• Sonuç bulunamadı

3/10 16:30 Constantino Koser OFM [Antonianum Roma]

Teologia de hoje

15/10 16:30 Mgr. Henri Donze, bispo de Tulle448 “Leigos na Igreja” (em francês)

16/10 21:10 Max Thurian e Roger Schutz449

Luiz G. Baraúna OFM [Antonianum - Roma]

“Considerações acerca de um eventual pronunciamento conciliar sobre a S. Virgem Maria”

19/10 20:10 Pe. Peter Duncker OP - Prof. de AT Conferência Bíblica: “A questão atual do Pentateuco” HC Circ. II/22, 21/22-10-63 20/10 (Dom) 20:00

Yves Congar OP [Le Saulchoir - França]450

“O que é Ecumenismo?” HC Circ.

II/22, 21/22-10-63

447 Conferências da Domus Mariae. Recopilação para a segunda, terceira e quarta sessões conciliares

feita a partir de O Conciliábulo dos anos 1963, 1964, 1965 e completada (as indicações entre [...] ) com informações retiradas das cartas de d. Helder Camara - cotejamento realizado por Jose Oscar Beozzo e Luiz Carlos Luz Marques - Bologna: 7-04-1997.

448“Dia 15, 3a. feira, tivemos à tarde uma palestra de D. Donze, Bispo de Tulle. Ele foi por mais de dez

anos Assistente nacional da A.C. Independente, na França tendo sido nomeado Bispo ano ano passado, um dia antes de D. Lamartine. Veio acompanhado do Secretário Geral, Alain Galichon e de Monique Dupré, da equipe nacional, que no ano passado passou uns três meses no Brasil. [...] Alain e Monique completaram o seu depoimento...” DALE, Romeu, “Os Bispos do Brasil em Concílio – Roma, 17-10-1963”, BCEF, n o 5, p. 66.

449“À noite, vieram jantar conosco quatro Irmãos de Taizé. Comunidade monástica protestante,

“reformada”, iniciada na França pouco depois da guerra 1939-1945. Hoje a comunidade já possui sessenta monges de vinte denominações protestantes. Aqui estiveram o Prior Roger Schutz, o Vice-Prior Max Thurian (todos dois observadores do Concílio), com mais dois monges. Depois do jantar se dispuseram a um encontro com os bispos que o desejassem. Lá estavam alguns italianos, que aqui residem, peruanos, equatorianos, e sobretudo brasileiros. Ao todo uns 60 ou 70, comprimidos numa sala; alguns poucos sentados no estrado. Roger Schutz nos falou da origem da comunidade: vocação ecumênica que se manifestou desde o começo como um sinal de contradição, já que entre os Reformados nunca existiu desde Calvino o celibato consagrado por voto. Falou-nos o quanto os preocupa, em Taizé, uma vivência efetiva da pobreza, tão difícil no Ocidente, diz-nos ele; inspirados pela Mater et Magistra renunciaram à propriedade privada que possuíam, transformando-a em propriedade comunitária, junto com cinco casais católicos, que vieram da Ação Católica. – Recusam-se sistematicamente a entrar numa linha de crítica à Igreja Católica. [...] Programaram agora a Operação Esperança: vão financiar, com recursos obtidos entre os protestantes, doze cooperativas agrárias na América Latina, em colaboração com Bispos Católicos e em benefício das populações católicas, a fim de que a Igreja de Jesus Cristo, seja melhor conhecida e mais amada!. Sei de bom número de Bispos brasileiros que ainda olha esta aproximação com muita reticência. Confesso que , pessoalmente, poucas vezes me senti em face de vivência cristã e religiosa tão rica e profunda. E ouvi de um Bispo brasileiro, ele próprio religioso, o quanto essa descoberta, entre os “Reformados”, na vida religiosa em todas as suas exigências, devia ser um estímulo para a sua renovação entre nós católicos”. DALE, ibidem, p. 67.

450“Esteve conosco o Père Congar. Fui buscá-lo e levá-lo, não só em vista da saúde dele, mas pelo

