2. LİTERATÜR ARAŞTIRMAS
2.6 Sonlu Elemanlar Yöntemi ile Analiz
5.3.2.1.1 Elementos típicos da narrativa de história: estruturais e marcadores linguísticos
As medidas referentes aos aspectos macroestruturais da narrativa incluíram a presença de elementos estruturais e marcadores linguísticos típicos do esquema narrativo de histórias, segundo a Gramática de Histórias (MANDLER; JOHNSON, 1977; STEIN; GLEIN, 1979). Para essa análise, foi utilizado o protocolo elaborado por Rossi e Giacheti (submetido), para pontuação dos elementos estruturais e marcadores linguísticos típicos da narrativa de história, a partir do livro “Frog, where are you?” Esse sistema foi desenvolvido, adotando-se como referencial as propostas de Berman (1988), Reilly, Bates e Marchman (1998) e Miles e Chapman (2002).
Os elementos típicos da narrativa de história analisados foram: cenário – menção ao local e personagens principais da história; tema – menção à situação-problema da história; enredo – menção aos eventos principais relacionados à situação-problema da história; resolução de problema – menção ao meio como se resolve o problema da história; desafios – menção às dificuldades encontradas pelos personagens para chegar à resolução do problema. A presença de marcadores linguísticos de abertura e fechamento da história (e.g. Era uma vez, e viveram felizes para sempre) também foi considerada, por caracterizar um importante marcador do esquema narrativo de história, proposta por Spinillo (1993).
Para cada elemento presente foi atribuído um ponto. Os pontos máximos para cada elemento: cenário, sete pontos; tema, dois pontos; enredo, nove pontos; desafios, nove pontos; resolução, dois pontos; marcadores convencionais, dois pontos. Ao final, foi realizada a soma, que resultou no escore global da narrativa, com pontuação máxima possível de 31 pontos.
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5.3.2.1.2 Nível de coerência global da narrativa oral de história
Para análise da coerência global da narrativa, foi utilizada a proposta de Spinillo e Martins (1997), delineada por um sistema de classificação que especifica critérios quanto ao nível de coerência dos aspectos macroestruturais. Tal análise é precedida pela presença de indicadores estruturais típicos da narrativa de história e informações referentes ao tema/tópico, a saber:
(1) Manutenção do(s) personagem principal: permanência ou não do personagem
principal ao longo de toda a história. Entende-se por tipo de personagem:
Tipo P1: personagem principal indefinido, havendo vários personagens, sem que seja possível definir o principal.
Tipo P2: personagem principal definido, que desaparece no decorrer da história, podendo retornar ao final da narração ou não, podendo haver substituição por outro personagem que se torna o principal.
Tipo P3: personagem principal definido e mantido ao longo de toda a narração. Há casos em que outros personagens são inseridos, mas nunca substituem o personagem principal, que permanece até o final da história.
(2) Manutenção do tema/tópico ao longo de toda a narrativa: se a história continua
ou não, tratando do mesmo assunto ao longo de toda a narração. Entende-se por tópico:
Tipo T1: tópico indefinido, podendo haver um tópico no início, que é substituído por outro no decorrer da narrativa, e que não é retomado ao final da história.
Tipo T2: há um tópico no início, que é substituído por outro no decorrer da narrativa, porém é retomado ao final da história.
Tipo T3: permanência de um mesmo tópico ao longo de toda a história.
(3) Evento/trama principal ou situação-problema: se a história apresenta ou não um
eixo central e uma cadeia relacionada de eventos. Entende-se por evento:
Tipo E1: observa-se o esboço de um evento ou a presença de vários eventos, sem que seja definido o principal. Trata-se mais de uma sequência de episódios ou ações que não se relacionam entre si, como se ocorressem em paralelo ou sucessivamente.
