• Sonuç bulunamadı

ZİHİNSEL VE DUYGUSAL BECERİLER: İLK DURUM SON DURUM SONUÇ İnce motor becerilerini taklit ederler D Y

5. SONUÇ VE ÖNERİLER

Era uma vez um tsar e uma tsarina que não tinham filhos. Um dia, o tsar foi à caça de bons animais e de pássaros migratórios. Fazia muito calor e ele queria beber água, viu ao lado um poço, aproximou-se, debruçou-se e assim que ia beber, o tsar-urso o segurou pela barba. “Me larga.” – pediu o tsar. “Só o soltarei, se você me der aquilo que tem na sua casa e você não sabe.” – “O que eu teria em casa e não sei – pensou o tsar – acho que sei tudo o que tem lá... É melhor – falou – eu lhe dar um rebanho de vacas.” – “Não, não quero nem dois rebanhos.” – “Mas, então pegue uma manada de cavalos.” – “Não, não preciso nem de duas manadas, me dê aquilo que tem na sua casa e você não sabe.”

O tsar concordou, teve a sua barba solta e foi para casa. Entrou no palácio, e sua mulher tinha dado à luz gêmeos: Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna, eis o que ele não sabia que tinha em casa. O tsar ergueu os braços e começou a chorar amargamente. “Por que você está se consumindo tanto?” – perguntou a tsarina. – “Como não estaria? Eu dei os meus filhinhos ao tsar-urso.” – “Como foi isso?” – “Assim e assim” – contou o tsar. “Mas, nós não os entregaremos.” – “Ah, não há como evitar! Ele irá destruir todo o reino e irá pegá-los de qualquer jeito.”

Eles pensaram e pensaram o que fazer. E então tiveram a idéia de cavar um buraco muito profundo e arrumá-lo e enfeitá-lo como se fosse um palácio, para lá levaram todos os tipos de provisões para que houvesse o que comer e beber. Depois, colocaram nesse buraco os seus filhos, fizeram em cima dele um teto e o cobriram com terra, deixando a superfície lisa, lisa.

Logo depois, o tsar e a tsarina morreram, mas os seus filhos continuavam a crescer e crescer. Finalmente, o tsar-urso veio atrás deles, olhou de um lado, olhou de outro: não havia ninguém! O palácio estava vazio. Ele andou, andou, percorreu toda a casa e pensou: “Quem poderia me dizer onde os filhos do tsar se meteram?” De repente, ele notou um formão encravado na parede. “Formão, formão, diga-me, onde estão os filhos do tsar?” – perguntou o tsar-urso. “Leve-me para o quintal e me jogue no chão, no lugar onde eu cravar, você deve cavar.” O tsar-urso pegou o formão, o levou para o quintal e o jogou no chão; o formão rodopiou, girou e cravou-se no exato lugar onde estavam escondidos Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna. O urso cavou a terra com as patas, quebrou o teto e disse: “Ah, Ivan-tsarévitche, ah, Maria-tsarevna, então é aí que

vocês estão!... Pensavam que iam se esconder de mim! O pai e a mãe de vocês me enganaram e por isso eu irei comer vocês.” – “Ah, tsar-urso, não nos coma, nosso pai nos deixou muitas galinhas e gansos e muitos outros bens, há muito com o que você se deliciar.” – “Então, está bem! Montem em mim, vocês serão meus servos.”

Eles montaram, e o tsar-urso os levou em direção a montanhas tão íngremes e altas que chegavam até o céu; o lugar era completamente deserto, ninguém morava lá. “Nós queremos comer e beber.” – falaram Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna. “Eu irei correndo conseguir algo para vocês comerem e beberem, enquanto isso fiquem aqui e descansem.” – respondeu o urso. O urso foi correndo em busca de comida, e o tsarévitche e a tsarevna ficaram em prantos. De repente, não se sabe de onde, surgiu um falcão brilhante1, bateu as asas e pronunciou as seguintes palavras: “Ah, Ivan- tsarévitche e Maria-tsarevna, que destino os trouxe aqui?” Eles lhe contaram. – “Para que o urso pegou vocês?” – “Para servi-lo em tudo.” – “Vocês querem que eu os leve daqui? Subam nas minhas asas.” Eles subiram, o falcão brilhante voou acima das árvores imóveis e abaixo das nuvens andantes, indo para países distantes. Mas, nesse momento, o tsar-urso chegou correndo, viu o falcão no alto do céu, bateu a cabeça na terra úmida e com as chamas queimou as asas do falcão. As asas do falcão se queimaram, e ele pôs o tsarévitche e a tsarevna na terra. “Ah – disse o urso – vocês queriam fugir de mim, eu irei comer vocês até os seus ossinhos por isso!” – “Não, não nos coma, tsar-urso, nos iremos servi-lo fielmente.” O urso os perdoou e os levou para o seu reino; as montanhas ficavam cada vez mais altas e íngremes.

