THE EFFECT OF MUSICAL PLAYS ON 0-5 YEARS CHILD DEVELOPMENT
3. Ay: Sesleri ayırt edebilmeye başlar ve ses kaynağına doğru başını çevirir Sese
2.9.6. MANTIKLI DÜŞÜNÜR (28-36 AY)
Em certo reino, em certo estado, vivia um tsar que tinha três filhos: dois eram sensatos, e o terceiro, tolo. Um dia, o tsar sonhou que, além das trinta terras, no trigésimo estado2, havia uma bela donzela de cujas mãos e pés fluía água: quem bebesse dessa água ficaria trinta anos mais jovem. O tsar era muito velho, chamou seus filhos e os seus conselheiros e lhes perguntou: “Quem conseguiria desvendar o meu sonho?” Os conselheiros responderam ao tsar: “Vossa majestade, ver não vimos, mas ouvir, ouvimos sobre essa bela donzela! Mas como chegar até ela, nós não sabemos.” O filho mais velho, então, Dmitri-tsarévitche, se pôs a falar: “Pai! Dê-me a sua benção para eu partir para os quatro cantos da terra, conhecer pessoas e ser conhecido e saber sobre a bela donzela. O pai o abençoou e disse: “Pegue o quanto você quiser de dinheiro e o quanto você precisar de tropas.”
Dmitri-tsarévitche pegou cem mil soldados e partiu em viagem; passou um dia, passou uma semana, passou um mês e dois e três, e a todos que ele perguntava, ninguém sabia nada sobre a bela donzela; então ele acabou chegando a um lugar tão deserto, que era só céu e terra. Apressou o seu cavalo para prosseguir e eis que se deparou com uma montanha muito, muito alta, tão alta que os olhos não conseguiam alcançar o seu topo! Com dificuldade, ele subiu nessa montanha e lá encontrou um velho, muito velho, de cabelos brancos. “Olá, vovô!” – “Olá, jovem valente!” – “Você está fugindo de uma tarefa ou procurando uma tarefa?” – “Eu a estou procurando.” – “E o que você quer, então?” – “Eu ouvi dizer que além das trinta terras, no trigésimo estado, há uma bela donzela, das suas mãos e dos seus pés flui a água que cura: quem conseguir beber dessa água, ficará trinta anos mais jovem.” – “Eh, irmão, mas você não vai conseguir chegar até lá!” – “Por que não?” – “Porque no caminho para lá há três largos rios, e nestes rios há três balsas: na primeira balsa, cortarão o seu braço direito; na segunda, a sua perna esquerda; e na terceira, arrancarão a sua cabeça.” Entristecido, Dmitri-tsarévitche abaixou a sua impetuosa cabeça entre os seus fortes ombros e começou a pensar: “É a cabeça do meu pai ou a minha que devo poupar? É melhor eu ir embora.” Desceu da montanha, voltou para a casa do pai e lhe disse: “Não, pai, não consegui descobrir nada, sobre a bela donzela nunca ninguém ouviu falar!”
1 Ver nota 1, do conto anterior, p. 111. 2 Ver nota 5, conto 4, p. 110.
Então, o filho do meio, Vassili-tsarévitche, começou a pedir: “Pai! Dê-me a sua benção, talvez eu a encontre!” – “Vá, meu filho!” Vassili-tsarévitche pegou cem mil soldados e partiu em viagem; passou um dia, passou uma semana, passou um mês e dois e três, e então ele acabou chegando a um lugar tão deserto que era só floresta e pântano. Lá, encontrou a Baba-Iagá, perna de osso, b... seca3. “Olá, Baba-Iagá, perna de osso!” – “Olá, jovem valente! Você está fugindo de uma tarefa ou procurando uma tarefa?” – “Eu a estou procurando. Eu ouvi dizer que além das trinta terras, no trigésimo estado, há uma bela donzela, das suas mãos e dos seus pés flui a água que cura.” – “Tem, meu caro, tem, sim! Só que você não conseguirá chegar até lá!” – “E por que não?” – “Porque no caminho para lá há três balsas: na primeira balsa, cortarão o seu braço direito; na segunda, a sua perna esquerda; e na terceira, a sua cabeça.” Vassili- tsarévitche ficou pensativo: “É a cabeça do meu pai que devo poupar ou é a minha que devo preservar? É melhor eu ir embora, enquanto está tudo bem.” Voltou e disse ao pai: “Não, pai, não consegui descobrir nada, sobre a bela donzela nunca ninguém ouviu falar!”
