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O modelo de governança após as considerações da presidência da RIC foi realizado a partir do modelo teórico de governança para redes de incubadoras apresentado na seção 2.2.4 desta dissertação, com base nos modelos e princípios de governança dispostos na literatura.

Em relação ao modelo teórico, foram efetuadas algumas alterações, tendo em vista a realidade da RIC, objeto deste estudo. A seguir apresenta-se o detalhamento do modelo de governança de acordo com as peculiaridades da rede.

Cumpre relembrar que foram propostos dois tipos de stakeholders: os voluntários (Universidades, órgãos de fomento, Governo, investidores de capital de risco e institutos de

pesquisa, desenvolvimento e inovação) e os involuntários (as incubadoras de empresas associadas à rede e as empresas incubadas vinculadas às incubadoras).

Constatou-se que os stakeholders involuntários são aqueles que se relacionam diretamente com a rede, a saber: as incubadoras de empresas associadas, as empresas incubadas vinculadas às incubadoras, bem como as empresas graduadas. O sucesso da rede depende do sucesso de suas incubadoras, que precisa de empresas incubadas de sucesso e de um maior número de empresas graduadas prontas para o mercado, portanto, a rede se relaciona diretamente com elas.

Os stakeholders voluntários considerados são aqueles que geram valor à rede através de relações indiretas, pois estes stakeholders se relacionam com as incubadoras de empresas, o que gera valor à rede, como as Universidades, o SEBRAE, os órgãos de fomento, os bancos, o Governo, os investidores de capital de risco, o NIT e os Institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

A maioria das incubadoras de empresas associadas à RIC está inserida nas Universidades e em Institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, motivo pelo qual estas entidades também se incluem como stakeholders da rede. O SEBRAE é um parceiro, onde as incubadoras mantém alianças estratégicas. Os órgãos de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP e a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP também foram apontados como mantenedores das incubadoras de empresas.

Os Bancos também foram considerados stakeholders, tendo em vista a grande participação do Banco do Nordeste do Brasil S.A. nos projetos das incubadoras associadas à RIC. Ademais, como os bancos oficiais – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) – possuem políticas de fomento, esses bancos também são potenciais financiadores dos projetos das incubadoras.

Os Governos Federal, Estadual e Municipal têm papel importante para o desenvolvimento das incubadoras de empresas associadas à RIC, com destaque para o MCTI, para a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior e para a Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Os investidores de capital de risco têm contato direto com as empresas incubadas e a RIC apenas atua como facilitadora dessa comunicação. Por fim, destaca-se a inclusão do Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT como stakeholder voluntário no modelo de governança da RIC, já que ele tem como função a prospecção de parceiros para transferência

de tecnologia e o apoio aos pesquisadores na proteção dos resultados de suas pesquisas, orientado no pedido de marcas e patentes.

A Figura 17 evidencia que os stakeholders involuntários e voluntários influenciam e são influenciados, direta ou indiretamente, pelos agentes de governança da rede.

Figura 17 – Modelo de governança de acordo com as considerações da presidência da RIC

Fonte: Dados da pesquisa (2013).

O modelo teórico de governança para redes de incubadoras proposto evidenciou quatro agentes de governança (conselho de administração, conselho fiscal, comitês de assessoramento e diretor-presidente). Após discussão com a presidência da RIC, obteve-se a exclusão de um agente, comitês de assessoramento, e a inclusão de outros dois agentes de governança, o diretor administrativo-financeiro e o diretor técnico.

O conselho de administração tem a função de proteger e valorizar a rede, além de prevenir e administrar possíveis conflitos de interesse. O conselho de administração tem as competências semelhantes às competências do conselho consultivo da Anprotec: (i) orientar, aconselhar e apoiar as ações da rede; (ii) sugerir à diretoria as áreas de atuação prioritárias;

(iii) sugerir formas e fontes de parcerias e captação de recursos, e; apoiar a rede perante a sociedade, instituições públicas ou privadas, buscando consolidar a imagem da rede.

O número de integrantes do conselho de administração deve ser no mínimo de seis, onde cinco devem ser membros rotativos e pelo menos um deve ser membro permanente. O Quadro 16 evidencia a composição dos membros do conselho de administração.

