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Sigorta ve finansal riskin yönetimi (devamı) .2 Finansal riskin yönetimi (devamı)

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4 Sigorta ve finansal riskin yönetimi (devamı) .2 Finansal riskin yönetimi (devamı)

A revista de número 63 é, segundo Ricardo de Azevedo, a edição que trata da crise política29. A publicação só chegou aos leitores em agosto, portanto, dois meses depois do início da turbulência política. Por conta dos problemas financeiros decorrentes deste período, o número seguinte (64) só foi distribuído em dezembro, cerca de um mês depois do encerramento da CPI do Mensalão. Como já foi dito, o fim dos trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito é considerado, neste trabalho, como marco do fim da crise política. A pauta da edição 64, bem como das seguintes, será discutida em outro item desta pesquisa.

A crise política aparece na capa de Teoria e Debate com o título “O PT tem saída?”, mas o cardápio oferecido aos leitores dentro da publicação é restrito: há uma entrevista ping- pong e três artigos e um pequeno comentário de Paulo Skromov, na sessão Memória, na resposta à última pergunta da entrevista ping-pong feita pela editora de TD, Rose Spina. A direção da publicação reservou 14 das 68 páginas para a discussão da crise, o que representa 20% do total. Um dos artigos, “O partido partido”, assinado por Frei Betto, inspirou o título desta dissertação.

No editorial, Ricardo de Azevedo se posiciona de forma crítica. Diz que parte da direção nacional do PT agiu de forma “irresponsável” e conduziu o partido a um “mar de lama”. E que restaria, agora, escolher uma entre três alternativas postas: refundação,

29 Informações obtidas em entrevista da autora da pesquisa com Ricardo de Azevedo no dia 15 de dezembro de

reconstrução ou repactuação do PT, punindo exemplarmente todos os responsáveis por essa situação; desaparecer da história ou sobreviver de forma vegetativa.

Ele afirma que Teoria e Debate não tem a velocidade de um jornal e nunca se propôs a acompanhar os fatos do dia-a-dia. Em função da periodicidade da revista, observa que é possível que, entre o momento em que escreve e o que o leitor recebe a publicação, a crise pode estar num outro estágio. Mas que, ao discutir o assunto, Teoria e Debate cumpre o seu papel de dar elementos que ajudem a compreender o porquê da crise.

Nos textos desta edição há uma única menção a palavra “mensalão”, que aparece no artigo de Frei Betto. Nos outros, os autores não discutem a denúncia de pagamento mensal a parlamentares e, de forma superficial, reconhecem a existência de redes clandestinas de arrecadação de recursos que seriam utilizados no financiamento de campanhas eleitorais. A justificativa ao reposicionamento do PT seria a adesão à corrupção sistêmica, que todo mundo faz e que o PT foi arrastado para ela. Outro ponto comum entre os artigos é o reconhecimento de que o partido se transformou num “braço” do governo.

Para Tarso Genro, que acabara de assumir a presidência do PT, no vácuo deixado por Genoíno, três fatores empurraram o partido para a crise. O primeiro deles é a falência do sistema partidário, que não exige a verticalização de alianças, a fidelidade partidária e permite financiamento privado de campanhas eleitorais. O segundo resulta da desconstrução de paradigmas e símbolos da esquerda mundial, como a queda do Muro de Berlim e a trasladação da socialdemocracia para posições de cumplicidade com o neoliberalismo. O terceiro fator tem origem no próprio PT.

O partido teria se transformado num apêndice do governo federal e numa espécie de continuidade da estrutura estatal. No momento em que deixou que muitos quadros assumissem uma função na administração federal, enfrentou um processo de acomodação, foi cooptado pelos cargos e vítima da “soberba de um jovem partido que chega ao governo de um dos países mais importantes do mundo e desempenha uma política externa exemplar” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p.7).

