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Son Dönem Türkiye Mimarlığına Ait Bazı Kitsch ve Nitelikli Örnekler

4. MEKAN ÜZERİNDEN ETİK-ESTETİK BİR OKUMA

4.3 Son Dönem Türkiye Mimarlığına Ait Bazı Kitsch ve Nitelikli Örnekler

Destaco apenas que diversos setores da IEMB viram como realização das aspirações da Igreja a ascensão de Evo Morales e as mudanças por ele implementadas. A respeito disso, o bispo Carlos Poma declararia à imprensa:

[…] la presidencia del sindicalista indígena Evo Morales, demuestra que se ha cumplido la profecía de Túpac Katari: "volveré y seré millones", y la de la Iglesia Metodista: "algún día sucederá en Bolivia lo que está sucediendo en la Iglesia Metodista". Hace 27 años el pastor Zacarías Mamani fue consagrado como primer obispo aymara de su iglesia. […]"El futuro de Bolivia está en buenas manos y todos estamos comprometidos a construir una nueva Bolivia a través de la Asamblea Constituyente", indicó.

La Iglesia Metodista de Bolivia está comprometida ahora más que nunca, y ha llegado el momento de restaurar y dignificar la vida humana en la construcción del gran Pachakuti, del Reino de Dios, declaro116.

Assim, se vivia no pais a experiência que a IEMB, duas décadas, antes experimentara com as mudanças decorrentes do movimento aymara, onde a maioria da membreia da IEMB composta por indígenas de etnia aymara assumiram a direção desta.

Em seus documentos oficiais, a IEMB reconhece que não tem conseguido implantar as características culturais aymara ou quéchua no exercício da gestão administrativa e eclesial, nem na estrutura organizacional. Ainda com uma membresia majoritariamente aymara, a estrutura atual da IEMB tem algumas características sinodais, que respondem mais à cultura mestiça castelhana e urbana117. Assim, a classe média (mestiça, chola ou branca), por ter preparação acadêmica, assumirá as funções burocrático-administrativas, porém, sem expressão nos níveis de decisão e poder (nas Assembleias Distritais e na Assembleia Geral da IEMB).

Ao assumir o controle da IEMB, o movimento aymara se assumia como a Igreja não só com rosto indígena, mas com a alma e o espírito andinos, que fora excluído das instâncias de poder político-social e doutrinal e, por esta razão, o fator capaz de produzir um modo novo e radicalmente alternativo de operar a administração do aparato burocrático da igreja, bem como de sua eclesialidade, nos moldes da sabedoria inerente ao ‘ser’ andino.

Reiteramos que a oportunidade de uma nova opção residia precisamente nesta forma diferenciada (indígena) de ‘ser’, por haver sido mantida fora dos espaços de poder que forneciam o sentido e a idiossincrasia que caracterizavam a IEMB até então. Assim, este novo modelo pretendia assumir e outorgar os valores ético-culturais do povo aymara ao gerenciamento institucional. Mesmo assim, não conseguiram outorgar sua experiência

116 Material disponível no site da agência de notícias ALC <http://elistas.alcnoticias.org/lista/espanol_alc/

archivo/indice/1261/msg/1276/> acessado em 5-05-2011 Pachakuti: Palavra da língua quechua, Os Incas, em sua mitologia, estabelecem que Viracocha (deus) destruiu os homens nas redondezas do lago Titicaca com uma grande inundação para limpar a terra de sua barbárie degradante, poupando a um casal, que serão os heróis civilizadores. Assim se estabelece o entendimento de uma nova era, um novo eon, uma revolução, transformação. Pachakuti é uma maneira de se estar, de ver, de dizer e de ser. Anuncia um período de transformações radicais

117 QUISPE, 2006, p. 415 os aspectos administrativos – institucionais foram objeto da dissertação de mestria de

NINA Aguilar, Eunice Dalia. Religião e Cultura: A Igreja Evangélica Metodista da Bolivia, suas interações sócio-culturais e correspondentes reflexões em sua organização – Dissertação (Mestrado). 2010, 134f. São Bernardo do Campo – SP, Programa de Pos-Graduação em Ciencias da Religião, Universidade Metodista de São Paulo. Pelo que não é preciso maiores aprofundamentos da minha parte.

cultural, nem construir seu próprio sentido, nem recompor a gestão da Igreja, nem modificar sua eclesialidade. Assim, a ruptura que significou o movimento ayimara não conseguiu operar a recomposição ou de se auto-produzir em um novo sentido na IEMB, caracterizando-a com a particular visão de mundo e o valor das relações individuais gestadas nos laços das comunidades andinas118.