Tipo E2: vários eventos, sendo difícil definir o principal, mas que apresentam alguma relação entre si, estando, por exemplo, ligados pelos mesmos personagens e ao redor
33 de uma trama principal. Pode ocorrer de o evento principal ser inicialmente narrado e posteriormente substituído por outro, sendo, porém, retomado ao final da narrativa. Tipo E3: presença de um evento principal, trama ou situação-problema central bem definida, que rege toda a história e as ações dos personagens.
(4)Desfecho que finaliza e conclui a história tendo relação com o evento principal:
se a história apresenta ou não um desfecho que esteja estreitamente relacionado ao evento principal, trama ou situação-problema narrados no desenvolvimento da história.
Tipo D1: ausência de desfecho. A história é subitamente concluída, sem que haja um desfecho.
Tipo D2: mesmo presente, o desfecho não apresenta uma relação com o evento principal ou mesmo com o tema tratado na história. Há histórias em que o desfecho, embora desconectado do evento e do tema, envolve o personagem principal.
Tipo D3: desfecho definido e em estreita relação com o evento principal, trama ou situação-problema.
A partir destas informações, as narrativas foram classificadas em quatro níveis de coerência, conforme a proposta de Spinillo e Martins (1997):
Nível I:O personagem principal pode ser indefinido (P1) ou pode tanto ser mantido ao
longo da narração (P3), como desaparecer e retornar ao final da narrativa, ou ser substituído por outro (P2). Há mudança de tópico ao longo da narração, sem que se retorne ao mesmo no final (T1). Não se observa um evento principal definido (E1) nem um desfecho (D1). São histórias que se caracterizam por mudança de tópicos e de eventos que se sucedem desconectadamente, o que dificulta a compreensibilidade da narrativa, a qual termina abruptamente.
Nível II:Como no nível anterior, o personagem pode ser do tipo P1, P2 ou P3.
Entretanto, observa-se a tendência em manter um tema central que, mesmo substituído, é retomado ao final da narração (T2). Não se observa um evento principal definido, mas vários eventos sem relação (E1) ou com certa relação entre eles (E2). O desfecho pode não estar presente (D1) ou, quando existe, não apresenta uma relação com os eventos narrados anteriormente (D2); o que causa uma quebra na cadeia narrativa, dificultando a compreensão em virtude da mudança de tópico. O que mais diferencia esse nível do anterior é o fato de o tópico no Nível II ser do tipo T2,
34 indicando uma tendência em mantê-lo ao longo da história. Observa-se certa relação entre os eventos e o desfecho, embora sem uma relação precisa com o desenvolvimento da história.
Nível III: Existe um personagem principal que pode ser mantido ao longo da narração
(P3) ou desaparecer, retornando no final da história (P2). Um mesmo tema central é mantido ao longo de toda a narração (T3). Verificam-se vários eventos, sem que se possa definir o principal, mas conectados entre si (E2), ou um evento bem definido ao longo de toda a narração (E3). Há um desfecho que não apresenta relação clara com o evento principal (D2). O que caracteriza essas produções, e ao mesmo tempo as diferencia daquelas classificadas no nível anterior, é o fato de o tópico e o evento serem mantidos ao longo de toda a narração. A compreensibilidade é, em certo sentido, comprometida, uma vez que o desfecho não está em estreita relação com os eventos anteriores, provocando uma lacuna na cadeia narrativa ao final.
Nível IV: O personagem principal é bem definido, sendo mantido ao longo de toda a
história (P3), e o mesmo ocorre com o evento principal (E3) e com o tópico da narração (T3). O desfecho está presente e mantém relação estreita com o evento principal (D3). São histórias que apresentam uma cadeia narrativa conectada e centrada em um tópico bem definido sobre o qual versam os eventos e atuam os personagens. A isto é acrescido o fato de que o desfecho envolve a trama de história e seus personagens. O que mais diferencia esse nível dos demais é a elaboração de um desfecho em estreita conexão com os eventos narrados ao longo da história.