O filho caçula, Ivan-tsarévitche, começou então a pedir: “Pai! Dê-me a sua benção, quem sabe eu não a encontro?” O pai o abençoou: “Vá, meu querido filho! Pegue o quanto você precisar de soldados e dinheiro.” – “Eu não preciso de nada, somente me dê um bom cavalo e uma espada invencível.” Ivan-tsarévitche montou no cavalo, pegou sua espada invencível e partiu em viagem, passou um dia, passou uma semana, passou um mês e dois e três, e então ele acabou chegando a um lugar onde o seu cavalo ficou com água até os joelhos e mato até o peito, e onde ele próprio, jovem valente, não tinha nada para comer. Ele viu então uma isbazinha sobre pernas de galinha, entrou e na isbazinha estava sentada a Baba-Iagá, perna de osso. “Olá, vovó!” – “Olá, Ivan-tsarévitche! Você está fugindo de uma tarefa ou procurando uma tarefa?” – “Mas que tarefa, que nada! Eu estou indo para além das trinta terras, no trigésimo estado, dizem que lá há uma bela donzela, das suas mãos e dos seus pés flui a água que cura.” – “Tem sim, meu caro! Embora eu não a tenha visto, já ouvi falar sobre ela; só que você não conseguirá chegar até lá!” – “Por que não?” – “Porque no caminho para lá há três balsas: na primeira balsa, cortarão o seu braço direito; na segunda, a sua perna esquerda; e na terceira, a sua cabeça.” – “Mas, vovó, uma cabeça não é nada. Eu irei, e seja o que Deus quiser.” – “Eh, Ivan-tsarévitche, melhor você voltar, você ainda é muito
3 No original j... jílinaia. Acredita-se que o j... se refere à palavra jópa, isto é, bunda, e que o adjetivo jílinyi é o mesmo que jíl’nyi: de tendão, por isso, optou-se por seca.
jovem, nunca esteve em lugares perigosos, nem passou por grandes medos.” – “Não, vovó, se você pegou no cordame, não fale que não tem força!”
Despediu-se da Baba-Iagá e prosseguiu: passou um dia, dois e no terceiro ele chegou até a primeira balsa. Os balseiros estavam dormindo do outro lado. “O que eu faço? – pensou Ivan-tsarévitche, se eu gritar para sempre os deixarei surdos, se eu assoviar, afundarei a balsa.” Ele então assobiou mas não com toda a sua força, os balseiros num pulo se levantaram e o levaram para o outro lado do rio. – “O que vocês querem pelo trabalho, irmãos?” – “Dê o seu braço direito.” – “Ah, não, do meu braço eu mesmo preciso.” O tsarévitche girou sua espada para a direita e para a esquerda e acabou com todos os balseiros, montou no seu cavalo e seguiu. Nas outras duas balsas, ele se livrou do mesmo jeito. Eis então que ele se aproximou do trigésimo estado, na fronteira estava um homem selvagem, alto como o topo da floresta, largo como uma enorme meda, segurava nas mãos um carvalho maciço. O gigante falou então para Ivan- tsarévitche: “Para onde você está indo, seu verme?” – “Estou indo para o trigésimo reino, quero ver a bela donzela, de cujas mãos e pés verte a água que cura.” – “Você? Como, seu nanico!? Eu protejo o reino dela há cem anos, e já vieram até aqui fortes e poderosos bogatyrí, com os quais você nem se compara e todos eles morreram da minha forte mão. E você, seu verme, quem pensa que é?”