prazer da companhia. Quanto à saúde, não dá a menor impressão de ser um homem com um prazo fatal à vista. Ou me engano muito, ou ficará por aqui por bastante tempo [...] Falou-nos sobre o ecumenismo, muito na linha da confidência pessoal. Embora, pela família, estivesse de certo modo preparado para a vocação ecumênica, ela, diretamente lhe veio, quando ao preparar-se para o sacerdócio, mergulhou, à luz do Père Lagrange, na prece sacerdotal de Cristo: ‘Que sejam um’.” HC 22, 21/22-10-63. A intuição de Dom Helder a respeito da longevidade de Congar era correta, pois faleceu mais de três décadas depois. Nascido em Sedan a 18 de abril de 1904, ordenado em 25 de julho de 1930, Congar foi criado cardeal diácono do título de São Sebastião no Palatino, por João Paulo II no Consistório de 26 de novembro de 1994, vindo a falecer a 22 de junho de 1995, aos 91 anos de idade. No telegrama dirigido ao Padre Geral dos Dominicanos, Timothy Radcliffe e ao Arcebispo de Paris, Lustiger, João Paulo II depois de exprimir sua emoção pelo seu falecimento, acrescentava: “En ce jour, je rends grâce pour la longue vie religieuse et le rayonnement spirituel de ce théologien dont l’œuvre a remarquablement contribué à l’essor du mouvement œcuménique et beaucoup apporté aux travaux au Concile Vatican II.” “Documenta de Rebus Ordinis: Le décès du frère Yves

René Laurentin, perito do Concílio “A questão da Virgem perante o Concílio”

HC Circ. II/22. 21/22-10-63 23/10 20:10 Pe. Ernesto Vogt SJ [reitor do

Instituto Bíblico - Roma]

Interpretação dos textos mariológicos do AT

HC Circ. II/22, 21/22-10-63 25/10 16:00 Mgr. [Émile Maurice] Guérry [Bispo

de Cambrai - França]

Ação Católica Operária

16:30 Cardeal Ernesto Ruffini [Arcebispo

de Palerno]451

(Bíblia?)

21:10 Pe. Stanislas Lyonnet SJ [Decano da

Fac. Bíblica do Instituto Bíblico - Roma]

Interpretação dos textos mariológicos do NT em São Lucas (em latim)

HC Circ. II/22, 21 e 22-10-63 28/10 21:10 Karl Rahner SJ [Innsbruck - Áustria]

Congar”, Analecta Ordinis Praedicatorum. Romae, Maius-October 1995. Ex Curia Generalitia ad S. Sabinam, p. 267. O Papa não deixa de mencionar no citado telegrama, os sofrimentos que altas autoridades da Igreja, nomeadamente o Santo Ofício, impuseram ao teólogo: “Je demande à Dieu avec ferveur d’accueillir dans sa paix et sa lumière celui qui fut un serviteur ardent de l’Église même au cours de ses nombreuses années d’épreuve”. Ibidem, p. 267. Nas suas exéquias, o Metropolita Jérémie, como présidente do Comitê Interepiscopal ortodoxo da França, em seu nome pessoal e no do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, por ele representado, ressaltou a importância de Congar para o ecumenismo e para o Vaticano II: “Je tiens à vous dire avec quelle ferveur les orthodoxes de ce pays et les orthodoxes d’ailleurs se joignent à vous pour célébrer la ‘naissance au ciel’, selon l’expression de l’Église ancienne, du Père Yves Congar. C’est lui qui, dans l’Église et les Églises, en 1954, neuf cents ans après la date symbolique du schisme, affirmait que l’étrangement progressif de l’Occident et de l’Orient chrétiens n’a suscité la rupture que parce qu’il a été, de part et d’autre accepté, peut-être voulu. Mais lui a refusé cette acceptation fatale. Il a voué sa vie à ce qu’un théologien orthodoxe contemporain appelle ‘la réémergence de l’Église indivise’. Bien qu’il ne fût pas évêque – comme Saint Athanase au premier concile de Nicée! – il a été un des Pères les plus actifs, les plus lucides, du Deuxième Concile du Vatican, aidant celui-ci à retrouver les fondements d’une ecclésiologie de communion”. Ibidem, p. 273. O arcebispo anglicano de Canterbury, na Inglaterra, Mgr. George acrescenta, do ponto de vista da reforma e do anglicanismo, a importância de Congar no diálogo ecumênico: “La tristesse que j’ai éprouvée en apprenant la mort d’Yves Congar n’a rien d’égale que notre gratitude pour tout ce qu’a accompli l’un des pionniers du dialogue œcuménique dans l’Église Catholique, peut-être le plus pénétrant d’entre eux théologiquement. [...] Dans le théologien que fut Congar nous apprécions l’importance qu’il attacha au dialogue, à l’écoute réelle de ce que les autres ont à dire; la valeur qu’il a donnée à l’histoire et à la nécessité vitale du retour aux sources de notre tradition chrétienne commune; son sens du rôle des laïcs; et surtout nous honorons quelqu’un qui a centré l’œuvre de sa vie sur le Mystère de l’Église. Dans l’homme que fut Congar, nous honorons quelqu’un qui a accepté la souffrance courageusement, à la fois comme théologien en avant sur son temps et comme homme confronté à une longue maladie qui le paralysait. Ma propre compréhension de l’Église et mon estime du catholicisme romain doivent beaucoup à l’apport d’Yves Congar et à la tradition théologique qu’il représente”. Ibidem, pp. 274-275