A natureza da crise política de 2005 é ético-política. Seria de direção política porque os dirigentes políticos na gestão do Estado deveriam se reportar de maneira mais orgânica e mais articulada ao PT, o que não aconteceu. É também uma crise ética porque alguns “companheiros” teriam excedido o mandato específico concedido pelo partido para

desempenhar determinadas funções e, ao que tudo indica, construíram estruturas paralelas de poder por meio da relação de financiamento.

A raiz teórica desta crise seria uma “ética bolchevique mal digerida”, aplicada em um tempo histórico em que havia o princípio de que os fins justificavam os meios. Isto quer dizer que existiria uma ética do PT e uma ética dos outros partidos, o que é considerado inaceitável, inclusive, para o estabelecimento de redes clandestinas de recolhimento de recursos, mesmo que este dinheiro fosse utilizado para o bem da campanha eleitoral. A argumentação de Tarso Genro é que o PT não pode desprender os fins dos meios, pois isso se torna uma agressão à cidadania.

Para sair da crise, Tarso Genro recomenda que o PT deve forjar um novo pacto de direção, estabelecer uma relação com a base militante, que está “exausta” e “desencantada”, e desenvolver ações políticas de médio e de longo alcance para que o partido possa, novamente, intervir na luta social de maneira legítima. É preciso, ainda, dizer à sociedade “quais foram os processos internos, os descuidos, as irregularidades, a falta de controle ou, quem sabe, até os autoritarismos involuntários ou voluntários que permitiram que o PT se metesse na enrascada que se encontra hoje” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005 p. 6).

Genro defende a refundação de uma ética pública diferenciada e diz que o PT precisa ter mais autonomia e, sobretudo, ser capaz de promover alterações no rumo do governo. Neste cenário de turbulência, recomenda aos companheiros que não apontem as irregularidades nos outros partidos, mas digam que o que está ocorrendo é relativamente comum e que o PT aproveitará este momento para ajudar a sociedade a mudar as regras jurídicas e evitar que elas aconteçam em outras organizações.

No texto seguinte, o presidente da Fundação Perseu Abramo, Hamilton Pereira, e o cientista político Juarez Guimarães relacionam a crise do PT com escândalos políticos e casos de corrupção envolvendo partidos adversários. Logo no início do artigo, ressaltam que o esquema de arrecadação de recursos clandestinos montado por Marcos Valério teve sua origem em 1998, com Eduardo Azeredo, quando o presidente nacional do PSDB era candidato ao governo de Minas Gerais.

Os autores argumentam que “é preciso dizer toda a verdade”, pois “só a verdade pára em pé”, e questionam: “qual é mesmo a verdade verdadeira?”. A narrativa da crise pela mídia é considerada neoliberal e afirmam que ainda não havia sido construída uma narrativa que, a partir dos valores petistas, seja alternativa veraz ao diagnóstico liberal. Ao questionar qual a

verdade dos fatos, eles põem em dúvida o que vinha sendo divulgado e sugerem que a crise está sendo forjada pelos liberais, leia-se mídia, PSDB e PFL, entre outros (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p.10).

Há no texto uma argumentação de que PT sempre foi favorável ao financiamento público de campanha, apesar de nunca ter incluído a questão na sua agenda política. E que a mudança no padrão de financiamento de campanhas eleitorais do partido entre 1998 e 2002, período em que as doações de empresas a candidatos petistas tiveram um salto de 1.300%, atingindo a marca dos R$ 40 milhões, pode ter “seduzido” (grifo nosso) petistas e o levando- os a se adaptarem às regras do jogo. “É provável, nesse contexto, que a associação Delúbio Soares-Marcos Valério, assumida publicamente pelo ex-tesoureiro nacional do PT, tenha sido exatamente a expressão dessa mudança de padrão” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p.10).

