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– Yeni Sigorta Sözleşmeleri Standardı

2 Önemli muhasebe politikalarının özeti (devamı) 2.25 Muallak tazminat karşılığı (devamı)

TFRS 17 – Yeni Sigorta Sözleşmeleri Standardı

Desde o período mais remoto aos dias atuais, a Humanidade sempre se utilizou de estratégias ou desenvolveu técnicas de comunicação que chegavam a atravessar fronteiras, no sentido de solucionar as diversas questões das relações de interesse social, econômico, político ou cultural. Como a história não é linear, Briggs e Burke (2004) anota que o desenvolvimento da comunicação ocorreu no mesmo período da Revolução Industrial, atrelado ao surgimento de novas tecnologias, principalmente no que se refere aos transportes e à substituição do vapor, como fonte de energia, pela eletricidade. Esses fatores facilitarão a origem e revolução dos diferentes veículos de comunicação: correio, telégrafos, telefones, rádio, televisão, computador etc.

No período que antecede a revolução das comunicações (século XX), a impressão gráfica17 foi uma das técnicas mais comum, que facilitou a troca de informações, de produção de livros e de jornais, espalhando-se por toda a Europa. Segundo Briggs e Burke (2004, p. 31-32), “na França e em outros países europeus, inclusive na Itália, na Inglaterra e nos Países Baixos, o material impresso tornou-se parte importante da cultura popular no século XVII, se não antes”. Alguns autores consideram sua origem uma revolução, outros a concebem como uma técnica que possibilitou as mudanças sociais.

No que se refere aos livros, a impressão possibilitou a produção de milhões, sendo necessário novos métodos de seleção e critica dos livros e autores. Como os

17 A primeira prensa gráfica teria sido inventada por Gutenberg em 1450 na cidade de Mainz na Alemanha. Acredita-se que desde o século VIII, a impressão já era praticada na China e no Japão, mas, independente de sua origem, é importante ressaltar que a utilização desta técnica e o seu aprimoramento ocorreram de forma distinta em diversos países.

livros eram caros, normalmente quem tinha acesso eram os mais abastados. Para as camadas mais baixas, foram criadas brochuras, espécie de folhetos comercializados por mascates em vários lugares. Quanto ao jornal, Briggs e Burke (2004, p.28) acham que surgiu no século XVII e teria aumentado a ansiedade sobre os efeitos da nova tecnologia; ou seja, a difusão das informações causou rumores e preocupações, principalmente por parte dos cristãos e das autoridades, por trazerem um conteúdo crítico sobre essas instituições de controle. As informações eram levadas pelos mercadores, seguindo o fluxo do comércio realizado por terra ou mar. Os navios carregavam livros, cartas e jornais.

Assim, as Igrejas católicas e protestantes e as autoridades passaram a censurar, com a criação do “Index dos livros proibidos”, um catálogo de livros proibidos à leitura e a criação do censor, responsável pela avaliação dos livros. Esta prática levou à publicações clandestinas de livros, jornais, manuscritos etc.

Apesar desses conflitos em parte, os leitores se tornaram mais conscientes de sua história, como apontam Briggs e Burke (2004):

A impressão gráfica facilitou a acumulação de conhecimento, por difundir as descobertas mais amplamente e por fazer com que fosse mais difícil perder a informação. Por outro lado, a nova técnica desestabilizou o conhecimento ou o que era entendido como tal, ao tornar os leitores mais conscientes da existência de histórias e interpretações conflitantes. Portanto, no que diz respeito aos textos, a fixação do conhecimento estimulada pela impressão gráfica foi mais relativa que absoluta (p. 76).

Acredita-se que uma minoria da população sabia ler e escrever e que a comunicação oral tenha permanecido na era da impressão. Esses dois tipos de mídia coexistiam e interagiam, promovendo a revolução temida pela igreja católica, como anotam Briggs e Burke (2004, p. 84): “o envolvimento na Reforma foi tanto causa como conseqüência da participação da mídia”. Vale ressaltar que esse início de utilização de tipos de mídia já vinha carregado de intencionalidades, como o poder regente, que já se utilizava dessas novas técnicas para fins políticos, bem como os pensadores do Iluminismo, que promoveram uma nova maneira de ver o mundo, muitas vezes, escrevendo obras clandestinas.

A invenção da impressão gráfica provocou mudanças sociais e a utilização do vapor contribuiu para a construção e funcionamento das máquinas, sendo aprimoradas de formas distintas em diferentes países. O desenvolvimento da comunicação está atrelado às tecnologias. Cada invenção, seja nos meios de transporte ou na utilização de novas fontes de energia, dá origem a um novo meio de comunicação. No século XIX, com a substituição do vapor pela eletricidade, ocorreu a construção de novos meios de transportes, que contribuiu para o desenvolvimento da comunicação.

