

Uma pesquisa desempenhada por Sanchez, Oliveira e Nappo (2004) com o objetivo de investigar as questões relativas ao comportamento de indivíduos pertencentes a nível econômico baixo diante do uso de drogas, realizou a pesquisa com dois grupos: um grupo não usuário de drogas e o outro grupo sendo usuário. Os resultados indicaram que o consumo e a dependência de substâncias psicotrópicas, pode não ser encontrados em ambientes caracterizados pela abundância de fatores de riscos. Essa prevenção pode ser facilitada pela presença dos fatores protetores como a estrutura familiar, a religiosidade, a disponibilidade de informação acerca da dependência e as suas consequências e perspectivas para o futuro. A espiritualidade foi relatada em todos os entrevistados não usuários mostrando uma preocupação quanto à manutenção do seu bem - estar, já os usuários relatavam que não participavam de nenhuma religião ou não possuíam uma crença religiosa, fatos que poderiam justificar a ausência de valorização da vida. A questão da espiritualidade, além de se tratar de um aspecto importante para os entrevistados, ocupou um importante papel na estrutura familiar, na humanização do indivíduo, auxiliando na construção de sua personalidade.

Os fatores religiosos e espirituais são tão importantes quanto os fatores emocionais, biológico, social para o bem estar do homem (MONTEIRO, 2007). Através de uma revisão bibliográfica Panzini (2007) verificou a existência da relação entre a qualidade de vida das pessoas e a espiritualidade. Para a autora o campo da qualidade de vida pode vir a se tornar um mediador entre o campo da saúde e das questões espirituais facilitando o desenvolvimento de intervenções, todavia é necessário um engajamento profissional para pesquisar esses fatores, pois é uma área de conhecimento recente.

A saúde dos indivíduos é determinada pela interação dos fatores físicos, mentais, sociais e espirituais (SAAD; MASIERO; BATTISTELLA, 2001). Para a melhoria da qualidade de vida em pacientes com dor crônica, é relevante integrar os aspectos pertencentes à espiritualidade ou religiosidade, fazendo-se necessárias nesta área futuras pesquisas a fim de definir o exato papel da espiritualidade na prevalência, impacto e tratamento de tais enfermidades (PERES; ARANTES; LESSA; CAUS, 2007).

Em um estudo sobre a espiritualidade e a psicoterapia, Peres; Simão e Nasello (2007) concluem que faz necessário que os profissionais da área de saúde reconheçam a espiritualidade como componente da personalidade e do bem-estar de seus pacientes e que

haja a inclusão da espiritualidade como recurso da saúde na formação dos novos profissionais contribuindo para uma melhor qualidade de atendimento às necessidades dos clientes.

A espiritualidade tem funcionado com importante aliada no manejo de dor, da qualidade de vida, na prevenção o uso de drogas, na percepção e perspectivas relacionadas à morte. Tornando-se cada vez mais necessária á pratica da saúde e ao bem estar do indivíduo (PERES; ARANTES; LESSA; CAOUS, 2007).

O homem através da espiritualidade/religiosidade busca um sentido para a sua existência, para o seu sofrimento, portanto para a sua vida. Essa busca de sentido como espiritualidade é fundamentalmente humano, para uma maior compreensão dessa busca de sentido como espiritualidade, o ponto a seguir tratará a questão.

Benzer Belgeler