2. MATERYAL VE METOD
2.5. Sodyum Dodesil Sülfat Poliakrilamid Jel Elektroforez (SDS-PAGE) Uygulaması
A MP 350 de 2007 sofre algumas alterações quando é transformada em Lei que curiosamente, por uma questão de estratégia da “bancada do leite” caracterizada por políticos do congresso que representam os interesses dos pecuaristas, pega uma carona na mesma Lei para aprovar a regulamentação da comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e de produtos de puericultura correlatos, isso devido à rapidez com que a Lei 11.474, por conter questões de habitação anunciadas pelo PAC, seria votada. O conteúdo conseqüente da inclusão da questão adversa ao PAR ficará totalmente à margem desta compilação.
Sendo assim, a MP 350 é transformada em Lei com alterações que dão nova caracterização ao PAR, introduzindo a forma de arrendamento residencial com opção de compra, não mais apenas e exclusivamente no final do contrato, permitindo então a aquisição antecipada do imóvel.
A CEF poderá efetivar a alienação dos imóveis pertencentes ao patrimônio do fundo subordinado à fiscalização do Banco Central do Brasil com o fim exclusivo de segregação patrimonial e contábil dos haveres financeiros e imobiliários destinados ao Programa, constituindo o instrumento de alienação
documento hábil para cancelamento, perante o Cartório de Registro de Imóveis, das averbações pertinentes, observando:
a) o decurso do prazo contratual do Arrendamento Residencial; ou
b) a critério do gestor do Fundo, o processo de desimobilização do fundo financeiro.
A CEF fica ainda autorizada a incorporar as receitas pertencentes ao fundo financeiro específico do Programa, provenientes do processo de desimobilização, e autorizada a receber outros recursos a serem destinados ao Programa.
Dentre as atribuições da CEF cabe definir os critérios técnicos a serem observados na aquisição, alienação e no arrendamento com opção de compra dos imóveis destinados ao Programa e ao Ministério das Cidades continua a competência de fixar regras e condições para implementação do Programa, tais como área de atuação, público-alvo, valor máximo de aquisição da unidade habitacional, entre outras que julgar necessárias e acrescenta a competência de estabelecer diretrizes para a alienação dos imóveis.
A presente Lei altera o prazo de disponibilidade do imóvel para a venda após a aquisição pelo adquirente, ao estabelecer que:
O contrato de compra e venda referente ao imóvel objeto de arrendamento residencial que vier a ser alienado, ainda que o pagamento integral seja feito a vista, contemplará cláusula impeditiva de o adquirente, no prazo de 24 (vinte e quatro) meses, vender, prometer vender ou ceder seus direitos sobre o imóvel alienado.
Entretanto o prazo poderá, excepcionalmente, ser reduzido conforme critério a ser definido pelo Ministério das Cidades, nos casos de arrendamento com período superior à metade do prazo final regulamentado. A utilização dos recursos depositados em conta vinculada ao FGTS para a alienação do imóvel seguirá as condições a serem estabelecidas pelo CCFGTS.
Por fim, a Lei determina que os valores apurados com a alienação dos imóveis serão utilizados para amortizar os saldos devedores dos empréstimos tomados perante o FGTS, nas condições a serem estabelecidas pelo CCFGTS.
2.2. Conceitos
A partir da legislação que estabelece o funcionamento, diretrizes, normas e critérios do PAR, podem-se subtrair os seguintes conceitos que recorrentemente são utilizados nos comunicados e textos de instituições envolvidas no programa.
2.2.1 Programa de Arrendamento Residencial – PAR
É um programa que tem por objetivo a aquisição com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial – FAR, por intermédio da CAIXA, de empreendimentos a serem construídos, em construção ou a recuperar/reformar, destinados ao arrendamento residencial, com opção de compra antecipada ou ao final do prazo contratado.
2.2.2. Arrendamento
Operação pela qual a CAIXA cede o uso de imóvel adquirido com recursos do FAR, mediante pagamento de taxa de arrendamento por período estabelecido contratualmente, através de contrato a pessoas físicas para fins exclusivamente residenciais e com opção de compra ao final do período contratado ou aquisição antecipada, transcorrido o prazo mínimo de arrendamento determinado.
