3.1. TERMAL SPREY KAPLAMA YÖNTEMLERİ
3.1.7. Soğuk Gaz Dinamik Sprey (CGDS) Kaplama Yöntemi
A dinâmica climática do município de Belo Horizonte está intimamente relacionada aos componentes da circulação atmosférica global e regional, notadamente os centros de
ação43,43que determinam em grande parte as principais condições meteorológicas
observadas na cidade. Estes podem ser de larga escala, extrapolando os limites continentais, ou transientes44,21associados aos condicionantes regionais de circulação. Entre os sistemas atmosféricos que atuam diretamente sobre o município destacam-se o Anticiclone Subtropical Atlântico Sul (ASAS), o Anticiclone Subpolar Atlântico Sul (APAS), os Sistemas Frontais, as Linhas de instabilidade (LI), a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e esporadicamente a Alta da Bolívia (AB) e a Baixa do Chaco (BC).
O Anticiclone Subtropical Atlântico Sul (ASAS) exerce influência durante todo o ano na RMBH, especialmente na primavera-verão. Tem origem no centro de ação semi- permanente, relacionado à zona de alta pressão do Atlântico Sul. Quando localizado sobre áreas oceânicas, possui altas temperaturas e alto teor de umidade nos níveis inferiores. A sua influência sobre os tipos de tempo no município se caracteriza por relativa estabilidade, gerada pelos fortes movimentos subsidentes, elevadas temperaturas e baixo teor de umidade relativa. A permanência deste sistema por vários dias na região faz com que o mesmo adquira características de continentalização, gerando condições de bom tempo.
Outro sistema sinótico que proporciona condições de estabilidade atmosférica em Belo Horizonte é o Anticiclone Subpolar Atlântico Sul (APAS). Oriundo do Sul do continente, mais precisamente na zona subantártica, nas proximidades do centro-sul da Patagônia, atua na meteorologia do município com maior periodicidade no outono e inverno. Este sistema é impelido em direção às baixas latitudes pela ação dos centros de baixas pressões tropicais e equatoriais, recebendo influências termodinâmicas do relevo sobre o qual se movimenta.
Ao atingir o Estado de Minas Gerais, o APAS, já em processo de tropicalização, tem sua temperatura e o teor de umidade relativa do ar aumentados. Porém, ainda é responsável
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Os centros de ação constituem-se em regiões de alta pressão (AP) e baixa pressão (BP) atmosférica que dão origem aos fluxos de ventos predominantes e as diferentes condições meteorológicas.
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Os sistemas transientes, também chamados de circulação secundária, são perturbações atmosféricas relacionadas ao aparecimento de linhas de instabilidade, frentes, ciclones e anticiclones móveis que interferem nas condições de tempo meteorológico dos sistemas de grande escala (NIMER, 1979).
pelas quedas térmicas e reduzidos índices de pluviosidade, ocasionando tipos de tempo amenos e estáveis durante o outono-inverno. É comum observar situações de inversões térmicas próximas a superfície quando da atuação deste sistema, propiciando o acúmulo de poluentes e particulados nas regiões deprimidas e fundos de vale.
Durante a estação chuvosa, o Anticiclone Subpolar do Atlântico Sul, ao deslocar-se em direção às latitudes mais baixas, atinge Belo Horizonte totalmente descaracterizado, apresentando um pouco mais de umidade e temperaturas mais elevadas se comparado com a sua atuação no outono-inverno.
Os sistemas frontais, representados especialmente pelas Frentes Frias (FF), são caracterizados por invasões do Anticiclone Subpolar Atlântico Sul (APAS) na região Sudeste, oriundos do Sul do continente. Fazem parte de ondas atmosféricas de larga escala (ondas baroclínicas45)44e formam-se no contato entre as massas de ar com propriedades termodinâmicas diferenciadas. Atuam na região Sul e Sudeste do Brasil o ano todo. As FF avançam em direção as latitudes mais baixas em forma de arco, impulsionadas pelo centro de alta pressão (APAS). Deslocam-se preferencialmente para o oceano Atlântico e podem levar precipitação até o litoral leste da região Nordeste.