Quadro 16 – Composição dos membros do conselho de administração para a RIC

Composição do conselho de administração

Membros rotativos

Dois membros representantes das incubadoras Um membro do SEBRAE

Um membro dos Bancos Um membro do Governo Membros permanentes Ex-presidentes da rede Fonte: Dados da pesquisa (2013).

A presidência da RIC acredita que a presença de ex-presidentes auxilia o conselho de administração a desenvolver suas atividades de planejamento estratégico da rede, uma vez que já têm familiaridade com os processos da RIC. Ressalta-se a existência de membros natos no conselho consultivo da Anprotec (2010), que são os últimos três diretores presidentes da Associação.

O conselho fiscal é o órgão fiscalizador da administração contábil-financeira da rede, que se reúne sempre que convocado pelo seu presidente ou pelo conselho de administração. A legislação estabelece que o número de membros suplentes deve ser igual ao número de membros de titulares, contudo, pela falta de pessoal, a presidência da RIC acredita que apenas um suplente é suficiente para cobrir os três membros titulares.

Cumpre mencionar que a eleição dos agentes de governança deve ocorrer em assembleia geral e que o mandato de cada membro do conselho de administração, do conselho fiscal e é de dois anos, sendo permitida uma recondução.

A presidência da RIC excluiu a consideração dos comitês de assessoramento no modelo de governança da rede, tendo em vista que já existe uma diretoria administrativo- financeira e uma diretoria técnica, que podem auxiliar o conselho de administração nas atividades requeridas. A diretoria é responsável pela administração, coordenação e execução das diretrizes estabelecidas pelo conselho de administração.

O Quadro 17 evidencia as funções do diretor administrativo-financeiro e do diretor técnico da RIC.

Quadro 17 – Funções do diretor administrativo-financeiro e do diretor técnico da RIC

Diretor Administrativo-Financeiro Diretor Técnico

- Administrar os serviços financeiros;

- Providenciar a arrecadação das contribuições dos associados e de todas as demais rendas;

- Depositar em estabelecimento de crédito idôneo o saldo das arrecadações, não podendo manter em seu poder quantia superior à que for fixada pelo Presidente; - Assinar, por procuração, com o Presidente, os cheques e documentos que envolvam responsabilidade financeira da RIC;

- Comparecer, quando convocado, às reuniões do Conselho Fiscal, a fim de prestar esclarecimentos; - Apresentar ao Presidente as sugestões que julgar úteis ao bom andamento dos trabalhos de tesouraria e setor financeiro;

- Fazer confeccionar o orçamento anual e suas periódicas revisões, assessorando o Presidente eleito na confecção do orçamento do primeiro ano do mandato.

- Organizar o banco de Consultores Especialistas para atendimento aos Associados;

- Coordenar a agenda dos encontros periódicos dos administradores das incubadoras, e demais eventos de interesse dos Associados, organizados pela RIC; - Planejar e implementar o banco de dados da RIC; - Exercer a função de interlocutor junto aos parceiros estratégicos.

Fonte: Adaptado do Estatuto da RIC (2008).

O presidente da RIC deve representar ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente a rede perante os órgãos públicos, administrativos e particulares e, em geral nas suas relações com terceiros, podendo delegar poderes para esse efeito, se necessário.

As outras funções pertinentes ao presidente RIC são:

a) coordenar a elaboração da prestação anual de contas e do Relatório Anual de

Atividades;

b) abrir, movimentar e encerrar contas bancárias em conjunto com o diretor financeiro;

c) assinar, juntamente com o diretor financeiro, balancetes, balanço anual e demais

documentos de natureza financeira;

d) viabilizar os recursos financeiros necessários à realização dos objetivos da RIC;

e) autorizar despesas administrativas conforme previsto no orçamento aprovado para o

exercício;

f) organizar e executar o processo de ingresso e de avaliação de novos sócios na RIC;

g) avaliar periodicamente a adequação dos critérios de ingresso, exclusão e suspensão de

Sócios;

h) analisar os pedidos de ingresso de instituições na RIC;

i) preparar e submeter ao conselho de administração, relatórios, planos, orçamentos e

balanços anuais;

j) organizar os serviços da entidade e definir as obrigações e direitos do pessoal;

k) admitir, transferir, punir, dispensar e praticar quaisquer atos administrativos

referentes a pessoal;

l) captar e aplicar recursos financeiros e contratar recursos humanos necessários ao

m) designar grupos de trabalho para as áreas técnicas, e;

n) autorizar a celebração de convênios, acordos, protocolos de intenções, contratos,

termos de parceria e outras formas de cooperação com instituições públicas ou privadas, visando à consecução dos objetivos da RIC.