Se há uma acomodação às regras vigentes e o PT se entregou ao jogo que já era jogado em 1998 em Minas Gerais, com Eduardo Azeredo, então é porque o partido cedeu a uma corrupção sistêmica, natural do sistema político brasileiro. Para afastar qualquer a idéia de que ela foi forjada pelo governo Lula, os autores destacam que estes erros também aconteceram com Getúlio Vargas, no regime militar e “foram e continuam sendo praticados em escala industrial pelos governos e partidos liberais e conservadores, comandados pelo PSDB e PFL” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p.11).

O financiamento ilegal de campanhas eleitorais, os negócios de compra ou barganha via interesses materiais escusos de apoio parlamentar pelo Executivo e a corrupção na gestão do Estado, portanto, já faziam parte do modus operandi do governo federal. Nesta lógica, a origem da crise política de 2005 que atingiu o PT e o governo Lula é remetida à formação do Estado brasileiro e ao modelo de desenvolvimento do aparelho estatal, o que explica, mas não justifica sua ocorrência.

A saída para a crise estaria no socialismo democrático e na elaboração de uma nova síntese com a cultura do republicanismo. A alternativa apontada pelos autores é a mesma que está em discussão desde o início dos anos 2000, quando o partido se reuniu nos seminários Socialismo em Discussão, para “sacudir” os intelectuais, refletir sobre as mudanças políticas e econômicas daquele momento e encontrar uma argumentação para o partido e a militância diante deste novo cenário.

Frei Betto, que deixou o cargo de assessor especial do presidente Lula seis meses antes do início da crise de 2005, elaborou um artigo em que arregimentou sua argumentação na formação do PT, no clássico Os Partidos Políticos, de Robert Michel, na mudança de padrão da esquerda mundial, a partir da queda do Muro de Berlim e adequação do Brasil ao paradigma neoliberal do Consenso de Washington e, ainda, à política de alianças que foi alinhavada pelo partido no Congresso Nacional.

Segundo o autor, o PT despontou no cenário nacional com características consideradas inéditas na tradição da esquerda brasileira: instaurou mecanismos internos de democracia radical, não se subordinou de maneira acrítica a seu fundador e líder (Lula) nem à retórica acadêmica, acolheu tendências e resolveu atuar dentro da legalidade e das regras democráticas do Estado. Quando decidiu ser uma alternativa “proletária” de poder dentro das regras de poder do jogo burguês, comprovou a teoria de Michels. “Partidos de esquerda atuantes na legalidade burguesa dificilmente resistem à cooptação, afrouxando paulatinamente seu vigor ideológico e seu propósito de transformação da sociedade” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p. 13).

A partir da queda do Muro de Berlim e da adaptação ao Consenso de Washington, a perspectiva socialista se obliterou e a busca de poder ficou restrita à disputa por cargos eleitorais, sem que o PT tivesse um projeto novo de nação. A política de princípios deu lugar à política de resultados, as lideranças petistas se deslocaram da base social, a formação política foi reduzida e a ideologia trocada pelo marketing de campanha eleitoral.

A política de alianças, por sua vez, possibilitou eleição de Lula e, ao mesmo tempo, fez com que compromissos históricos do partido deixassem de ser implementados. Foi neste cenário que a crise política de 2005 se constituiu.

“Estourada a bomba do suposto mensalão”, Frei Betto diz que a direção petista negou as acusações, mesmo sabendo que havia recorrido a métodos escusos e que maculavam a natureza ética do partido. Caiu em contradição e procurou impedir a investigação, tentando desarticular a instalação da CPI. Neste momento, Lula teria revelado toda a sua genialidade: “demitiu o ministro-chefe da Casa Civil; fez o PT rever sua posição de apoiar a CPI; destituiu os dirigentes envolvidos na crise; deslocou ministros para as principais funções do partido; e instou-os a reaproximar o partido do movimento social” (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p. 13).

Será que o PT não teria lançado mão de práticas escusas, se estivesse sozinho, ou acompanhado apenas de aliados históricos, no poder? Não teria adotado uma política econômica restritiva e enviado ao Congresso Nacional projetos “condenados” na época em que estava na oposição? Nunca se terá respostas a estas perguntas.

