TMS 1 (değişiklikler) Finansal Tabloların Sunuluşu ve TMS 8 (değişiklikler) Muhasebe Politikaları, Muhasebe Tahminlerinde Değişiklikler ve Hatalar – Önemlilik Tanımı
4 Sigorta ve Finansal Riskin Yönetimi (devamı) .2 Finansal Riskin Yönetimi (devamı)
Sobre a sugestão proposta por Mullins: da necessidade de se criar novos conceitos
específicos como “urbanização turística” para analisar o turismo enquanto fenômeno e
prática social, acreditamos que sua importância deva ser relativizada. Primeiramente, porque o fenômeno da urbanização possui uma complexidade tão abrangente que fragmentá-la em setores específicos talvez obscureça mais sua compreensão do que a amplie. Senão, teríamos a necessidade, por exemplo, de usar conceitos de urbanização
para cada setor da economia, como “urbanização industrial”, “urbanização comercial”,
etc. E em segundo lugar porque a urbanização provocada pelo turismo (ou para ele produzida) pode muito bem se inserir na discussão atual como uma especificidade da
urbanização contemporânea, considerando os demais elementos que juntamente com o turismo, interagem na produção e no consumo desse espaço urbano.
Talvez o conceito “urbanização turística” possa ser usado apenas porque seja uma
expressão concisa daquilo que poderíamos dizer como: “urbanização para / pelo turismo” ou mesmo “urbanização provocada pelo turismo e para ele produzida”.
Contudo, o conceito sempre carecerá de outros complementos que o caracterize senão acabará impreciso e confuso, tratando de coisas diferentes com a mesma terminologia
como, por exemplo, “urbanização turística” de cidades criadas e “urbanizações turísticas” de cidades tradicionais.
Mesmo assim, outras contribuições relevantes como a de Judd & Fainstein (1999) também trabalharam, de forma pioneira, o conceito de “turismo urbano” (urban tourism), na busca de uma maior especificidade do fenômeno. São coeditores do livro
“The Tourist City” que organiza vários ensaios sobre o tema, onde figuram
contribuições referenciais como as de John Urry; Saskia Sassen e Patrick Mullins, entre outros.
O livro aborda principalmente questões políticas e econômicas suscitadas pelo desenvolvimento e promoção do turismo urbano nas últimas décadas do Sec.XX, consistindo em um rico panorama sobre contextos específicos em que o “turismo urbano” se desenvolve, abordando o seu impacto na paisagem urbana e suas consequências políticas e econômicas.
No todo, o livro pretende desbancar a opinião de que o turismo não é digno de estudos sérios e que é um exemplo maléfico da cultura de massa. Procura destacar, no entanto, a diferença entre as abordagens cultural e a político-econômica, apontando para a necessidade de se ampliar os horizontes de pesquisa em ambos os lados, porque as considera complementares.
Os editores procuram identificar temas e questões comuns levantadas nos artigos, na maioria estudos de casos. Na introdução justifica o foco do livro e define alguns termos- chave como “turismo urbano” (urban tourism); “forças globais” (global forces) e estratégias locais (local strategies), apresentando o turismo como uma parte importante da economia internacional. Mais do que isso, consideram-no um sinal da emergência de
uma nova fase do capitalismo contemporâneo, caracterizado por um rápido aumento dessa modalidade de urbanização (ou de turismo... urbano), ressaltando a reformulação das cidades industriais em locais de serviços, entretenimento e consumo.
No final, os editores reveem as conclusões dos ensaios dos demais autores, observando os diferentes tipos de cidades turísticas e o modo como o turismo reformula paisagens urbanas. Desse modo, acenam para os aspectos culturais da economia “pós-fordista” criticando, ao final, a visão nostálgica de cidades industriais que se encontram no cerne de muitas críticas do “turismo urbano” contemporâneo. Em síntese, resume a corrente interpretação revisionista de que o turismo nem é o salvador e nem o destruidor de culturas e economias, apenas uma espécie de “indústria” com bons e maus efeitos. Os ensaios constituem-se, portanto, em uma consistente contribuição ao analisar uma
série de cidades e elementos importantes da “indústria turística”, mas, continua a
repetir alguns dos ataques habituais lançados aos turistas, sem refutar tais ideias incisivamente como fazem com a crítica usual ao turismo urbano em geral.
No contexto brasileiro, temos uma vasta produção acadêmica sobre o turismo no campo da Geografia e da História a partir de várias perspectivas como a da compreensão do processo de ocupação litorânea do Brasil, elaborada por Moraes (1999). Nesta, aborda diversos aspectos fundamentais, da estruturação econômica brasileira, tendo como pano de fundo a problemática ambiental das Zonas Costeiras e as novas atividades econômicas emergentes, entre elas o turismo litorâneo e o fenômeno de segundas residências de veraneio.
