Argentina
370, dentre outros
371.
363 No mesmo sentido: PITOMBO, Eleonora Coelho. Arbitragem e o Poder Judiciário..., pp. 109/110. O
artigo 5.1.3 do regulamento da Câmara de Arbitragem do Mercado-CAM, ressalta a necessidade da expressa anuência das partes com relação ao procedimento pré-arbitral: “5.1.3 O Árbitro de Apoio somente poderá ser acionado se a convenção de arbitragem contiver previsão expressa quanto à sua atuação. Caso contrário, a parte deverá requerer diretamente ao Poder Judiciário as medidas conservatórias necessárias à prevenção de dano irreparável ou de difícil reparação, e tal proceder não será considerado renúncia à arbitragem.” (www.camaradomercado.com.br/InstDownload/nova-regulamentacao.pdf. Acessado em 03/11/2012).
364 Em nosso país, a arbitragem poderá ser convencionada por cláusula compromissória ou por compromisso
arbitral. Nos termos do parágrafo 1.º do artigo 4.º da Lei n.º 9.307/96, a clásula compromissória deverá ser escrita para que seja válida: “Art. 4º (...) § 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira”. Nesse sentido, por todos, cite-se a lição de ALEXANDRE FREITAS CÂMARA: “a cláusula compromissória deve ter forma escrita, podendo constar do próprio contrato a que se refere ou de ato separado que a ele faça menção.” (in Arbitragem..., p. 24). O mesmo ocorre com o compromisso arbitral, que pode ser judicial ou extrajudicial, nos termos do artigo 9.º da Lei de Arbitragem: “Art. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial. § 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde tem curso a demanda. § 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por escrito particular, assinado por duas testemunhas, ou por instrumento público”.
365 Na Alemanha, a convenção de arbitragem deve ser escrita e pode estar contida em um contrato ou em
cartas, telegramas, fax etc.: “Section 1031 - Form of arbitration agreement (1) The arbitration agreement
shall be contained either in a document signed by the parties or in an exchange of letters, telefaxes, telegrams or other means of telecommunication which provide a record of the agreement.” (tradução livre: “Seção 1031 - Forma da convenção arbitral (1) A convenção arbitral pode estar contida tanto em um documento assinado pelas partes como em uma troca de carta, faxes, telegramas ou qualquer outro meio de telecomunicação que forneça o registro da convenção.”).
366 Na Itália, a convenção arbitral também deve ser escrita: “Art. 807. (Compromesso) Il compromesso deve,
a pena di nullita', essere fatto per iscritto e determinare l'oggetto della controversia. La forma scritta s'intende rispettata anche quando la volonta' delle parti e' espressa per telegrafo, telescrivente, telefacsimile
o messaggio telematico nel rispetto della normativa, anche regolamentare, concernente la trasmissione e la ricezione dei documenti teletrasmessi.” (tradução livre: “Art. 807. (Compromisso) O compromisso deve, sob pena de nulidade, ser feito por escrito e determinar o objeto da controvérsia. A forma escrita se entende respeitada inclusive quando a vontade das partes é expressa por telégrafo, telex, fax ou mensagem eletrônica, respeitadas as normas, e também regulamentos, concernentes à transmissão e recepção de documentos teletransmitidos”. O artigo 669-octies equipara a cláusula compromissória ao compromisso arbitral, ao estatuir que: “Art. 669-octies. (Provvedimento di accoglimento) (...) Nel caso in cui la controversia sia
oggetto di compromesso o di clausola compromissoria, la parte, nei termini di cui ai commi precedenti, deve notificare all’altra un atto nel quale dichiara la propria intenzione di promuovere il procedimento arbitrale, propone la domanda e procede, per quanto le spetta, alla nomina degli arbitri.” (trad. livre: “Art. 669-oitavo (Procedimento de acolhimento) No caso em que a controvérsia seja objeto de compromisso ou de cláusula compromissória, a parte, nos termos dos artigos precedentes, deve notificar a outra parte por meio de um ato no qual declara a própria intenção de promover o procedimento arbitral, propõe a demanda e procede, no que lhe disser respeito, à nomeação dos árbitros.”).
367 Em Portugal, o artigo 2.º da Lei n.º 63/2011 também prevê a forma escrita da convenção de arbitragem:
“Artigo 2.º Requisitos da convenção de arbitragem; sua revogação 1 - A convenção de arbitragem deve adoptar forma escrita. 2 - A exigência de forma escrita tem-se por satisfeita quando a convenção conste de documento escrito assinado pelas partes, troca de cartas, telegramas, telefaxes ou outros meios de telecomunicação de que fique prova escrita, incluindo meios electrónicos de comunicação. 3 - Considera-se que a exigência de forma escrita da convenção de arbitragem está satisfeita quando esta conste de suporte electrónico, magnético, óptico, ou de outro tipo, que ofereça as mesmas garantias de fidedignidade, inteligibilidade e conservação”.
