3 KABLOSUZ AĞLAR
3.4 Sinyalizasyon (Modülasyon) Teknikleri
O parque tecnológico PORTO DIGITAL vem qualificando a área de Recife por meio da consolidação de novos empreendimentos e está conferindo a essa cidade o primeiro lugar no ranking das 10 melhores cidades em infraestrutura para se fazer negócios e na elite das cidades do Brasil no que se refere à economia competitiva e à satisfação de seus moradores. O ecossistema do parque incentiva a melhoria da infraestrutura imobiliária, tecnológica e de serviços empresariais e urbanos (ANEXO A, p.161).
A territorialidade transfere ao parque uma peculiaridade especial, pois o PORTO DIGITAL compreende áreas distribuídas ao longo do estado do Recife, como as cidades de Pernambuco, Petrolina e Caruaru. O parque está atualmente em expansão para essas
duas últimas cidades, com o intuito de fortalecer os seus segmentos e descobrir novos FCS para este.
As áreas de atuação do parque são (1) TIC que é responsável por 84% das empresas do parque e (2) economia criativa em especial os segmentos de games, cine- vídeo animação, música, design e fotografia, responsável por 16% de ocupação do parque (ANEXO B, p.178). O porte das empresas do parque está dividido em 48% por microempresas (de até 9 funcionários), 32% por pequenas empresas (entre 10 e 49 funcionários), 14% por médias empresas (entre 50 e 99 funcionários) e 6% por grandes empresas (mais de 100 funcionários) (ANEXO B, p.178). Das empresas instaladas no PORTO DIGITAL, 79% são residentes, 10% são incubadoras e aceleradoras e 11% são serviços associados (ANEXO B, p.177). O parque apresenta expertise em alguns segmentos de atuação, por exemplo Acessibilidade, Inclusão e Sustentabilidade, Aplicativos Móveis, Comércio Eletrônico, Computação em Nuvem, Armazenamento e Hospedagem, entre outros (ANEXO B, p.179).
Em 2011, o parque faturou cerca de R$ 1,3 bilhão, 65% dos quais originados de contratos firmados fora do Estado de Pernambuco. Atualmente, o parque abriga cerca de 260 empresas e organizações de serviços associados, 3 incubadoras de empresas, 2 aceleradoras, 1 instituição de ensino superior e 3 institutos de pesquisa, dentre eles o CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, considerado por duas vezes a melhor instituição de Ciência e Tecnologia do País pela FINEP (ANEXO A, p.158).
O PORTO DIGITAL é gerenciado por uma organização social sem fins lucrativos, o NGPD (Núcleo de Gestão do Porto Digital), associado com o governo do Estado e pela prefeitura da cidade do Recife para obter mais flexibilidade e agilidade no desempenho de suas atribuições. Esse arranjo possibilita que o NGPD, além de realizar a governança do parque, seja também um ponto de articulação de diversas instituições voltadas para o desenvolvimento econômico e social da Região (ANEXO A, p. 161).
A estrutura organizacional do PORTO DIGITAL está apresentada no ANEXO B, p.175. Interessante notar que existe no parque a diretoria de inovação e competitividade e a diretoria executiva. A primeira é responsável pelos setores: (1) projetos e inovação e (2) empreendimentos que estão sobre as áreas (a) captação de recursos e (b) execução e monitoramento, respectivamente. A segunda está sobre as áreas de (1) infraestrutura e obras; (2) gerência de tecnologia e (3) gerência administrativa e financeira.
A governança do parque é formada por um Conselho de Administração integrado por 19 membros representantes do setor produtivo, da academia, do poder público e outras representações da sociedade (ANEXO A, p. 161). O Conselho estabelece as políticas e estratégias centrais para o desenvolvimento do PORTO DIGITAL. Essa diretoria é constituída pelo presidente, pelo diretor de inovação e competitividade empresarial e pelo diretor executivo.
