An Evaluation of Creative Class Education and Industry Practises in Istanbul
GELENEKSEL KÜLTÜR YANSIMALARI:
5. Sonsöz ve Öneriler
O presente estudo comparou a demanda energética de adultos saudáveis do gênero masculino, fisicamente ativos submetidos a dois protocolos diferentes de exercício resistido (hipertrofia – 70% 1RM e RML – 50% 1RM) em oito exercícios e com volume equiparado. Embora haja estudos investigando a demanda energética em ER (87, 95, 115, 116) poucos o fizeram equiparando o volume da sessão estudada (117, 118).
Thornton, M. K. et. al., 2011 (118) investigaram e compararam o gasto energético em duas sessões de ER (nove exercícios) classificadas, segundo a intensidade como de alta (HI) e baixa (LO) intensidade em mulheres com idade colegial e classificadas como sedentárias e com sobrepeso. As sessões foram realizadas com volume equiparado e com a intensidade calculada com base em 8-RM. Durante a sessão de ER os autores obtiveram os resultados do gasto calórico médio de 125,7 kcal e 116,7 kcal para HI e LO, respectivamente. Sem diferença estatisticamente significativa entre as sessões. Ao discutir os resultados os autores reforçaram que a demanda energética similar entre as sessões já era de se esperar, devido ao igual volume das sessões. E ainda, ao concluírem o estudo, sugerem, conforme o procedimento experimental, que a intensidade não interfere no gasto calórico durante as sessões de ER.
Em outro estudo Thornton M.K. e Potteiger J.A., 2002 (117) submeteram 14 mulheres saudáveis, treinadas a duas sessões de ER (nove exercícios) com o volume equiparado em duas intensidades: alta intensidade (HI) e baixa intensidade (LO), calculadas com base em 8- RM. Os resultados não apresentaram diferença significativa no gasto calórico em ambas as sessões (HI 63,7 ± 7,0 kcal e LO 71,7 ± 7,1kcal).
Os dados de Thornton M.K. e Potteiger J.A., 2002 (117) sugerem que a intensidade não tem influência sobre as alterações na demanda energética na sessão de ER, mencionando que o resultado já era esperado devido ao volume ser igual em ambas às sessões. Segundo esses autores, apenas o volume da sessão de ER é capaz de provocar alterações positivas ou negativas sobre a demanda energética em uma sessão de ER.
Os resultados do presente estudo (hipertrofia 372,0 ± 22,1 kcal e RML 305,4 ± 13,6 kcal) não estão de acordo com os estudos de Thornton, M. K. et. al., 2011 (118) e Thornton M.K. e Potteiger J.A., 2002 (117). No presente estudo há diferença estatisticamente significativa (p = 0,0002, r = 0,84) na demanda energética entre as sessões,
com volume equiparado, sendo que a sessão com 70% 1RM demandou 21,82% mais energia que a sessão com 50% 1RM.
Nos estudos de Thornton, M. K. et. al., (2011) e Thornton M.K. e Potteiger J.A., (2002) os participantes da pesquisa eram mulheres e foi utilizado 8-RM como base de cálculo da intensidade, os autores podem ter subestimado suas voluntárias, pois 8-RM equivale à aproximadamente 80 a 85% 1RM (33, 119, 120). Assim, o peso utilizado nos exercícios de musculação é menor em relação ao peso utilizado quando a intensidade é calculada com base em 1RM como no presente estudo (Tabela 28 p. 27). Ao analisar as diferenças entre os estudos deve-se considerar os participantes da pesquisa, que neste estudo foram homens treinados, com experiência em ER. Este fato pode explicar a maior demanda energética em relação aos estudos citados.
Aniceto R. R. et. al., 2013 (87) relatam que o gasto energético médio total de 740 ± 96,63 kj (177,09 kcal) e 720,08 ± 89,43 (172,10 kcal) em sessões de volume e intensidade iguais, realizadas no método circuito e método tradicional, respectivamente, sem diferença significativa entre os métodos utilizados. Indicando que com as variáveis equiparadas qualquer um dos métodos estudados resulta em demanda energética similar.
O estudo de Aniceto R. R. et. al., (2013) evidencia que não há diferença significativa na demanda energética entre duas sessões de ER, com volume e intensidade iguais. Este fato contribui com o presente estudo em que houve aumento significativo na demanda energética total durante as sessões de ER ao elevar apenas a intensidade e manter o volume equiparado.