368 Na França, antes da reforma de 2011, os arts. 1442 a 1446 do Código de Processo Civil francês regulavam
a cláusula compromissória: “Arte. 1442 (Créé par Décret 81-500 1981-05-12 arte. 5 JORF 14 mai 1981
rectificatif JORF 21 mai 1981) La clause compromissoire est la convention par laquelle les parties à un contrat s’éngagement à soumettre à l'arbitrage les litiges qui pourraient naître relativement à ce contrat.” (trad. livre: “Art. 1442 (Decreto n.º 81-500 de 12 de maio de 1981, Diário Oficial de 14 de maio de 1981, emenda JORF de 21 de maio de 1981) A cláusula compromissória é a convenção por meio da qual as partes de um contrato se comprometem a submeter à arbitragem os litígios que possam surgir relativos ao contra- to.”); “Arte. 1443 (Créé par Décret 81-500 1981-05-12 arte. 5 JORF 14 mai 1981 rectificatif JORF 21 mai
1981) La clause compromissoire doit, à peine de nullité, être stipulée par écrit dans la convention principale ou dans un document auquel celle-ci si se réfère. Sous la même sanction, la clause compromissoire doit, soit designer le ou les arbitres, soit prévoir les modalités de leur désignation.” (trad. livre: “Art. 1443 (Decreto n.º 81-500 de 12 de maio de 1981, Diário Oficial de 14 de maio de 1981, emenda JORF de 21 de maio de 1981) A cláusula compromissória deve, sob pena de nulidade, ser estipulada por escrito no contrato principal ou em um documento que se refere àquele. Sob a mesma pena, a cláusula compromissória deve, ou indicar o ou os árbitros, ou prever os meios de sua designação.”; (...) “Arte. 1446 (Créé par Décret 81-500 1981-05-12
arte. 5 JORF 14 mai 1981 rectificatif JORF 21 mai 1981) Lorsqu'elle est nulle, la clause compromissoire est réputée non écrite.” (trad. livre: Art. 1446 (Decreto n.º 81-500 de 12 de maio de 1981, Diário Oficial de 14 de maio de 1981, emenda JORF de 21 de maio de 1981) Se for nula, a cláusula compromissória será conside- rada não escrita.”). Após o Decreto n.º 2011-48, de 13 de janeiro de 2011, a arbitragem passou a ser regulada pelos artigos 1442 a 1527 do Código de Processo Civil francês, tendo o artigo 1442 equiparado a cláusula compromissória ao compromisso arbitral: “Arte. 1442. La convention d’arbitrage prend la forme d'une
clause compromissoire ou d'un compromis. La clause compromissoire est la convention par laquelle les parties à un ou plusieurs contrats s'engagent à soumettre à l'arbitrage les litiges qui pourraient naître relativement à ce ou à ces contrats. Le compromis est la convention par laquelle les parties à un litige né soumettent celui-ci à l'arbitrage.” (trad. livre: “Art. 1442. A convenção de arbitragem pode ser na forma de uma cláusula compromissória ou de um compromisso arbitral. A cláusula compromissória é a convenção por meio da qual as partes de um ou mais contratos se comprometem a submeter à arbitragem os litígios que possam surgir relativos ao ou aos contratos. O compromisso arbitral é a convenção por meio da qual as partes de um litígio submetem-no à arbitragem.”). O artigo 1443 manteve a necessidade da convenção arbitral por escrito: “Arte. 1443. A peine de nullité, la convention d'arbitrage est écrite. Elle peut résulter d'un échange
d'écrits ou d'un document auquel il est fait référence dans la convention principale.” (trad. livre: “Art. 1443. Sob pena de nulidade, a convenção de arbitragem deve ser escrita. Ela pode resultar de uma troca de comunicações por escrito ou de um documento que faça referência ao contrato principal.”).
369 NEIL ANDREWS ensina que “the English Arbitration Act 1996 requires the arbitration agreement to be in
writing.” (trad. livre: “a Lei de Arbitragem Inglesa de 1996 exige que a convenção de arbitragem seja por escrito.”) (Arbitration and mediation in England..., p. 112), citando a seção 3 do Arbitration Act 1996.