O tsarévitche percebeu que não haveria acordo com o gigante e deu meia-volta. Andou, andou e foi parar numa densa floresta. Na floresta havia uma isbazinha, e na isbazinha estava sentada uma velha, muito velha, ela viu o jovem valente e falou: “Olá, Ivan-tsarévitche! Para que você veio até aqui?” Ele lhe contou tudo, sem esconder nada. A velha lhe deu uma poção mágica e um novelinho e disse: “Vá até a vasta planície, faça uma fogueira e jogue essa poção no fogo, mas cuidado, não fique contra o vento. Esta poção mágica fará o gigante dormir profundamente, você então corta a cabeça dele, joga o novelinho no chão e vai atrás dele. O novelinho o levará até o lugar onde reina a bela donzela, ela vive em um grande palácio de ouro e sempre sai com sua tropa para os campos verdes para se divertir: nove dias ela passeia, e depois nove dias ela dorme profundamente.” Ivan-tsarévitche agradeceu à velha e foi para a vasta planície, lá fez a fogueira e jogou no fogo a poção mágica. Um vento forte puxou a fumaça para o lado onde o homem selvagem fazia guarda; seus olhos começaram a ficar pesados e ele se deitou na terra úmida e dormiu muito, muito profundamente. Ivan-tsarévitche cortou a sua cabeça, jogou o novelinho e pôs-se a segui-lo.
Seguiu, seguiu e avistou um palácio de ouro, desviou então do seu caminho, deixou o seu cavalo sobre o capim e se enfiou entre os arbustos. Assim que se escondeu, do palácio de ouro, levantou-se uma nuvem de poeira: era a bela donzela que saía com as suas tropas para se divertir nos campos verdes. O tsarévitche vê que toda a sua tropa é formada somente por donzelas: uma mais bela que a outra! Mas entre todas, a mais bela, a mais admirável era a própria tsarina. Nove dias, ela passeou nos campos verdes, e o tsarévitche não tirou os olhos dela e não se cansou de olhá-la. No décimo dia, ele foi para o palácio de ouro: sobre um colchão de plumas, a bela jovem estava deitada e dormia profundamente, das suas mãos e dos seus pés fluía a água que cura, junto dela dormia também a sua fiel tropa. Ivan-tsarévitche pegou dois frasquinhos da água que cura e então não conseguiu conter o seu coração de jovem e feriu a donzelice da bela, depois saiu do palácio, montou em seu bom cavalo e voltou para casa.
A bela donzela dormiu por nove dias e nove noites e quando acordou, ficou terrivelmente enfurecida, começou a bater os pés no chão e com uma voz cortante gritou: “Quem era o canalha que esteve aqui? Bebeu meu kvas e nem o tampou4” Montou em sua veloz égua e foi atrás de Ivan-tsarévitche: a égua corria e a terra tremia! Ela alcançou o jovem valente, golpeou com sua espada e o atingiu diretamente no peito. O tsarévitche caiu na terra úmida, seus olhos claros começaram a se fechar e o seu sangue escarlate a endurecer. A bela jovem olhou para ele e foi tomada por uma grande piedade: pois não se achava um jovem tão belo assim no mundo! Ela então encostou sua mão branca sobre a ferida dele e a umedeceu com a água que cura – de repente, a ferida se fechou e Ivan-tsarévitche se levantou são e salvo. “Você me tomaria como sua esposa?” – “Sim, bela donzela!” – “Então, vá para casa e me espere por três anos.”