Algumas lideranças partidárias pareciam confortáveis nos cargos que ocupavam na Esplanada dos Ministérios e não se mostravam desconfortáveis com a mudança de postura ao chegar ao governo. É importante lembrar que, em função da pluralidade ideológica do partido, ideologia esta que foi diluída ao longo do tempo, o PT não conseguiu ter um projeto homogêneo nem desempenhar uma atuação que possa ser considerada como hegemônica. Quando chegou ao poder, em vez de substituir as classes dominantes, aliou-se a elas.

O artigo Direita Volver! O neojornalismo e as esquerdas, de Flávio Aguiar é uma crítica à imprensa e aos “jornalistas de grife”, a quem considera neoliberais e conservadores, promotores de uma campanha permanente contra as esquerdas e, mais especificamente, contra o Partido dos Trabalhadores e o governo Lula. Na sua argumentação, ele explica que a crise política de 2005 deriva de uma combinação entre a cobertura dos meios de comunicação de massa e dos erros cometidos pelo PT e o Executivo. Para uma melhor compreensão do assunto, recomenda ao leitor “olhar pelo espelho do retrovisor” e entender a trajetória dos meios de comunicação de massa nos últimos 25 anos, tempo de existência do partido.

Segundo o autor, em duas décadas e meia, houve no Brasil uma queda na importância ideológica dos “barões da mídia” - família Marinho (Organizações Globo), Mesquita (Grupo Estado), Sirotsky (Grupo RBS) e Frias (Grupo Folha da Manhã) etc – e uma ascensão do que chama jornalistas de “grife”. Isto é, dos colunistas e colaboradores vinculados a importantes meios de comunicação, que pautam tanto a mídia quanto o poder público, sob a forma de artigos e intervenções nas rádios e TVs.

Neste período, a mídia e os jornalistas teriam passado a acumular um grande poder na sociedade, especialmente, pelo fato de não terem um contraponto importante na disputa pela opinião pública. Essa força teria sido forjada num cenário de ascensão do pós-modernismo – período que anunciou o fim das ideologias, das grandes narrativas e sustentou um posicionamento mais ou menos acrítico por parte da intelectualidade – no declínio do mundo comunista, na conversão de partidos socialdemocratas à tendência conservadora, que colocou a economia como precedente à política e, ainda, ao seu “aprisionamento” ao Consenso de Washington.

Com o recolhimento dos intelectuais nas universidades, o pensamento único se sedimentou, inclusive, nas redações, deixando o campo livre para a divulgação do pensamento neoliberal. Mas com o passar do tempo, Flávio Aguiar considera que três importantes derrotas foram impostas ao jornalismo pós-moderno na América Latina: a manutenção de Hugo Chávez no governo venezuelano, o sucesso do Fórum Social Mundial, que obrigou a mídia a se render ao evento, e o crescimento do PT. Em contrapartida a isso, os meios de comunicação teriam desconstruído as administrações populares em locais estratégicos para o PT, como no Rio Grande do Sul e em São Paulo, com Marta Suplicy.

Esta é a análise do intelectual sobre 25 anos de mídia no Brasil. O cenário que ele traçou para o PT, no mesmo período, é o que se segue: o partido se tornou protagonista da democracia brasileira, manteve-se na baliza da esquerda, mesmo que suas administrações tenham sido socialdemocratas, e elegeu Lula presidente do Brasil. Contudo, para chegar ao Planalto, aliou-se ao PL e, para administrar o governo, ampliou essa aliança, incluindo nela outros partidos conservadores. Manteve a política econômica neoliberal semelhante à do governo anterior e fez dois movimentos que distanciaram partido e governo do PT dos seus princípios: a reforma da Previdência e a eliminação da esquerda petista, ao expulsar, por indisciplina, quatro parlamentares que votaram com coerência e em defesa de bandeiras históricas do partido.