Os parâmetros determinados pela nova estratificação do poder em que a grande maioria de membros de origem aymara prevalece sobre a minoria não aymara (hispano falantes e quéchuas) determinara a orientação e a articulação do usufruto do poder primando pela manutenção da nova ordem da primazia aymara como pauta político ideológica.

A questão da compreensão da eclesialidade da IEMB, entre o grupo que conseguiu gestar os espaços de poder, constituiu-se em um paradoxal contrassenso com as aspirações do original movimento (primeiro leigo, logo aymara) que pretendia uma nova dimensão em rede, horizontal e democraticamente participativas, que eram sustentadas no dinamismo das bases majoritárias aymaras nas congregações locais.

Entretanto, ante a possibilidade de uma decorrência em uma descentralização e autogestão por regiões que fossem capazes de responder aos novos desafios, a questão da eclesialidade e a gestão do poder se identifica como tendo seu objetivo no controle total do poder para levar adiante transformações que uma vez conseguidas se mantenham por largo tempo. Isto implica a concentração do poder e modalidades heterodoxas do exercício democrático que garantam uma reprodução indefinida no mando por quem o tem hoje. Tendo-se como princípio a preservação do usufruto corporativista do poder, lembra muito a gestão estalinista do poder.

Dessa forma, o carisma episcopal despido de sua função pastoral e do zelo pela doutrina para converter-se em fonte e detentor do poder em vez do (como estipula o estatuto geral da IEMB) simples papel executivo da assembleia geral que circunstancialmente lhe é encomendado. Os indivíduos que começam a articular a administração da IEMB o farão tentando manter a viabilidade institucional-burocrática antes de se importar com conteúdos teológico-doutrinários e com os princípios éticos que orientam os modos sociais decorrentes da ancestralidade andina. Esta articulação política (obtenção e usufruto) do poder burocrático órfão do moralismo protestante/pietista (sob suspeita em círculos teológicos progressistas e da teologia da libertação que inspira o movimento aymara) é oportunista, posto que os novos agentes de controle da IEMB, novos atores sociais (indígenas), gestam

as estruturas de prestígio na IEMB. Assim uma constante na administração da IEMB será a preservação da hegemonia aymara no usufruto do poder.

Como anteriormente se falou, a experiência da IEMB se constitui em uma espécie de antecipação das mudanças que ocorreriam nas estruturas políticas e sociais da nação. Como no resto do país, os quadros indígenas não eram suficientes em número ou não estavam suficientemente capacitados para assumir as exigências do pesado modelo burocrático organizacional das instituições de serviço (em torno de 20 escolas, quatro hospitais e diversos projetos de desenvolvimento rurais com financiamento externo) nem a burocracia eclesiástica (reflexo da herança da Igreja Metodista Unida norte-americana). Esta conjuntura permitira o surgimento do setor da administração das escolas como uma classe que em curto prazo manipularia as eleições episcopais e o caráter-carisma da administração da Igreja, primando assim pelo descarado prebendalismo e o peguismo119 sobre as noções teológicas e os princípios doutrinários e os regimentos eclesiásticos. Creio que é importante reafirmar a noção anteriormente expressa de existir um divórcio entre a vida eclesial nas comunidades locais com o caráter e carisma da administração derivada do episcopado

A IEMB precisa se auto-explicitar em sua identidade e missão. Apontamos como questões em aberto a discussão: qual seria a identidade da IEMB? Se será compreendida por seus elementos de classe-etnia como uma igreja Aymara ou andina? Ou se sua identidade estará pautada pela compreensão profética que olha as transformações sociais e os excluídos que esta gera? Será a compreensão do que é a missão? E na compreensão de missão qual é o peso da tradição wesleyana?