2.2.3. Aquisição antecipada
Trata-se da antecipação da opção de compra dos imóveis arrendados, antes do final do prazo contratual de arrendamento, na forma e com critérios estabelecidos pelo CCFGTS, Ministério das Cidades e CAIXA no âmbito de suas competências.
2.2.4. Arrendatário
Pessoa física que, atendidos os requisitos estabelecidos pelo PAR, toma um imóvel em arrendamento.
2.2.5. Administradora
Empresa do ramo de prestação de serviços de administração de imóveis, contratada para administrar os contratos de arrendamento, os imóveis e o condomínio.
2.2.6. Taxa de Arrendamento do Imóvel
É a contraprestação mensal, paga pelo arrendatário, pelo uso e ocupação do imóvel, atualizada a cada 12 meses, pelo índice aplicado aos depósitos do FGTS.
2.2.7. Credenciado
Pessoa física ou jurídica, aprovada em processo de licitação promovido pela CAIXA, habilitada para a elaboração e execução de Projeto de Trabalho Técnico Social em programas de desenvolvimento urbano.
2.2.8. Projeto de Trabalho Técnico Social (PTTS)
É o documento que sistematiza a proposta de trabalho, onde devem constar objetivos, metas, macro-ações e atividades a serem desenvolvidas, metodologia, indicadores e sistemática de registro de resultados, cronograma de execução e planilhas de custos com as respectivas memórias de cálculo. 2.2.9. Plano de Atividades
É o documento onde as atividades planejadas no Projeto de Trabalho Técnico Social são detalhadas e direcionadas ao público beneficiário do projeto.
2.2.10. Objetivo do programa
Atender a necessidade de moradia da população de baixa renda, em áreas urbanas, nos municípios com população urbana de mais de 100 mil habitantes, conforme Censo Demográfico 2000, do IBGE, incluindo todas as capitais brasileiras e respectivas regiões metropolitanas.
2.2.11. Beneficiário final
É o titular do arrendamento e ampliando a abrangência do termo, são as famílias com rendimento mensal não superior R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais); de até R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais), nos casos de empreendimentos com especificações técnicas mínimas; e de R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais), nos casos de profissionais da área de segurança pública, particularmente policiais civis e militares.
Nos casos de projetos voltados à recuperação de empreendimentos e de realocação de grupos de famílias residentes em áreas de risco, podem ser admitidas famílias com rendimento superior a esses limites, desde que essas não ultrapassem 49% do total a ser beneficiado.
2.3. Modalidades
O PAR concentra sua atuação baseado na operação de aquisição e produção de empreendimentos novos, a serem construídos ou a recuperar, com destinação final das unidades reservadas exclusivamente à moradia das famílias beneficiadas.
Inicialmente o PAR previa uma taxa única de 0,7% sobre o valor de aquisição do imóvel para definir a taxa de arrendamento para a população com faixa de renda familiar até 6 salários mínimos, e 8
salários mínimos para trabalhadores da segurança pública militar e civil, entretanto, após a definição da Portaria nº. 231, de 04 de junho de 2004, que introduz a prioridade no atendimento da população com renda familiar até 4 salários, a taxa de arrendamento especificamente para esta faixa de renda diminui para 0,5% do valor do imóvel, alterando as especificações mínimas para cada região, que determinam basicamente o padrão de acabamento das unidades habitacionais, muitas vezes excluindo o revestimento de piso e azulejo dos imóveis.
Desta forma o Programa de Arrendamento Residencial na modalidade construção se desdobra em dois tipos: o primeiro tipo é o PAR tradicional, chamado de PAR 1 ou PAR padrão, que se insere na especificação técnica padrão, tem taxa de arrendamento de 0,7% sobre o valor do imóvel e está destinado para famílias com renda até R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais); o segundo tipo vem sendo identificado como PAR 2 ou PAR com especificação mínima, quando se trata de empreendimentos com projetos que seguem as especificações mínimas relacionadas à redução de acabamento e outras reduções técnicas, com destinação das unidades para famílias com renda até R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais) e aplicação de taxa de arrendamento de 0,5% do valor de aquisição do imóvel. Para os demais projetos inseridos nos programas de requalificação de centros urbanos e programas de revitalização ou reabilitação de sítios históricos, a taxa de arrendamento está fixada em 0,7% do valor de aquisição das unidades habitacionais.60