As atividades do conselho de administração, do conselho fiscal devem ser normatizadas em um Regimento Interno, onde as responsabilidades e os limites de atuação do conselho e dos seus conselheiros devem estar claros e bem definidos. Esse Regimento Interno também deve conter medidas de prevenção de situações de conflito entre a diretoria e os

stakeholders involuntários (incubadoras, empresas incubadas e empresas graduadas).

Como forma de preservar e valorizar a RIC, é necessária a adoção dos princípios de governança corporativa pelos agentes de governança: (i) transparência, (ii) prestação de contas, (iii) equidade e (iv) responsabilidade corporativa.

Toda informação deve ser livremente disponível e de fácil acesso para todos que podem afetar ou vir a ser afetados por essas informações. O presidente da rede deve assegurar que as informações estejam em linguagem acessível para as partes interessadas e a internet

deve ser explorada para ampliar a difusão de tais informações.

A rede deve divulgar de forma tempestiva, pelo menos em seu website, relatórios periódicos de prestação de contas informando o andamento de suas atividades, além das informações econômico-financeiras e das atividades desenvolvidas pelo conselho de administração e pelo conselho fiscal.

A divulgação de informações e o encaminhamento de pleitos devem ser assegurados para todos os agentes de governança, especialmente para os stakeholders

involuntários (incubadoras de empresas associadas, empresas incubadas e graduadas). Por fim, os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade da rede, visando à sua longevidade.

A próxima subseção exibe as considerações dos gestores das incubadoras acerca do modelo teórico de governança para redes de incubadoras.

4.4 ANÁLISE DA ADERÊNCIA DA RIC AO MODELO TEÓRICO DE GOVERNANÇA PARA REDES DE INCUBADORAS: CONSIDERAÇÕES DOS GESTORES DAS INCUBADORAS ASSOCIADAS À RIC

Após compilação com a presidência da rede do modelo de governança de acordo com as necessidades da RIC, os gestores das incubadoras de empresas foram contactados, para atestarem o modelo de governança após as considerações da presidência da RIC.

Ressalta-se que das sete incubadoras respondentes iniciais, apenas três aceitaram participar desta etapa da pesquisa, o que se considera uma importante limitação do estudo. Das três incubadoras que participaram desta etapa, apenas uma incubadora sugeriu alterações. As outras duas incubadoras afirmaram concordar com o modelo após as alterações sugeridas pela presidência da rede. Cabe destacar ainda como limitação da pesquisa que somente os gestores das incubadoras de empresas analisaram o modelo de governança, não sendo apresentado para apreciação dos empreendedores das empresas incubadas e graduadas.

Dentre as alterações sugeridas pela incubadora de empresa participante, destacam- se:

(i) a inclusão da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC no rol dos stakeholders voluntários;

(ii) a inclusão de um membro da FIEC para participar do conselho de admininstração, e;

(iii) a inclusão de uma diretoria de projetos.

Após as alterações sugeridas pelas incubadoras de empresas, a presidência da RIC foi contactada para validar novamente o modelo proposto e após apreciação, obteve-se o modelo exposto na Figura 18. Ressalta-se que as alterações estão na cor vermelha para destacar as modificações implementadas de acordo com as peculiaridades da RIC.

Figura 18 – Modelo de governança para a RIC

Fonte: Dados da pesquisa (2013).

A inclusão da FIEC, tanto no conselho de administração quanto no conjunto de

stakeholders voluntários, é justificada, tendo em vista que a FIEC fomenta e apoia ações e atividades relacionadas com a capacitação empresarial, especialmente de pequenos empreendedores (FIEC, 2009), que é o perfil das empresas incubadas vinculadas às incubadoras associadas à RIC. Ademais, a FIEC esteve presente desde a reunião de criação da RIC.

A diretoria de projetos estaria voltada ao planejamento de projetos voltados ao crescimento da RIC e das suas incubadoras de empresas associadas à rede, além de monitorar e avaliar o desenvolvimento desses projetos.