A passagem destes sistemas (FF) sobre Belo Horizonte é acompanhada por instabilidade atmosférica, mudanças na direção e velocidade dos ventos e, normalmente, intensas precipitações. De fato, as frentes frias contribuem para ocorrência de chuvas durante a primavera e verão da capital mineira, especialmente quando associadas à atuação de Linhas de Instabilidade (LI) e da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) (ABREU, 1998; MOREIRA, 2002; LUCAS, 2007). Após a passagem da FF o tempo em Belo Horizonte torna-se estável, com céu limpo e baixas temperaturas.
As Linhas de Instabilidade (LI) são centros de baixa pressão relacionados à passagem de sistemas frontais frios no litoral da região Sudeste ou pela atuação da convecção tropical. Depois de formadas, deslocam-se com extrema mobilidade numa velocidade de até 60 km/hora, embora possam permanecer estacionárias (NIMER, 1979). Constituem-se num dos principais agentes causadores das chuvas do verão belorizontino, a maioria de caráter torrencial e de curta duração – conhecidas popularmente como “chuvas de verão”.
A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) em Belo Horizonte ocorre na estação chuvosa, devido às condições de instabilidade proporcionadas pelas altas
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Segundo o INPE (1986) é uma onda cujo mecanismo de desenvolvimento ou manutenção está associado a instabilidade baroclínica, vulnerabilidade de um escoamento planetário representado pela corrente de jato a uma perturbação de escala sinótica e/ou subsinótica. Normalmente possuem escala horizontal da ordem de 1000 km e são acompanhadas de ventos fortes nos altos níveis na troposfera.
temperaturas observadas no continente sul-americano nesta época do ano. É formada pela associação entre os sistemas frontais frios (FF), oriundos do Sul do país, e pela organização da convecção tropical, principalmente proveniente da região amazônica (FIG.26). Na medida em que avançam os sistemas frontais sobre o continente, ocorre o alinhamento dos centros de baixa pressão, formando intensa nebulosidade no território brasileiro, com uma
orientação predominante noroeste-sudeste (ABREU, 1998)46.45
FIGURA 26: Atuação da ZCAS no Estado de Minas Gerais em 15 de março de 2009. Em (a) observa-se intensa nebulosidade com orientação NW-SE, estendendo da bacia amazônica até o litoral da região Sudeste. Em (b) tem-se a carta sinótica de superfície mostrando a interação do sistema frontal com as linhas de instabilidades na formação da ZCAS. Fonte: INPE-CPTEC (2009).
No domínio da ZCAS ocorrem fortes eventos pluviais concentrados que chegam a durar entre 3 e 8 dias (ou mais), acarretando inúmeros prejuízos às localidades com precária infra- estrutura. As regiões consideradas de risco, em especial os bairros localizados nas proximidades da Serra do Curral e aquelas assentadas nos terraços dos ribeirões Arrudas e
Onça, são as mais afetadas por este sistema47.46Em Belo Horizonte, os meses de
novembro, dezembro e janeiro são os mais críticos. É comum nesta época o registro de desabamentos, deslizamentos de encosta, e enchentes com vítimas fatais.
A Alta da Bolívia (AB) e a Baixa do Chaco (BC) atuam em Belo Horizonte de forma mais episódica e indireta, especialmente durante o verão, quando áreas de baixa pressão estão
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A ZCAS pode ser perfeitamente identificada na composição de imagens de satélite, estendendo-se desde o sul da região Amazônica até a região central do Atlântico Sul. Segundo Abreu (1998), as frentes frias têm papel fundamental na organização, duração e intensificação da quantidade de precipitação. Devido à intensa nebulosidade, bloqueando a radiação solar direta, e aos elevados índices de umidade no ar, a temperatura diminui consideravelmente – fenômeno popularmente conhecido como invernada.
fortificadas sob o continente Sul-Americano48.47O forte aquecimento convectivo na bacia amazônica durante o verão resulta na formação de baixas pressões próximas à superfície da região do Chaco e uma alta pressão nos altos níveis da troposfera sobre a Bolívia (INPE, 1986). Os tipos de tempo observados na capital mineira sob o domínio destes sistemas são de relativa instabilidade convectiva, proporcionado pelas altas temperaturas e elevadas taxas de umidade relativa, chuvas de caráter convectivo e tempestades.
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A localização e a intensidade da Alta da Bolívia e da Baixa do Chaco variam ao longo do ano todo. Durante o outono ela se desloca para o norte do país, atingindo também a Venezuela e Colômbia, retornando, no verão, para a Bolívia, depois de ter passado pelo oeste da bacia amazônica e Peru (INPE, 1986).