Ivan-tsarévitche despediu-se da sua noiva prometida e seguiu o seu caminho. Aproximava-se do seu reino, mas seus irmãos mais velhos colocaram guardas em todos os lugares para que ele não conseguisse chegar até o seu pai. Os guardas imediatamente avisaram que o tsarévitche estava vindo; os irmãos mais velhos o encontraram no caminho, o embebedaram, tiraram o seu frasquinho com a água que cura e jogaram o caçula em um abismo. O tsarévitche foi parar no outro mundo...5
4 Ver nota 5, do conto 5, p. 112.
5 Originalmente o texto termina aqui. Na nota ao texto inacabado, Afanássiev apresentou os seguintes episódios: Ivan-tsarévitche é salvo com a ajuda de um grande pássaro que o leva nas suas asas para o outro mundo (ver conto O bicho marta – 132), depois o texto termina da mesma forma como o seu antecessor (172). Seguindo essas instruções, terminou-se o conto. Os três últimos parágrafos pertencem ao conto 172, conforme indicado pela nota 6.
O tsarévitche andou, andou. De repente, levantou-se uma tempestade, raios começaram a brilhar, trovões a ressoar e a chuva a cair. Ele foi então até uma árvore para se esconder debaixo dela, quando viu que nos galhos havia uns pequenos passarinhos completamente molhados, ele tirou a sua roupa e os cobriu e depois se sentou sobre a árvore. E então, chegou um pássaro tão grande que escondeu a luz do dia, deixando o que estava escuro ainda mais escuro. Este pássaro era a mãe dos passarinhos que o tsarévitche tinha coberto.
Ao chegar, tal pássaro percebeu que seus filhotinhos estavam cobertos e perguntou: “Quem cobriu meus filhotes?”, notou então o tsarévitche e continuou: “Foi você que fez isso? Eu agradeço. Pode me pedir o que você quiser, qualquer coisa, e eu o farei!” Ele então disse: “Leve-me para o outro mundo.” O pássaro então falou: “Faça um grande barril, cace algo e jogue lá dentro e a outra metade encha de água, para que eu tenha o que comer.” O tsarévitche fez tudo. Após ter colocado o barril sobre si, e o tsarévitche ter subido nas suas costas, o pássaro começou a voar.
Nem muito nem pouco, eles voaram, e o pássaro o trouxe para o outro mundo6. O tsarévitche agradeceu e foi para casa; seu pai não se alegrou em vê-lo e o expulsou, e assim o tsarévitche ficou por três anos vagando pelos cantos.
Três anos se passaram, chegou então o navio da tsar-donzela. Ela mandou uma carta para o tsar para que ele lhe enviasse o culpado e, se ele se opusesse, ela destruiria todo o reino e o reduziria a cinzas. O tsar lhe enviou o seu filho mais velho que foi até o navio. Dois meninos o viram, os dois eram filhos da tsar-donzela e começaram a perguntar à sua mãe: “Este é o nosso pai?” – “Não, este é o tio de vocês.” – “E como vamos recebê-lo?” – “Pegue cada um de vocês um chicote e o mande embora.” O irmão mais velho voltou para casa, desenxavido. Com as mesmas ameaças, a tsar-donzela continuou exigindo a entrega do culpado, o tsar lhe enviou o seu outro filho, e com ele aconteceu o mesmo que havia acontecido com o primeiro.
Então, o tsar ordenou que procurassem o tsarévitche caçula e, assim que ele foi encontrado, o pai quis enviá-lo até o navio ao encontro da tsar-donzela. E ele falou: “Só irei quando for construída uma ponte de cristal daqui até o navio, e sobre a ponte houver as mais diversas iguarias e bebidas.” Não havia o que fazer, a ponte foi construída, muitas iguarias preparadas, vinho e hidroméis providenciados. O tsarévitche reuniu seus amigos e disse: “Venham comigo, comam e bebam até se fartarem.” E, enquanto ele
atravessava a ponte, os meninos gritaram: “Mamãe, quem é este?” – “Este é o pai de vocês.” – “Como vamos recebê-lo?” – “Peguem-no pela mão e tragam-no até mim.” Então, eles se beijaram, se abraçaram e se acariciaram. Depois, foram até o tsar e lhe contaram tudo o que havia acontecido. O tsar expulsou os irmãos mais velhos e ele e o caçula passaram a viver tranqüilos e felizes e a prosperar.