451Depois de dar a relação das cinco palestras dos dias anteriores sobre temas bíblicos, todas por

biblistas ou teólogos considerados avançados, muitos sob suspeita do Santo Ofício, Dom Helder escreve: “Mas somos uma democracia: ou melhor, uma família cristã. Por proposta de D. Alexandre, assinada pelo Sr. Cardeal, 5a. feira ouviremos o Cardeal Ruffini”. HC Circ. II/20, 21-22/10/1963. Sobre Ruffini (n.19/01/1888, a San Benedetto Po [Mantova], ord. 1910, substituto para a censura de livros no Santo Ofício [1924], consultor da Comissão Bíblica 1925], consultor da Congregação dos Assuntos Extraordinários da Igreja [1929] reitor da Universidade Lateranense [1931-32], arcebispo de Palermo [1945], cardeal [1946]) escreve Grootaers: “Diversamente da alcuni presuli nominati alla seconda metà del pontificato di Pacelli, monsignor Ruffini, creato vescovo negli anni iniziali di Pio XII, fu il tipico rappresentante di quell’“intransigentismo” cattolico italiano che a una concezione centralistica e papalista della Chiesa abbinava una certa intolleranza religiosa (F. M. Stabile, Il Cardinale Ruffini e il Vaticano II, in Cristianesimo nella Storia, XI/1 (1990), p. 83 passim). Non fa dunque meraviglia che il cardinale Ruffini si sia trovato in contrasto con tutte le grandi correnti di rinnovamento che, già dopo pochi giorni, dominavano il Vaticano II. Ci sembra di poter dire che per la sua erudizione teologica Ruffini si mostrò più adatto agli scontri oratori nei grandi dibattiti del Vaticano II, mentre l’esperienza prevalentemente giuridica di Ottaviani metteva il prefetto del Sant’Ufficio in una condizione di inferiorità intellettuale. Al concilio Ruffini divenne così il rappresentante dell’ambiente curiale conservatore e soprattutto, degli orientamenti dell’Università Lateranense, che erano in netto contrasto con quelli della Commissione biblica e dell’Istituto Biblico.” GROOTAERS, o. cit. pp. 487-88.

4-5/11 Frei Christopher OP Diálogo com os Orientais 6/11 21:10 Karl Rahner SJ [Innsbruck - Áustria]

08/11 16:00 Pe. Delcuve SJ [Instituto Lumen Vitae - Bruxelas]

12/11 21:10 Karl Rahner SJ

13/11 21:10 Klaus Mösdorf, perito do Concílio452 HC Circ.

II/39, 13/14-11-63 15/11 21:10 Pe. Joseph Jungmann SJ -

[Universidade de Innsbruck - Áustria]

HC Circ. II/39, 13/14-11-63 18/11

21:10453

Pe. Jean Danielou SJ [Fourvière - Lyon]

Manuscritos do Mar Morto e as Origines do Cristianismo

HC Circ. II/39, 13/14-11-63 19/11 21:10 Diez Alegria SJ [Universidade

Gregoriana - Roma]

O Direito de Propriedade

21:10 Pe. Paul Gauthier: [Comunidade

Companheiros de Jesus Carpinteiro - Nazaré - Cisjordânia]

A Igreja dos Pobres

25/11 21:15 Mgr. Jean Rhodain Palestra sobre os nossos sacerdotes

“qui ceciderunt” 26/11 14:30

[terça-feira]

Oscar Cullman454 Ecumenismo HC Circ.

II/39, 13/14-11-63; HC Circ. II/46, 20/21-11-63 HC Circ. II/51, 25/26-11-63 27/11 21:10 [quarta-feira]

Pe. Karl Rahner SJ HC Circ.

II/46, 20/21-11-63 29/11 21:10 Hans Küng [Universidade de

Tübingen - Alemanha]

Problemas Atuais da Eclesiologia HC Circ. II/39, 13/14-11-63 HC Circ. II/46, 20/21-11-63 30/11 21-10 Jean Guitton [Academia Francesa de

Letras – Paris – França]455

01/12 21:00 [dom]

Henri de Lubac SJ “Un mot sur le Père Teilhard de

Chardin” 456

HC Circ. II/46, 20/21-11-63

452Também perito pessoal do Cardeal Döpfner, um dos quatro moderadores do Concílio. 453D. Helder indica a data da conferência, como sendo o domingo, 17-11-63.

454D.Helder comenta: “o Pe. Congar dos Protestantes”. 455Único observador leigo da I Sessão do Concílio.

456Comenta D. Helder: “O título despretensioso e, sobretudo, prudente esconde o verdadeiro:

Benzer Belgeler