Briggs e Burke (2004) consideram as ferrovias, seguida das bicicletas, automóveis e aviões, como um provável capítulo da história do transporte, e aclamam a telegrafia, seguida por telefonia, rádio e televisão, como um provável capítulo da mídia; toda essa separação é artificial. O desenvolvimento do telégrafo estava intimamente associado ao desenvolvimento das ferrovias – métodos instantâneos de sinalização eram necessários em linhas simples -, embora houvesse alguns fios telegráficos que seguiam os trilhos, não das ferrovias mas dos canais.

No século XX, a tecnologia continuaria a se desenvolver. Soma-se a esses meios de comunicação o surgimento do cinema e da televisão que irão transmitir imagens e palavras (som) e, mais tarde, o computador. É com o avento da televisão, porém, que se dissemina o poder da cultura veiculada pela mídia, fenômeno recente, como anota Kellner (2001) ao citar Horkheimer e Adorno, mostrando que a indústria cultural nos anos de 1940, constituídas por cinema, rádio, revista e história em quadrinhos, propaganda e imprensa e televisão, iniciou a colonização do lazer, ocupando o centro da cultura e comunicação nos Estados Unidos e nos países capitalistas, mas foi com o advento da televisão que a mídia se transformou em força dominante da cultura, na socialização, na política e na vida social.

Atualmente, todos esses tipos de mídia contribuem para a disseminação de uma nova cultura - a cultura da mídia - considerada por Kellner (2001, p. 10-11) como “um terreno de disputa no qual, grupos sociais importantes e ideologias políticas rivais lutam pelo domínio, e que indivíduos vivenciam essas lutas por meio de imagens, discursos, mitos e espetáculos veiculados pela mídia”.

Vários estudos consideram o efeito causado pela mídia, por ela utilizar-se de um espaço de finalidades que passam desde o econômico ao social: padrões de

consumo, formas de entretenimento, informação, publicidade, comércio, entre outros. Sendo assim, ela se torna um dos principais insights atuais na formação de comportamentos sociais, na dominação do tempo de lazer, no modelamento de opiniões. Trata-se, segundo o autor, de uma cultura que passou a dominar a vida cotidiana, servindo de fundo onipresente e muitas vezes de sedutor primeiro plano para o qual convergem nossa atenção e nossas atividades, algo que, segundo alguns, está minando a potencialidade e a criatividade humana.

Assim, a sociedade contemporânea passa a contemplar, principalmente, as formas visuais e verbais que a mídia oferece, como anota Kellner (2001): a

(...) cultura da mídia é a cultura dominante hoje em dia; substituiu as formas de cultura elevada como foco da atenção e de impacto para grande número de pessoas. Além disso, as formas visuais e verbais estão suplantando as formas da cultura livresca, exigindo novos tipos de conhecimentos para decodificá-las. Ademais, a cultura veiculada pela mídia transformou-se numa força dominante de socialização: suas imagens e celebridades substituem a família, a escola e a Igreja como árbitros de gosto, valor e pensamento, produzindo novos modelos de identificação e imagens vibrantes de estilo, moda e comportamento (p. 27).

Apesar da intensa valorização da imagem, de alguma forma, os diversos tipos de mídia são utilizados pela população. Como apontam Briggs e Burke (2004), as pessoas passam um tempo enorme ouvindo rádio, assistindo à televisão, freqüentando cinemas, convivendo com música, fazendo compras, lendo revistas e jornais, participando dessas e de outras formas de cultura veiculada pelos meios de comunicação. Assim, a velha e a nova mídia coexistem, ou seja, a sociedade atual dispõe desses vários tipos de mídia que coexistem, competem entre si, imitam um ao outro, bem como se complementam.

Elas também se aperfeiçoam como é o caso do jornal impresso. Embora sua existência anteceda toda esta parafernália de transformações tecnológicas trazidas nas últimas décadas, ele é um tipo de mídia. O uso de todas as mudanças trazidas pelas tecnologias, principalmente da informática, além de tecer novas configurações para o jornal por meio de editorações gráficas, possibilitam estar conectados a uma cultura virtual. Isto permite mostrar como um mesmo meio de comunicação acompanha as transformações.

Nesse sentido, parto da consideração de que os discursos midiáticos são uma persuasiva força cultural, atuante na maioria das sociedades. Assim, as representações do Pirambu que circulam nos diferentes textos do O POVO, podem ser vistas como constituídas no jogo do poder para impor significações.