Scott, C. B. et. al., 2011 (95) ao investigarem a demanda energética no exercício supino em três intensidades diferentes (70%, 80% e 90% 1RM) relataram os seguintes valores da demanda energética total: 70% 1RM 96,7 ± 17,7 kj (23,1 ± 4,2 kcal); 80% 1RM 91,4 ± 22,4 kj (21,8 ± 5,4 kcal) e 90% 72,5 ± 10,9 kj (17,3 ± 2,6 kcal), sem diferença significativa entre as intensidades estudadas.
O estudo analisou apenas um exercício e não equiparou o volume para execução do mesmo, este fato inviabiliza identificar a influência da intensidade em sessões de ER.
Neste nosso estudo a sessão de ER é caracterizada por utilizar oito exercícios e permite identificar a real interferência da intensidade sobre a demanda energética, pois o volume é equiparado nas sessões. A intensidade foi calculada com base em 1RM, sem subestimar nossos voluntários.
As sessões, com volume equiparado, realizadas com 70% 1RM provocam maior estresse na musculatura solicitada para realizar os movimentos em relação às sessões com 50% 1RM. Nestas condições o exercício exige contrações musculares vigorosas com
recrutamento de um número maior de unidades motoras, aumento na frequência de estímulos das atividades motoras e consequentemente aumento na demanda por ATP (58).
Segundo os resultados deste estudo, sessões de ER realizadas com 70% 1RM demandam 21,82% a mais de energia que sessões de ER realizadas com 50% 1RM, quando o volume é equiparado.
No dia a dia em academias, quando o objetivo for proporcionar maior demanda metabólica ao organismo, o profissional de Educação Física deve prescrever exercícios de alta intensidade, sempre que o aluno possuir condições de realizá-los.
4.2. Componente aeróbio e anaeróbio
Na avaliação e comparação da demanda energética entre as sessões de 50 e 70% 1RM o presente estudo apresenta os componentes aeróbios e anaeróbios em quilocalorias. O componente aeróbio está relacionado ao consumo de oxigênio e o componente anaeróbio as alterações na lactacidemia no decorrer das sessões (86, 114).
Aniceto R. R. et. al., 2013 (87) relatam a contribuição do componente aeróbio e anaeróbio na demanda energética total da sessão de ER, com intensidade e volume equiparados. Percentualmente o componente aeróbio representa 93% quando utilizado o método circuito (MC) e 92% quando utilizado o método tradicional (MT), já o componente anaeróbio representa 7% em MC e 8% em MT. Os resultados estão de acordo com os dados encontrados neste nosso estudo, tanto no componente aeróbio (hipertrofia 95,9% e RML 94,4%) quanto no componente anaeróbio (hipertrofia 4,1% e RML 5,6%). Estes resultados indicam que há contribuição do metabolismo anaeróbio, porém o metabolismo aeróbio é predominante durante as sessões completas de ER (séries + intervalos de recuperação).
No estudo de Scott, C. B. et. al., 2011 (95) com apenas um exercício (supino) de duas séries de repetições máximas em três intensidades, 70%, 80% e 90% 1RM. Os dados mostram o componente aeróbio foi responsável por 66% (70% 1RM), 63,80% (80% 1RM) e 70,30% (90% 1RM), já o componente anaeróbio por 34,0% (70% 1RM), 36,2% (80% 1RM) e 29,7% (90% 1RM) da demanda energética total, períodos de contração muscular e cinco minutos após as séries.
Embora o estudo de Scott, C. B. et. al., 2011 (95) não caracterize uma sessão de ER, pois utiliza apenas um exercício, os resultados contribuem com o presente estudo indicando que o metabolismo anaeróbio é fundamental durante as séries (momento de contração
muscular), no entanto o metabolismo aeróbio é predominante quando leva-se em conta os exercícios e os intervalo de recuperação após as séries.
Neste nosso estudo o componente aeróbio foi predominante, pois o ̇O2 total das
sessões incluiu os momentos de contração muscular e intervalos de recuperação. Neste estudo os valores do ̇O2 total foram de 71,90 ± 4,43 L na sessão de hipertrofia (70% 1RM) e
56,43 ± 2,82 L na sessão de RML (50% 1RM), superiores aos encontrados por Thornton, M. K. et. al., 2011 (118) de 25,02 ± 6,1 L (85% 8-RM) e 23,349 ± 7,0 L (45% 8-RM).
O elevado consumo de oxigênio deste estudo ocorreu devido ao maior tempo gasto para realizar as sessões e principalmente ao tempo destinando aos intervalos de recuperação, momento em que ocorre a ressíntese de ATP e eliminação do CO2 metabólico produzido no
tamponamento do ácido lático, produto do metabolismo anaeróbio lático atuante nas contrações musculares durante as séries.