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provocam queda na produção e disparada de preços. A política da OPEP, que não teme mais a superprodução, torna se mais agressiva. Oito altas de preço se sucedem.

GF A OPEP decide em Viena fixar cotas de produção, limitando o volume de

petróleo produzido (cotas). Como a Carta da OPEP permitia que essas cotas fossem somente referenciais, somente três países decidiram aplicá las. A Arábia Saudita reduziu sua produção em dois terços.

GF Em razão da queda nas vendas, a OPEP, que sofre a concorrência da política de

diversificação de recursos energéticos praticada pelos países ocidentais e pela exploração de reservas fora de seu controle, baixa em 15% o preço de referência para o petróleo.

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GFD Sob pressão de partidários da limitação de produção, OPEP reúne se em Genebra

em uma conferência extraordinária e decide manter um teto de 17 milhões de barris diários em março e abril. Em agosto, o volume diminui para 16 milhões de barris, mas esta medida não seria aplicada.

GG Invasão iraquiana no Kuwait, o barril chegou novamente ao patamar dos US$

40, caindo após o fim do conflito.

GG- A OPEP reúne se em Jacarta e aumenta em 10% a produção, sem levar em conta

a crise asiática, provocando uma baixa de 40% na cotação.

,,, Depois de nova alta no preço do barril de petróleo, a OPEP decide, numa

conferência ministerial em Viena, aumentar em 3% a produção para segurar o preço do óleo bruto, que triplicou em um ano. O efeito da medida foi quase nulo.

,, A OPEP reduz a produção por um período de seis meses, com o objetivo de

provocar uma redução significativa na cotação do barril em consequência da crise econômica mundial.

,, Os ministros da OPEP decidem reintegrar o Iraque na organização.

,,A5 ,,B Crescente demanda de petróleo nos Estados Unidos, China e na Índia provoca um pico na cotação do barril.

,,- Descoberta do megacampo de petróleo no Brasil, o que coloca o país entre os

maiores detentores de petróleo do mundo.

,,F Terceiro choque do petróleo. Os preços subiram mais de 100% entre Janeiro e

Julho, em virtude de movimentos especulativos em nível global. O crescimento da economia dos países emergentes, principalmente da China e da Índia, foram apontados como favorecedores da crise do petróleo mundial.

Fonte: Adaptado de Le Monde diplomatique (2006).

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O atraso no surgimento da indústria nacional do petróleo ocorreu principalmente pela falta de recursos orçamentários do governo federal e por existirem controvérsias em torno das áreas prioritárias de exploração do petróleo (Aragão, 2005). A criação da Petrobras ocorreu mediante discussões de grupos radicais. Havia grupos que defendiam o regime do monopólio estatal, enquanto outros eram favoráveis à participação da iniciativa privada na atividade.

Em 1953, após intensa campanha de mobilização popular, a opção pelo monopólio estatal foi consolidada na lei 2004, de 3 de outubro. De acordo com a lei, a pesquisa, a área (lavra), o refino e o transporte do petróleo e seus derivados passaram a ser atribuições do País, desempenhadas pela Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, empresa criada por meio do decreto da referida lei (Petrobras, 2009). Como reportado no site da empresa, o monopólio estatal ocorreu de 1954 a 1997, sobre as operações de exploração e produção de petróleo, além das demais atividades ligadas ao setor (gás natural e derivados), exceto pela distribuição atacadista e pela revenda no varejo pelos postos de abastecimento. Durante esse período, a Petrobras tornou se líder em comercialização de derivados no País o que resultou em uma premiação para a empresa

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em 1992 pela ! ! % (OTC), prêmio considerado mais

importante do setor (Petrobras, 2009).

A Petrobras iniciou suas atividades com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que manteve sua função fiscalizadora sobre o setor petrolífero (Petrobras, 2009).

A seguir será descrito, de forma resumida, conforme o histórico da Petrobras divulgado em seu site (www.petrobras.com.br), o panorama das ações e acontecimentos da indústria do petróleo no Brasil entre 1921 a 2009.

G U É promulgada a Lei de Minas – dar direito ao indivíduo nacional, ao

estrangeiro residente no Brasil, ou à companhia legalmente constituída, o poder de se explorar minas.