A estratégia do parque está focada em 8 eixos de atuação que são: (1) fomento ao desenvolvimento empresarial e qualificação de capital humano; (2) incubação e aceleração de novos negócios; (3) mobilização de capitais de investimento; (4) cooperação com governo, empresa e academia; (5) promoção e gestão da imagem institucional do Porto Digital; (6) estímulo a práticas de responsabilidade social empresarial; (7) incentivo à melhoria da oferta de infraestrutura imobiliária, tecnológica e de serviços empresariais e urbanos e (8) aperfeiçoamento contínuo da equipe técnica, do ambiente de trabalho e da gestão do NGPD (ANEXO A, p. 161). Atualmente, o NGPD está operando 35 projetos, que são executados com o orçamento de R$ 178 milhões obtidos por meio de 18 convênios, firmados com instituições que promovem e fomentam o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação e Economia Criativa (ANEXO B, p. 176).
O PORTO DIGITAL oferece algumas vantagens para as empresas que estão nele, por exemplo (1) custo menor de transação, ou seja, o NGPD facilita o acesso às instituições públicas e orientação quanto a processos burocráticos; (2) presença em um ambiente de inovação altamente dinâmico, (3) incentivos em relação à redução de impostos como o ISS, IPTU e Imposto de Renda; (4) infraestrutura disponível para uso das empresas e (4) projetos de programas de interesse das empresas (ANEXO A, p. 162- 163).
O parque é reconhecido, nacionalmente e internacionalmente, por algumas de suas características marcantes como investimentos no desenvolvimento de capital humano, programas de melhoria da qualidade, programas de fomento ao empreendedorismo, programas de incubação e aceleração e programas de internacionalização. O PORTO DIGITAL implementa esses programas por meio de algumas iniciativas. O programa “Mind the Biz” incentiva pessoas motivadas a empreender por meio de metodologias como Design Thinking Canvas, Lean Startup e Customer Develoment. O “Armazém da Criatividade” articula seis funções no parque que são: (1) educação; (2) experimentação; (3) exibição; (4) coworking; (5) crédito e (6) empreendedorismo com a incubadora no
sentido de estruturar novos negócios e oportunidades de TIC e economia criativa. A incubadora “C.A.I.S. do Porto” foca em empresas de TIC para solucionar problemas reais de setores produtivos e já graduou 15 delas (10 estão em processo de incubação). A aceleradora “Jump Brasil” oferece até R$200.000,00 para startups aprovadas. O programa “Deep Dive” de estímulo à internacionalização de empresas por meio da articulação de atores internacionais e locais utiliza as parcerias no parque. Algumas delas são: a IASP, o Conselho Britânico e a Universidade “Coventry”. O “CICTEC” (Centro de Inteligência Competitiva para Parques Tecnológicos) é uma iniciativa que tem o intuito de observar tendências tecnológicas e mercadológicas globais, a fim de prover informações qualificadas para ajudar as empresas do parque e o “ITGreen”, programa voltado para a promoção das tecnologias da informação para o desenvolvimento socioambiental (ANEXO A, p. 165-170).
O parque disponibiliza alguns laboratórios para seus stakeholders, como o “LOUCO” (Laboratório de Objetos Urbanos Conectados), um laboratório aberto e gratuito de inovação focado na internet das coisas, laboratório para testes de usabilidade em dispositivos móveis, laboratório de inovação e empreendedorismo, entre outros (ANEXO A, p. 169).
Em 2009, o parque foi reconhecido por “Henry Etzkowitz” como referência do modelo “Triple Helix”, já que o parque é fruto de uma ação coordenada entre indústria, governo e academia que resultou num dos principais ambientes de inovação do país (ANEXO A, p. 159).
O parque congrega seus atores de maneira a implementar um ambiente de colaboração e troca de conhecimento. Alguns atores estratégicos do parque são: (1) NGPD – Núcleo de Gestão do Porto Digital; (2) C.E.S.A.R – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife; (3) CIn – Centro de Informática da UFPE; (4) Softex Recife – Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife; (5) SECTEC – Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia; (6) PMI PE – seção local do PMI (Project Management Institute); (7) SDEC – Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco; (8) PCR – Prefeitura da Cidade do Recife; (9) Instituto Delta Zero Para o Desenvolvimento da Economia Criativa; (10) SEMAS – Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade; (11) Representação do MINC – Ministério da Cultura – em Pernambuco; (12) ASSESPRO – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação; (13) FCA – Fiat Chrysler Automobiles e (14) FITec – Fundação para Inovações Tecnológicas (ANEXO A, p. 172-174).
A próxima seção deste trabalho apresenta os resultados dos processos de identificação e avaliação dos FCS do PORTO DIGITAL.