Nem muito nem pouco, o tempo passou, e Ivan-tsarévitche falou “Ah, eu quero comer!” – “E eu também!” – falou Maria-tsarevna. O tsar-urso foi correndo em busca de comida e ordenou severamente que eles não saíssem do lugar. Eles se sentaram sobre a relva macia e as suas lágrimas escorriam. De repente, não se sabe de onde, surgiu uma águia, que desceu das nuvens e perguntou: “Ah, Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna, que destino os trouxe aqui?” Eles lhe contaram. “Vocês querem que eu os leve daqui?” – “Você?! Como? O falcão brilhante já tentou e não conseguiu, você também não conseguirá!” – “O falcão é um pássaro pequeno, eu vôo mais alto do que ele, subam em minhas asas.” O tsarévitche e a tsarevna subiram. A águia bateu as asas e voou mais alto ainda. O urso chegou correndo e viu a águia no alto do céu, bateu a cabeça na terra úmida e queimou as asas dela. A águia pousou o tsarévitche e a tsarevna na terra. “Ah,

vocês novamente queriam fugir! – disse o urso. – É agora que eu irei comer vocês!” – “Não, por favor, não nos coma, a águia nos seduziu! Nós iremos lhe servir fiel e honestamente.” O tsar-urso os perdoou pela última vez, deu-lhes de comer e beber e os levou para longe...

Nem muito nem pouco, o tempo passou. “Ah – falou Ivan-tsarévitche – quero comer!” – “E eu também!” – falou Maria-tsarevna. O tsar-urso os deixou e foi correndo em busca de comida. Eles se sentaram sobre a relva macia e choraram. De repente, não se sabe de onde, surgiu um bezerro-cag...inho2, que balançou a cabeça e perguntou: “Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna, que destino os trouxe aqui?” Eles lhe contaram. “Vocês querem que eu os leve daqui?” – “Você?! Como? O falcão e a águia já tentaram e não conseguiram, não é você que conseguirá!”, e choravam tanto que mal conseguiam falar. “Os pássaros não levaram, mas eu vou levar! Subam nas minhas costas.” Eles subiram, e o bezerro-cag...inho pôs-se a correr, mas não muito rápido. O urso viu que o tsarévitche e tsarevna estavam fugindo e começou a persegui-los. “Ah, bezerro- cag...inho – gritaram os filhos do tsar – o urso está correndo atrás de nós.” – “Ele está longe?” – “Não, perto.”

O urso deu um salto e estava quase os agarrando, quando o bezerro fez força... e tampou os olhos do urso. O urso correu para o mar azul para lavar os olhos, enquanto o bezerro-cag...inho se afastava cada vez mais dele! O tsar-urso se lavou e começou a persegui-los de novo. “Ah, bezerro-cag...inho, o urso está correndo atrás de nós.” – “Ele está longe?” – “Ai, não, perto.” O urso deu um salto, e o bezerro novamente fez força... e tampou os olhos do urso. Enquanto o urso correu para lavar os olhos, o bezerro se afastava cada vez mais dele! E pela terceira vez, ele tampou os olhos do urso e depois disso deu ao Ivan-tsarévitche um pente e uma toalha e falou: “Quando o tsar-urso estiver quase nos alcançando, da primeira vez, jogue o pente, e da segunda, balance a toalha.”

O bezerro-cag...inho se afastava cada vez mais e mais. Ivan-tsarévitche olhou para trás e viu o tsar-urso se aproximando, quase os agarrando. Pegou o pente e jogou atrás de si – de repente, nasceu e se levantou uma floresta tão espessa e densa que por ali nenhum pássaro conseguia voar, nenhum animal passar, nenhuma pessoa caminhar, nenhum cavalo galopar. O urso começou a roer e roer até que finalmente conseguiu

2 No original dr...nok. Pelo contexto, acredita-se que significa dristunók, do verbo dristát’, isto é, estar com diarréia. Considerando o sufixo “ok” como indicador de diminutivo, optou-se aqui pela tradução bezerro-cagãozinho.

