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5. TARTIŞMA

5.1. Eğitimin Tip 2 Diyabetli Bireylerin Diyabetle İlgili Bilgi ve

O grupo Igreja dos Pobres estava integrado, no seu início, por um pequeno grupo de nove bispos brasileiros,que, no entanto, era o mais numeroso ao interior do mesmo, após o grupo de língua francesa, com onze bispos402. Em seguida, o grupo

401 HC Cir. 88, 06-07/12/1965

402 Numa lista elaborada a partir da presença das quatro primeiras reuniões realizadas no Colégio

Belga, à Via del Quirinale 26, entre outubro e novembro de 1962, encontramos os nomes dos seguintes bispos brasileiros: 1. Helder Câmara, arcebispo auxiliar do Rio de Janeiro - RJ; 2. Francisco Austregésilo de Mesquita, bispo de Afogados da Ingazeira - PE; Gabriel Bueno Couto, bispo de Taubaté - SP; 4. Antônio Fragoso, bispo auxiliar de São Luís - MA; 5. Carlos Coelho Gouvea, arcebispo de Recife - PE; 6. Jorge Marcos de Oliveira, bispo de Santo André - SP; 7. João Batista Mota e Albuquerque, arcebispo de Vitória - ES; 8. Eugênio de Araújo Sales, administrador apostólico de Natal - RN; 9. Walfrido Vieira, bispo auxiliar de São Salvador - BA, ou seja 9 bispos num total de 49 - Arquivo Lercaro 427. Durante a 3a sessão, a 23 de

outubro de 1964, o grupo de bispos e peritos agrupados em torno da Igreja dos Pobres endereçou carta ao Papa Paulo VI, anexando uma lista dos Padres que participaram das reuniões do Colégio Belga. Nela, o número de bispos brasileiros participantes dobrou. Da lista anterior, desaparece D. Carlos Coelho Gouvea, falecido em março de 1964. Nesta nova lista, há 16 brasileiros (18.6%), para um total de 86 padres. Os nomes

brasileiro cresceu, alcançando 16 bispos403. Dentre estes, merece particular destaque D. João Batista da Mota Albuquerque, arcebispo de Vitória - ES, que acabou acolhendo, em sua arquidiocese, após o concílio, uma comunidade masculina de membros dos “Companheiros de Jesus Carpinteiro”, fundada em Nazareth, por Paul Gauthier, ao lado de uma comunidade feminina, cuja inspiração partia de Marie-Therèse.

Ao final da quarta sessão, o grupo mais permanente de 39 bispos, numa concelebração discreta na Catacumba de Santa Domitila, a 16 de novembro de 1965, selou um compromisso com a pobreza e o serviço aos pobres, firmando o assim chamado “pacto das catacumbas”.404 D. Luís Fernandes, recém sagrado bispo auxiliar de Vitória, juntou-se ao grupo que celebrou o pacto das Catacumbas405. Este compromisso recolheu a assinatura

de mais de 500 padres conciliares.

D. Antônio Fragoso, bispo de Crateus, um dos brasileiros participantes deste grupo que se reunia no Colégio Belga, deixou-nos um pequeno depoimento sobre sua participação: “Éramos 36 bispos, um patriarca, Maximos IV, alguns cardeais, entre eles [Giacomo] Lercaro, e uns arcebispos e bispos. De bispos, lembro-me de Mons. [Charles- Marie] Himmer de Tournai [na Bélgica], de mim e de outros não me lembro. O grupo começou na primeira seção. Tínhamos como secretários Paul Gauthier e Marie Therèse Lescase. O tema era a Igreja e os Pobres, começando pela identidade entre Jesus e os pobres. Lembro-me do argumento central: quando afirmamos a identidade entre Jesus e o pão consagrado: ‘isto é meu corpo’, nós [o] adoramos e tiramos conseqüências para nossa espiritualidade, liturgia e tudo mais. Quando [se] afirma a identidade entre ele e os que não tem pão, casa, nós não tiramos as conseqüências para a espiritualidade, liturgia, ação

que devem ser acrescentados à anterior lista de 1962, são os seguintes: 1. João Alano de Noday, Porto Nacional - GO; 2. Henrique Golland Trindade, arcebispo de Botucatu - SP; 3. Adriano Hypolito Mandarino, bispo auxiliar de Salvador - BA; 4. José Lamartine Soares, bispo auxiliar de Olinda-Recife - PE; 5. Nivaldo Monte, bispo auxiliar de Aracaju - SE; 6. João José da Mota e Albuquerque, arcebispo de São Luís - MA; 7. Manuel Pereira da Costa, bispo de Campina Grande - PB; 8. D. José Távora, arcebispo de Aracaju - SE. Entre os 26 teólogos, aparecem o nome de dois brasileiros: o Pe. Raimundo Caramuru de Barros, assessor da CNBB e o Pe. Duarte, secretário de D. José Vicente Távora. Cfr. Fondo Häring XXVI 2902.d, 23-10-1964

403 D. Eugênio de Araújo Sales que estivera presente às primeiras reuniões do grupo “Igreja dos

Pobres”, deixou-o, segundo seu próprio depoimento: “Na página 25, C Igreja dos Pobres, nota 85 [numa anterior versão do presente texto], está incluído no oitavo lugar o meu nome, número 86 da lista elaborada sobre as primeiras reuniões [d]o colégio Belga. Tenho idéia de ter ido uma única vez, levado pelo fundador do grupo da Igreja dos Pobres, Padre Gaut[h]ier que depois deixou o sacerdócio. Verifiquei que não era o meu lugar. E pedi ao bispo de Vitória [D. João Batista Mota e Albuquerque] que me substituísse, como uma espécie de coordenador, isto é que avisava os outros. Reconheço [sua] que (sic) grande generosidade, mas achei-o um pouco utópico. Dou como exemplo, pelo Pacto das Catacumbas, não se podia ter cheques bancários, o que me parece bastante irreal, no mundo moderno.” Carta de D. Eugênio de Araújo Sales ao autor, C/1080/97, Rio 08-09-1997.

404 Para o texto completo do Pacto das Catacumbas, cfr. ANEXO I

405 Informação do próprio D. Luís Fernandes ao autor, durante o IX Intereclesial das CEBs, em São

pastoral. Lembro-me que, na sessão final, fomos celebrar, numa das catacumbas, a eucaristia final. Assinamos um compromisso nosso com os pobres: dar uma atenção prioritária aos pobres (não ter dinheiro em banco, patrimônio) e este compromisso chegou a ser assinado por 500 bispos”406.

Mas D. Fragoso fez também uma dura descoberta: “[O concílio] permitiu-me descobrir (a releitura foi feita depois) que os pobres não estavam no coração e no horizonte dos bispos. Por isto, o Concílio não deu maior atenção ao tema. O concílio permitiu-me sair daquele pessimismo sobre a natureza e dar-me alegria, mas não o vi se reconciliando com os pobres” 407.

Denis Pelletier aprofundou a dinâmica deste grupo, suas tensões internas, suas iniciativas no plano institucional do concílio, consideradas mais um fracasso do que um sucesso, e no plano pastoral e profético, onde alcançou grande repercussão408.

Benzer Belgeler