2. GENEL BİLGİLER
2.11. Oksidanlar
2.11.2. Reaktif Oksijenler
2.11.2.4. Singlet Oksijen
Ser deficiente, como algumas pessoas pensam, não significa ter dificuldades de aprendizagem nem tampouco apresentar altas habilidades como pensam outros. Ser deficiente é ser gente e, como gente, indivíduos únicos, somos todos diferentes, todavia, como seres humanos, temos as mesmas necessidades e é na relação com as outras pessoas que construímos conhecimento.
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As crianças com deficiência visual têm as mesmas necessidades básicas que as demais: afeto, atenção, alimentação, convívio social etc. Elas gostam de brincar, de conviver com outras crianças e também com adultos, de passear, entre outras atividades. Quando têm a oportunidade de conviver em um ambiente favorável, de aprendizagem significativa, essas crianças não se diferenciam das demais no aspecto intelectual. A deficiência visual, em geral, não acarreta atrasos no desenvolvimento cognitivo, é na interação social que os significados são construídos para que haja desenvolvimento e aprendizagem. O que parece diferenciar uma criança vidente de uma com deficiência visual são as necessidades específicas de aprendizagem, para as quais ela precisa de apoio e recursos especiais (BRUNO, 2001, p. 49).
Por apresentarem uma deficiência sensorial, as crianças talvez necessitem de mais tempo para vivenciar e organizar as experiências, mas se família e professores compreendem as suas necessidades, a inclusão escolar e social pode ser favorecida. É nesse sentido que a Educação o mais precoce possível torna-se importante no desenvolvimento da criança cega ou com baixa visão, possibilitando o desenvolvimento de suas potencialidades; a participação em um espaço lúdico coletivo; a vivência em um mundo de alegria, arte e cultura (BRASIL, 2002, p 16).
É no ambiente escolar que as crianças, na maioria das vezes, têm a oportunidade de vivências significativas em atividades lúdicas adaptadas, divertidas e, ao mesmo tempo, educativas e é também nesse espaço que os pais, muitas vezes, aprendem a interagir com o filho que apresenta deficiência visual. Há outros casos, entretanto, em que são os pais que ensinam aos professores como a criança estabelece comunicação, as brincadeiras e objetos que proporcionam satisfação, bem como as situações que desagradam às crianças.
No entanto, receber, pela primeira vez, em um centro de Educação infantil uma criança com deficiência visual gera, na maioria dos casos, insegurança nos membros da comunidade escolar. Mas é importante considerar que incluir significa também apresentar atitudes adequadas e positivas na interação com a criança. Ela pode ser tratada com naturalidade, sem piedade, mas necessita de atenção especial e oportunidades para desenvolver suas potencialidades. Talvez seja necessário mais tempo para agir e interagir com o meio e as pessoas, todavia é possível incluí-las nas atividades com as outras crianças com pequenos ajustes e adaptações. (BRASIL, 2002, p.15).
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As crianças videntes observam os adultos e imitam suas ações; esse imitar concretiza-se mais tarde em ações independentes, todavia a deficiência visual impede a criança de observar visualmente, assim é importante que ela seja instigada a agir, a aprender a executar tarefas ao mesmo tempo em que os pais executam. (BRUNO, 1997, p. 50) relata que as crianças com deficiência visual necessitam, nos primeiros anos de vida, de encontrar pessoas desejosas de interagir e de se comunicar com elas. Os pais, educadores e cuidadores devem estar atentos às manifestações de intenção comunicativa ou pequenos gestos que devem interpretar e reagir responsavelmente mediante o toque e a confirmação verbal.
Em relação aos pais, há aqueles que superprotegem, não permitem que o filho explore objetos, com medo de que eles se machuquem. Assim sendo, é na escola que as crianças com deficiência visual podem encontrar as primeiras oportunidades de conviver e interagir com um grupo. Por outro lado, há pais que deixam os filhos fazerem o que querem, como uma forma de compensar a deficiência. Para Buscaglia (1993), as atitudes de superproteção são prejudiciais, pois as crianças precisam de liberdade para agir, explorar o ambiente e desenvolver a espontaneidade e autonomia, mas, ao mesmo tempo, precisam também de limites e regras, ou seja, inadequações comportamentais não se justificam pela deficiência visual.
Em relação à comunicação, é preciso falar de frente para uma criança com deficiência visual, a fim de que ela possa ficar de frente para quem esteja falando. Quando em grupo, ao se referir a ela é importante falar o seu nome, pois, no caso de cegos, por exemplo, não há possibilidade de se perceberem os gestos.
Estabelecer comunicação pode ser de fundamental importância para crianças com deficiência visual, do contrário, elas desenvolvem uma espécie de eco, repetem somente o final da fala dos adultos ou desenvolvem uma espécie de monólogo, falam consigo mesmas o tempo todo.
Crianças com deficiência visual podem apresentar, também, tensão, ansiedade e insegurança perto de pessoas desconhecidas e situações novas, portanto, tudo o que acontece à sua volta precisa ser bem explicado e as pessoas desconhecidas precisam ser apresentadas. Se houver ruídos altos no ambiente, uma criança com deficiência visual pode sentir-se desorientada e, nesse caso, necessita da ajuda de alguém para a
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locomoção. Mas, em geral, apresenta possibilidade de desenvolvimento da locomoção com independência e autonomia (BRASIL, 2002, p. 16).
A inclusão de crianças com deficiência em “escolas para todos” é uma vertente da atualidade. É importante, todavia que a criança com deficiência visual encontre no espaço de Educação Infantil um ambiente seguro e agradável. É essencial que ela se sinta acolhida e compreendida em relação à atenção, ao afeto, aos cuidados e ao respeito ao seu ritmo de desenvolvimento e aprendizagem. Dessa forma, é importante que elas conheçam todo o espaço da escola, bem como seus professores, seu nome, a voz; os colegas. Nesse sentido, o toque é fundamental, é por meio dele que elas os conhecem fisicamente. Já as crianças com baixa visão podem aproximar-se das pessoas para conhecê-las e, ainda, unir aproximação ao toque (BRUNO; MOTA, 2001, p. 97).
Na prática, já vivenciei com meus alunos atividades interessantes e divertidas de passeio, para conhecer a escola na companhia de pais, irmãos, outras crianças da escola. Com essa experiência, notei que as mudanças no espaço e a ausência de pessoas precisam ser comunicadas, para que as crianças não vivenciem situações desagradáveis de acidentes ou de falar com alguém que já se retirou do recinto, o que lhe causa constrangimento. Outra preocupação está relacionada à locomoção. Pistas sonoras podem ser oferecidas, para que elas se locomovam a uma direção desejada por alguém, por exemplo.
A entrega de objetos às crianças cegas pode acontecer tocando o objeto no dorso da mão para que elas possam aceitá-lo ou rejeitá-lo. As crianças com baixa visão podem aproximar o objeto à altura dos olhos.
Quem são as crianças com baixa visão, quais os tipos de serviços e recursos que podem auxiliá-las na utilização adequada da visão residual? Tentarei responder a esses questionamentos nos próximos tópicos.