abrir uma passagem bem estreita, lançou-se através da densa floresta e recomeçou a perseguição; mas os filhos do tsar já estavam longe, longe! Mesmo assim, o urso já estava quase os alcançando, Ivan-tsarévitche olhou para trás e balançou a toalha – de repente, formou-se um lago de fogo muito, muito largo! As ondas batiam de uma ponta a outra, o tsar-urso ficou e ficou por um tempo na margem e depois voltou para casa; e o bezerro-cag...inho com Ivan-tsarévitche e Maria-tsarevna chegaram até uma clareirinha. Nessa clareirinha, havia uma casa grande e boa. “Eis uma casa para vocês! – falou o bezerro – vivam aí sem preocupações. Mas agora façam no quintal uma fogueira, me matem e nela me queimem.” – “Ah, falou os filhos do tsar – Por que iremos matá-lo? É melhor você viver conosco, nós iremos cuidar de você, lhe daremos grama fresca para comer e água da fonte para beber.” – “Não, me queimem e com as minhas cinzas semeiem três canteiros: de um saltará um cavalo, do outro, um cachorrinho e, do terceiro, brotará uma macieira. O cavalo, Ivan-tsarévitche, é para você montar, e o cachorrinho é para acompanhá-lo na caça.” E assim eles fizeram.

Eis que um dia, Ivan-tsarévitche decidiu caçar; despediu-se da irmã, montou no cavalo e foi para a floresta; matou um ganso, matou um pato, capturou um lobinho e o levou para casa. Ivan-tsarévitche percebeu que tinha sorte na caça e novamente foi caçar, abateu diversos pássaros e capturou um ursinho. Da terceira vez, Ivan-tsarévitche preparou-se para caçar, mas esqueceu de levar o seu cachorrinho. Enquanto isso, Maria- tsarevna foi lavar roupa. Estava indo e do outro lado do lago de fogo chegou voando até a margem um dragão de seis cabeças, que se transformou em um belo jovem, notou a tsarevna e docemente falou: “Olá, bela donzela!” – “Olá, jovem valente!” – “Eu ouvi dos anciões que outrora este lago não existia, mas se houvesse uma ponte alta que o cruzasse, eu atravessaria até aí e me casaria com você.” – “Espere, agora mesmo haverá uma ponte aqui.” – respondeu-lhe Maria-tsarevna e lançou a toalha. No mesmo minuto, a toalha se estendeu como um arco e prendeu-se do outro lado do lago formando uma alta e bela ponte. O dragão atravessou a ponte, transformou-se na sua forma anterior, trancou o cachorrinho de Ivan-tsarévitche com um cadeado e jogou a chave no lago. Depois, agarrou a princesa e fugiu.

Ivan-tsarévitche voltou da caça e não encontrou a sua irmã, seu cachorrinho uivava trancafiado, viu a ponte que atravessava o lago e falou: “Pelo visto, o dragão levou a minha irmãzinha!” e saiu em sua busca. Andou, andou e na vasta planície

encontrou uma isbazinha3 sobre pernas de galinha e calcanhares de cachorro. “Isbazinha, isbazinha! Vire de costas para a floresta e de frente para mim.” A isbazinha virou. Ivan-tsarévitche entrou e na isbazinha estava deitada de um canto ao outro a Baba-Iagá, perna de osso, com o nariz encravado no teto. “Fu, fu! – falou ela – até hoje nunca se sentiu o cheiro de um russo por aqui, e eis que agora surge um e no meu nariz se atira. Por que você veio aqui, Ivan-tsarévitche?” – “Para saber se você pode me ajudar na minha desgraça.” – “E qual é a sua desgraça?” – O tsarévitche lhe contou. “Então, vá para casa, no seu quintal tem uma macieira, quebre três galhinhos verdes dela, os entrelace e bata com eles no cadeado que tranca o seu cachorrinho, nesse exato momento, ele se quebrará em pedacinhos. Então, vá sem medo atrás do dragão, ele não será páreo para você.”

Ivan-tsarévitche voltou para casa, libertou o cachorrinho que saiu correndo muito, muito bravo. Pegou ainda o lobinho e o ursinho e partiu ao encontro do dragão. Os bichos atacaram o dragão e o fizeram em pedacinhos. Ivan-tsarévitche pegou Maria- tsarevna e passaram a viver tranqüilos e felizes e a prosperar.

[\

3 No original khátka, diminutivo de kháta, espécie de isbá típica dos vilarejos ucranianos e do sul da Rússia.

Benzer Belgeler