Na avaliação de Flávio Aguiar, isso não foi suficiente para que o PT e seu governo se tornassem palatáveis ao jornalismo pós-moderno. A mídia, para atacar o governo, aditou uma postura diferente na cobertura diária: enquanto com FHC louvava o mercado neoliberal e denunciava as políticas sociais como assistencialistas, com o governo petista, a questão se invertia. O social passou a ter uma grande relevância e a política econômica era tachada de subserviente ao mercado. Não se tratava, portanto, apenas de combater o PT ou o governo petista, mas de investir para desmoralizar as esquerdas e mostrar sua inferioridade e incapacidade de administrar a coisa pública e seus problemas internos.

Dois erros do PT e governo Lula são apontados como justificativa à crise política de 2005: enxergar apenas o PSDB e o PFL como inimigos principais, esquecendo-se da mídia, e não ter denunciado, de imediato, o sistema de arrecadação de recursos para financiar campanhas eleitorais na política federal.

Ao não denunciar esses esquemas e ao continuar com a visão de que para neutralizar PSDB e PFL “tudo” era permitido, o PT e o governo abriram

espaço para que gentes, em seu nome, agindo contra nossa tradição duramente construída, se acomodassem a eles, arrastando o nome do partido e a bandeira das esquerdas, que agora temos de resgatar. Esse movimento e essa circunstância produziram o regozijo atual naquele jornalismo conservador de sempre, em que atualmente, por vezes, paira o vozerio do linchamento (REVISTA TEORIA E DEBATE, ed. 63, 2005, p.17).

Mas a história não é bem assim. O PT e o governo federal sempre enxergaram a mídia como inimiga prioritária a ser combatida. As lideranças partidárias e ministros petistas sempre frisaram que havia uma indisposição e uma campanha dos meios de comunicação de massa contra o Partido dos Trabalhadores e seu governo, até mesmo antes de 2003, quando os principais jornais do país teriam apoiado as candidaturas de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.

Outra demonstração de que o governo petista também não “engolia” os meios de comunicação de massa ocorreu durante as discussões, ainda em 2004, em torno do projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, enviado para o Congresso Nacional, como estratégia de controlar as diversas mídias. O conselho teria poderes, segundo a proposta do governo, para "orientar, disciplinar e fiscalizar" a profissão e a atividade de jornalismo, inclusive com autonomia para punir jornalistas.

A proposta era considerada polêmica porque sugeria controle a uma atividade em que a liberdade de expressão é a base. Foi feita num momento de tensão na relação entre governo/PT versus meios de comunicação de massa, pois havia se passado poucos meses desde o caso Larry Rohter, do The New York Times. Antes, no primeiro ano de governo, Gushiken já havia se queixado do negativismo em torno da pauta jornalística e Lula havia dito que “notícia é aquilo que nós não queremos que seja publicado” 30.

Não é intenção avaliar se o PT e o governo Lula agiram corretamente, mas mostrar que, muito antes da crise do “mensalão”, já havia uma animosidade entre os grupos, bem como uma a intenção de um grupo exercer domínio sobre o outro. Portanto, ao contrário do que afirmou Flávio Aguiar, a mídia já era considerada um adversário político.

Considerando que Paulo Skromov não elaborou um artigo sobre a crise política de 2005 e se limitou a responder, de forma breve, e sem abordar um novo ângulo entre os que já haviam sido discutidos nos artigos selecionados, é possível afirmar que a cobertura de Teoria

30 O texto está disponível na íntegra no Observatório da Imprensa:

e Debate não ajudou a esclarecer a crise política e não respondeu a perguntas-chaves, que foram, inclusive, levantadas pelos autores dos artigos analisados.

Quais foram os descuidos do PT, as irregularidades, a falta de controle que levaram o partido a enfrentar tantos problemas? Qual é a verdade verdadeira? E possível que Teoria e Debate não tenha respondido a estas perguntas por que passa por uma crise de identidade: não se acha mídia partidária, apesar de ser bancada e ter sido criada pelo PT.

Benzer Belgeler