Outros autores levantam várias questões relacionadas às potencialidades e riscos do turismo, desatrelado do planejamento municipal, alertando em especial aos problemas da falta de planejamento para a estruturação de novas regiões metropolitanas lineares ao longo de todo o litoral brasileiro, com a elaborada por Yázigi (1999 e 2003).
As especificidades da produção do espaço turístico são levantadas também por Ana Fani Carlos, Rita de Cássia Ariza da Cruz, juntamente com Eduardo Yázigi em Turismo – Espaço, Paisagem e Cultura (1999). Vários autores aparecem nos trabalhos organizados por Adyr Balastreri Rodrigues apresentados em congressos de Geografia onde o tema central é Turismo, Espaço, Geografia, Modernidade e Globalização, em diversas obras
como: Turismo e Espaço: Rumo a um conhecimento transdisciplinar (1997); Turismo e Geografia – Reflexões teóricas e enfoques regionais (1999) e Turismo. Modernidade. Globalização. (2000).
Outro trabalho referencial é o desenvolvido pelos pesquisadores da rede nacional Observatório das Metrópoles na sua linha de pesquisa “Estudo comparativo sobre o papel das atividades imobiliário-turísticas na transformação do espaço social das
metrópoles nordestinas: Salvador, Recife, Natal e Fortaleza”, coordenado pelo Prof. Dr
Luiz César de Queiroz Ribeiro (IPPUR-UFRJ) 33.
Em cada uma dessas cidades existe um núcleo de pesquisa articulado com os demais membros no restante do país. Em Fortaleza é coordenado pelo Prof. Dr. José Borzacchiello e equipe formada pelo Prof. Dr. Eustógio Dantas e a Profª Drª Cleide Bernal, da Universidade Federal do Ceará – UFC, todos com vasta produção acadêmica na área do Turismo e do Desenvolvimento Urbano.
Em “Mar à Vista” (2002) Eustógio Dantas sintetiza seu estudo sobre a questão da
Maritimidade em Fortaleza levantando vários aspectos da ocupação litorânea do Ceará onde o turismo e o fenômeno de segundas-residências aparecem como fatores relevantes mais recentes.
Em 2008, publica juntamente com CASTRO, A. P. e PEREIRA, A. Q. o artigo
“Urbanização Litorânea das Metrópoles Nordestinas Brasileiras: vilegiatura marítima na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará”,34 abordando a urbanização turística fundamentada na questão da valorização dos espaços litorâneos. Trabalham o enfoque em perspectiva Geográfica Cultural, associando a consolidação das novas práticas marítimas modernas à lógica de ocupação, interpretada nos vários
“movimentos” de descoberta das zonas de praia iniciada pelos vilegiaturistas, vistos em
perspectiva histórica.
33
https://sites.google.com/a/metrowiki.net/rmf/linhas-de-pesquisas (17/06/12).
34
Por ocasião do simpósio organizado pela equipe de pesquisadores do Observatório, em Fortaleza em junho de
2008, cujo tema “Espaço Metropolitano, Turismo e Mercado Imobiliário” tratou de vários aspectos da urbanização
turística e foi uma espécie de síntese da produção daquela linha de pesquisa em referência.
http://sites.google.com/a/metrowiki.net/observat-rio-das-metr-poles-workshop-fortaleza/trabalhos- apresentados
O conceito de vilegiatura, nesse caso, está associado à racionalidade da “sociedade do ócio nos trópicos” e ao “desejo de obtenção da segunda residência, construída nas praias das capitais nordestinas”: um fenômeno semelhante ao das residências de veraneio, mas com uma nova abrangência espacial que cruza as fronteiras continentais, impulsionado pelos recentes investimentos em infraestrutura turística do Estado no PRODETUR-NE, entre os anos 1980 e 2000 e às influências da economia internacional.
Ainda no simpósio “Espaço Metropolitano, Turismo e Mercado Imobiliário” 35
, de 2008, vários autores contribuem com a discussão de diversos aspectos complementares sobre o espaço metropolitano e o turismo, como os artigos que tratam: das Bolhas imobiliárias e turismo (BEZERRA, M. M. O; CLEMENTINO, M. L. M. ); Especulação Imobiliária e Turismo no Nordeste (BERNAL, M. C. C.); As falácias sedutoras de um novo produto imobiliário (MAMMARELLA, R.; BARCELLOS, T. M. ); Fragmentação Socioespacial no Espaço Litorâneo de Fortaleza (BRASIL, A. B.); O Desencontro dos territórios de oportunidades para investimentos imobiliario-turisticos no litoral pernambucano (SOUZA, A. M); Urbanização Litorânea das Metrópoles Nordestinas Brasileiras (DANTAS, E. W. C.; CASTRO, A. P.; PEREIRA, A. Q. ), entre outros, todos disponíveis no site citado.
2.5.3 As bases da política de turismo no Ceará: reflexão sobre a organização do