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Na primeira metade do século XX, os líderes da enfermagem começaram a perceber que era necessária uma base de conhecimento para a prática de enfermagem profissional. Por conseguinte, na última metade do século XX, os enfermeiros foram entrando em maior número nas universidades, e começou a perceber-se o objetivo de desenvolver o conhecimento como base para a prática de enfermagem, de seguida, o primeiro objetivo é reconhecer a profissão e, depois, dedicar os cuidados aos doentes, como profissionais (Tomey, 2004).

Os líderes da enfermagem apresentaram várias perspetivas para o desenvolvimento da ciência de enfermagem, concluindo de seguida, que precisavam de aprender o processo de investigação. Os autores (Nightingale, Henderson, Orlando, Peplau e Wiedenback) foram buscar tanto à investigação básica, como à aplicada e declararam que a utilização deste conhecimento era vital para a enfermagem quer como disciplina, quer como profissão.

De acordo com Batey (1977), ou seja, depois de 25 anos após a publicação de Nursing Research, apresentam os pontos fortes e fracos da investigação. Através destes, a atenção

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direcionou-se para a importância das concetualizações da enfermagem para o processo de investigação e o papel de uma estrutura concetual no âmbito e na concepção da pesquisa para a produção da ciência. (Tomey, 2004; p. 16).

Segundo Donalkdson e Crowley (1997) no discurso principal na Conferência Western Commission of Higher Education in Nursing (WCHEN) em 1997, afirmam que começavam a surgir novos programas de doutoramento de enfermagem, e reabriram a discussão sobre a natureza da ciência em enfermagem. Além disso, os enfermeiros e os alunos com nível de mestrado aplicam e testam o conhecimento teórico na prática de enfermagem nas suas teses

.

Durante os anos 80, foi demonstrada uma maior aceitação da teoria de enfermagem através do seu desenvolvimento continuado e da crescente incorporação das teorias de enfermagem no currículo de enfermagem. No mesmo período, Meleis, caraterizou-o como o período de aceitação da necessidade de aprofundar o desenvolvimento da teoria de enfermagem, por forma a fazer avançar a disciplina de enfermagem.

Em relação ao domínio de um campo específico de conhecimentos, dialogando com filosofia da ciência, encontra-seà ueàu aàdis ipli aà ie tífi aà àu aà atego iaào ga izado aà dentro do conhecimento científico.

De acordo com Meleis (1991) define a teoria de enfermagem como …à uma concetualização articulada e comunicada da realidade inventada ou descoberta na enfermagem com a finalidade de descrever, explicar, prever ou prescrever o cuidado de enfermagem à citado por George, 2000, p. 12).

Assim sendo,

e

xiste uma concordância geral na literatura de que a enfermagem se preocupa com quatro conceitos principais: a pessoa, a saúde, o ambiente e a enfermagem. Estes quatro conceitos formam o metaparadigma da enfermagem que identifica o conteúdo nuclear de uma disciplina.

Meleis (1992) apresenta seis caraterísticas da disciplina de enfermagem que orientam o desenvolvimento teórico no século XXI, em que a disciplina de enfermagem é a ciência humana subjacente à disciplina que é baseada na compreensão do significado das experiências vividas diariamente como são percebidas pelos membros ou pelos participantes da ciência; há uma ênfase maior na orientação prática e a missão do enfermeiro é a de desenvolver teorias que enriqueçam os enfermeiros, a disciplina e os utentes.

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De acordo com Carper (1978), existem quatro padrões fundamentais do conhecimento de enfermagem: conhecimento empírico (ciência de enfermagem), conhecimento estético (arte de enfermagem), conhecimento moral (ética de enfermagem) e conhecimento pessoal (uso terapêutica de si próprio).

No início dos anos 90, a literatura de enfermagem continuou a falar do significado dos conceitos de domínio; da necessidade de estabelecer interligações entre estes conceitos de enfermagem centrais, e nos meados ao mesmo ano, os estudiosos de enfermagem dedicaram- se ao desenvolvimento de uma epistemologia da terapêutica da enfermagem, a coerência entre ciência de enfermagem e arte, e defendendo o pluralismo das teorias de enfermagem e dos métodos de investigação.

Modelos Conceptuais e Grandes Teorias de Enfermagem

Os pioneiros apresentam as ideias através das suas experiências em relação à teoria de enfermagem.

De acordo com Orem (1958) ou seja, desde os anos 50, houve um discernimento sobre o conceito de enfermagem. A autora explicou o autocuidado como uma necessidade humana e a enfermagem como um serviço humano, e enfatizou a preocupação especial da enfermagem pela necessidade que o ser humano tem de ter ações de autocuidado continuamente para manter a vida e a saúde. A teoria geral do autocuidado de Orem tem um modelo concetual de enfermagem íntegra e interrelaciona três teorias: a teoria do autocuidado; a teoria do défice de autocuidado; a teoria dos sistemas de enfermagem (Tomey, 2004, p. 23).

Por outro lado, em meados dos anos 60, Levine usou as ciências, como a psicologia, a sociologia e a fisiologia para analisar diversas práticas de enfermagem e descrever determinadas atividades e competências de enfermagem. Por isso, na sua obra, classificou três teorias: conservação; redundância e intenção terapêutica, no modelo concetual de enfermagem (p. 24).

Johnson publicou desde meados dos anos 40 até ao início dos anos 70, apresentou o Modelo de Sistema Comportamental no livro de Riehl e Roy, Conceptual Models for Nursing Practice, e, desenvolveu este modelo para a prática, o ensino e a investigação da enfermagem (p. 24).

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Os autores das Teorias de enfermagem são:

 Hildegard E. Peplau (1952) é a primeira autora que introduziu a teoria dos outros campos científicos e a sintetizar uma teoria para prática de enfermagem. Ela começou com o livro Interpessoal Relation in Nursing ,à eà salie touà ueà aà i po t iaà daà apa idadeà doà enfermeiro para compreender o seu próprio comportamento no sentido de ajudar os outros e a identificar as dificuldades observadas.

 “egu doà O la doà à oà li oà The Dynamic Nurse-Patient Relationship à utilizouà aà relação interpessoal enfermeiro – doente em resposta às necessidades do doente, como base do trabalho.

 De acordo com Madaleine Leininger (1984), ela escreveu diversos livros sobre enfermagem, mas, a mais complexa descrição da Teoria do Cuidar Transcultural foi o livro

o àoàtítuloà Ca e:àThe Essence of Nursing and Health .à

 Rosemarie Rizzo Parse (1998) extraiu a sua teoria dos princípios e conceitos de Rogers e da fenomenologia existencial de Heidegger, Ponty e Sartre. Parse vê a enfermagem como uma ciência humana. E portanto a teoria de Parse pode ser uma abordagem humanista única em oposição a uma base fisiológica da enfermagem.

 Evelyn Adams escreveu e começou a publicar em meados dos anos 70 sobre o conceito de enfermagem.

 Nola J. Pender (1996) definiu o objetivo dos cuidados de enfermagem como a saúde ótima do individuo. A teoria dela identifica fatores cognitivo-percetuais no individuo, tais como a importância de comportamentos promotores de saúde.

Finalmente, no último século, a enfermagem tem conseguido concretizações fenomenais que levaram ao conhecimento da enfermagem como disciplina académica e como profissão (Tomey, 2004).

Benzer Belgeler