G A – O governo Getúlio Vargas, por meio da Constituição Federal (artigos

118 e 119), inicia o processo de nacionalização dos recursos naturais (hídrico e de minas).

G - – É outorgada uma nova Constituição, que, além de contemplar os

princípios nacionalistas desenvolvidos na Constituição de 1934, acrescenta ainda que as empresas organizadas no Brasil tinham que ser constituídas por acionistas brasileiros. Até 1938, era dado o direito das empresas privadas nacionais e estrangeiras de aplicar recursos (investimentos) nas atividades de exploração, produção e refino no Brasil.

G F – Concepção do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), por meio do

Decreto nº 395. Foi a primeira iniciativa consistente do Estado brasileiro de regulação do setor petrolífero e imediata nacionalização das atividades em curso, com o controle do governo sobre a indústria do petróleo. A ação teve por objetivo regular as atividades de importação, exportação, transporte, distribuição e comércio de petróleo e seus derivados, além de iniciar o funcionamento da indústria do refino. No mesmo ano, inicia se a perfuração do poço número 163, em Lobato.

G G – É comprovada a existência de petróleo em território brasileiro.

GA, – Existiam apenas duas refinarias, estas particulares (Grupo Ipiranga e

refinaria estatal de Mataribe).

GB U Campanha nacionalista: “O Petróleo é nosso”. Getúlio Vargas autoriza

a abertura das negociações no Congresso Nacional para discutir a criação de um órgão estatal fortalecido. A década de 1950 foi marcada pela concessão para a instalação de três refinarias particulares (Refinarias de Manguinhos, Capuava e Isaac Sabbá) e início da construção de uma grande refinaria em São Paulo, atual Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão.

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GB – O presidente Getúlio Vargas envia mensagem ao povo brasileiro, dando

conta de que o Congresso acabara de transformar em lei o plano governamental para a exploração do petróleo, com a criação da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras, instituída pela Lei 2004/53. A Petrobras é uma empresa de propriedade e controle totalmente nacionais, com participação majoritária da União, encarregada de explorar, em caráter monopolista (51% das ações), diretamente ou por subsidiárias, todas as etapas da indústria petrolífera, exceto a distribuição e comercialização. O monopólio se estendia às refinarias que fossem instaladas no País, ficando excluídas somente as refinarias que já se encontrassem em funcionamento no Brasil até a data de promulgação da lei.

GBB – É descoberto o poço de petróleo em Nova Olinda (Amazonas).

GD – A Petrobras alcança mais um dos seus objetivos principais: a

autossuficiência na produção dos principais derivados, com o início de funcionamento da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de 90 mil barris de óleo por dia. Ao longo da década, outras unidades entraram em operação. Foi inaugurado o primeiro posto de abastecimento da Petrobras, em Brasília.

GD – O Brasil reduz os custos das importações. O Governo institui o

monopólio da importação de petróleo e seus derivados.

GD – Descoberta do campo petrolífero de Carmópolis (SE). Criação do

Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes). O governo federal institui o monopólio estatal da importação de petróleo e derivados.

GDF – Descoberta de petróleo no mar ( ! . Perfurado o primeiro poço em alto mar, no campo de Guaricema, em Sergipe, o que permitiu o sucesso da Petrobras em direção as atividades de exploração !

GDG – A expansão do parque de refino altera drasticamente o perfil de

importações da empresa, que passa a comprar no exterior 92% de óleo cru e 8% de seus derivados. O cartel da OPEP triplica os preços e abala o domínio das multinacionais privadas. Surgem as megaestatais, impondo o fim da era do petróleo barato (Petrobras, 2009). A década de 1960 foi marcada pela crescente demanda nacional por derivados de petróleo. A produção de petróleo alcançou 100 mil barris/dia. O período também foi marcado pela criação do Ministério das Minas e Energia (MME).

G-, – O consumo de petróleo continua a aumentar, passando de 190 mil

barris/dia. O consumo de derivados de petróleo duplicou, impulsionado pelo crescimento médio anual do PIB (taxas superiores a 10% ao ano). A década foi marcada pelos investimentos da Petrobras nas atividades de refino, transporte marítimo, terminais e dutos petrolíferos.

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G- – Início da operação da Refinaria do Planalto Paulista (REPLAN), e da

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR).

Benzer Belgeler