O Quadro 18 mostra as funções do presidente e dos diretores da RIC, agenda da governança.

Quadro 18 – Funções do presidente e dos diretores administrativo-financeiro, técnico e de projetos da RIC

Presidente

- Representar ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente a RIC perante os órgãos públicos, administrativos e particulares e, em geral nas suas relações com terceiros, podendo delegar poderes para esse efeito, se necessário;

- Coordenar a elaboração da prestação anual de contas e do relatório anual de atividades; - Abrir, movimentar e encerrar contas bancárias em conjunto com o diretor financeiro; - Assinar, juntamente com o diretor financeiro, balancetes, balanço anual e demais documentos de natureza financeira;

- Viabilizar os recursos financeiros necessários à realização dos objetivos da RIC;

- Autorizar despesas administrativas conforme previsto no orçamento aprovado para o exercício;

- Organizar e executar o processo de ingresso e de avaliação de novos Sócios na RIC; - Avaliar periodicamente a adequação dos critérios de ingresso, exclusão e suspensão de sócios;

- Analisar os pedidos de ingresso de instituições na RIC;

- Preparar e submeter ao conselho de administração, relatórios, planos, orçamentos e balanços anuais;

- Organizar os serviços da entidade e definir as obrigações e direitos do pessoal;

- Admitir, transferir, punir, dispensar e praticar quaisquer atos administrativos referentes a pessoal;

- Captar e aplicar recursos financeiros e contratar recursos humanos necessários ao desenvolvimento das atividades;

- Designar grupos de trabalho para as áreas técnicas, e;

- Autorizar a celebração de convênios, acordos, protocolos de intenções, contratos, termos de parceria e outras formas de cooperação com instituições públicas ou privadas, visando à consecução dos objetivos da RIC.

Diretor Administrativo

-Financeiro

- Administrar os serviços financeiros;

- Providenciar a arrecadação das contribuições dos associados e de todas as demais rendas; - Depositar em estabelecimento de crédito idôneo o saldo das arrecadações, não podendo manter em seu poder quantia superior à que for fixada pelo presidente;

- Assinar, por procuração, com o presidente, os cheques e documentos que envolvam responsabilidade financeira da RIC;

- Comparecer, quando convocado, às reuniões do conselho fiscal, a fim de prestar esclarecimentos;

- Apresentar ao presidente da RIC as sugestões que julgar úteis ao bom andamento dos trabalhos de tesouraria e setor financeiro;

- Fazer confeccionar o orçamento anual e suas periódicas revisões, assessorando o presidente eleito na confecção do orçamento do primeiro ano do mandato.

Diretor Técnico

- Organizar o banco de consultores especialistas para atendimento aos associados;

- Coordenar a agenda dos encontros periódicos dos administradores das incubadoras, e demais eventos de interesse dos associados, organizados pela RIC;

- Planejar e implementar o banco de dados da RIC;

- Exercer a função de interlocutor junto aos parceiros estratégicos.

Diretor de Projetos

- Planejar projetos voltados ao crescimento das RIC;

- Planejar projetos voltados ao crescimento das incubadoras associadas a RIC; - Monitorar e avaliar o desenvolvimento dos projetos na RIC;

- Identificar e propor correções a problemas encontrados no desenvolvimento dos projetos. Fonte: Adaptado do Estatuto da RIC (2008) e da pesquisa direta(2013).

Após as alterações sugeridas, o número mínimo de membros do conselho de administração aumentou para sete, conforme se observa no Quadro 19.

Quadro 19 – Composição final dos membros do conselho de administração da RIC

Composição do conselho de administração

Membros rotativos

Dois membros representantes das incubadoras Um membro do SEBRAE

Um membro dos Bancos Um membro do Governo Um membro da FIEC Membros permanentes Ex-presidentes da rede Fonte: Dados da pesquisa (2013).

Destaca-se que os agentes de governança da RIC devem zelar pelos princípios de governança corporativa: (i) transparência, (ii) prestação de contas, (iii) equidade e (iv) responsabilidade corporativa.

Sobre o princípio da transparência, toda informação deve ser livremente disponível e de fácil acesso para todos que podem vir a ser afetados por essas informações. O Presidente da rede deve assegurar que as informações estejam em linguagem acessível para as partes interessadas. A internet deve ser explorada para ampliar a difusão de tais informações.

Acerca da prestação de contas, a rede deve divulgar de forma tempestiva, pelo menos em seu website, relatórios periódicos informando sobre o andamento de suas atividades, além das informações econômico-financeiras e das atividades desenvolvidas pelo conselho de administração e pelo conselho fiscal.

Sobre o princípio da equidade, o conselho de administração deve aprovar o Código de Conduta da rede, que comprometa administradores e colaboradores. Ademais, a divulgação de informações e o encaminhamento de pleitos devem ser assegurados para todos os agentes de governança e incubadoras de empresas associadas, bem como as empresas incubadas e graduadas.

Em relação à responsabilidade corporativa, os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade da rede, visando à sua longevidade. Dessa forma, as decisões da rede devem ser tomadas levando em consideração à coletividade.

Dessa forma, o sistema de governança da rede deve promover a igualdade dos interesses das partes interessadas em consonância com os objetivos da rede, que é o sucesso de suas incubadoras associadas, mediante o sucesso das empresas incubadas e de um maior número de empresas graduadas já fortalecidas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente dissertação buscou verificar a aderência da RIC ao modelo teórico de governança para redes de incubadoras. Para consecução do objetivo geral, foram elaborados quatro objetivos específicos e seus resultados são apresentados a seguir.

Em relação ao primeiro objetivo específico, levantaram-se modelos de governança gerais e aplicados à rede de incubadoras, incubadoras de empresas e à parques tecnológicos, que permitiu a elaboração do modelo teórico especificado no item 2.2.4 desta dissertação. Esse modelo foi apreciado pela presidência da RIC e pelos gestores das incubadoras de empresas associadas à rede.

No que concerne ao segundo objetivo específico, com base nos resultados da aplicação de questionário junto aos gestores das incubadoras associadas à RIC, identificou-se as características gerais das incubadoras, bem como os objetivos das incubadoras, os serviços e a infraestrutura oferecidos às empresas incubadas, além das instituições de vínculo, as fontes de recursos e os parceiros estratégicos das incubadoras. Nesse sentido, de modo geral, os resultados demonstram que: (i) três incubadoras são de base tecnológica e três são mistas, evidenciando que a tecnologia e os serviços são os principais setores de atuação das incubadoras; (ii) quatro incubadoras possuem no mínimo nove anos de atividade; (iii) três incubadoras possuem de seis a 10 empresas incubadas e que as incubadoras de maior porte possuem no mínimo 21 incubadas; (iv) quatro incubadoras afirmaram que suas incubadas possuem até 10 empregados; (v) quatro incubadoras geram no mínimo quatro empregos; (vi) a criação de spin-offs é o principal objetivo que rege as incubadoras associadas à RIC; (vii) todas as incubadoras respondentes oferecem consultorias e sala de reuniões para as empresas incubadas; (viii) a disponibilidade de serviços de apoio profissionais foi o principal elemento de atratividade destacado pelas incubadoras; (ix) as incubadoras estão vinculadas à Universidades ou Centros de Pesquisa ou ao Governo Estadual; (x) as fontes de recursos mais apontadas pelas incubadoras foram o Governo Estadual e as agências de fomento, como o CNPq, a FINEP e o SEBRAE; (xi) cinco incubadoras estão estabelecidas em terreno de Universidade ou de Instituição de Pesquisa; (xii) as incubadoras mantêm alianças estratégicas com Universidades, Centros de Pesquisa e com o SEBRAE; (xiii) as incubadoras não possuem parcerias categóricas com outras incubadoras de empresas.

Quanto ao terceiro objetivo específico, após diagnóstico do relacionamento da RIC com suas incubadoras associadas obtido por meio da aplicação do questionário junto aos gestores das incubadoras, observou-se que: (i) somente três incubadoras mostraram

conhecimento sobre a forma de eleição dos membros da diretoria da rede; (ii) o e-mail é o principal meio de comunicação entre as incubadoras e a RIC; (iii) não há consenso quanto à periodicidade das reuniões existentes com a rede; (iv) não obrigatoriedade de prestação de contas pelas incubadoras à rede; (v) não há avaliação de desempenho formal das incubadoras associadas para a rede; (vi) a RIC promove o intercâmbio de conhecimentos e de experiências

Benzer Belgeler